oh dear! it's xmas again

Vantagem de algumas lojas iniciarem os saldos antes do Natal: comprar prendas já com desconto (na verdade a minha família há muitos anos que pratica o adiamento de certas prendas para Janeiro, porque ninguém é parvo para comprar uma coisa que daí a duas semanas está com 50% desconto).

Problema de algumas lojas iniciarem os saldos antes do Natal: confusão de Natal + confusão de saldos = AAARGH SOCORRO TIREM-ME JÁ DAQUI!

Massimo Dutti Blazer Lã € 179,00 € 89,95

É mais ou menos isto. Felizmente tenho uma Massimo Dutti "à porta de casa" que visitei ontem estrategicamente às 10 da manhã em ponto, para comprar um relógio de homem que tinha debaixo de olho como prenda! Aproveitei para dar uma vista de olhos, e trouxe este blazer acolchoado com gola de pêlo que já está com 50% desconto. A peça é bem feita e confortável, e suficientemente versátil para usar com roupa formal de trabalho ou com jeans.

Massimo Dutti Relógio Vintage € 100,00 € 69,95

O relógio é mesmo bonito e vem numa caixa toda pipi com duas braceletes intercambiáveis. Veio mesmo a calhar porque estava sem qualquer ideia de prenda de jeito para esta pessoa em particular! 

Entretanto hoje passei na loja "na desportiva" à hora de almoço e a fila da caixa chegava ao fundo da loja... Curiosamente hoje puseram mais peças nos expositores e eis que encontro aquele casaco que eu tinha catrapiscado no início da estação, descontado de € 279 para € 189. Mas já não me apeteceu comprá-lo. Não me peçam para explicar. Sou uma pessoa complicada.

e produziu-se o amor à primeira vista


Depois da aventura que foi comprá-lo, o Rouge G #820 Parade não desiludiu, muito pelo contrário. É um vermelho true red, ligeiramente aberto, luminoso. O que me surpreende nele é que apesar de a fórmula ter um lindíssimo acabamento glossy acetinado tipo candy apple, a duração é excelente. Mantém-se no sítio horas a fio, de forma confortável, sem secar nem perder a intensidade.

A acompanhar o Rouge G veio a máscara de pestanas Grandiôse da Lancôme, que após hesitação lá decidi comprar tendo em conta os simpáticos preços da Perfumerías Primor e a opinião positiva da C&C. Quanto a isto tenho a dizer que mergulhei na coisa de cabeça e sem ler as quilométricas e detalhadas instruções que acompanham a máscara (que decerto irei analisar a seu tempo). Foi saltar para a piscina e nadar. E não é que isto dá mesmo um jeito do caneco? Apesar de ser abençoada com pestanas fartas e escuras, ou talvez exactamente por causa disso, eu adoro um pestaname bem realçado e a Grandiôse produziu uma brilhante primeira impressão, a ponto de se posicionar como concorrente a destronar a Diorshow Extâse como favorita de sempre. Mas é cedo para falar e preciso de uns dias para testar bem esta menina.

Compra inesperada foi o They're Real! Push-Up Eyeliner da Benefit. Confesso que li críticas totalmente contraditórias sobre este produto, que pelos vistos ou se ama ou se odeia; não estava de todo nos meus planos experimentá-lo sequer. Mas numa visita rápida à Sephora do Chiado, a menina da Benefit ofereceu-me para mo aplicar e eu acedi. De forma inteligente, ela mostrou-me como funcionava, aplicou-mo num olho e convidou-me a experimentar eu no outro. Gostei da aplicação e do efeito, e sobretudo do intenso negrume deste eyeliner

Decidi-me a comprá-lo e entretanto constatei que tem uma duração extraordinária; um risco feito na minha mão não saiu a tarde toda, com múltiplas lavagens pelo meio. No dia seguinte, lá esperei vinte minutos a fazer clic clic (o eterno calvário da primeira aplicação partilhado pelo Touche Éclat, pela Ellis Faas e por tudo o que venha em click pens) para experimentar o Push-Up em condições, e a segunda impressão foi igualmente positiva. É preciso tratá-lo com algum cuidado, e recomendo ter à mão um kleenex para limpar algum excesso de produto do aplicador. Mas cria uma linha negra mate escuríssima, que só sairá com um bom desmaquilhante bifásico, e achei o formato do aplicador muito bom para fazer os cantos do cat eye.

