SAG awards 2015 | claire danes


E se os Globos de Ouro me deixaram indiferente, bastou ver dois ou três modelitos do tapete vermelho dos Screen Actor's Guild Awards para começar a bater palminhas desalmadamente como as focas do Zoomarine. Com este Marc Jacobs da Claire Danes foi amor à primeira vista. A cor fica-lhe lindamente e o vestido tem uma série de elementos originais combinados com mestria e impecável execução.


A maquilhagem estaria igualmente perfeita não fosse um pormenor: não me agrada o risco "fechado" do eyeliner em todo o contorno dos olhos, que escurece e torna mais pequeno o olhar. A nossa Claire veio involuntariamente dar uma demonstração do que menciona a Marlene Vinha nesta recente entrada do Pretty Exquisite!

PS: estou a meio de uma tentativa semifalhada de instalar comentários Disqus aqui no estaminé. Enquanto o apoio técnico não me responde, mantém-se os comentários do Blogger.

afinal o que é uma "cushion foundation"?


O novo lançamento da Lancôme para 2015 é a base de maquilhagem Miracle Cushion, que deverá surgir nas perfumarias nas próximas semanas. Depois dos BB Cream, é mais uma tendência nascida na Ásia - mais precisamente, na Coreia do Sul - que chega a terras europeias para deleite das makeup addicts. Mas há que perguntar antes do mais: afinal o que é uma cushion foundation?

cushion foundation é uma esponja embebida numa base líquida, que se liberta pressionando a cushion com o aplicador. O produto é então aplicado em pequenos toques no rosto, deixando um acabamento muito natural. As cushion foundation têm cobertura entre baixa e média, geralmente dispensam a aplicação de pó, têm SPF incorporado e uma duração bastante elevada - foram criadas para suportar o Verão coreano que é bastante quente e húmido.

Neste vídeo da youtuber Liah Woo podem ver uma descrição e comparação entre as marcas mais conhecidas de cushion foundation. Eu tenho a Hera UV Mist Cushion, mencionada aos 04:00 do vídeo, sobre a qual infra passarei a tecer as minhas opiniões.


A minha Hera UV Mist Cushion Longstay na cor C23 foi comprada no eBay e custou-me € 31,95. Por este preço veio a cushion foundation na sua embalagem com aplicador e ainda uma recarga em embalagem selada em vácuo, que ainda não abri. Nos primeiros momentos de aplicação o produto parece um bocadinho estranho mas até é agradável de aplicar e dá uma sensação fresquinha na pele. Passados uns minutos parece fundir-se e desaparecer, deixando um impressionante aspecto de pele nua. 


Tenho pele mista/oleosa e este é um dos poucos produtos que realmente dispensa o pó, acho-o notável. Eu recomendaria este produto para peles que não necessitem de cobrir grandes imperfeições, e/ou peles que tenham dificuldades em fixar a maquilhagem devido ao calor e/ou oleosidade. Não vos dará automaticamente aquele glow quase sobrenatural das peles asiáticas (para isso precisam de muitos meses de dedicação ao skincare), mas é uma ajudinha simpática. Não sei como se portará em peles mais secas.


O meu grande problema com a Hera UV Mist e, enfim, com a maioria dos produtos de maquilhagem asiáticos, é que mesmo as cores mais escuras da gama deles são muito claras para mim. Aliás a cor da base na esponja é enganadora, pois a cor sai bem mais clara do que parece. Adoraria usar a Hera UV Mist no Verão, porém a cor mais escura da gama, o C23, consegue ser mais clara que a minha cor de Inverno (safa-se corrigida com bronzer e blush por cima). É aqui que a Lancôme pode fazer maravilhas porque a sua Miracle Cushion apresenta-se numa gama bastante completa de tons! E consta que tal como as cushion foundation asiáticas, é possível comprar recargas do produto. Amigos da pele e amigos da carteira.


