kiehl's + merry cupcakes = LOVE


Eu se estivesse em Lisboa passava por lá de certeza! Mas vou para o Porto para estar com a minha Mommy querida, claro. Três palavras: Red Velvet Cupcake. Mmm...

old photos

Num passeio recente pela Baixa descobri, na Rua do Ouro, uma pequenina loja chamada Casa das Águas que achei absolutamente fantástica. É uma espécie de caverna de Ali-Babá que vende bricabraques e bugigangas várias, desde chapéus, casacos de farda militares, loiças e bibelots antigos, enfim, tudo o que possam imaginar. Numa prateleira da loja, uma miríade de miniaturas e frascos de perfume antigos, a maioria vazios. Mas na fila de trás encontrei esta pérola: um frasco de Femme de Rochas que comprei pela módica quantia de 10 euros. Apesar de ter perdido um pouco em termos de poder de duração do perfume, continua uma maravilha.


Entretanto e quase a sair da loja já com o perfume na carteira, deparei-me com uma caixa enorme de fotos antigas a 50 cêntimos cada. Mas estou mesmo a falar de fotos de família e tudo. Enquanto pousava a caixa no balcão para dar uma vista de olhos, não pude deixar de questionar-me quem seria capaz de dar ou vender recordações como estas. No meio de fotos do mais variado género, lentamente fui encontrando duas séries de fotos de viagem que, pelo tamanho, tema, e anotações escritas no verso, haviam claramente sido tiradas pela(s) mesma(s) pessoa(s). Após alguma selecção, trouxe quatro fotos dos castelos do Loire em França (datadas de Agosto de 1961), e oito fotos de Londres (sem data, mas claramente dos anos 60). Vão dar uns quadros lindos para o meu quarto. E sempre que olhar para elas hei-de imaginar as viagens em que foram tiradas.

frankly, scarlett


Scarlett Johansson na estreia mundial de Iron Man 2 em Armani Privé. Impecável. Gostei especialmente da maquilhagem suave, a sombra pêssego fica linda nos olhos dela.

bora bora?

Hoje eu ia passar a tarde calmamente no escritório a minutar um documento. Em vez disso... don't ask, don't tell. Dois cafés e um Trifene depois, cheguei à conclusão que a única coisa que correu bem hoje foi, pelo mais puro acaso, ter feito uma maquilhagem de olhos bem gira de manhã...

Anyway. É nestes momentos que eu sinto grande admiração pelas beauty bloggers como a Karen, a Temptalia e a Padmita, que conseguem publicar fotografias giríssimas dos seus Look of the Day. Noventa por cento das fotografias que eu tiro ficam pavorosas. O que talvez seja explicado pelo facto de que tirar fotos a mim própria com um iPhone não é propriamente a forma mais indicada de ficar fotogénica. Após cerca de vinte fotos lá consegui sacar duas apresentáveis. Depois comecei a olhar bem para a maquilhagem dos olhos - sombra verde sobre lápis azul - e comecei a pensar em praias tropicais.


Isto talvez seja um sinal inconsciente de que começo a precisar de férias. Mas passemos à frente. Realmente fiz esta maquilhagem "na brisa" e de forma improvisada, pois usei o lápis de olhos como forma de intensificar a sombra pensando que os tons eram mais semelhantes. Mas como o lápis era azul turquesa e a sombra era mais verde água, precisei de esbater (receando já ter de refazer a maquilhagem) e o resultado foi muito agradável. Depois foi só passar rimel e um baton neutro, e já está.


Produtos usados:
  • Armani Color Corrector Concealer na cor 02. Um corrector muito bom, este tom de pêssego é bastante indicado para as peles com aquele tom moreno mediterrânico. É muito leve e aguenta bem o calor no Verão.

  • Yves Saint Laurent Touche Éclat. O incontornável. Nunca me lembro qual é a minha cor, uso-o para retoques vários ao longo do dia.

  • Urban Decay Eyeshadow Primer Potion: um verdadeiro achado, esta pré-base para as pálpebras evita que a sombra "derreta" e fixa-a durante todo o dia.

  • Estée Lauder Pure Color Eyeshadow na cor Honey Drop. Um tom neutro que dá perfeitamente com o meu tom de pele, acrescentando apenas um suave brilho. Óptimo para conjugar com cores mais fortes.

