the oscars 2011: hailee steinfeld [a-do-ra-ble!!!]


OK, acho que se pudesse escolher entre ela e o Óscar a levava a ela para casa. Com tantas Britneys e Mileys por esse mundo fora, parece que já nos esquecemos do que é ver uma adolescente vestida de uma forma elegante e apropriada. Não parece um mini me de gente crescida e séria, e não está armada em Lolita. Este vestido Marchesa foi concebido especialmente para Hailee e é um brinquinho, com linhas simples e confortáveis que não "empatam" a sua frescura juvenil. É melhor ir fixando o nome, que ainda vamos ouvir falar dela.

© Just Jared

the oscars 2011: mila kunis [the other swan]


Mila Kunis estava simplesmente perfeita neste vestido Elie Saab em delicadas camadas de renda e chiffon lilás. Os detalhes do vestido, aliás, são tão intrincados que nem se viam bem na televisão. A cor é o que torna este vestido diferente e original - em rosa ou nude seria bastante genérico -, e fica perfeita nos tons de pele e cabelo de Mila. A completar o conjunto, jóias Neil Lane e uma clutch Bottega Veneta.

© Just Jared

the oscars 2011: cate blanchett [the visionaire]


Como dizia Fernando Pessoa sobre a Coca-Cola, primeiro estranha-se, depois entranha-se. Inicialmente não gostei muito deste vestido Givenchy Couture, pois o contraste das contas amarelas sobre o rosa pálido do vestido estava a confundir-me um bocado. Depois vi as costas e os pormenores, e acabei por vir a apreciar o todo. Claro que não se deve tentar isto em casa se não se é Cate Blanchett...

© Just Jared

the oscars 2011: natalie portman [the winner]

© Just Jared

Mas querem lá ver que a Natalie andou a ler os meus conselhos? Depois de dois conjuntos muito elegantes mas algo sóbrios usados nos Golden Globes e na Screen Actor's Guild, Natalie finalmente usa uma cor viva, que lhe fica tão bem, e o cabelo solto. Com um ar muito menos severo, relaxado até, Natalie pôde brilhar no seu vestido Rodarte, que conjugou com jóias Tiffany's, sandálias Jimmy Choo e uma clutch Roger Vivier. Noivo elegante e barriguinha de grávida feliz, da própria (n.d.). Estatueta de Óscar, Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (n.d.).

the oscars 2011: anne hathaway [sete ofícios, oito mudas de roupa and counting...]


OK, não precisam de me dar nenhum Óscar. Posso ser só apresentadora todos os anos? Nem quero receber cachet. A minha única exigência é ter a Rachel Zoe como estilista e vestidos à disposição de todas as grandes casas de alta-costura. Na verdade, até dispensava a Rachel Zoe. Mas os vestidos ficam, se faz favor. Anne Hathaway rebentou com a escala ontem, ao mudar de roupa oito vezes ao longo da cerimónia dos prémios da Academia, que apresentou em parceria com James Franco. Isto, meus caros, é Hollywood.








Curiosamente, o meu preferido acaba por ser o Givenchy Couture com que Anne abriu a cerimónia. Um vestido lindíssimo com detalhes de cortar a respiração que lhe assentava muito bem, especialmente com o cabelo solto. Pelo contrário, o Tom Ford com que Anne terminou pareceu-me um pouco severo de mais para ela.

the oscars 2011: o rei [e vai nu]


Com 34 centímetros de altura e 3,85 kg de peso, feito numa liga alumínio de folheado a ouro, é o único que não precisa de se preocupar com vestidos, smokings, penteados, sapatos, jóias ou discursos de agradecimento. É o mais desejado da noite e todos os olhos o cobiçam.

Concebido nos anos 30 por Cedric Gibbons, director artístico da MGM e um dos membros originais da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o galardão oficialmente designado Academy Award representa um cavaleiro com uma espada estrategicamente colocada, em pé sobre uma bobine de filme com cinco raios que representam os cinco ramos originais da Academia. [Não temos conhecimento de qualquer cavaleiro real que alguma vez tenha ido nu para a batalha - pelo menos sóbrio -, mas esta malta de Hollywood nunca deixou que a verdade histórica se atravessasse no caminho de um bom argumento...]

Há múltiplas histórias sobre a origem da alcunha "Óscar", mas a coisa pegou forte e pouco anos depois da cerimónia começar já mal o conheciam por outro nome. A designação Academy Award Winner ficou relegada para epíteto alardeado em trailers de filmes sérios.

E quem ganha? E quem perde? Meus caros, tanto se me dá como se me deu. De manhã falamos de trapos, OK?

been there, bedazzled that


Lady Gaga for MAC Viva Glam


Crânio humano incrustado de platina e diamantes, por Damien Hirst


Máscara em mosaico de Tezcatlipoca. Azteca, Séc. XV / XVI, México, British Museum

victoria beckham [you've come a long way, baby]

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Petrus Christus, Retrato de Uma Menina


Embora já tivesse apreciado as linhas das suas colecções anteriores, cada vez me surpreendo mais com Victoria Beckham. Mesmo descontando os tempos de Spice Girl, ainda há poucos anos a menina andava a "assinar" linhas de jeans com decorações de brilhantes nos bolsos e o género. Entretanto, em 2009 Victoria lançou de mansinho a sua linha de prét-a-porter que tem vindo a ganhar adeptos e sobretudo reputação no seio da indústria. Nas últimas estações as peças de Victoria Beckham estavam tão bem feitas, que chegou a circular um rumor que o verdadeiro ghost designer por detrás da colecção era Roland Mouret!... A verdade é que Victoria tem vindo a revelar-se uma perfeccionista no corte e costura, e terá sabido aproveitar os seus contactos na indústria da moda para conseguir contratar bons profissionais e bons fornecedores aptos a a produzir as suas peças com a qualidade esperada.

