Freak Show


Desde o início da semana já me apareceram à frente uns vinte artigos sobre a "nova cara" da Renée Zellweger. A primeira vaga resumiu-se em exclamações de espanto e tentativas de análise sobre o que teria mudado e porquê, acompanhada pelos inevitáveis artigos do género "drastic celebrity transformations!" Na segunda vaga entrou em cena a análise sociocultural com comentadores diversos a opinar que a actriz tem todo o direito a fazer uma plástica sem que todos entrem em histeria, ou a comparar e contrastar com o recente roubo e divulgação de fotos privadas de outras personalidades para nos fazer ver como a sociedade julga o mérito das mulheres pelo seu aspecto, como se fôssemos bens de consumo.

Entretanto a própria Renée, que já deve estar um bocadinho farta de ter a internet e a imprensa a pontuá-la como estivesse num concurso de saltos, declarou que não fez cirurgia nenhuma e que o seu aspecto diferente se deve ao facto de ter actualmente uma vida feliz, saudável, serena e preenchida. Ao que eu digo: minha querida, estou perfeitamente solidária contigo mas explica-me lá em que estúdio praticas yoga, ou qual é o chazinho que bebes, que te fez as sobrancelhas mudar de sítio.

A coisa resumida, bem resumida, é isto: saber se a Renée Zellweger fez ou não um lifting às pálpebras terá algum impacto significativo na nossa vida? Não. A Renée Zellweger tem de fazer uma consulta pública antes de fazer uma hipotética cirurgia plástica? Não. Passemos à frente.

A obsessão com a imagem atingiu níveis nunca vistos com a divulgação da internet e das redes sociais. Uma fotografia dá a volta ao mundo em minutos. Julgar, opinar e comentar é mais fácil que nunca e  singra uma verdadeira guerra sociocultural no micro/macrocosmos que é a internet. Ela ficou desfigurada / Ela tinha todo o direito de fazer uma plástica... Ela engordou e está flácida / Ela está toda musculada, parece um homem, que horror... Ela pôs tanto Botox que já não tem expressão / Olha para ela tão linda naquele anúncio parece uma boneca... Estas modelos anorécticas são um mau exemplo / Minha nossa que rabo grande ela devia fazer dieta... E assim por diante até ao fim da eternidade. Porque fazer juízos de valor num piscar de olhos, e mandar bocas aos outros, são coisas que o ser humano deve ter aprendido há uns bons milhões de anos; imagino que quando o Homo Erectus dominou o fogo, houve dois ou três resmungões a dizer ora bolas mais valia teres ficado quieto isto vai sujar a caverna toda de cinzas e depois quem é que limpa?!

Ainda há uns dias fazia eu zapping casualmente, e percebi que a única diferença entre o American Horror Story: Freak Show e o canal TLC é que por enquanto, o TLC não tem palhaços assassinos. De resto está tudo lá. As pessoas gostam de ver aberrações, de comentar e julgar, e depois voltar à sua vidinha pacata. Claro que o contraponto disto é que a internalização normativa em termos de imagem pode criar problemas sérios se existe um suposto desvio à norma. E aí chegamos às pessoas que acreditam que a sua vida mudará miraculosamente se descerem dois tamanhos de roupa ou fizerem uma rinoplastia. Eu não tenho o direito de julgá-las, mas imagino que haverão algumas desilusões. É fácil julgar o nosso corpo. Eu própria tenho uma embirração de estimação com a linha de queixo que herdei da minha avó e às vezes pratico em frente ao espelho para não se notar nas fotografias. Mas não sei se seria capaz de fazer uma cirurgia plástica. 

Nem de propósito, o Nip/Tuck voltou a passar na televisão. Aquele genérico continua a dar-me arrepios.

"review": Macadamia Flawless Cleansing Conditioner


Não me recordo exactamente onde li sobre este produto, mas desconfio que terá sido uma das bloggers britânicas que mo deu a conhecer. Sei que na altura já conhecia a Macadamia, que descobri há coisa de uns dezoito meses, e tinha feito um stock simpático de produtos da marca, amealhados em promoções no AllBeauty.com e no LookFantastic.com, antes mesmo de descobrir que em Portugal a Macadamia é representada pela SKpro. Ora eu já estava apaixonada pelo Rejuvenating Shampoo, pelo Healing Oil e pela Deep Repair Masque, e fiquei supremamente curiosa com este Flawless Cleansing Conditioner, porque tenho um fraquinho por produtos à MacGyver.