A Miracle Cushion da Lancôme apresenta-se em seis tons e terá um preço estimado em € 40. Na loja online espanhola Primor.eu encontra-se já disponível com desconto, ao preço de € 29,95.

golden globes 2015: este ano vai tudo ao molho que a colheita é fraquinha

Já pensavam que me tinha esquecido? A verdade é que este ano a colheita estilística dos Globos de Ouro foi, para a minha singela opinião, um aborrecimento. São gostos. Uma sucessão de coisas bonitinhas mas desinteressantes, pontuadas por alguns riscos que talvez não tenham corrido muito bem. Deixo já em jeito de teaser, que achei o tapete vermelho dos Screen Actor's Guild Awards infinitamente mais excitante, e esse dará azo a algumas entradas bem detalhadas ao longo desta semana. E agora, os modelitos que, passadas duas semanas, verdadeiramente me ficaram na retina:


O vestidinho Gucci amarelo de Naomi Watts foi uma lufada de ar fresco e luminosidade. A cor fica-lhe muito bem, o corte é impecável, e as jóias Bulgari dão-lhe o toque de estrela de Hollywood. 


E agora porque sim, uma foto de Naomi com o seu marido Liev Schreiber (honroso membro da minha lista «actores que eu adoro mas 90% das pessoas não sabem quem são»), num smoking Prada azul-marinho que vai lindamente com o vestido da mulher.


Em termos de coisinhas mais originais, o jumpsuit Lanvin da Emma Stone ganhou aos pontos. Ajuda ter um corte impecável, e ajuda ser a Emma Stone. Isto é daquelas coisas que o resto da humanidade tem de envergar com muito cuidado.


Também amei o smoky eye azulado, o batom rosa suave e o cabelo meio despenteado.


E não resisto a mostrar o pormenor do sapatinho clássico Louboutin.


Pode não ser a invenção da roda, mas gostei bastante deste vestido Versace envergado pela Jessica Chastain. A cor bronze fica muito bem com os tons de pele e de cabelo da actriz.


Com o cabelo meio preso em ondas a cair todas de um lado, Jessica tem qualquer coisa de Veronica Lake moderna. Este glamour à Hollywood clássica não é qualquer uma que consegue.


Sophie Hunter, actriz e encenadora de teatro, acompanhou o noivo Benedict Cumberbatch envergando um lindíssimo vestido Erdem impecavelmente cortado, com o devido espaço para bolsos (os vestidos com bolsos são uma das grandes invenções da história do Universo) e para o Cumberbaby que o feliz casal espera. 


Finalmente, o vestidinho Dior da Felicity Jones. Cor lindíssima, corte impecável, e a prova provada que não são precisas jóias ofuscantes ou decotes vertiginosos para brilhar no tapete vermelho. A Dior teve umas aparições duvidosas no ano passado, mas isto é um belíssimo começo para a awards season.

5 coisas que já deixávamos em 2014

Eu sei que já estamos quase em Fevereiro, mas deixem-me pregar mais alguns pregos no caixão do ano findo, para começar a programação de 2015 com o disco rígido limpo e formatado; que senão o sistema custa a arrancar, isso custa. E vós que me ledes estão a levar com metáforas informáticas porque eu ando há três dias a tentar perceber como funciona o Windows 8 e entretanto faleceu-me um disco rígido externo, ora abóboras.

#01 "Tendências" inspiradas nas Kardashian

Lamento se estou a fazer ruir o vosso mundo, mas a Kim Kardashian não inventou a arte do contorno. Desde os seus primórdios que a maquilhagem joga com luz e sombra, e os precursores do contorno encontram-se entre os muitos maquilhadores anónimos que na era dourada de Hollywood faziam de mulheres como Greta Garbo ou Marlene Dietrich autênticas deusas. O contorno sempre foi usado nas artes de palco e começou a ter divulgação mainstream através do maquilhador Kevyn Aucoin. O meu primeiro livro de maquilhagem foi o Making Faces, que já é da década de 90, e tem uma secção muito clara e bem ilustrada dedicada a este tema. 

Portanto: não, a Kim Kardashian não inventou o contorno. Sim, o contorno é muito útil mas façam o favor de não exagerar que senão parece que têm a cara às riscas. E diacho, já estou farta de ver todas as marcas e mais o cão, o gato e o periquito a lançar produtos de contorno.

