do baú de porão à mala de mão [uma viagem em riscas]

As bagagens da Duquesa de Windsor

Os tempos áureos do glamour, em que as pessoas se vestiam a rigor para jantar, foram também os tempos das grandes viagens transatlânticas. Uma dama ou um cavalheiro como deve ser precisavam, portanto, de viajar com volumosas bagagens para ter todas as suas toilettes para pequeno-almoço, ténis, piscina, almoço, sesta, jantar, dança, ceia, etc. e tal (nestes tempos, obviamente, também viajavam com uma criada ou mordomo que tinham a tarefa de arrumar e passar a ferro esta roupa toda). Os grandes malões, chamados steamer trunks exactamente porque haviam nascido para transportar roupa em viagens de navio, eram frequentemente personalizados com o nome, brasão ou monograma dos seus proprietários. Atrevo-me a dizer que as bagagens desses tempos eram muito, mas muito melhor tratadas que as nossas malas no porão dos aviões actuais!

Emblemáticas nesses tempos eram já as marcas francesas Goyard e Louis Vuitton, cujas respectivas telas povoaram os porões de muitos transatlânticos. A vantagem óbvia da Goyard e da Vuitton, para além da impecável qualidade de ambas, era que uma senhora da sociedade podia ir a Paris comprar o guarda-roupa, e ali comprava também a bagagem para transportar o dito...

Diane Kruger com uma Goyard personalizada, e um exemplar homenageando a cidade de Nova York...

Os tempos mudaram, mas a Goyard - que até há poucos anos mantinha um very very low profile - continou a disponibilizar aos seus clientes a possibilidade de personalizar as bagagens ou carteiras com riscas, letras, monogramas, símbolos, bon mots, etc. [Agora uma pausa para lamentar o facto de, por mais carteiras de marca que alguma vez compremos, ser altamente improvável conseguir o Joshua Jackson como namorado.]

© Louis Vuitton

Entretanto a Vuitton voltou a entrar no jogo e passou a disponibilizar também aos seus clientes o serviço Mon Monogram. E se o mesmo é suspeitamente parecido com as riscas da Goyard, eu até aceito que tal se deve ao simples facto de ambas as marcas terem tido origens e tradições similares. Não estava, porém, de todo preparada para isto:

© Hermès

E sim, sou loucamente fã de Hermès, mas acho que quanto menos disser sobre isto, melhor.

2 comentários :

  1. amei este post! realmente transportou-me aos tempos do glamour, onde o José Castelo Branco ainda vive :)))

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  2. E tempos aliás que a "sua" Lady Betty ainda deve ter vivido, ela não é sobrevivente do Titanic? :-DDD

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