descendo às profundezas da incompetência: três "case studies"


Os que me conhecem sabem que sou uma pessoa pacata. Não gosto de me irritar e tento ser zen mesmo quando confrontada com diárias manifestações de loucura e incompetência nos mais variados sectores da experiência humana. É que, meus caros, a tecnologia pode evoluir constantemente, mas ainda ninguém inventou (e duvido que alguma vez consiga) um sistema capaz de compensar o factor imbecilidade. O que significa que algures haverá sempre alguém a fazer asneira (factor humano) e do outro lado do sistema terá de haver outro infeliz alguém a corrigi-la (factor humano, mais uma vez). Lembrem-se disto da próxima vez que por qualquer razão um serviço de assistência ao cliente vos disser que a culpa é do sistema. A culpa não é do sistema, mas sim de quem o programou mal, ou de quem o aplicou mal.

E sucede que ultimamente eu pareço atrair casos destes e começo a ficar um bocadinho irritada.

Caso #1: comprei uma blusa na loja online da Mango e paguei por Multibanco. Recebi a blusa e no mesmo dia a devolvi em loja, porque mesmo o XS me ficava gigantesco. Nesse mesmo dia, 19 de Novembro, preenchi os meus dados bancários na conta de cliente Mango para processarem a devolução do preço, que supostamente aconteceria em cinco dias úteis.

Passados cinco dias úteis nada, portanto no dia 27 de Novembro liguei para o apoio ao cliente. Resposta: ah, não fizemos a transferência porque não temos os seus dados bancários. Eu: os dados bancários estão na minha conta de cliente desde dia 19. Ah pois é, que estranho, o sistema não assumiu os seus dados apesar deles estarem aqui. Pode confirmar-me outra vez? Confirmei. Até hoje nada. Update: reembolso recebido a 5 de Dezembro. NUNCA MAIS compro coisas através de pagamento Multibanco nesta loja online. Os reembolsos no cartão de crédito / Paypal nunca demoraram mais de cinco dias.

Caso #2: lembram-se do grande fiasco dos 50% na Blanco? Estes queridos fizeram uma promoção em que durante duas horas, das 00:00 às 02:00, a loja online estava toda a 50%. Claro que o servidor estourou. Claro que para serem ainda mais incompetentes, a promoção funcionou em hora espanhola e não em hora portuguesa, isto é, às 01:00 o código dos 50% deixou de funcionar. Eu só queria uma saia e um colar, vi-me à rasca para fazer o checkout e o sistema só me deixava seleccionar entrega ao domicílio (que custa € 4,95) em vez da entrega em loja (que é gratis).

Passada uma semana recebo um email a dizer que a minha encomenda está pronta para levantar na loja da Rua Garrett. Ou seja, cobraram-me € 4,95 por entrega ao domicílio e depois mandam-me a encomenda para a loja. Estes queridos desde quinta-feira nem sequer se dignaram a responder aos meus emails para o apoio ao cliente e cheira-me que vão levar com uma queixa na ASAE se não se mexem depressa. Update: aos 4 de Dezembro do ano de 2014 recebi o reembolso dos € 4,95.

Caso #3: durante o evento de Black Friday na Maquillalia.com, o checkout também estava com erros e soluços, e só depois de pagar me apercebi que tinha um batom duplicado no carrinho de compras. Enviei-lhes um email. Isto aconteceu na madrugada de quinta para sexta passadas. Na sexta-feira de manhã já me tinham respondido a dizer que não podiam corrigir a encomenda mas que me anulavam o pedido se eu quisesse. Eu respondi OK, então anulem a encomenda toda e passada meia hora já me tinham anulado a encomenda e processado o reembolso no Paypal. Impecáveis!

Senhores da Mango e da Blanco, ponham os olhos nisto e verifiquem que sim, é possível fazer as coisas sem meter água e corrigir erros e problemas deixando um cliente satisfeito.

