bbc vida selvagem

Quase fui atropelada duas vezes entre a zona dos vestuário e a dos provadores. Quase me peguei com uma tonta que reclamou por eu trazer dois vestidos de camurça cinza – na H&M tenho sempre de experimentar o 34 e o 36. Big deal. O 34 ficava-me apertado na cintura, o 36 fazia pregas a mais. Eu até conheço uma boa casa de peles que também faz arranjos… mas não confiei. Não havia aquele feeling.

E aquela belíssima e singela bolsa igualmente em camurça cinza, da colecção de homem? Nem sequer veio para a loja do Chiado.

Os seguranças que guardavam a zona reservada dos sapatos, carteiras e acessórios - apenas acessível com as pulseiras coloridas atribuídas às primeiras 160 na fila - pareciam já recear pela sua integridade física, ainda que protegidos pelas barreiras de separação. Tanta sorte não tinha a funcionária encarregue de repor a roupa experimentada nos provadores, que esteve por várias vezes prestes a ser linchada.

Resultado: não comprei nada. Mas a experiência foi gira. Assim numa perspectiva de David Attenborough a observar uma matilha de leões a emboscar gazelas no meio da savana.

Última nota para uma citação do jornal Público: "...espelhando o drama de resistir à largada de "fashionistas" e à escassez de peças, uma francesa, entre o irritado e o incrédulo, comentava: "C"est ça, la crise au Portugal!" Bom. Seria aquela que passou por mim com uma carteira Goyard? Diz o roto ao nu...

Porém a manhã não se deu por desperdiçada. Ainda dei um belo passeio pela Rua Augusta, bebi um chocolate quente, e encontrei n'A Outra Face da Lua um vestidinho de veludo anos 60, completamente swinging sixties, como novo e que me assenta como uma luva, como se tivesse sido feito à medida para mim. Foi amor à primeira vista. Agora foi para a limpeza a seco, mas logo que puder mostro fotos.

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