alexis bittar


Alexis Bittar é um dos grandes nomes da bijutaria nos EUA, mas como sempre, é praticamente impossível de encontrar por estes lados... As suas criações sempre tiveram um toque de extravagância, e agora que os anos 80 estão a voltar à ribalta, o designer está mais em voga do que nunca...


A imagem de Alexis Bittar é, como já devem ter reparado, actualmente encarnada por Joan Collins, que ao que consta é grande fã da marca e inclusive usou imensas peças nas toilettes da sua inesquecível personagem Alexis Morrell Carrington Colby Dexter Rowan... (haveria muito a dizer sobre o facto desta mulher aparentemente não envelhecer e, ao contrário de Betty Grafstein, continuar a ser uma verdadeira fera). Eu acho isto delicioso... está bem que a senhora já não deve ter muitas "peças de origem", mas para mim diz muito de uma marca se a mesma tem como imagem uma mulher com estilo e personalidade, e não uma modelito amorfa qualquer com seiscentas horas de Photoshop em cima.


Consta, porém, que ao contrário do que poderíamos recear, usar uma peça Alexis Bittar não desperta a vontade irresistível de dar chapadas a torto e a direito. E ainda bem!

reed krakoff

Mais um nome que recentemente começou a ser mencionado nas revista de moda e que pretendo investigar em NYC é Reed Krakoff. Tenho achado bem interessantes as criações deste designer, que demonstram algumas influências de Ralph Lauren e até Calvin Klein, mas num equilíbrio perfeito entre o minimalismo e o american sportswear. Até o blusão aviator, essa constante da estação, se transforma em algo completamente diferente!



Infelizmente as criações de Reed Krakoff já deslizam um bocadinho para além do meu orçamento*, o que é uma pena... aquele vestido de jersey preto e a saia de cabedal taupe seriam perfeitos para o meu visual boardroom chic deste Inverno!

* Após uma breve pesquisa online, descobri que a saia está à venda na loja online francesa Colette e custa dois mil e vinte euros. Depois de recuperar os sentidos, fui alimentar as galinhas no Farmville para me acalmar.

come fly with me


Consta que no tempo dos nossos pais e quiça avós, houve uma era dourada em que andar de avião era uma actividade reservada aos beautiful people, cheia de glamour e exotismo. Os passageiros eram apaparicados por hospedeiras que metiam as supermodelos de hoje num chinelo, e certas companhias aéreas chegavam a servir as refeições em serviços de porcelana fina e talheres de prata. O pior que podia acontecer a um passageiro era chegar ao seu destino com passo algo incerto em consequência de emborcar dry martinis durante o voo...

Ah, os bons velhos tempos. Hoje em dia, ao sair de um avião, é mais provável que pareçamos refugiados de uma das ex-repúblicas soviéticas.

Ora, se é certo que normalmente não temos um batalhão de papparazzi à espera para imortalizar o nosso aspecto desgrenhado, ainda assim alguns pequenos cuidados podem fazer maravilhas pelo visual pós-voo e, em consequência, pelo nosso amor-próprio. Quer seja porque há alguém especial à espera, quer seja porque saímos do aeroporto directamente para uma reunião, ou simplesmente porque queremos dar com o pé direito o nosso primeiro passo numa nova cidade.

#1: a roupa deve ser, claro, confortável e de preferência em tecidos pouco sujeitos a amarrotar;

#2: os sapatos devem ser igualmente confortáveis, aptos a uma eventual corrida para apanhar o voo de ligação, e fáceis de descalçar no controlo de passageiros;

#3: para lidar com as alterações de temperatura entre as diferentes áreas do aeroporto e do avião, uma écharpé grande de malha é muito mais confortável que um casaco, e serve perfeitamente para nos enroscarmos a dormitar;

#4: evitar penteados elaborados e optar pelo cabelo solto ou preso de forma simples. Se mesmo assim chegar ao destino com um ar assustador, uma bandolete original ou o velhinho carrapito fazem maravilhas;

#5: reduzir a maquilhagem ao absolutamente essencial ou, se possível, passar sem ela. A ideia é poder, se necessário, ir aplicando um pouco de hidratante neutro ao longo do voo, para combater o ar seco e viciado da cabine do avião. Ao chegar ao destino, passar pó de arroz, máscara de pestanas e baton ou gloss. Se for baton vermelho, melhor ainda!

#6: mesmo num voo nocturno para Estocolmo no mês de Dezembro, levar sempre óculos de sol! Não só servem como máscara para bloquear a luz da cabine, permitindo-nos dormir melhor - e protegendo os olhos do tal ar seco e viciado - como servem para esconder o aspecto de zombie à chegada.