Não percam o próximo episódio porque nós também não.

num ecrã perto de si #2: Outlander


A recomendação de hoje é mais leve que a anterior e perfeita para aproveitar no mês de Dezembro, uma vez que Outlander está actualmente em intervalo: passaram oito episódios, mas os restantes oito da primeira série apenas serão emitidos a partir de Abril de 2015.

Para quem gosta de ficção histórica ou de fantasia, Outlander apresenta um enredo de romance clássico com elementos de ficção científica à mistura. Assim de repente esta série pode lembrar-vos aqueles romances que agora enchem prateleiras nas livrarias, com garbosos highlanders em tronco nu na capa, e a semelhança não é coincidência; no entanto tem o mérito de pegar em muitos lugares-comuns e virá-los do avesso, algo que dá imenso gozo.

Baseada numa série de livros escritos pela autora Diana Gabaldon, Outlander conta a história de Claire, uma enfermeira acabada de sair da II Guerra Mundial que em 1945 faz uma viagem à Escócia em segunda lua-de-mel com o seu marido Frank, que foi espião durante a guerra. Passaram cinco anos separados e tentam aos poucos reencontrar-se; há alguma incerteza mas verdadeira amizade e calor entre ambos. Mas é aqui que logo no primeiro episódio o enredo dá uma volta inacreditável: num passeio de madrugada pela charneca escocesa, Claire entra num círculo de pedras druidas e quando sai... está no ano de 1743!

A inesperada viajante no tempo tem logo um mau encontro com soldados ingleses casacas-vermelhas, é salva por uns escoceses e logo a seguir já está a aplicar os seus conhecimentos médicos ao endireitar o ombro deslocado de um rapaz muito garboso chamado Jamie. A partir daqui há todo um enredo de segredos com Claire a esconder a sua fantástica origem, os escoceses a desconfiar dela porque é inglesa, e os ingleses (que são muito maus, e liderados por um sádico do piorio que é antepassado de Frank e igualzinho a ele) a querer "resgatar" Claire dos escoceses. Num dos clássicos clichés do romance, Claire acaba num casamento de conveniência com Jamie para passar a ser "cidadã escocesa" e cheia de remorsos por Frank que está algures em 1945 à procura dela, mas ao mesmo tempo a apaixonar-se por Jamie que além de ser podre de bom é um amor de rapaz.

Esta história tem como pano de fundo um drama bem maior que pesa na consciência de Claire: é que os escoceses estão a organizar-se contra o domínio inglês e pretendem colocar no trono da Escócia o pretendente Charles Edward Stuart, conhecido por "Bonnie Prince Charlie" (afastado da linha da sucessão ao trono de Inglaterra por ser católico). O que eles não sabem, mas Claire infelizmente sabe, é que esta rebelião irá ser esmagada de forma sangrenta na Batalha de Culloden em 1746, com as tropas inglesas a infligir pesada derrota aos clãs das Highlands. Os seus conhecimentos da história colocam Claire numa posição terrível: ela vê os seus novos amigos ansiar pela independência e assiste à crueldade dos soldados ingleses, mas não sabe se pode ou deve avisá-los, ou até como fazê-lo sem que a achem completamente louca...

Este é um assunto que ainda hoje é uma ferida na Escócia, pois após Culloden aplicaram às Highlands uma política quase de "terra queimada" para esmagar os rebeldes. É uma das maiores tragédias da história escocesa. Corre até um rumor que adiaram a transmissão desta série na televisão britânica porque estava em curso a campanha para o referendo sobre a independência da Escócia e neste contexto, mostrar românticos highlanders rebeldes e ingleses pérfidos seria complicado...

História e políticas à parte, Outlander é uma série linda de se ver, com personagens cativantes, cenários lindíssimos, e todo o encanto que faz da Escócia um lugar mágico.

Guerlain Un Soir à l’Opéra | caros, isto assim não dá

As colecções de Natal são lindas de ver, mas normalmente não me atraem assim muito. Há algo de repetitivo nos dourados e vermelhos que vemos todos os anos. Ainda assim, às vezes surgem produtos únicos que merecem abrir a carteira. 

