sag awards 2011: jennifer lawrence (the new girl)


Confissão; quando vi os thumbnails destas fotos pensei que era a Chloe Sevigny... Na verdade é Jennifer Lawrence, a jovem revelação do filme Winter's Bone | Despojos de Inverno, premiado no Festival de Sundance mas com estreia em Portugal apenas em 17 de Fevereiro próximo.


Jennifer usou um vestido Oscar de la Renta Pre-Fall 2001 onde o tom particularmente vivo de rosa, o laço de veludo preto e o drapeado nos ombros não só combinam de forma adorável, como fotografam super bem. Único senão: o smoky eye of doom... com menos meio quilo de sombra preta em cima, Jennifer estaria perfeita.

© Just Jared

sag awards 2011: natalie portman (gostei mais do vestido da rosa)


Depois de usar um Azzaro curtinho e um bocadinho monótono para a after-party dos Globos de Ouro, Natalie Portman voltou ao armário Azzaro onde escolheu este vestido para os Screen Actors Guild Awards. É bonito e fica-lhe bem, mas continuo a achá-lo monótono. Será que a casa Azzaro não consegue fazer mais nada a não ser vestidos em estilo greco-romano com bainhas cravejadas de pedrarias?


Por falar em pedrarias, Natalie usou uns brincos Tiffany's no valor de dois milhões de dólares... e voltou a ganhar o galardão de melhor actriz dramática pela sua interpretação em Cisne Negro. Já podem mandar gravar o nome no Óscar, faxabor!

© Just Jared

crónica trágica de uma ida à zara


Ó meus senhores, isto assim não pode ser. Fazem um portal de comércio electrónico todo catita, fácil de usar, com fotos óptimas das peças de roupa... e depois chega-se à loja e nenhuma delas me assenta bem. E não me venham dizer que é defeito meu. Eu tenho dois armários de roupa em Lisboa e um no Porto que provam a minha compatibilidade com os moldes da cadeia Inditex e de muitas outras. Analisemos em algum detalhe a tragédia da qual a única coisa que saiu incólume foi a minha carteira.

A blusa bege às bolinhas prende nos braços, a blusa vermelha de ombros quadrados prende nos braços e fica esquisita na gola, a blusa vermelha com o folho à frente não tem nada a ver com a foto e nem a experimentei, e o blazer leopardo sim, fica-me bem, mas por € 69,90 podiam ter usado um tecido melhorzito, não? Tenho um blazer comprado na Primark por € 5,90 num tecido exactamente igual.

O blazer leopardo dói especialmente (bem, talvez o compre em saldo), porque é uma peça de sonho para mim desde que vi a Taylor Jacobson com este blazer Givenchy Outono/Inverno 2007 num episódio do The Rachel Zoe Project:

E se precisam de perguntar... Team Taylor and proud of it!


As calças? As calças beges não me assentam no gancho, as calças estampadas parecem calças de pijama anos 20 - i.e., só assentarão bem em mulheres esguias com mais de 1,80m de altura -, e tanto as calças pretas de sarja (à direita) como as de tecido mais fino (à esquerda) assentar-me-iam bem se tivessem o XS na loja. Que não tinham. Bem, ao menos para isto serve a loja online.

© Zara

chanel haute couture primavera/verão 2011


Depois dos excessos, do brilho de muitas casas de Alta Costura - como o desfile da Dior de que ontem falei -, o desfile da Chanel foi tão sóbrio que alguns disseram parecer mais prét-a-porter que Alta Costura. E a verdade é que o próprio Karl Lagerfeld fez uma grande viragem criativa, depois de uma série de desfiles feéricos no Grand Palais a culminar no desfile Outono/Inverno 2010 com o gigantesco leão dourado na passerelle.

Pois eu achei genial. Les beaux arts continuam a inspirar os designers, embora no que toca à casa Chanel seja uma inspiração modernizada, desconstruída e verdadeiramente genial...


Retrato de Coco Chanel por Marie Laurencin, 1923


And so the story goes: em 1923 Coco Chanel conheceu a artista Marie Laurencin quando ambas trabalhavam em figurinos e cenários para dois ballets do empresário Sergei Diaghilev. Coco pediu a Marie que lhe pintasse o retrato, mas acabou por não ficar muito satisfeita com o resultado final... A moderna e prática Coco Chanel achou o retrato pintado por Marie muito doce e lânguido, coisas que ela não via em si própria nem pretendia ser!