  • Mac Eyeshadow na cor Gulf Stream: um adorável verde água.

  • Make Up Forever Aqua Eyes Eyeliner Pencil, na cor azul que vem na caixinha com cinco minis :-) Estes lápis são waterproof e aguentam bastante bem o dia todo, mesmo com calor.

  • Chanel Inimitable Multi-Dimensionnel Mascara em preto, claro. Comprei este rimel um pouco céptica, foi-me recomendado por um maquilhador na Marionnaud. Estou a dar-me bastante bem com o produto. Tem uma textura macia que separa e realça as pestanas sem formar grumos.

Os azuis e verdes são tons que resultam fantásticos em olhos castanhos. É preciso é ter paciência de manhã :-D

santa maria novella

A história da Officina Profumo Farmaceutica di Santa Maria Novella remonta a 1221 quando frades dominicanos se instalaram em Florença, aí se dedicando ao cultivo de ervas para fins medicinais. No início, os medicamentos, bálsamos e outros unguentos, serviam para serem utilizados na enfermaria do mosteiro. Foi apenas em 1612 que os frades iniciaram a venda ao público dos produtos que cedo granjearam fama pela sua qualidade. Alguns séculos passados, a Officina goza de uma invejável reputação internacional, mantendo-se no entanto fiel aos processos artesanais inicialmente definidos pelos frades dominicanos.

Faz já cerca de um ano que abriu a primeira loja da Santa Maria Novella em Portugal, no n.º 94 da Rua da Misericórdia em Lisboa. É uma daquelas lojas onde nos sentimos bem só de entrar, graças ao cheirinho maravilhoso das águas de colónia e chás.

Photobucket

Os perfumes são o produto mais famoso da Santa Maria Novella, em especial o aroma Melograno que se diz ser o preferido de muitas famosas! Mas todos os perfumes são maravilhosos e de grande qualidade, deixando uma lembrança ao longo de todo o dia... Os meus preferidos são Città di Kyoto (íris, lótus, incenso e ambergris) e Opoponax (mirra e madeiras).

Mas há outros tesouros à espera de serem descobertos nesta loja. As águas de toilette (sem álcool e apropriadas mesmo para as peles mais delicadas) parecem saídas do toucador das nossas avós... a água de flores de laranjeira, em especial, é uma maravilha! Já a Carta d'Armenia é uma alternativa curiosa ao incenso: são uns papelinhos impregnados de essências que se queimam (ardem sem chama) para purificar o ambiente.

Last but not least, a minha mais recente aquisição nesta loja foi o Latte da Toilette, que mais uma vez parece saído de um filme de época! Trata-se de um leite de limpeza e desmaquilhante cujo principal ingrediente é o óleo de coco, com uma textura cremosa como se fossem natas batidas. Um verdadeiro luxo que deixa a pele limpa, confortável, suave e com um levíssimo perfume de rosas. Até perdoo que o frasco seja tão pouco prático...

on today's playlist

they call it homage now

Ultimamente folhear as revistas de moda lembra-me da minha visita ao Madame Tussaud's. Não uma, mas duas grandes marcas levam a inspiração ao limite da fotocópia nos seus anúncios da estação. Onde acaba a homenagem e começa o pastiche? Onde falha a inspiração e começa a imitação?

Em primeiro lugar, Claudia Schiffer encarna Grace Kelly para a Ferragamo, numa campanha descaradamente baseada no guarda-roupa e cenários do filme Ladrão de Casaca. Só o parzinho é que fica muito abaixo do Cary Grant... e para isso também não há desculpa! Podiam sempre telefonar ao George Clooney... A campanha foi fotografada por Mario Testino em Monte Carlo, claro está.




A Dior não lhe fica atrás e converte Karlie Kloss, de apenas 17 anos, numa sósia de Lauren Bacall. Segundo o criador John Galliano, a campanha fotografada por Steven Meisel pretende um ambiente noir à semelhança do criado para os shorts films Lady Dior com Marion Cotillard. Mas não terão exagerado um bocadinho? Quando vi o anúncio pela primeira vez, pensei seriamente que tinham colado a cara da Lauren Bacall no corpo de uma modelo...



stop! hammer time! (outra entrada sobre... calças)

É em momentos destes que eu verdadeiramente me sinto fascinada com a arte do corte e costura. Não é só coser dois trapitos, meia bola e força. É um métier. E às vezes requer igual esforço encontrar, no meio de resmas de roupa por esses shoppings fora, as peças que nos ficam bem.