A colecção da Guerlain este ano está especialmente bonita. A paleta de sombras e blush Petrouchka viria morar comigo não fosse eu ser já proprietária da Liu (de há dois anos), que é bastante semelhante. Mas apaixonei-me pelo Rouge G #820 Parade mal vi os primeiros swatches na internet, por isso aguardava a chegada da colecção para comprovar se, ao vivo, era o vermelho dos meus sonhos.

E toda contente ontem fui ao C.C. Vasco da Gama fazer a ronda das perfumarias.

Primeira paragem: Douglas. Os únicos que tinham o tester do batom. Foi amor à segunda vista, como tinha sido à primeira. Pedi o batom. Ah, não tinham. Disseram-me textualmente isto: que a Guerlain "decidiu que um país na Europa não ia receber a colecção toda e esse país é Portugal". WTF! Ah, talvez no El Corte Inglès recebam algumas paletas ou batons, dizem.

Segunda paragem: Perfumes & Cia. O melhor atendimento de todos. Não tinham sequer o tester do batom, mas ofereceram-se para tentar pedir à sede. Ligaram-me hoje a dizer que, conforme informação da conselheira Guerlain que lá esteve hoje, não enviaram o batom para Portugal e paletas, pouquíssimas.

Terceira paragem: Sephora. Aqui puseram o tester do #27 Gilda (um batom da linha permanente) no expositor para não ficar vazio, e em consequência estive cinco minutos a discutir com a funcionária que me queria convencer que o #27 é que era o batom da colecção apesar de termos aberto uma embalagem e ser óbvio que não tinha a embalagem vermelha do #820. Acho que tinham a paleta, já nem sei bem.

Cheguei a casa, abri a loja online da espanhola Perfumerías Primor e constatei que tinham a colecção toda disponível e mais, que o diacho do batom estava a € 29,95 em vez dos quarenta e tal que habitualmente custa por cá. E porque sim, depois de alguma indecisão e confiando na opinião da minha querida C&C, lá me aventurei e comprei também uma Lancôme Grandiôse que está a uns míseros € 22,40. Y viva España, y los Reyes, y ¡Hola!

E isto passou-se. Informem-me só por favor, existe alguma troika da maquilhagem que resolveu racionar o que as portuguesas têm ou não direito a comprar?! 




"review": Skinceuticals CE Ferulic


Praticamente desde que me iniciei a fundo nos meandros dos blogs e da estética que ouço falar da Skinceuticals e deste sérum em particular, como sendo a oitava maravilha do mundo. Porém o seu preço algo salgado levou-me a ir adiando a compra. Entretanto experimentei outro produto da Skinceuticals, o sérum Hydrating B5, que apreciei bastante. 

Em 2013 a revista Vogue fez uma promoção em que oferecia o CE Ferulic e o Ultra Facial Defense SPF 50 com a assinatura anual. Eu tratei de aproveitar, claro. Afinal a assinatura custava cerca de € 40, o CE Ferulic custa € 120 e o protector solar € 30... E assim recebi os produtos... e guardei-os porque tinha outras coisas abertas em uso. Mal sabia eu que tinha ali no meu armário uma das coisas mais maravilhosas que já me passou pela cútis!

Como já mencionei aqui algumas vezes, a minha pele é um órgão com as suas manias. É oleosa (mas já foi mais) mas nos últimos anos tornou-se sensível e com episódios de rosácea reactiva (isto é, umas micro-borbulhas que aparecem nos mais variados sítios, especialmente nas bochechas, e que facilmente se confundem com acne mas não o são). À medida que percebi o que se passava, consegui controlar a situação com algumas medidas simples: deixei de usar produtos de limpeza com detergentes, privilegiei a hidratação. Os produtos da Pai Skincare foram uma grande ajuda e fizeram muito pela minha pele. Mas ocasionalmente lá surgia uma vermelhidão ou umas borbulhitas.