Mas terá sido neste retrato que Karl Lagerfeld se inspirou para desenhar a presente colecção. As cores e linhas suaves são reimaginadas para o século XXI em peças impecavelmente executadas e totalmente vestíveis. Imaginem estes tailleurs e conjuntos separados, um casaco usado com jeans aqui, umas calças com uma t-shirt branca ali...






© NOWFASHION | © Chanel

christian dior haute couture primavera/verão 2011 [the details]


Meninos e meninas, é por isto que se chama Alta Costura. E não é para fracos!

christian dior haute couture primavera/verão 2011 [hommage à René Gruau]


Muitas imagens que indelevelmente se associam a Christian Dior são na verdade da autoria de René Gruau, ilustrador italo-francês cuja contribuição para a Idade de Ouro da Alta Costura não pode ser medida em palavras... bastam-nos as imagens.


Estes eram os tempos antes das internetes, tempos em que um retalhista nos Estados Unidos podia comprar uma colecção a um costureiro francês sem ter visto uma única peça feita, apenas com base nas ilustrações. Gruau trabalhava sobre os esboços criados pelos estilistas e aperfeiçoava-os, colocando-lhes a sua estética muito pessoal. Colaborou com casas como Lanvin, Balenciaga, Schiaparelli e Givenchy, desenhou o poster para o filme La Dolce Vita de Fellini, mas a sua colaboração mais emblemática e duradoura foi com a casa Dior. Até aos anos 80 os anúncios de alta costura e perfumes da Dior utilizaram ilustrações de René Gruau.


Coincidindo com uma recente exposição sobre a obra deste artista, e com a reedição do livro René Gruau: The First Century, a colecção de Alta Costura criada por John Galliano para a Primavera/Verão 2011 recupera e reimagina as silhuetas clássicas da casa Dior, vistas porém segundo o peculiar olhar artístico de René Gruau.





© Vogue | © Christian Dior Couture

new killer star

Há anos que deixei de ver novelas, seja de onde forem. No máximo dou uma espreitadela na novela da noite da Globo enquanto faço zapping, e acabo a olhar mais para os figurinos que propriamente a seguir a trama. A novela actualmente a passar na SIC chama-se Passione e é fraquita - o Tony Ramos a fazer de italiano? Ma di nuovo?! -, mas salva-se pelos figurinos da personagem Melina Gouveia, que é estilista de moda e tem um guarda-roupa que meninas, eu entrava na Cidade Cenográfica da Globo de camião e arma em punho e roubava tudo!!!




A coisa é de tal ordem que a actriz estreante Mayana Moura, que interpreta Melina, pegou fogo como ícone de moda e não tem blog de moda e beleza transatlântico que não dê dicas sobre o estilo, o penteado flapper e a manicure francesa invertida de Melina/Mayana...



"the Duchess loves Paris, because it's not too far from Dior"


Assim o disse certa vez o Duque de Windsor sobre as impecáveis escolhas sartoriais da sua esposa Wallis. Mas esta não é (bem) uma entrada sobre os Windsor, mas sim sobre como a moda actual vive sobretudo de timing, alimenta e alimenta-se de tudo à sua volta, de música, de livros, de filmes, de zeitgeist enfim...

Em 2006, A Rainha tornou-se num improvável trendsetter de um estilo a que se chamará, digamos, "Balmoral chic". De um dia para o outro, os encerados Barbour passaram de roupa da terceira idade a peças totalmente cool graças às cenas de Helen Mirren como S.M. a Rainha Isabel II envergando botas de borracha, um encerado Barbour e um lencinho na cabeça. Quem diria? [Aproveito para referir que sou dona de um Barbour comprado em saldo no El Corte Inglés que se revelou uma óptima compra. Aquilo resiste mesmo a qualquer intemperie!]


Ao ver a colecção Pre-Fall 2011 da Christian Dior, que todos dizem inspirada na Duquesa de Windsor (vai ao ponto de um modelo de carteira se chamar Duchess), não posso deixar de pensar que John Galliano se aproveitou sabiamente do facto da amiga Madonna estar neste momento em plena realização de W.E., um filme sobre o romance dos Duques de Windsor que deverá estrear durante o ano de 2011.