Especialmente quando de calças se trata.

A verdade é que a tendência das calças largas ou slouchy, nas suas diversas iterações, deve ser tratada com pinças por quem mede menos de 1,80, que corre o risco de acabar como o proverbial pinto calçudo. E nesta Babilónia que consegue ser a moda dos nossos dias, já nem sabemos bem do que falamos. Por isso fui pesquisar, pesquisei e sistematizei. Falemos então de calças:


Palazzo: modelo cintado que assenta na cintura ou mais acima, a partir da anca alarga (normalmente com pinças à frente ou dos lados), exagerando até em certos casos ser difícil distinguir se é calça ou saia.

Harém: como o nome indica, modelo originário do Médio Oriente onde assume diversas denominações que têm como elemento comum o facto de se tratar de uma calça de perna larga até abaixo, onde prende no tornozelo com elástico. Muito usadas nas danças orientais.

Sarouel: descendem das calças usadas pelos condutores de camelos no Sahara. Têm o gancho muito descido, quase até ao joelho, e a partir daí são bastante justas. O seu formato evoluiu para permitir conforto e funcionalidade: permitem montar o animal e evitam que o tecido das calças se prenda nos estribos.

Jodhpur: semelhantes às Sarouel em função e estilo, mas com um gancho menor, actualmente também designadas por calças à cavaleiro. Recebem o seu nome da cidade de Jodhpur na Índia, onde eram tradicionalmente usadas por cavaleiros e condutores de elefantes. O modelo foi adoptado pelo exército inglês no século XIX, tendo a quantidade de tecido utilizada na calça diminuído à medida que se desenvolveram os tecidos com maior elasticidade.

Pessoalmente acho que todos estes modelos, para ficarem bem em corpos normais, requerem um styling meticuloso que passa pela conjugação com peças ajustadas na parte de cima do corpo. Quanto a sapatos, e dependendo das calças e do que se pretende, ou rasos ou muito altos... mas isto é a minha opinião genérica porque eu no que se prende com sapatos nunca vou para o meio termo!

E depois disto tudo, e de experimentar muita calça por essa Lisboa fora... acabei por comprar estas na Blanco. O tecido parece camurça, é confortável e cai muito bem (tentei tirar uma fotografia hoje de manhã, helás, estava mesmo em dia não). Mas há uma parte de mim que se sente vagamente como o MC Hammer...

eyjafjallajoekull

A Islândia é um pequeno país meio esquecido entre as gélidas vagas do Mar do Norte, que de vez em quando irrompe pelas nossas vidas para nos lembrar o carácter sui generis das forças telúricas que ali habitam entre o fogo e o gelo. Primeiro trouxe-nos Bjork, em 2008 o país inteiro foi à falência e ajudou a precipitar o colapso financeiro mundial, e agora um vulcão cujo nome ninguém consegue pronunciar paralizou os céus de quase toda a Europa.

Se por acaso e por azar alguém está a ler isto enquanto espera interminavelmente para seguir viagem... I feel with you. Já passei por algumas viagens infernais, mas nada que se possa comparar.

Mas a verdade é que quando não estão a arrasar casas e paisagens, a servir de tema a documentários do National Geographic ou a dar cabo dos nossos planos de viagem, os vulcões têm servido em tempos recentes como uma das mais originais inspirações na cosmética. Pois é, sempre que pensamos que não conseguem inventar mais nada...


A linha de cosmética da marca Giorgio Armani centra-se num produto estrela, a Crema Nera, supostamente inspirada pelas rochas negras da ilha vulcânica de Pantelleria, onde o criador Giorgio Armani tem uma casa. Essas rochas negras, também conhecidas como obsidiana, contêm uma alta concentração de minerais como sílica, sódio, ferro e potássio. A partir daí se criou a Crema Nera (que apesar do nome, é branco) que contém um Complexo Mineral de Obsidiana destinado a promover a regeneração celular. O creme custa os olhos da cara, mas tive a sorte de receber, faz tempos, uma amostra generosa de Crema Nera que guardei para usar numa viagem que fiz a Londres no passado Outono. Tenho pele oleosa, e por ser um creme mais rico do que aqueles que habitualmente uso, achei que faria sentido usá-lo para proteger a pele num clima mais frio e agreste. O resultado de uma semana de uso? Bem, a verdade é que aplicar Crema Nera é uma experiência divinal - o toque e aroma do creme, a sensação da massagem... - mas não posso dizer que tenha tido grandes resultados. No final de uma semana de muito vento, muito frio e muitos passeios ao ar livre, tinha a pele da metade inferior da cara tão seca e dorida, que já usava baton do cieiro na cara. E quando voltei a casa e me olhei no espelho de ultra-hiper-aumento da minha Mãe, tinha o nariz cheio de pontos negros. São umas centenas de euros (!) que nunca hei-de gastar.