Quanto aos lábios da Kylie Jenner, quanto menos se disser melhor. Vamos todos fazer de conta que acreditamos em ti e que isso é tudo natural, querida.

#02 Colar a palavra gourmet a tudo e mais alguma coisa

Sim, o contraste criado pela aplicação de técnicas e ingredientes requintados a pratos comuns e rápidos é um conceito giro e tem resultados interessantes. Ou pelo menos era um conceito giro antes de ter sido copiado e repetido até à exaustão, que agora não se atira uma pedra sem que não acerte numa tasca ou mercearia gourmet. Larguem o dicionário e concentrem-se na comidinha, se não se importam.

#03 Detox

Este tema é um dos meus odiozinhos de estimação, e "rebentou" em cheio em 2014 com aquela modinha dos sumos verdes. O conceito de detox é cerca de 90% falácia (e só não digo que é 100% porque estou bem disposta hoje), pois o corpo humano já tem dois órgãos que tratam da desintoxicação e eliminação de impurezas: o fígado e os rins. Bebam muita água, não fumem e não comam porcarias, que têm o assunto tratado.

Citando um conhecido anúncio radiofónico que muito me irrita, ninguém tem "quilos de resíduos" no organismo a não ser que tenha uma doença muito grave. Já o outro anúncio ao xarope que limpa os pulmões aos fumadores é ainda mais incrível ao mencionar os imensos "componentes nocivos" que supostamente respiramos entre os quais o azoto, gás que compõe 78% da atmosfera do planeta desde há 3,5 biliões de anos. Se isto fosse tóxico, parece-me que não seríamos hoje sete biliões de seres humanos. Mas pode ser que eu esteja errada. Vai-se a ver e é um bom desentupidor de canos.

Quanto ao suminho verde, bem, é sempre bom consumir mais frutas e legumes, mas não fiquem à espera que vos mude a vida. A não ser que entrem naquela história de consumir apenas sumos durante alguns dias que se tem tornado popular ultimamente. Aí a vossa vida irá mudar porque (a) vão passar o dia a correr para a casa de banho devido à grande quantidade de líquidos e fibra ingeridos (b) vão ficar absolutamente esgazeados de fome e (c) bem podem emagrecer, mas o que perderam foi só água e vai voltar num instante quando forem devorar um hamburguer duplo para quebrar o jejum.

#04 Nail art

Em tempos antigos, os membros da aristocracia chinesa - tanto homens como mulheres - exibiam unhas incrivelmente longas e nada práticas, como símbolo da sua riqueza e status. Significava que eram tão ricos que não necessitavam de fazer qualquer trabalho manual. 

Hoje em dia desenham-se Hello Kittys nas unhas, colam-se purpurinas, pérolas, lacinhos, etc. Daqui a umas centenas de anos algum antropólogo irá investigar o significado disto, porque eu francamente não chego lá.

#05 Justin Bieber

Eu até propunha mandá-lo definitivamente para as Ilhas Selvagens, mas acho que a população de cagarras não iria sobreviver à poluição sonora daquela vozinha estridente.

Fonte

E agora vou ver se preparo umas entradas sobre maquilhagem, que isto ultimamente anda muito sério por aqui.

as inconveniências da liberdade


Declaração Universal dos Direitos do Homem 

Adoptada e proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas
na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948 

Artigo 1.º
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. 

Artigo 18.º
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 19.º
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Ontem mataram doze pessoas na redacção de um jornal em França. Mais quatro estão hospitalizadas em estado grave e outras sete sofreram ferimentos mais leves. Este jornal, o Charlie Hebdo, era uma publicação satírica conhecida pelos seus cartoons que gozavam com tudo e todos. E quando dizemos gozavam, falamos da sátira levada ao extremo, sem pudor nem preocupação pelo politicamente correcto. Podemos discutir o gosto ou a conveniência dos cartoons do Charlie Hebdo. Não temos o direito de os julgar. Não temos o direito de os censurar.