A febre real tem vindo a crescer de mansinho; já em Novembro passado um leilão de jóias da Duquesa de Windsor organizado pela Sotheby's ultrapassou todas as expectativas. Entretanto o Príncipe William resolveu pedir a sua amada Kate Middleton em casamento antes de ficar completamente careca - para noivos calvos bastar-nos-á Alberto do Mónaco... - e pronto, 2011 vai ser um ano praticamente monárquico.

© WWD | © Christian Dior Couture

spotted: leighton meester, looking good!

Eu normalmente diria que este é um daqueles vestidos bonitos no papel mas cuja execução e uso provocam sérias dores de cabeça. E no entanto, a menina Leighton sai-se muito bem! Claro que o facto de ser um vestido Michael Kors - Pre-Fall 2011 - ajuda muito: Michael Kors pode não fazer muitos froufrous ou loucuras na passerelle, mas o corte e costura das suas criações é sempre im-pe-cá-vel!!!






Leighton sensatamente deixou as linhas depuradas do vestido falar por si, usando apenas o cabelo bem esticado e um smoky eye impecável. Só não sei se gosto do verniz bordeaux metálico, eu talvez tivesse escolhido uma cor mais clara. Mas tendo em conta certas coisas que a menina Meester tem vestido ultimamente, isto é um retumbante sucesso.


© Just Jared

as pequeninas coisas altamente calóricas que nos fazem felizes


No Starbucks do Chiado fazem o Caramel Macchiato perfeito. Perfeito. Uma coisa tão singela mas nem sempre fácil; em Outubro passado, em Nova York pedi um destes e serviram-me uma espécie de galão em crise de identidade. É melhor nem pensar nisso e concentrar-me na perfeição. O caramelo a escorrer delicadamente sobre o topping de natas que se come à colher.

blogues que inspiram. sem palavras


Sighs and Whispers
Imagens, fotogramas, anúncios e editoriais dos anos 50 a 70.

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Olivia Hussey, fotografada por Norman Parkinson para a Vogue, Agosto de 1967


Strawberige
Coisas estranhas e maravilhosas...

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Salvador Dali, Sereia de Negro Mascarada, 1939


Fifi Lapin
A coelhinha mais chic de sempre!

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Proenza Pro


Columbine Smille
Não percebes uma palavra do que está escrito, mas who cares?
Uma imagem vale mil...

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20.01.11


Art Deco
Anúncios e ilustrações Art Deco.
Ah, os tempos em que até um anúncio a peúgas tinha estilo!

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Ipswich Hosiery, 1927


Morgane, The Leopard Legs
Entre Paris e Tel Aviv, uma sensibilidade muito própria.

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Christian Lacroix vintage dress


Paris vs. NYC
História de duas cidades...

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la mode

aviso à navegação


Têm surgido por essas internetes fora rumores inquietantes que afectam os próprios fundamentos de toda a nossa civilização. Começaram de mansinho, a querer convencer-nos que Plutão não era um planeta. Mera preparação para a bomba que se seguiu: supostamente não existem 12 mas sim 13 signos do Zodíaco, e a recalendarização do mesmo deu origem a uma dança das cadeiras com muito boa gente a trocar de signo. Pérfidas conspirações, digo eu. Qual é o pretenso novo signo do Zodíaco? Ofíuco, a serpente, de onde nunca vem boa coisa excepto um par de sapatos Jimmy Choo. Qual é o novo número de signos? 13, o número do azar. Cruzes canhoto!

Ah pois. Então vêm para aí uns senhores armados em cientistas com computadores e telescópios e mais o quê, e acham que sabem mais que os astrólogos babilónios de há sete mil anos. Que não tinham computadores - logo, não estavam expostos a vírus informáticos -, e faziam as continhas todas à mão noves fora nada em tabuinhas de cera, em vez de enfiar meia dúzia de números num programa qualquer e passar o resto do dia a beber Starbucks e a jogar Halo 3.