Já com a linha Volcanic Ash da MAC tive mais sorte... relativamente falando, é claro, pois trata-se de uma edição limitada que por esta altura já será bastante difícil de encontrar! O Volcanic Ash Exfoliator é um dos melhores exfoliantes que já usei. Apesar do nome, as partículas exfoliantes propriamente ditas são açúcar, por isso dissolvem-se à medida que o massajamos na pele. Ou seja: começa-se a exfoliação com uma pasta preta e granulosa, e depois de uns minutos de massagem os grânulos desaparecem e ficamos com uma espécie de máscara cinza. A pele fica muito suave sem qualquer tipo de agressão. O grande senão é que, conforme devem ter percebido pela minha descrição, é preciso algum cuidado com a mistela preta para não sujar mangas, toalhas, etc. Depois de esgotada a primeira produção, passados uns tempos o Volcanic Ash Exfoliator voltou em bisnaga e acompanhado de uma prima, a Volcanic Ash Thermal Mask. É claro que fui a correr comprar! Mas como ainda estou a usar do boião não abri as bisnagas, e ainda não experimentei a máscara. Ficará para uma próxima vez...

"Eyja" = ilha
"Fjalla" = montanha
+ "Jokull" = glaciar
"Eyjafjallajoekull"

io sono l'amore


Io Sono L'Amore / I Am Love é mais uma escolha inesperada da sublime Tilda Swinton, interpretando Emma Recchi, a matriarca russa de uma abastada família milanesa. O guarda-roupa da actriz neste filme é Jil Sander do princípio ao fim...


O filme tem estreia prevista em Portugal para 20 de Maio. Aguarde-se então...

bang bang, my baby shot me down

Nunca me canso de contar esta história: há muitos anos a minha Mãe foi abordada na rua por uma desconhecida que, ao invés de lhe oferecer flores (digam-me por favor que ainda são do tempo deste anúncio...) lhe perguntou qual era o perfume maravilhoso que usava! (Private Collection de Estée Lauder, o original) Ontem tive o meu próprio momento Impulse quando uma colega de escritório passou por mim... deu meia volta e - adivinharam! - me perguntou qual era o perfume maravilhoso que eu estava a usar! O interessante é que isto passou-se à tarde e eu por um momento nem me lembrei do que estava a usar, tive de cheirar o pulso para recordar que usava Lady Vengeance.


Lady Vengeance foi um dos primeiros perfumes da marca Juliette Has a Gun, criada por Romano Ricci (neto de Nina Ricci) em 2006 e disponível em Portugal exclusivamente na Perfumes & Cia (ou então podem encomendar online através do website da marca, os portes são grátis para toda a Europa). Este perfume baseia-se na rosa búlgara, com acordes de patchouli e baunilha que lhe dão um carácter crepuscular, uma rosa com espinhos... Adorei o seu carácter noir e a estética da marca, com os seus bonitos frascos em cerâmica com cores diferentes para cada um dos perfumes. Como demonstra a minha história, algumas vaporizações duram o dia inteiro - e isso diz tudo sobre a qualidade dos ingredientes usados nos perfumes desta marca.

Para além de Lady Vengeance, a Juliette Has a Gun tem, por agora, mais quatro fragrâncias: Miss Charming, Citizen Queen, Calamity J e Midnight Oud. E se querem uma dica... espreitem os perfumes de carteira em forma de bala, exclusivos da loja online. Para a Bond girl em cada uma de nós...

happiness is a lipstick red Chanel 2.55


Credits: the cherry blossom girl

my name is Dita...