Mas a par da impressionante onda de solidariedade que se levanta por todo o mundo, representada pela hashtag #JeSuisCharlie, por manifestações pela liberdade de expressão da mais variada índole, outra corrente se desenvolve. A dos cobardes. A daqueles que dizem "gozaram com os muçulmanos, do que estavam à espera? deviam era ter ficado caladinhos" sem perceber a obscenidade da sua afirmação. 

Pois é. Realmente, do que esta malta se foi lembrar: exercer despudoradamente um direito fundamental do ser humano! E sem sequer fazer primeiro, sei lá, um inquérito de opinião para saber se alguém podia ser ligeiramente ofendido pelos seus "bonecos"! Estavam mesmo a pedi-las, estes. São como aquelas mulheres que saem à rua de mini-saia e depois vêm queixar-se que são assediadas e até violadas. Do que é que estavam à espera? A bem dizer, se calhar alguns muçulmanos radicais é que têm razão, deviam andar caladinhas e de burka. Agora que eu peguei no argumento e o reduzi ao absurdo talvez estejam a sentir-se desconfortáveis. São inconvenientes, estas coisas da lógica e da argumentação, quando as levamos ao fundo em vez de lhes pegar pela rama e despejar duas ou três pseudo-reflexões no Facebook.

Agora vou explicar-vos um facto da vida. Algures no mundo haverá sempre alguém a fazer e dizer coisas que outro alguém considera ofensivas ou inconvenientes. Neste momento algures no Facebook alguém está a escrever um comentário que vocês vão achar horrível e despropositado. Têm todo o direito de discordar. Têm aliás tanto direito de discordar, como a outra pessoa tem o direito de escrever o que escreveu. É isso a liberdade de expressão. E no momento em que começamos a cercear a liberdade de expressão porque há coisas que são "inconvenientes" isso tem um só nome amigos, e esse nome é CENSURA.

Permitam-me citar Miguel Esteves Cardoso na sua crónica de hoje no Público:

«Os mais perigosos inimigos da liberdade de expressão são pessoas inteligentes e bem-intencionadas que publicamente pedem tratamento especial para a religião islâmica (ou qualquer outra religião) para não "ferir susceptibilidades" ou "fazer provocações". São pessoas liberais que defendem calmamente a protecção das sensibilidades muçulmanas através da violação da liberdade de expressão, por muito civilizada e politicamente correcta que seja a forma de censura que propõem.»

Infelizmente a doença da "inconveniência" tem raízes profundas no nosso Portugal, talvez resquício mal resolvido do "lápis azul" que durante décadas controlou a imprensa e as artes criativas no país. Nos anos 80 tiraram do ar um programa do Herman José por causa de um sketch com a Rainha Santa Isabel que chegou a ser discutido na Assembleia da República. Em 1992 o cartoonista português António publicou uma caricatura do Papa João Paulo II com um preservativo pendurado no nariz, em sátira à posição da Igreja Católica sobre o uso de contraceptivos, e ia caindo o Carmo e a Trindade.

Quanto a estes e muitos outros exemplos, e nomeadamente quanto às caricaturas do Charlie Hebdo que atacavam o extremismo religioso e motivaram o hediondo ataque de ontem, muito se pode dizer e todos temos direito a uma opinião. Sim, até podemos achar de mau gosto. Ofensivo. Despropositado. Mas numa sociedade livre atacam-se argumentos com argumentos. Não se atacam os autores do argumento. Muito menos com disparos de metralhadora.

Porque as balas disparadas ontem não o foram apenas contra uma vintena de membros da redacção do Charlie Hebdo e mais dois polícias. Foram disparadas contra todos os jornalistas do mundo e contra todos os seres humanos que têm a inalienável liberdade de fazer ouvir a sua voz e expressar a sua opinião, por muito inconveniente que ela seja.