Sim, porque o Flawless (como lhe chamo agora que já somos amigos) é um verdadeiro canivete suíço dos cuidados capilares: sem sulfatos nem parabenos, lava, condiciona, e reduz o tempo de secagem do cabelo, tudo de uma vez. E não podia ser mais fácil de usar: molhamos o cabelo tal e qual como se fôssemos aplicar champô, distribuímos uma ou duas nozes de Flawless pelo cabelo, massajamos um minuto, deixamos em pose e retiramos o produto no final do duche.


Por se tratar de um produto em aerossol, a maior parte das lojas online não envia o Flawless para Portugal devido ao Grande Desastre do Transporte Aéreo de 2013, em que muitas lojas deixaram de enviar perfumes, verniz e aerossóis devido aos novos regulamentos de transporte aéreo. Acabei por comprar o meu no stand da SKpro na Expocosmética. 

Comecei a usá-lo no início do Verão, numa altura em que tinha o cabelo um pouco mais comprido que habitualmente. A princípio pareceu-me que deixava o cabelo um bocadito mole e sem volume (para referência, o meu cabelo é fino, abundante, liso, e médio/curto) e ainda fiquei a pensar se não iria acabar por ficar desiludida com o Flawless. No entanto, depois de uma ida ao cabeleireiro e mais algumas idas à praia, voltei a experimentar o Flawless e fiquei encantada. Não sei se foi ter o cabelo mais curto, se eventualmente mais necessitado de hidratação pós-praia, mas a verdade é que achei o Flawless perfeito para lavar o cabelo no Verão, sem agredir nem estimular a produção de óleo. E ainda por cima super rápido de usar! Quanto ao tempo de secagem não me posso pronunciar: o meu cabelo seca em cinco minutos com secador, portanto é quase impossível reduzir isto...

Acabei por terminar a embalagem em meados de Setembro, sendo que aqui tenho de mencionar aqueles que são para mim os pontos negativos do produto. Em primeiro lugar é um pouco caro tendo em conta o número médio de utilizações que permite: €19 por uma embalagem de 250ml, no entanto sendo uma espuma em aerossol gasta mais quantidade que um champô. Em segundo lugar, quando a espuma começa a chegar ao fim, é um suplício tirar produto do frasco. Nas últimas utilizações estive para cima de um minuto a carregar na bomba para sair produto suficiente!

Em suma: é verdadeiramente um produto original e interessante. Mas podiam melhorar a embalagem...

num ecrã perto de si #1: the walking dead

Há uns tempos que brincava com a ideia de escrever uma rubrica sobre séries de televisão, mas não sabia bem por onde começar. Mas chegada a época das estreias, a época de nos enroscarmos em frente ao ecrã com uma mantinha e um chá quente na mão, decidi que não era tarde nem cedo. E aproveitando a estreia da quinta temporada hoje à noite no canal Fox, começo por vos falar de The Walking Dead.


Normalmente quando falo de The Walking Dead a alguém que não conhece a série, tenho de esclarecer que na verdade não se trata de uma série sobre zombies, porque senão eu não a veria. Porque eu sou da geração que viu o Pesadelo em Elm Street às escondidas em VHS, só que eu não vi o Pesadelo em Elm Street nem às claras nem às escondidas, nem em VHS nem em DVD, nem o Sexta-Feira 13, nem o The Ring, nem o Saw nem outros que tais. Eu não vejo filmes de terror. Ponto parágrafo. Se a coisa tiver uns laivos de ficção científica e um enredo que não se basta pelo mero susto gratuito sou capaz de fazer um esforço. Exemplo: a saga Alien. De resto... não contem comigo.

E portanto dizia eu que The Walking Dead não é uma séries sobre zombies. Até porque os zombies em si são bastante aborrecidos. Não têm funções cerebrais desenvolvidas, não falam, só rosnam,  arrastam-se por aí a morder pessoas, e é isto. Não, The Walking Dead não é sobre zombies. É sobre o total e completo colapso da civilização humana, e sobre os que os seres humanos são capazes de fazer quando caem por terra as regras e convenções que limitam o seu comportamento no dia-a-dia.