Adoro não só o look e estilo da Dita Von Teese, como o facto de Dita se manter, por debaixo da maquilhagem e lantejoulas, uma miúda simples que pinta o cabelo em casa, vai às compras, e nunca faz má cara aos papparazzi. Bom senso e boas maneiras fazem realmente maravilhas... nestes dias de hoje, onde tantas vezes nos cruzamos com pessoas que levam o confortável para o limiar do desleixo, é quase um colírio para os olhos e para a alma ver uma mulher que vai às compras assim:




... e tendo em conta o que é viajar de avião hoje em dia, maravilha ainda mais vê-la assim no aeroporto:


Eu não digo que se vá a este ponto, cada uma de nós tem o seu estilo pessoal e a sua maneira de se sentir bonita e confortável. Mas às vezes trinta segundos para respirar fundo, passar um baton pelos lábios e uma escova pelo cabelo, deixam-nos quase de alma lavada...

be a goddess, be yourself



Ao nosso ditado o hábito não faz o monge equivale uma máxima anglo-saxónica que diz never judge a book by its cover. Mas por uma vez eu julguei um livro pela capa... e ainda bem que o fiz. Em 2007 estava de visita a Londres e passava pela secção de livraria do Selfridges, quando a original capa de um livro me chamou a atenção. Tratava-se de The Goddess Guide da autoria de Gisele Scanlon, e o que me chamou a atenção foi o original efeito "aveludado" no padrão da capa do livro. Ao folheá-lo fiquei fascinada com o estilo álbum de recortes que misturava desenhos da autora, fotografias e recortes variados. Tudo isto num livro bastante original que mistura memórias, dicas de estilo variadas, notas de maquilhagem e perfumaria, culinária, mini-entrevistas a style icons, e recomendações de lojas, restaurantes, hotéis e spas um pouco por todo o mundo. Ainda hoje é um dos meus livros favoritos, e às vezes basta folheá-lo num dia cinzento para que me sinta um pouco mais alegre.

Nem de propósito, hoje que chove torrencialmente aqui em Lisboa chegou no correio The Goddess Experience, que é uma espécie de segundo volume com novas recomendações e conselhos, na mesma veia do primeiro livro. É um mimo. E vêm mesmo a calhar mais umas moradas para a minha viagem a NY...

crise? qual crise?

Lembram-se da T-shirt Balmain? Parece que não fomos as únicas a ficar de cara à banda... os preços exagerados de alguns artigos de griffe - e dizemos exagerados tendo em conta o material e a mão-de-obra envolvidos - arriscam levar a indústria da moda a um ponto de ruptura. Um divertido e informativo artigo intitulado Sweatpants that cost $1,000—has fashion gone completely insane? analisa o caso da T-shirt Balmain e outros que tais.

Salta especialmente à vista esta citação de Marc Jacobs: "There's this huge cult following of almost crazy people at Vuitton who just want whatever they buy to be exclusive." O que talvez ajude a explicar alguns dos objectos hediondos que a marca Louis Vuitton tem posto à venda em anos recentes - eu e a D. postulamos a tese que Marc Jacobs está a pregar uma partida muito, muito cara ao mundo da moda... - mas, infelizmente, também explica o facto de as acções da LVMH, holding detentora da marca, terem hoje atingido os máximos da década. Só desde o início do ano já valorizaram 17%. A vender coisas destas:


Se critico, faço-o com respeito, porque a Louis Vuitton é uma marca com história e qualidade, que pode perfeitamente evoluir sem que tal resulte nestas aberrações. E essa é uma lição que todas as marcas de luxo deviam aprender...

MAC again: novos batons Viva Glam


E já me esquecia... também já chegaram aos balcões da MAC os novos batons Viva Glam inspirados por Cyndi Lauper e Lady Gaga! Se alguma vez precisaram de uma desculpa para comprar baton (eu também não preciso...), os Viva Glam da MAC são a oportunidade perfeita: o preço de cada baton Viva Glam vendido - sim, cada cêntimo do preço, não apenas o lucro, não apenas uma percentagem!!! - é doado ao M·A·C AIDS Fund, uma fundação destinada a ajudar homens, mulheres e crianças que vivem com HIV.

Comprei o Viva Glam Cyndi, que é um suave vermelho quase coral, com acabamento Lustre. É uma cor muito bem conseguida porque fica bem a todas - não é nada vermelho forte como parece por esta fotografia da Cyndi. Não atira demasiado para o azulado nem para o alaranjado, o toque de rosa coral dá "boa cara", e como a cor não é demasiado concentrada, aplica-se com facilidade, quase como quem não pensa nisso. Diria até que é um perfeito beginners' red!