#7: não há nada pior para a nossa disposição que ficar seis horas sentado feito sardinha em lata a ouvir o palrar das crianças na fila de trás ou a ver aqueles apanhados deprimentes que mostram na TV dos aviões da TAP. Levem um livro ou música, o tempo passará mais depressa. Ou então durmam... sempre podem sonhar que é o DiCaprio* quem está a pilotar o avião.

* Admite-se, claro, a substituição do DiCaprio por qualquer outro objecto dos vossos devaneios.

rebecca minkoff

Desde que as vi pela primeira vez no ThePurseBlog que cobiço as carteiras criadas pela jovem designer americana Rebecca Minkoff. Conseguem ser bonitas, originais e simples com um quê de chic que diríamos mais francês que americano... Graças ao seu sucesso, Rebecca Minkoff tem alargado a sua actividade ao pronto-a-vestir, mas para mim são as carteiras, oh! as carteiras a verdadeira perdição...



Obviamente que tenho andado a fazer um levantamento prévio do terreno para a minha semana em NY, e reconheço que não há amor como o primeiro: a minha carteira favorita continua a ser o modelo que tornou Rebecca famosa, a Morning After Bag, que também dá pelo petit nom de M.A.B. Existe em dois tamanhos - original e mini, sendo esta cerca de 20% mais pequena - e em diversas cores e acabamentos. O modelo quilted lançado esta estação é uma maravilha, seja qual for a cor. Mas o modelo efeito croco é igualmente lindo e aquela cor... Decisões, decisões!

ground zero report, day two | sewing, swearing, sanity and sanitation

Ainda tenho cama onde dormir, mas os senhores das obras escaqueiraram a casa de banho A toda para tratar das infiltrações nos canos, e durante o processo conseguiram abrir um buraco na parede do chuveiro da casa de banho B (a minha). Tudo porque os simpáticos construtores do prédio andaram a poupar nos tijolos. Lá fui eu hoje de manhã para o ginásio porque era a única maneira de tomar banho (assim se é voluntário à força para matar dois coelhos com uma cajadada).

No meio disto tudo, aguento-me a ver o Dr. Oz, a Oprah e O Peso Certo de uma assentada, e ontem não resisti a começar os trabalhos para a primeira peça de roupa cosida por mim... uma saia em patchwork - pois, eu aindo só me atrevo a coser à máquina em linhas rectas! - com estes tecidos da Retrosaria:

Tulip Mania Red | Lake Blossoms Black
Ikat Feather Purple | Sprays Taupe

O início é ligeiramente frustrante porque queremos logo começar a coser, mas antes há que lavar o tecido porque é de algodão e é preciso deixá-lo encolher, se for o caso, antes de cortar e coser, porque senão é o desastre. Ou seja, ontem limitei-me a chulear os tecidos e deixá-los de molho para estendê-los a secar hoje de manhã. Mas ainda assim um verdadeiro momento zen, como são para mim todos os trabalhos manuais que tanto aprecio mas nem sempre pratico.

arrumar não custa [gargalhada sarcástica]

A coisa começa bem: os senhores das obras que supostamente iam começar hoje pelas 08:00 ainda não tinham chegado às 09:10. O meu quarto está quase vazio e/ou arrumado em caixas, a minha maquilhagem está guardada em tupperwares, e há um montinho de camisolas no sofá da sala destinadas a vestir durante as próximas semanas e/ou levar para Nova York.

Consolo-me com alguns livros de decoração e o catálogo do Ikea... o que não é grande consolo porque eu, por excelência a mulher dos planos, tenho a disposição do quarto, o esquema de cores e a mobília essencial escolhidos há mais de um mês. Bom. Agora que finalmente estão a começar, tirar alcatifas e afagar soalho não demora assim tanto... certo?

Findas as obras, convida-se o inventor do slogan "arrumar não custa" a passar lá por casa para arrumar o meu quarto. Depois podemos tomar um cházinho - ou, prevendo-se que estará em coma, posso pô-lo a soro - e debater alegremente quantos anos-luz a frase "arrumar não custa" se encontra afastada da realidade.

ysl manifesto f/w 2010

Fiquei de tal modo deslumbrada com o styling e as roupas da nova campanha publicitária da Yves Saint Laurent, que demorei algum tempo a perceber porque é que havia algo de familiar nestas imagens. Finalmente percebi: a campanha faz-me lembrar o guarda-roupa da Faye Dunaway no filme The Thomas Crown Affair (menos o body feito de tiras de vinil). É um de cada para entregar chez moi, se faz favor (menos o body feito de tiras de vinil).








t minus 15 days and counting...