Era este o estado das coisas quando comecei finalmente a usar o CE Ferulic e o Ultra Facial Defense em meados de Junho. O CE Ferulic é um sérum antioxidante. Significa isto que a sua função principal é defender a pele dos danos provocados pelos radicais livres a que estamos expostos diariamente por acção da poluição, do sol, etc. Enquanto outros produtos actuam tentando reparar as células danificadas, o CE Ferulic protege as células evitando que elas sofram danos

A informação prestada pela marca Skinceuticals é a seguinte:

Cuidado antioxidante triplo de alta concentração com 15% Ácido L-Ascórbico (Vitamina C), 1% Alpha Tocoferol (Vitamina E), e 0.5% Ácido Ferúlico. CE Ferulic é uma combinação antioxidante revolucionária que proporciona protecção avançada contra o fotoenvelhecimento, neutralizando os danos causados pelos radicais livres, ajudando a estimular a síntese de colagénio e dando à pele uma protecção antioxidante sem igual. Mais protecção significa pele mais jovem, e uma melhor defesa dos danos causados pelo envelhecimento. 
  • Oferece protecção ambiental avançada contra os raios UVA, UVB e infravermelhos A.
  • Estimula a síntese de colagénio para melhorar os sinais de envelhecimento.
  • Aumenta a firmeza da pele e repõe os lípidos para reduzir as rugas Ajuda a prevenir os "thymine dimers", mutações do ADN associadas com o cancro da pele.
  • Sendo absorvido, este soro não pode ser limpo ou retirado. Mantém-se eficaz por um período mínimo de 72 horas, tornando-o numa excelente protecção conjunta com protector solar.

Tratando-se de uma protecção, o CE Ferulic deve ser aplicado de manhã e acompanhado do protector solar. Vem num frasco de vidro escuro com conta-gotas, e a instrução de refrigerar o produto durante 12 horas antes da primeira utilização. É um líquido de cor âmbar com um ligeiro odor peculiar mas não irritante (eu não sou nada esquisita com estas coisas, já agora), que é absorvido pela pele quase de imediato. Eu aplico cinco gotas antes do hidratante, e após o hidratante aplico o protector solar. Com esta rotina matinal, o CE Ferulic durou aproximadamente cinco meses; está mesmo no fim. 

De início não percebi bem se o CE Ferulic estava a fazer algo de diferente na minha pele. Aliás tive um episódio de acne no queixo em Julho que me vi grega para resolver, porque estava convidada para um casamento e andei a reforçar com outros séruns para cicatrizar melhor (o que acabou por me salvar foi o Dual Coverage Compact Concealer da Becca). Isto passou, veio o Verão, fiz praia, sempre a aplicar o CE Ferulic de manhã. Voltei ao trabalho... e aos poucos comecei a notar que a pele estava muito menos reactiva do que antes (às vezes até um simples duche e secar o cabelo me deixava a cara toda afogueada). Quase não apareciam as borbulhinhas, a vermelhidão praticamente desapareceu e notei que precisava de aplicar menos base. 

A minha pele está simplesmente fantástica. Tão fantástica que comecei a ficar ligeiramente paranóica à medida que o frasco chegava ao fim, porque não imagino parar de usar isto! Entretanto e graças à C&C descobri que a Sesderma (marca da qual já conhecia o C-Vit, um maravilhoso sérum de vitamina C) tem um sérum de composição semelhante chamado Ferulac que oh! harpas celestiais, custa metade do preço do CE Ferulic! 

A moral das história: sim, o CE Ferulic vale cada cêntimo do que custa e eu recomendá-lo-ia de olhos fechados. Mas a bem da pele e da carteira, já tratei de comprar um Ferulac e em breve vos darei notícias sobre a comparação entre um e outro.

sobre botas


Uma das razões pelas quais gosto das estações frias são botas. Eu tenho uma perdição por botas e botins que é incompatível com o tempo quente. Bem sei que agora há umas modas de usar botas no Verão com tudo desde calções a vestidinhos esvoaçantes, mas eu não consigo, fico com os pés a ferver e é muito desagradável.

Ao verificar que aqueles botins da Zara estavam a desaparecer das lojas e já não havia o meu número, arrisquei e comprei-os online sem nunca os ter experimentado. Ao experimentá-los pela primeira vez, quando os fui buscar à loja, tive um momento de dúvida; é que eles são mesmo altos devido à plataforma... e depois usei-os um dia, voltou o tempo quente, e eu ainda estava meio insegura de ter feito uma má compra (porque no primeiro dia magoaram-me um bocadito os tornozelos, porque o cabedal ainda estava rijo). Entretanto veio o frio, voltei a usá-los, e deu-se o clic: sim, já estão confortáveis, ficam bem tanto com saias como com calças, e estou felicíssima por tê-los comprado a tempo.