Já o Viva Glam Gaga, no tubo é lindo mas... ficará bem à Lady Gaga, mas a mim não! Como é um rosa clarinho "frio" e eu sou assim a atirar para o morenito, não se dá com o meu tom de pele. Que pena! Bem, resta-me ter o Telephone sempre a tocar no iPod...


E uma informação útil em jeito de despedida: a Perfumes & Companhia do Dolce Vita Tejo tem um balcão da MAC!!! Nem queria acreditar nos meus olhos... mas também não vou muito para aqueles lados, porque sempre que vou àquele centro comercial, ou perco-me na ida, ou perco-me na volta - mesmo com GPS!

shoot me now

Cliquei em "Não" por engano e perdi todas as alterações num documento no qual trabalhei a tarde toda.

Vou mas é para casa.

MAC attack: give me liberty of london

Já chegou aos balcões da MAC uma das colecções mais esperadas dos últimos tempos, MAC Give Me Liberty of London, que no momento em que escrevo estas linhas já está esgotadíssima nos Estados Unidos!

MAC Give Me Liberty of London é uma colecção desenvolvida em colaboração com a Liberty of London, uma histórica department store em Londres famosa pelos seus tecidos de padrões coloridos com flores e animais, conhecidos por todo o mundo como Liberty prints.


A colecção MAC Give Me Liberty of London inspira-se e incorpora nas suas embalagens excertos do padrão Strawberry Thief, desenhado em 1883 por William Morris, expoente máximo de um movimento renovador das artes decorativas conhecido como Arts and Crafts. Ora aqui está uma verdadeira lição de história, pensar que estes adoráveis pássaros e flores continuam tão belos e imortais como no dia em que Morris os desenhou...


As minhas compras:
  • Sombra Bough Grey (algures entre o verde e o cinza, como folhas de aloé)
  • Beauty Powder Shell Pearl (um tom de pêssego opalescente muito suave)
  • Écharpe em malha de lã e viscose (padrão criado pela Liberty of London em exclusivo para a MAC... custa os olhos da cara mas não resisti!)

look perfeito by Marionnaud (the sequel)

A acção de styling da Marionnaud nas Amoreiras foi um sucesso, e por isso regressa dias 7, 8 e 9 de Abril, agora nas galerias do Campo Pequeno! Podem marcar a vossa sessão ligando para os números 217 979 468 ou 800 780 011.

Eu recomendo vivamente... gostei muito da maquilhagem Lancôme que me aplicaram, e os conselhos Marlies Moller foram um achado: comprei a mousse Liquid Hair como me aconselharam e o meu cabelo está outro! Para mais, se for como a acção que fizeram nas Amoreiras, têm direito a goody bag com algumas amostras e um vale de desconto de € 5. E esperemos que depois deste sucesso o style train da Marionnaud percorra outras paragens portuguesas...

night blooming flowers

I whispered, and she disappeared, leaving behind a scent of tuberose so strong that in all the years since, I have never been able to scrub it from my own skin.
Vanishing Acts, Jodi Picoult

O perfume intoxicante da tuberosa numa noite quente tem algo de estranho, quase perturbador... não há nada que se lhe compare! O meu preferido é o clássico Fracas de Robert Piguet, o perfume que quase todos os outros tentam imitar. Mas todos os aromas aqui representados têm que se lhe diga: o quase virginal Do Son, o sofisticado Private Collection Tuberose Gardenia, e o predador Tubereuse Criminelle. A chacun son parfum...


Aliás, a Prada acaba de lançar mais um perfume na sua linha Infusion e, adivinhem, desta vez é o Infusion de Tubereuse. Porém as primeiras críticas não são muito favoráveis... escreve a Robin do blog Now Smell This: the tuberose in Infusion de Tubéreuse isn’t just watered down, it’s sanitized — that is, all the elements that make one think of tuberose are missing. Assim uma espécie de tuberosa politicamente correcta, ou como diria a minha avózinha, uma omelete sem ovos... If tuberose is your thing, ficam melhor servidas com qualquer um destes. E da próxima vez que forem ao estrangeiro e passarem num grand magazin ou department store, não deixem de cheirar Fracas, nem que seja só uma vez.
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