So what do you wear to have breakfast at Tiffany's? (o Givenchy está no dry cleaners...) Como é que eu faço a mala para uma semana em NYC com roupa que seja apropriada ao clima e aos ares condicionados, aguente bem a viagem, seja stylish e ocupe o menor espaço possível? Mesmo para uma veterana das bagagens como eu, isto vai ser obra.

back to school

Avistamento #1: El Vestidor Conde


Avistamento #2: JAK & JIL BLOG


E uma das carteiras mais versáteis do momento é... uma sacola old school disponível em diversas cores e tamanhos na The Cambridge Satchel Company. Quando a vi no Vestidor Conde estive quase, quase para comprar logo uma com gravação personalizada, mas acho que vou aguentar até voltar de Nova York (isto vai ser o meu mantra nos próximos tempos).

manifesto ysl f/w 2010 (the video)

Daria Werbowy modela uma colecção que invoca o espírito YSL dos anos 70...

unleash your inner sherlock

Não ia publicar mais nada hoje, mas já não posso com a Gaga e os seus bifes a abrir a página, por mais que concorde que os oito "Moonmen" que ganhou foram merecidos...

Assim sendo, eis a minha primeira compra de Outono/Inverno:


Esta capa da Zara é ainda mais bonita ao vivo... um corte simples, o tecido é leve e cai perfeitamente sobre os ombros... agora só preciso que desapareça este calor doentio do final do Verão, para poder estreá-la numa manhã fresquinha de Outono!

segura-me aí no bife se faz favor


O verdadeiramente surpreendente desta cena não é que Lady Gaga esteja vestida de carne. Mas sim que Cher tenha exactamente o mesmo aspecto que tinha no vídeo If I Could Turn Back Time, há 21 anos.


Há uma lição a ser retirada disto. E envolve a arte de cortar carne, nas suas mais diversas vertentes.

fifties fashion week #5: take a bow

Dou por finda a semana fifties com uma história de paixão e desencanto: a saga do vestido Mango.


Foi na Lux Woman de Setembro que os encontrei, separados por poucas páginas: o vestido da Prada ilustrando um artigo sobre, adivinharam, o regresso do glamour, e o vestido da Mango um pouco mais à frente, ilustrando um artigo sobre a mais recente campanha da marca, protagonizando ainda e sempre Scarlett Johanssen.

Apercebi-me imediatamente da nítida imitação semelhança entre os dois vestidos e tomei nota mental de investigar o vestido Mango quando a nova colecção chegasse às lojas.

Infelizmente, o vestido ao vivo não tem nada a ver com a foto do catálogo! É feito num jersey fino e sem corpo nenhum, portanto não cria a silhueta da foto e fica anos-luz aquém do original couture que o terá inspirado. Miuccia ganha o primeiro round. Ui!

vogue fashion's night out #4

Confesso que ainda estou meio abismada com o êxito de ontem. Entre famosos, vagamente íntimos do porteiro, fashionistas e dignos anónimos, ontem Lisboa esteve a ferver.

Highs:

#1 O encontro de bloggers. Adorei conhecer e atribuir caras aos autores e autoras de blogues bem conhecidos... E foi uma maneira fantástica e bem divertida de viver a FNO sem perigo para a carteira. Nova York aguarda-me daqui a menos de um mês, há que poupar!

#2 A Fashion Clinic e toda a zona do Tivoli Fórum... luzes, cor, música, champagne, gelados do Santini, moda, muita moda, e muito cartão a passar na máquina!

#3 A drag queen à porta do Eduardo Beauté. A-tti-tu-de baby!

Lows:

#1 A calçada portuguesa. Pelo menos no nosso grupo, felizmente não há baixas a registar, mas não garanto que não tenha ido ninguém parar às urgências depois de uma aparatosa queda... Por outro lado, eu fui de sandálias rasas e quando cheguei a casa tinha as solas dos pés pretas! Ó Mr. Mayor, isto não é digno de uma capital europeia!

#2 As distâncias entre as zonas aderentes. Ontem à noite era impossível andar de carro em Lisboa, o metro não chega a todo o lado, e andar a pé só de sapato raso e mesmo assim foi uma estopada. Recorde-se que os altos e baixos tornam Lisboa um pouco difícil para passear em certas zonas... Em Berlim, por exemplo, havia um shoppingshuttle a ligar as diversas zonas comerciais. Por aqui ainda vimos alguns Mercedes Classe A com o logo da FNO, mas acho que andavam só a fazer publicidade e/ou eram só para os colunáveis!

