prada | candy


Já devem ter reparado que eu escrevo pouco sobre perfume, e quando escrevo acabo sempre a dar porrada nesta moda actual dos perfumes que cheiram a doces. A verdade é que eu adoro perfume, mas sou um bocado old-fashioned e/ou esquisita e/ou só um bocadinho viciada em coisas que só se conseguem comprar em Paris ou Nova York (ou então estão na prateleira dos fundos da perfumaria porque ninguém lhes toca).

Então porque raio resolvi escrever sobre o novo perfume Candy da Prada? Bom, a verdade é que sempre vou experimentado todos os perfumes que saem, nem que seja para dizer mal. Mas fiquei agradavelmente surpreendida com este perfume! Em primeiro lugar, apesar do nome, não é um daqueles cheiros adocicados, frutados e totalmente artificiais que por aí pululam em muito frasquinho de água de colónia. O perfume baseia-se em três acordes: caramelo, almíscar e benzoína, que é uma resina vegetal aromática. A impressão que fica na pele é uma espécie de mistura de musk com caramelo a ferver no tacho e prontinho a deitar na forma do pudim. É muito agradável e mais será numa manhãzinha fria de Inverno.

A seu favor, Candy tem ainda um grafismo muito original e algo retro, e ao contrário dos outros perfumes da Prada tem uma boa duração na pele (porque comigo os outros Pradas desaparecem ao fim de uma hora). Um aviso à navegação: a "tampa" não é na verdade uma tampa e sim o vaporizador do perfume, ou seja, pressiona-se para sair a vaporização sem fazer mais nada. Tentem não fazer como eu, que decapitei o frasco e fiquei com ar de idiota no meio da Sephora.

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