Quanto aos botins da Bimba y Lola... entretanto o preço voltou a descer e ainda têm o meu número. Mas vi-os ao vivo no El Corte Inglès e quebrou-se um bocado o encanto, por isso duvido que os vá comprar.

desaparecidos em combate #16: a luta continua

Não pensem que eu me esqueci do projecto ou que tenho sido menos diligente a destralhar os armários. Pelo contrário. A gestão do stock de produtos continua a passos largos mas o tempo é pouco e a preguiça é muita; mas há que dizer "basta!" e dar mãos à obra na tarefa de catalogar os produtos findos.

Começamos mal, porque começamos por um produto que eu tive de deitar fora porque era impossível de usar. O Óleo Corporal Nutrição Profunda com Manteiga de Cacau da Vasenol é um mistério para mim. Isto aplica-se no corpo e pura e simplesmente não absorve e não seca!!! Parece que ficamos barradas em manteiga derretida. Não consigo imaginar quem seja capaz de usar tal produto, a não ser talvez alguém com problemas de secura extrema, mas mesmo extrema, da pele. Depois de me manchar duas blusas, foi para o lixo.

Já o Moringa Shower Gel da Body Shop teve sorte mais feliz. A linha de Moringa é das minhas favoritas da marca, um floral tropical mas fresco que é perfeito para o Verão. O leite corporal é também muito bom, leve e fresco.

Um produto que comprei meio ao calhas porque estava em promoção na farmácia é o Reparateur Après-Soleil da Avène. Vem numa simpática embalagem de 400ml com bomba e é o melhor hidratante pós-solar que já usei. Um verdadeiro achado. E tem aquele cheirinho maravilhoso e reconfortante dos produtos da Avène.


Não sei se já repararam que eu tenho uma perdição por aromas de coco, portanto o Bath and Shower Gel Coco Addiction da Revlon Natural Honey veio comigo para casa mal o vi no supermercado! Gostei muito do aroma, e existe também em versão óleo corporal.

Já vos falei aqui do Heliocare e este Verão "marcharam" mais duas embalagens nos meses de sol. Como já referi aqui, tenho a sorte de ter um fotótipo que bronzeia facilmente sem queimar mas sempre tive muito cuidado com a prevenção contra o envelhecimento provocado pelos raios solares.

Os Sels Exfoliants Verveine pour le corps da L'Occitane são um daqueles produtos que se compra em saldo, chega-se a casa, usa-se, e o primeiro pensamento é: já percebi porque é que isto foi para saldo. Com efeito, a linha de verbena da L'Occitane é óptima mas este produto deve ser a "ovelha negra" da família. Trata-se de um exfoliante de sal em base de óleo com dois grandes problemas: o sal é muito grosso e arranha ao exfoliar, e isto combinado com os óleos essenciais da base, irrita-me a pele. O que me custou terminar isto! Claramente não volto a comprar.

Ainda no capítulo prevenção solar, sacrificaram-se em combate a Extra Smooth Sun Protection Lotion SPF 30 e o Sun Protection Eye Cream SPF 25, ambos da Shiseido. Gostei de ambos os produtos, mas a Extra Smooth Sun Protection Lotion é daqueles cremes incrivelmente waterproof que ao fim do dia começa a empastar após sucessivas camadas. 

Finalmente o Soleil Divin SPF 50 da Caudalie foi o meu protector solar de rosto este Verão. Gostei do produto, embora seja algo oleoso para a minha pele. Só o consigo usar na praia, em cidade nem pensar; a maquilhagem aplicada por cima disto derrete num instante!