Para alguém que como eu, faz das regras e do direito a sua vida, este é um tema caro. Chamai-me cínica, mas quanto mais vejo da vida, mais me convenço que apenas um finíssimo verniz de civilização nos separa da barbárie. E ver The Walking Dead é ver o que acontece quando esse verniz estala. Há genuíno sentimento, amizade e sacrifício? Há. E há redenção e esperança nos piores momentos. Mas também há crueldade e despotismo de fazer o sangue gelar, e há seres humanos tão maus de maus, que fazem os zombies comedores de carne parecerem ursinhos de peluche. Acham rebuscado? Vão lá ver o telejornal de hoje e depois digam-me coisas.

É uma de duas séries que aprecio, onde convém não nos apegarmos demasiado aos personagens, porque eles morrem que se fartam (fácil será adivinhar, que a outra é A Guerra dos Tronos). E confesso que às vezes salto um episódio ou dois, ou pior, vou online espreitar os recaps para saber o que aconteceu, porque não aguento a tensão em certos pontos da narrativa.


É uma série em que as personagens mudam, crescem, desenvolvem-se. Todos cometem erros e nem sempre os conseguem redimir.  E depois há esta senhora. Chama-se Michonne e tem uma katana. É preciso dizer mais?

assim não se fazem amigos

A meio do Verão, e encontrando-me necessitada de um protector solar para a zona do contorno de olhos, dirigi-me à Sephora onde encontrei os solares da Lancaster em promoção. Trouxe comigo um protector de rosto e um protector de contorno da linha Sun Control da Lancaster. O protector do contorno de olhos é o que vêem à esquerda na foto infra, o Sun Control Anti-Wrinkles & Dark Spots Sun Sensitive Skin Eye Contour Cream 50+ Very High Protection UVA + UVB + Infrared (bolas, que fiquei sem fôlego). 

Meto o creme na bolsa da praia, e eis que chegadas ao areal eu e a Mommy despejamos as bolsas com os protectores respectivos e tínhamos comprado o mesmo produto. Ou quase, porque a Mommy aproveitou a mesma promoção mas comprou o Sun Age Control Eyes & Lips Anti-Wrinkle SPF 30 UVA UVB High Protection (que vêem na foto à direita). Felizmente e apesar das embalagens serem exactamente iguais, as letras eram suficientemente diferentes para não os confundirmos. Felizmente, digo eu. Já vão perceber porquê.


Eu aplico o creme no contorno de olhos e passados uns minutos os olhos começam a arder-me. Era o primeiro dia naquela praia e estava vento, por isso atribuí a esse facto o ardor nos olhos. Eu não sou mariquinhas com estas coisas, acreditem, e quando digo que ardia, ardia mesmo. Ao ponto de lacrimejar constantemente e estar com os olhos semicerrados até que passado algum tempo, a sensação de ardor diminuía. 

Isto acontece-me dois ou três dias a fio e eu começo a desconfiar. Portanto no dia seguinte não apliquei o protector no contorno de olhos. Nada de ardor. Aplico o protector a seguir ao almoço. Pimba, passados dez minutos tenho os olhos a arder. No dia seguinte experimento o protector da minha mãe. Nada acontece. E por esta experiência chegamos à conclusão que o responsável pelo ardor nos meus olhos era o Sun Control da Lancaster.

Ainda tentei aplicá-lo sem ir mesmo à beira dos olhos, mas foi escusado; entre a água do mar e a transpiração, o produto migrava sempre para os olhos provocando-me um horrível ardor. Tive de deixar de o usar.

Regressada a casa, escrevi à casa-mãe da Lancaster, o grupo Coty, através da respectiva página de internet, relatando o sucedido. Fui franca, directa e bem-educada. Disse que há muito usava os produtos deles e nunca tal me tinha sucedido.

Passadas duas semanas em que o email deve ter andado a ser reencaminhado pelos escritórios da Coty por essa Europa fora, recebo finalmente uma resposta da Coty Spain, responsável pelo mercado ibérico. E a resposta é isto:

First of all thank you very much for your confidence in Lancaster products. We deeply regret this situation, but honestly we could not confirm you what ingredient could be causing to you an allergy. In fact all skins are different and react differently to each ingredients, the causes could be many. Hope you do not change your mind about our products, since they have been tested under dermatological and ophthalmological stringent European regulations.

