
Primeiro, uma reflexão, ou duas. Quando comecei este blog quase não olhava para os expositores da Dior. A marca tinha qualquer coisa de empoeirado, de anos 90. Os primeiros produtos que me recordo de comprar foram duas paletas de sombras que não me impressionaram, à altura, minimamente, e alguns anos depois um Rouge Dolce Vita comprado num dia em que me apetecia, absolutamente, um vermelho original - e ainda hoje é um dos meus vermelhos favoritos.
Eram os tempos antes do maquilhador Peter Philips ter tomado conta da direcção criativa da marca, e parecem a anos-luz de distância. A Dior veio a tornar-se uma das minhas marcas favoritas - destronando, confesso, as minhas velhas paixões Chanel e YSL - com sucessivos lançamentos de produtos e cores maravilhosos, originais e de qualidade indiscutível.
Mas também o mundo da maquilhagem mudou. Parece que foi ontem, que toda a blogosfera andava alucinada em ter o Heroine da MAC. Foi há um ou dois anos, parece impossível, mas isto foi antes do Snapchat e do Instagram se terem tornado os grandes meio de divulgação das novas tendências. E hoje, as fronteiras entre segmentos de mercado diluem-se, e toda a gente tem um batom roxo, e a Dior tem um batom roxo, e um batom preto-azul, e um batom cinza, e tudo isto é normalíssimo e ainda bem.

Só é chato que cada novo lançamento seja um pretexto para subir ligeiramente preços, porque os Rouge Dior já vão em € 37,50 e bolas!, um batom é um produto de primeira necessidade! Eu ainda sou do tempo em que o preço médio de um batom das marcas de perfumaria era € 20, caramba. Não obstante, a gama mate dos Rouge Dior é um pequeno universo de maravilhas com cores para todos os gostos, ao qual é difícil resistir.
Foi um caso em que esperar me serviu bem. Fui adiando a compra do vermelho #999 original, e às tantas gostei mais da nova versão mate que saiu nesta colecção. Se gostar da performance, já tenho mais duas cores debaixo de olho!