No sector cabelos, o champô e a máscara "banho de creme" Tutano e Ceramidas da BioExtratus foram simpáticos companheiros para os dias de praia. Esta marca brasileira vende-se nas grandes superfícies e eu comprei primeiro a máscara, depois o champô, porque os ingredientes me deixaram curiosa. É que isto tem mesmo tutano, que vem identificado como Marrow Extract na lista de ingredientes (e como tal não é, de todo, adequado para veganos; fica a informação). Juntam-se-lhe ceramidas e manteiga de karité, o que faz da máscara uma bomba de hidratação especialmente se usada em conjunto com o champô. Já vinha fazendo uso intervalado destes produtos quando decidi levá-los para a praia pois achei que seriam perfeitos para cuidar o cabelo após a exposição às agressões do sol, da areia e do mar. Não me desiludiram. Voltaria a comprar!

Do Flawless da Macadamia já aqui vos falei por isso não me repito...


Ainda nos cabelos, terminei uma miniatura de laca da Fekkai que comprei por €5 quando a Sephora descontinuou a marca, e que estava no meu kit de beleza do escritório. A laca em si até achei fraquita (não se compara à mítica Elnett) mas esta embalagenzinha valeu ouro; é que nos mesmos saldos apanhei um sérum Silky Straight Ironless da mesma marca, e a menina passou-o na caixa a €5 como se fosse outra embalagem de laca!

Terminei ainda mais uma embalagem do meu champô seco favorito, o Champô seco seborregulador com Ortiga. E para fechar a secção cabelos, o condicionador leave-in Equave Instant Beauty da Revlon. Não é mau... mas também não é bom. Não voltaria a comprar.

Esta edição do desaparecidos em combate fecha com pés e mãos. O creme de pés da Akileine, com manteiga de karité, é supostamente anti-bolhas e indicado para aplicar antes de calçar os sapatos. Claro que nunca o usei assim, porque o creme é tão rico que logo me escorregava o pé do sapato e ainda partia uma perna! Usei-o sim para hidratar os pés ao deitar, e para essa tarefa ele é extraordinário. Mas não gostei muito do forte perfume a rosas, era tão intenso que desenvolvi um método de aplicação em que passava o creme directamente da embalagem nos pés e os massajava um no outro, para não ficar com o cheiro do creme nas mãos!

E finalmente: dois cremes de mãos. O Crème de Beauté Mains et Ongles da Melvita estava condenado à partida, porque entrou em cena depois do absolutamente maravilhoso Fragonia & Sea Buckthorn Instant Hand Therapy Cream da Pai Skincare. Achei este da Melvita bem fraquinho em comparação mas enfim, lá se gastou. Já este Crema de Manos con Aceite de Argán da Tai&Jon, que veio de brinde numa encomenda da Perfumerias Primor, foi uma simpática surpresa. Não é transcendental, mas absorve muito bem e faz o seu trabalho.

Na próxima edição: cuidados de rosto e maquilhagem findos. Sim! Consegui terminar produtos de maquilhagem! Hurra!

e será que é desta que o Outono chega?

Vestido Pormenor Abertura € 39,99 | Vestido Saia Rodada € 39,99
As temperaturas elevadas que se fizeram sentir no mês de Outubro despoletaram uma "febre" de descontos em lojas como a Blanco ou a Mango, à rasca para tentar vender casacos quando cá fora estavam quase 30ºC. Ainda rondei uns casacos na Mango, mas quando a loja fez 30% desconto em tudo acabei por comprar dois vestidos. O preto foi comprado na loja, o bordeaux (pois ao vivo é mais escuro) mostrou-mo uma amiga na loja online, afiançando que o tinha visto no Colombo e que o tecido tinha óptimo cair. Como agora tanto sou XS como S como M dependendo dos cortes, encomendei o S a medo (porque no preto também tinha comprado o S) e aguardei.

Entretanto e para fazer o montante dos portes grátis acabei por comprar também um body shape, que dá sempre jeito tê-los no armário. Curioso como ainda há uns anos era difícil encontrar este género de peças, quer as mais justas como esta, quer as tipo combinação à antiga, que dão um jeitaço debaixo de vestidos mais transparentes. As peças modeladoras como esta são muito práticas para usar com vestidos mais ajustados pois "alisam" tudo e criam uma base sobre a qual o tecido desliza e assenta sem marcas.