E cada pessoa que hoje vier dizer "deviam era ter ficado caladinhos" é mais um que foi atingido pelas balas disparadas ontem em Paris.

desaparecidos em combate #17: a (mui extensa) edição de fim de ano


Começamos sem demora, por mais um produto que foi uma desilusão: o desmaquilhante Ultra Bland da Lush. Convenhamos: actualmente estou rendida aos bálsamos desmaquilhantes, mas isto é quase impossível de retirar da cara em condições, o que o torna um no no para a minha pele (ainda) atreita a imperfeições. Rançou e foi para o lixo, fim da história.

Muito diferente é o caso do Take the Day Off Cleansing Balm da Clinique. É a segunda embalagem que gasto e tive a sorte de comprar ambas em saldo, e ainda antes da blogger Caroline Hirons dar o seu selo de aprovação a este bálsamo. Não tem cheirinho bom nem embalagem XPTO como alguns produtos mais charmosos, mas é um básico totalmente desprovido de ingredientes que possam causar reacções alérgicas, indicado mesmo para peles sensíveis e/ou acneicas. Retira-se muito bem com água e/ou um paninho desmaquilhante. Adoro. Mas faço notar que a Camomile Sumptuous Cleansing Butter da The Body Shop é muito parecida com isto e bem mais barata!

Terminei ainda a enésima embalagem de água micelar Sensibio H20 da Bioderma. Procurem estas embalagens com o novo doseador. Vão mudar a vossa vida. E o meu segundo Rosehip Bioregenerate Oil da Pai Skincare. No capítulo óleos temos ainda o óleo pré-desmaquilhante Neroli Firming Lift & Hydrate Facial Oil da marca Una Brennan. Este óleo e o seu "mano" Rose Hydrate foram concebidos para servir de primeiro passo numa rotina de double cleanse: aplica-se, massaja-se, retira-se com água morna e um paninho desmaquilhante, e aplica-se um cleanser em seguida. É um produto muito agradável de usar mas a embalagem de 30ml acaba por durar pouco tendo em conta as instruções de utilização. Reservei-o para ocasiões especiais e apesar de gostar muito, não creio que volte a recomprar.

Segue-se uma novidade, o tónico Keracnyl da Ducray. Nas minhas buscas por um exfoliante em ácido com preço simpático e sem ingredientes irritantes, dei com este produto da linha para peles oleosas e com imperfeições da Ducray. Tem ácidos glicólico, salicílico e láctico; não tem álcool ou outros irritantes; e inclui ainda hamamélis para acalmar. Tudo isto por cerca de € 12 por 200ml. Um achado. Gostei imenso e voltarei a recomprar. É suficientemente suave para usar diariamente.

E depois da limpeza, a hidratação. Terminei um dos melhores cremes de olhos que já usei, o Time Filler Eyes da Filorga (e sobre o qual eu já deveria ter escrito não fosse meter-se a loucura do fim de ano, mas deixo-vos a apreciação da C&C). Gostei mesmo deste creme e voltaria a comprá-lo, embora nunca em terras portuguesas porque a Filorga leva com um agravamento de preços na ordem dos 30% por cá. Felizmente o meu grande problema na zona periocular é o arroxeado das minhas eternas olheiras de sinusite, e rugas ainda são pouquinhas, pouquinhas. Mas honestamente senti que essas pouquinhas rugas de expressão se atenuaram ao usar o Time Filler Eyes.

No sector hidratantes de rosto, terminei mais um Geranium & Thistle Rebalancing Day Cream (e sim, a embalagem nova permite mesmo usar o produto até à última gota) e ainda o Crème Fraiche de Beauté Light da Nuxe. Achei este último fraquito, mas para hidratante de Verão safa-se. 


Caso raro, terminei um perfume: o Azurée Soleil da Estée Lauder, o meu perfume de praia por eleição (que tecnicamente está descontinuado, mas na verdade reencarnou no Bronze Goddess editado todos os anos). E terminei e recomprei uma Mavapen Huile Nourrissante pour Cuticules, que trago sempre na carteira. Isto é uma verdadeira manicure in a pen, hidrata as cutículas sem sujar as mãos e deixa a manicure imediatamente mais cuidada. 