Traduzido em miúdos: ah, temos pena. Ao que eu digo: obrigada pázinhos, mas pena têm as galinhas. Quando tiverem duzentas pessoas a queixar-se do mesmo vão lá com a desculpa dos testes dermatológicos e não digam que eu não vos avisei. Se isto acontecesse nos Estados Unidos devolviam-me o dinheiro e ainda me pediam para lhes enviar o frasco do produto para lhe fazer um controlo de segurança. Eu honestamente não estava à espera de tanto, mas tendo em conta que tive o trabalho de lhes escrever para lhes relatar um potencial problema com o produto deles, esperava mais que uma resposta pré-escrita.

Quanto a mim, depois desta brincadeira não volto a fazer experiências e ficarei para sempre fiel ao Soin Anti-Rides Contour des Yeux UVA UVB 30 da Clarins, que tem 100% ecrãs minerais e nunca me deu problemas.

"review": Dior Prestige Le Grand Masque


Recentemente e no âmbito de uma deslocação à Sephora do Colombo para investigar a nova base Diorskin Star, tive a sorte de (a) chegar à loja no exacto momento em que estavam a desembrulhar a remessa no armazém e (b) encontrar-se nesse dia na loja uma assistente da Dior. A base ainda não estava no expositor, mas como eu perguntei disponibilizaram-se para me fazer a aplicação e meninas, fui bem atendida como há muito não era: acabei por trazer a base, o corrector, o primer, a paleta de sombras, e ainda umas simpáticas amostras e um gift giríssimo, um leque ilustrado com um croquis acompanhado por duas amostras de perfume.


Não costumo investigar muito as linhas cosméticas premium de marcas como a Dior e a Chanel; fico-me pela maquilhagem. Portanto apanhei um pequeno susto quando vi o preço da Le Grand Masque Dior Prestige! A amostra trazia uns generosos 5ml que deram para três aplicações. Segundo a marca, esta máscara promove a oxigenação da pele e tem uma acção refirmante e repulpante; a pele fica com um ar repousado e luminoso.

A assistente da Dior recomendou-me deixar ficar a Le Grand Masque a noite toda, dica que já em tempos idos uma menina da Sisley me transmitira em relação à bem-amada Masque Creme A La Rose Noire. Assim fiz. Não posso negar que no dia seguinte a pele estava luminosa e hidratada, mas como graças ao CE Ferulic da Skinceuticals a minha pele anda incrivelmente unificada e sem vestígios de rosácea, admito que o efeito não foi assim tão visível.

A verdade é que gostei da máscara, sim senhora, mas não o suficiente para destronar a Masque Creme A La Rose Noire da posição de Holy Grail das máscaras de hidratação que ocupa no meu panteão pessoal. É que diacho, viram bem o preço disto? A máscara da Sisley é uma pechincha em comparação! Por quase duzentos euros isto devia trazer um massagista que saltava de dentro da embalagem para nos fazer um tratamento facial completo.


Ficam aqui os ingredientes para a melhor e superior análise de quem perceba destas coisas, que eu sei o básico e pouco mais. Não me odeies Dior, que continuamos a ser amigos; mas não tiras a Sisley do meu coração.

Rehabbed Market - Back to Fall

Amanhã Sábado dia 4 de Outubro, estarei na 6ª Edição do Rehabbed Market, no mesmo local onde se realizou a edição anterior: no Espaço Amoreiras, centro empresarial, na Rua D. João V, 24, em Lisboa (a cinco minutos do centro comercial com o mesmo nome). O espaço tem estacionamento subterrâneo e caixa de multibanco no interior do edifício. Tem também um restaurante e cafetaria. 

O tema desta edição é “Back to Fall” e pretende celebrar a rentrée no melhor estilo e dar as boas vindas ao Outono (sim queridos leitores, ele vem aí, não se deixem enganar pela vaga de calor!) O mercado realiza-se das 11h às 20h, tem entrada gratuita e vai ter muitas actividades. Além de roupa, calçado e acessórios em stock off, divulgação de novas marcas e um apontamento de segunda mão (com o selo de qualidade “Second Best”, ao abrigo do qual se insere a minha participação), poderão encontrar outras novidades. Estará presente um expositor premium, o Grupo MVG que irá fazer stock-off de artigos desta estação com as marcas BCBG Maxazria, Karen Millen e Max & Co. Uma das novidades é a inclusão de um espaço que vende móveis reciclados, que se coaduna com os valores da reabilitação e reutilização da marca. 