Também aqui encomendei às cegas e "adivinhei" que o meu número seria o M pois estas peças são sempre ligeiramente abaixo do número e desconfio que nem conseguia enfiar uma perna num S. Ambas as peças chegaram hoje e acertei em cheio nas duas - só não ganho o Euromilhões, caramba. Fiquei muito impressionada com o body, é bastante confortável. Às vezes este género de peça incomoda num sítio ou noutro - nas alças, por exemplo - mas este nem se sente que o temos vestido. Recomendado!
Body Shape € 29,99

Freak Show


Desde o início da semana já me apareceram à frente uns vinte artigos sobre a "nova cara" da Renée Zellweger. A primeira vaga resumiu-se em exclamações de espanto e tentativas de análise sobre o que teria mudado e porquê, acompanhada pelos inevitáveis artigos do género "drastic celebrity transformations!" Na segunda vaga entrou em cena a análise sociocultural com comentadores diversos a opinar que a actriz tem todo o direito a fazer uma plástica sem que todos entrem em histeria, ou a comparar e contrastar com o recente roubo e divulgação de fotos privadas de outras personalidades para nos fazer ver como a sociedade julga o mérito das mulheres pelo seu aspecto, como se fôssemos bens de consumo.

Entretanto a própria Renée, que já deve estar um bocadinho farta de ter a internet e a imprensa a pontuá-la como estivesse num concurso de saltos, declarou que não fez cirurgia nenhuma e que o seu aspecto diferente se deve ao facto de ter actualmente uma vida feliz, saudável, serena e preenchida. Ao que eu digo: minha querida, estou perfeitamente solidária contigo mas explica-me lá em que estúdio praticas yoga, ou qual é o chazinho que bebes, que te fez as sobrancelhas mudar de sítio.

A coisa resumida, bem resumida, é isto: saber se a Renée Zellweger fez ou não um lifting às pálpebras terá algum impacto significativo na nossa vida? Não. A Renée Zellweger tem de fazer uma consulta pública antes de fazer uma hipotética cirurgia plástica? Não. Passemos à frente.

A obsessão com a imagem atingiu níveis nunca vistos com a divulgação da internet e das redes sociais. Uma fotografia dá a volta ao mundo em minutos. Julgar, opinar e comentar é mais fácil que nunca e  singra uma verdadeira guerra sociocultural no micro/macrocosmos que é a internet. Ela ficou desfigurada / Ela tinha todo o direito de fazer uma plástica... Ela engordou e está flácida / Ela está toda musculada, parece um homem, que horror... Ela pôs tanto Botox que já não tem expressão / Olha para ela tão linda naquele anúncio parece uma boneca... Estas modelos anorécticas são um mau exemplo / Minha nossa que rabo grande ela devia fazer dieta... E assim por diante até ao fim da eternidade. Porque fazer juízos de valor num piscar de olhos, e mandar bocas aos outros, são coisas que o ser humano deve ter aprendido há uns bons milhões de anos; imagino que quando o Homo Erectus dominou o fogo, houve dois ou três resmungões a dizer ora bolas mais valia teres ficado quieto isto vai sujar a caverna toda de cinzas e depois quem é que limpa?!

Ainda há uns dias fazia eu zapping casualmente, e percebi que a única diferença entre o American Horror Story: Freak Show e o canal TLC é que por enquanto, o TLC não tem palhaços assassinos. De resto está tudo lá. As pessoas gostam de ver aberrações, de comentar e julgar, e depois voltar à sua vidinha pacata. Claro que o contraponto disto é que a internalização normativa em termos de imagem pode criar problemas sérios se existe um suposto desvio à norma. E aí chegamos às pessoas que acreditam que a sua vida mudará miraculosamente se descerem dois tamanhos de roupa ou fizerem uma rinoplastia. Eu não tenho o direito de julgá-las, mas imagino que haverão algumas desilusões. É fácil julgar o nosso corpo. Eu própria tenho uma embirração de estimação com a linha de queixo que herdei da minha avó e às vezes pratico em frente ao espelho para não se notar nas fotografias. Mas não sei se seria capaz de fazer uma cirurgia plástica. 

Nem de propósito, o Nip/Tuck voltou a passar na televisão. Aquele genérico continua a dar-me arrepios.
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