wear sunscreen



A Primavera e o Verão em Lisboa chegam com a imprevisibilidade da Inquisição Espanhola naquele sketch dos Monty Python. Num dia estás a vestir camisolas para te proteger da ventania, no dia seguinte a cidade queima com a brancura da pedra dos passeios, cheia de turistas cor-de-rosa, e tens que caminhar mais devagar na rua para respirar no ar sufocante sem derreter em suor.

Não é só na praia que devemos usar protector solar. Quem já sentiu o calor do sol nas ruas de Lisboa ou de qualquer outra cidade, saberá avaliar este conselho que, mais do que estética, é uma questão de saúde. Nas últimas décadas a medicina avançou anos-luz no que diz respeito à compreensão dos efeitos dos raios solares sobre a pele. Os raios ultravioletas provocam a degeneração e alteração das células cutâneas, que como mecanismo de defesa produzem melanina e assim criam o bronzeado. Ou seja, mesmo o bronzeado mais ligeiro é um sinal que a pele sofreu um dano e está a proteger-se.

Claro que há bronzeados e bronzeados, e não estou a dizer a ninguém para se fechar em casa. Afinal, a luz do sol também é benéfica para a nossa saúde, pois ajuda ao nosso bem-estar psicológico e estimula a produção de vitamina D no corpo. Resumindo: como tantas coisas na vida, moderação e bom-senso fazem maravilhas. Eu não sou fundamentalista, vou à praia e bronzeio no Verão. Mas uso sempre imenso protector - eu e a minha Mãe damos conta de um frasco em dois dias - e nunca fui capaz de estar muito tempo ao sol, especialmente nas horas mais quentes.

Desde há alguns anos, e por conselho do meu dermatologista, incluí na minha rotina diária um protector solar, até nos dias em que fico por casa. OK, no Inverno às vezes salto o protector algumas vezes... Hoje em dia muitos hidratantes, bases e pós incluem protecção solar, mas a verdade é que essa protecção não só é de grau demasiado baixo, como a quantidade que se coloca - tendo em conta a porção de protector contida numa dose de creme ou base - é francamente insuficiente para o que se pretende. Graças aos avanços científicos, diversas marcas produzem já protectores solares eficazes que se fundem na pele e ficam praticamente invisíveis, nada tendo a ver com os cremes pastosos e pesados de há alguns anos atrás.

A protecção solar não só previne eficazmente o risco de melanoma, como protege a pele do elemento que mais contribui para o envelhecimento cutâneo. Por outras palavras, o protector solar é talvez o único verdadeiro e próprio "anti-rugas" que alguma vez iremos usar. E daqui a vinte ou trinta anos a nossa pele irá mostrar bem os resultados dos cuidados que hoje temos com ela.

Por isso não se esqueçam... wear sunscreen!

3 comentários :

  1. Tenho esse mau hábito. Só uso protector solar na praia. Errado. Em Guimarães ou faz muitoo frio ou então muitoo calor. Ontem só de andar para cima e para baixo nas ruas fiquei toda queimada e os braços já estão a descascar. Nem pensar, vou começar a mudar esse hábito.

    Beijinho

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  2. Recentemente sofri uma grande desilusão com o meu amado Anthelios creme: sim, é verdade que agora não tem parabenos, mas também é verdade que perdeu o muito subtil aroma de rosas de que eu tanto gostava. Pior, tem uma horroroso aroma sintético que caracteriza muitos dos produtos "sem perfume". Com o Mexoryl a alastrar a outras marcas, começo a pensar em ir tentar a minha sorte a outro lado...

    A Amiga D.

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  3. Eu vou flirtando com outras marcas mas volto sempre ao Anthelios, mas uso o fluido que ao contrário do creme não tem qualquer aroma (pelo menos nenhum que o meu nariz detecte).

    xoxo,

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