Ó meus caros senhores cientistas da NASA, do MIT e do Instituto Astrofísico da Buraca. Bastaria conhecerem-me para perceberem como todo a vossa teoria cai por terra. Eu não sou nem nunca poderia ser Sagitário! Tenho lá pontaria para andar de arco e flecha?! Não, eu sou Capricórnio até ao tutano, meio cabra, meio peixe, e bicho estranho por completo. Se não gostam, azar. E já agora, não têm problemas mais importantes para tratar do que andar a fazer horóscopos?

black swan | behind the scenes with Swarovski and Rodarte

o vestido cor-de-rosinha

Ainda os vestidos usados nos Globos de Ouro não foram passados a ferro, embrulhados em papel de seda e devolvidos às casas de alta costura, e já toda a Hollywood pensa numa única coisa: what shall I wear to the Oscars?

Não há, pois, melhor altura para abordar um terrível flagelo que todos os anos aflige actrizes mais ou menos elegantes, mais ou menos talentosas. Falo, é claro, do vestido cor-de-rosinha.

Gwyneth Paltrow, Ralph Lauren, Oscars 1999 | Penelope Cruz, Versace, Oscars 2007
Cameron Diaz, Christian Dior, Oscars 2008 | Sarah Jessica Parker, Chanel, Emmys 2009

Na geração moderna, Gwyneth Paltrow é talvez a maior responsável pelo facto de o vestido cor-de-rosinha continuar a ser encarado com uma red carpet choice viável por pessoas que, de outro modo, julgaríamos estarem em plena posse das suas faculdades mentais. Gwyneth foi para a cerimónia dos Óscares de 1999 armada em Grace Kelly de bairro, com um vestido cor-de-rosinha Ralph Lauren que até lhe assentava muito mal no peito. Mas o pior ainda estava para vir. Gwyneth ganhou o Óscar de Melhor Actriz por A Paixão de Shakespeare, e como nesses tempos idos a América desconhecia ainda o conceito de "recount", lá deram o boneco à rapariga que fez uma tristíssima figura em palco que só dava vontade de lhe dar dois estalos para ver se parava de chorar.

E assim se lançaram sobre os inocentes tapetes vermelhos deste mundo mil e um vestidos cor-de-rosinha. Mulheres adultas e até com bom gosto começaram a aparecer vestidas em público como princesas da Disney. E bem podiam chamar-lhes couture ou vintage ou o raio que o parta, que todos sempre me lembraram uma única coisa:


Ainda no passado Domingo a pobre Lea Michele de Glee quase ia sendo engolida por uma montanha de tafetá Oscar de la Renta, qual flor carnívora devorando uma inocente abelhinha.

Lea Michele, Oscar de La Renta, Globes 2011 | Jennifer Lopez, Armani Privé, Oscars 2010
Emily Blunt, Dolce & Gabbana, Globes 2010 | Rachel Weisz, Vera Wang, MET Gala 2009

Seriously, people. Também não estou a dizer que vão aos Óscares com um cisne ao pescoço, ou com quase tudo à mostra, ou com garfos cosidos ao vestido - a menos que sejam garfos Prada, claro. Mas haverá algo mais entediante, mais valor seguro, que um vestido cor-de-rosinha? E pior, quase ninguém toma atenção ao facto de o rosa nude não ficar bem em todas as peles, o que tem originado algumas homenagens inconscientes ao filme A Noiva Cadáver de Tim Burton (mas nunca tão elegantes ou bem conseguidas como a Noiva Cadáver elle même).

Querem um vestido cor-de- rosinha? Depois disto tudo ainda querem um vestido cor-de-rosinha? Então pronto, façam lá o favor de pôr os olhos na Katy Perry - reparem bem que eu nem sequer gosto da Katy Perry - e vejam how it's done:

Katy Perry | Basil Soda | Emmys 2009

Sem duzentos quilos de tule em cima, um vestido cor-de-rosinha até é outra coisa, não é?

É por isto que vos digo que nunca me verão num tapete vermelho com um vestido cor-de-rosinha.

OK, é bastante óbvio que nunca me verão num tapete vermelho, ponto final. Mas se vissem, não era com um vestido cor-de-rosinha.


As fontes:
© Celebrity Paradise | © Celebutopia | © Getty Images | © Just Jared | © Wikifashion | © Wire Image | © Zimbio
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