Esta edição conta também com um REhabbed Lounge, uma zona onde vão encontrar música pelo Radio-Hotel, sessão de saxofone ao vivo com Mark Cain, vinhos e petiscos e a revista Saber Viver. Entre as 15h e as 18h será realizada uma sessão de autógrafos com o autor José Avilez Ogando, que estará a promover o seu romance Cadernos de Buenos Aires. Vão também ser sorteados pelo público prémios oferecidos pelas marcas.

Esta edição vai ter uma vertente social maior pois a parceira social da REhabbed, a Associação Novo Futuro, vai fazer uma recolha de bens alimentares, pelo que podem levar o vosso contributo e ajudar as crianças que são apoiadas por esta associação. Os bens alimentares mais necessários são leite, esparguete, cereais, açúcar, farinha, azeite, óleo, achocolatados, atum, salsichas, polpa de tomate.


Mafalda 50


Estamos todos a ficar velhos, menos a Mafalda. A primeira tira protagonizada por esta menina contestatária saiu há 50 anos, em 29 de Setembro de 1964, no semanário argentino Primera Plana. E continuam tão actuais, engraçadas e corrosivas como da primeira vez que as lemos. Foi com a Mafalda que eu aprendi o que era a ONU; com a Mafalda partilhei o ódio visceral à sopa.

Comemorando este meio século a fazer perguntas inconvenientes, a Editorial Verbo irá reeditar o volume Toda a Mafalda (que tem lugar de honra na minha estante há muitos anos...) com todas as tiras da Mafalda, acompanhadas por artigos de opinião e diversa informação que ajudam a contextualizar a personagem e as piadas nos acontecimentos históricos que a Argentina e o Mundo viveram entre 1964 e 1973. 

A edição está prevista para Outubro, sendo possível fazer a pré-encomenda na livraria online Wook.pt com 10% de desconto sobre o preço de capa e portes grátis.

tenho dois amores

A revisão criteriosa do guarda-roupa de estações passadas é uma tarefa que nos poupa a compras irreflectidas. Este ano tornou-se necessária mais cedo, por força da esquizofrenia meteorológica a que Lisboa vem sendo sujeita. E acabei por identificar necessidades básicas a nível do calçado de cor preta; tenho uns sapatos que vão para venda porque passam a vida a descalçar-se, uns bons botins de salto agulha e uns oxford que passados cinco anos continuam a dar provas, mas sinto que preciso de mais qualquer coisa que resista às intempéries. A minha pesquisa revelou dois candidatos totalmente diferentes:

Botins Bimba y Lola € 175 € 140

Botins Zara € 69,95

Por agora provavelmente compro os da Zara, assumindo que me ficam bem (terei de encomendar online pois não os encontro em nenhuma loja)... mas alimento alguma esperança que os Bimba y Lola ainda reduzam mais o preço.

oops, I did it again


Há uma sorte madrasta que me faz invariavelmente apaixonar pelo produto mais caro da loja, antes mesmo de lhe vislumbrar o preço. É vê-lo, é passar a mão por ele, e quando chegas à etiqueta zás, é heartbreak garantido. Desta vez os culpados são os senhores da Massimo Dutti, que fizeram o favor de me colocar no caminho este casaco da colecção New York Limited que além de lindo, confortável e de corte perfeito, é em malha de alpaca. Quer isto dizer, para quem não conhece o bicho, que é incrivelmente leve, leve como as asas de um anjo. Já o preço, porém, é um pecado mortal. 

E não há um descontinho para a a Fashion's Night Out? Não. Há uma velinha de oferta. Vou só ali para o canto chorar um bocadinho.

a long time ago, in a galaxy far, far away...

Os meus dois amores de sempre, a moda e a fantasia, juntaram-se e tiveram um bebé, a colecção Outono / Inverno 2014 da Rodarte. As manas Kate e Laura Mulleavy apresentaram-nos vestidos impressos com fotogramas icónicos da saga Star Wars (devidamente licenciados pela Lucasfilm / Disney), com resultados surpreendentes. 

Agora a colecção protagonizou uma produção para a revista PAPER fotografada no Skywalker Ranch, lar criativo de George Lucas e local mítico para todos os fãs da saga. E fiquei ainda mais apaixonada: a justaposição dos padrões com diferentes cenários resulta, a meu ver, brilhante. Há quem sonhe com vestidos de noiva; eu sonho com vestidos impressos com o Luke Skywalker e banda sonora de John Williams a acompanhar.




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