Com muita pena minha, pela primeira vez na vida tive de atirar fora um pincel. Este pincel de base da Armani foi o meu primeiro pincel "de luxo", comprado em conjunto com a base Luminous Silk há uns valentes anos, logo que a Armani abriu no El Corte Inglés. A base já lá vai, e o pincel faleceu uma morte lenta e triste. A cola da base enfraqueceu e transformou-se numa espécie de gosma agarrada às cerdas do pincel até que se tornou impossível usá-lo. Desgosto! Em comparação o meu primeiro conjunto de pincéis foi um kit de minis da MAC (que supostamente não são tão bons como os da linha permanente) comprado em 2005 e continuam todos impecáveis. Shame on you, Armani.

Entretanto terminei ainda um kit de viagem da linha Ibuki da Shiseido, que tinha a uso em casa dos pais. Opinião unânime: não gostei de nada. Nem do hidratante, nem do tónico nem da espuma de limpeza. Adiante.

Finalmente terminei o meu amado Hydra Life BB Eye Creme Défatigant Sublimateur Beauté du Regard da Dior, que já mencionei várias vezes. Gosto tanto que recomprei nos saldos do Verão e não me canso de cantar as maravilhas deste corrector anti-olheiras.

No sector maquilhagem temos uma máscara de pestanas Masterpiece da Max Factor, um lápis delineador de lábios da Sephora, e o pó fixante Invisible Powder da Kiko. Gosto muito deste pó e voltaria a comprá-lo. Não fica atrás do HD da Make Up Forever, por uma fracção do preço.


Uma última leva de cuidados de rosto e estamos quase lá. Em primeiro lugar o All In One Snail Repair Cream da marca coreana Mizon. A minha primeira experiência com a Mizon não podia ser melhor. Adorei este hidratante, leve mas competente, e fiquei com imensa vontade de experimentar outras coisas da marca (podem saber mais da Mizon com a C&C, que comprou um valente stock da marca e certamente terá muito a dizer em dias vindouros).

Em seguida uma oferta muito simpática: o Sleep Recover Baume Anti-Fatigue Nuit da Filorga foi-me oferecido pela C&C, que não ficou de todo impressionada com ele. Sucede que nós duas na Filorga somos uma espécie de antítese uma da outra (o que não é de admirar pois temos peles de características bem diferentes, a minha é oleosa no Verão e mista o resto do ano). Eu dei-me muito bem com o Sleep Recover e avanço dizer que ele faz mesmo o que diz na embalagem (porém não esperem milagres, que nada substitui uma boa noite de sono). Agora a verdade é que gostei dele exactamente porque de "bálsamo" não tem nada, a sua textura é tal e qual a de um hidratante normal, e eu usava-o à noite com um sérum por baixo e um óleo por cima...

Da Skinceuticals terminei o CE Ferulic do qual vos falei já, e ainda o protector solar Ultra Facial Defense SPF 50+. Gostei muito deste último, é um protector perfeito para o dia a dia na cidade. Não deixa efeito esbranquiçado, não cola, não fica oleoso e é uma óptima base para a maquilhagem.

No sector máscaras, a Masque Purifiant Doux da Nuxe faz jus ao seu nome e é uma máscara à base de argila que mesmo as peles sensíveis podem usar. Nunca seca nem repuxa, e deixa a pele muito suave e purificada. Adorei também a Glycolactic Radiance Renewal Mask da REN, uma máscara exfoliante à base de ácidos que tem um cheirinho maravilhoso a citrinos e deixa a pele renovada e iluminada sem me provocar qualquer tipo de irritação.

No Verão (sim, por isso é que a lista de hoje é tão longa) usei o programa de "tratamento de choque" Endocare Ampolas para tentar acelerar a cicatrização de uma erupção de acne que me apareceu mesmo antes de uma festa de casamento na família. Gostei das ampolas mas honestamente não sei dizer se me ajudaram mesmo na cicatrização. Ao menos nas fotos do casamento não se vê nada; mas pode ser do corrector!