#3 A menina à porta da Prada, que nos fechou a porta faltavam cinco minutos para a meia-noite. "Ah, e também não podiam tirar fotografias dentro da loja." Alguém andou a sonhar que entrava no filme O Diabo Veste Prada...

vogue fashion's night out #3

See you there!

fifties fashion week #4: marc jacobs para louis vuitton

Bom. Parece que os tempos das celebridades cobertas de Photoshop a fazer lembrar o coelho apocalíptico do filme Donnie Darko e das carteiras Frankenstein finalmente chegaram ao fim! A condizer com uma colecção ladylike impecável, os anúncios da Louis Vuitton para o Outono/Inverno 2010 parecem os bastidores de Mad Men... Steven Meisel fotografou Christy Turlington, Karen Elson e Natalia Vodianova no cenário de um camarim de luxo e rodeadas de carteiras e sapatos, como se as três estivessem prestes a pisar a runway onde Marc Jacobs apresentou a colecção em Março último.











vogue fashion's night out #2

É a hora! Vejam a página da Fashion's Night Out no Facebook para ficarem a saber todos os detalhes sobre o evento, em especial as ofertas, descontos e cocktails que se vão oferecer por essa cidade fora...




vogue fashion's night out #1


É curioso como esta ilustração da edição portuguesa lisboeta da Vogue Fashion's Night Out demonstra bem como o problema de amanhã não é tanto o que é que eu visto? mas sim o que é que eu calço?

fifties fashion week #3: mad women


A influência da série Mad Men na consciência colectiva da pop culture em tempos recentes tem sido apontada como uma das influências do ressurgimento do estilo cuidado e glamour que faz tendência esta estação. Embora o enredo de Mad Men se inicie exactamente em Março de 1960, é indiscutível que no início daquela época estavam ainda bem patentes os ideais de moda que marcaram a década de 50.


O extremo cuidado na recriação do visual dos anos 50/60 é bem patente no guarda-roupa feminino, em especial com a evolução de três estilos distintos para as três protagonistas femininas da série. Todos igualmente invejáveis e incluindo inúmeros modelitos totalmente na moda esta estação!


Mas se algumas coisas não mudaram assim tanto, outras há que por vezes fazem Mad Men parecer um planeta extraterrestre e não uma mera recriação dos anos 50/60 na América. As atitudes. Os preconceitos. Os "bons costumes". E a quantidade assombrosa de álcool ingerido e cigarros fumados durante um dia de trabalho...

Amanhã: a minha reconciliação com Marc e Louis!

fifties fashion week #2: the granny pant strikes back


Christian Dior @ The Metropolitan Museum of Art | The Costume Institute



Christian Dior @ The Metropolitan Museum of Art | The Costume Institute

A questão é simples: como é que se cabe aqui dentro? Ah, mas nos tempos áureos da Alta Costura não era simplesmente uma questão de caber. As roupas eram feitas à medida das clientes e constituíam verdadeiras obras de arquitectura, com painéis de reforço e corpetes incorporados nas próprias peças.




Nalguns casos elaboravam-se mesmo corpetes e saiotes a fazer lembrar o guarda-roupa de Scarlett O'Hara em E Tudo o Vento Levou...


Christian Dior @ The Metropolitan Museum of Art | The Costume Institute


Técnicas semelhantes foram utilizadas por vários estilistas nas linhas que apresentaram para o Outono/Inverno 2010, nomeadamente por Marc Jacobs na colecção que elaborou para a Louis Vuitton.


E neste momento estarão a pensar, e com razão: isso é tudo muito bonito, mas como é que eu me arranjo em 2010 e sem orçamento para entrar no próximo avião para Paris e pedir ao Marc ou ao Galliano que me façam um modelito à medida?!

Ah. Aqui entra a arma secreta: a lingerie modeladora. A granny pant. A cueca de gola alta. A cinta. A combinação.

Sejamos pragmáticas: o objectivo não é ficar apertada sem conseguir respirar e ao fim do dia, depois de tirar a roupa, parecer um rosbife acabado de desatar. O objectivo é, sim, criar uma base suavemente alisada que permitirá à roupa assentar melhor.

Nos últimos anos o desenvolvimento das microfibras permitiu um grande avanço nesta área, e é possível encontrar peças finíssimas e confortáveis que produzem efeitos brilhantes. Mesmo assim, o mercado continua a ter algumas lacunas. Há cerca de dois anos comprei um vestido de algodão branco algo transparente, e foram as passas do Algarve para encontrar uma combinação para vestir por baixo sem rendas nem outras mariquices (acabei por encontrar uma supersimples, de microfibra, na Calvin Klein).


A Intimissimi, com um fantástico sentido de oportunidade, acaba de lançar uma nova linha shaping com um charme deliciosamente retro sem ser "empoeirado". Ao que parece, a linha foi um sucesso e até já está esgotada em Itália... não garanto a veracidade desta informação, mas a verdade é que ao vestir a combinação me senti uma Sofia Loren (sem a parte da fuga ao fisco), e o soutien de aros é um dos mais confortáveis que alguma vez vesti. E tenho dito.


Amanhã não percam: mulheres doidas. E não, não estamos a falar de saldos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...