E finalmente, o último produto acabado de 2014: o Neroli Firming Daily Brightening Cleanser da Una Brennan. Ao contrário do óleo da mesma linha de que vos falei acima, este produto é de recomprar e na verdade já estou a usar a segunda embalagem. Apesar do meu recente amor por produtos de limpeza em bálsamo, continuo a gostar de lavar a cara com água de manhã, e este cleanser é suave e não agressivo para a pele.

Obrigada por me lerem até ao fim; para o ano há mais!

[girl crush] peggy carter


Quem segue o estaminé há algum tempo já deve ter percebido que sou tão fã de cinema como de maquilhagem. E às vezes estes dois amores encontram-se e dá-se a magia. Sigo os filmes da Marvel, que agora se entrelaçam como peças de um puzzle, desde o primeiro Homem de Ferro, e apreciei particularmente a estética vintage do filme Capitão América: O Primeiro Vingador cujo enredo decorre nos anos 40 - é um dos que requer zero conhecimento do universo Marvel, podendo ser apreciado numa boa matiné. 

Entre as personagens deste filme conta-se a agente  Peggy Carter, interpretada pela inglesa Hayley Atwell, que ganha o amor do protagonista - e o nosso - desde o primeiro momento em que pespega um murro num recruta atrevido sem perder uma grama da sua pose. E porque eu sou o género de pessoa que resolve descobrir estas coisas, muitas voltas dei na internet a tentar descobrir qual o batom vermelho que a produção usou na maquilhagem da Peggy. Vejam lá se isto não é uma maravilha:


Pois. Infelizmente e para mal dos meus pecados, eu, que sou conhecida no escritório como a mulher que encontra tudo na internet, nunca encontrei o diacho da informação publicada. O batom vermelho da Peggy Carter, e o vestido vermelho da Mélanie Laurent, eram os meus dois grandes fracassos das buscas no ciberespaço.

Mas o universo Marvel veio em meu socorro. Não satisfeitos com o cinema, estes senhores enveredaram pelo pequeno ecrã com a série Agents of S.H.I.E.L.D. e perante o sucesso desta, oh felicidade, estão prestes a estrear uma série de oito episódios protagonizada pela nossa Peggy Carter. Agent Carter estreia em Janeiro e conta as aventuras de Peggy após os eventos do filme Capitão América: O Primeiro Vingador.


E agora perguntais-me, que a história já vai longa, o que tem tudo isto a ver com o batom vermelho? Tem tudo, caríssimos leitores. Tudo. É que entretanto a Hayley Atwell já tem Twitter e querem lá adivinhar o que ela publicou?

Hayley Atwell Twitter

Sim! A informação tão desejada. E desde logo fiquei a saber que o departamento de guarda-roupa e maquilhagem não brinca em serviço. A Bésame Cosmetics é uma marca criada em 2004 por Gabriela Hernandez, uma apaixonada pela maquilhagem e estética vintage. As embalagens e cores dos batons são criadas com base em figurinos da época, e cada cor tem a referência do ano ou década a que diz respeito. Como tal a marca tornou-se muito popular junto da indústria cinematográfica, porque é meio caminho andado na busca pela verosimilhança histórica nos filmes de época. O batom da Peggy (que coincidência ou não, está de momento esgotado) pertence ao ano de 1946, o que bate certo com a época da série.

O curioso é que há uns bons anos a Bésame Cosmetics vendeu-se em Lisboa numa loja vintage, e eu ainda fui a tempo de comprar um batom. Por isso posso dizer-vos que realmente a qualidade dos produtos é óptima - e o curioso formato do batom é muito prático para uma aplicação precisa!

Hayley Atwell Twitter

E mal sabia eu que entretanto a marca já se aventurou nos perfumes (que infelizmente não estão disponíveis na loja europeia), com uma colecção em que cada fragrância se baseia numa década diferente. Isto é brilhante.

Hayley Atwell Twitter

Para completar o kit temos direito ao verniz (que nesta foto parece castanho mas é um vermelho clássico), que faz parte da colecção de Natal da Gwen Stefani para a OPI. Gostamos. 
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