Na minha opinião esta colecção de Outono-Inverno é muito bem conseguida e bem estruturada a todos os níveis. O styling, as linhas, as cores, os acessórios. Aquele ar meio severo meio etéreo de princesa medieval nos rostos das modelos. E o corte, sempre o corte impecável.

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© vogue.com

Londres, no século passado ou terá sido ontem?

© The Sartorialist


Ela podia ter saído dos 1920's directamente para a London Fashion Week. Ou então entrar numa máquina do tempo e voltar ao passado sem que ninguém reparasse em nada de estranho - mais uma jovem moderna nas ruas da grande cidade.

in a while, crocodile

Exhausted Maenides on the Steps of the Temple of Amphissa (After the Dance) (pormenor)
Sir Lawrence Alma Tadema, c. 1874

Diz que é uma espécie de magazine gripe esquisita, com dores no corpo e tosse mas sem nariz entupido. Bom, se tivesse de escolher também dispensava, muito obrigada.

Ah, e sempre se terá extraviado a tal encomenda da ASOS. Mas foram uns queridos e enviam-me uma nova. Anyway, não estou com grande paciência para me preocupar com isso.

memo to Zara: hurry up!


Meus caros amigos. Não vos serve de nada fazer uma campanha toda XPTO com a Stella Tennant envergando roupas giríssimas e totalmente on trend, se passado um mês após a divulgação da referida campanha continuamos a dar de caras com tristes montes de roupas em fim de saldo quando entramos nas lojas. Despachem-se lá a pôr os trapos à venda, que por este andar quando chegarem às lojas já eu perdi a vontade de os comprar.

the one who was and the one who wasn't

Tenho a dizer que gostei imenso do filme O Discurso do Rei, mais até do que esperava, pois sentia algum receio que a coisa resvalasse um pouco para a velhinha fórmula do filme inspirador e lamechas. E o filme, sendo inspirador e 100% Oscar material, nunca chega a ser lamechas e mantém-se admirável e quintessencialmente britânico.


Tendo em conta a personalidade extrovertida da Helena Bonham Carter, é magistral interpretar uma personagem reservada como a Duquesa de York, posteriormente Rainha, posteriormente Rainha Mãe. Aliás e como costuma dizer o Nuno Markl, a Rainha Mãe era para nós uma daquelas pessoas que "já nasceu velhinha" e no entanto eu dava por mim durante o filme a reconhecer alguns maneirismos na interpretação da Helena Bonham Carter, um je ne sais quoi muito autêntico. E com um bocadinho de pesquisa encontrei esta foto que mostra bem como a actriz estudou e encarnou a pose da sua personagem.

Com uma passagem breve mas relevante, pelo filme, Wallis Simpson - interpretada pela actriz Eve Best - mantém-se a contradição que foi em vida. Ou seja: nós estamos todos a torcer pelo Bertie e contra o estróina do irmão, de repente entra a Wallis em cena e ¡OMG que elegante que ela está o vestido o colar uau!


Gostei do pormenor do elegante colar usado nas costas pela Wallis, que é algo parecido com o famoso colar fecho éclair feito pela Van Cleef & Arpels por encomenda especial da Duquesa de Windsor! O colar nasceu de uma ideia de Wallis e pôs os joalheiros todos de cabeça à roda até que conseguiram criar um fecho éclair em platina e diamantes que abre e fecha mesmo - quando fecha pode usar-se como pulseira! Claro que tanto o colar como a famosa pulseira pantera da Cartier datam dos anos 50 e não poderiam aparecer no filme, que relata acontecimentos ocorridos na década de 30.

MAC peacocky


Já chegou aos balcões nacionais a colecção Peacocky da MAC. É uma colecção que impressiona muito mais ao vivo, e que prima pela cor e por se focar em dois produtos edição limitada:




O Kissable Lipcolor é um baton em creme que vai agradar às fãs do Rouge Allure Laque da Chanel... é super pigmentado, cremoso e com um acabamento acetinado. Custa € 20 por um tubo de 5 gr., enquanto um Lipglass normal tem 4.8 gr. e um baton tem 3 gr. (sendo ambos mais baratos). Ainda assim se o compararmos com o Rouge Allure Laque ou com o KissKiss Essence de Gloss da Guerlain é bem mais barato. Sempre dá para investir a diferença de preço num lápis de lábios, imperativo usar com as cores mais fortes destes batons em creme senão esborrata tudo ao fim de umas horas.


Já a Mega Metal Shadow é uma sombra em creme moderna, daquelas que passa a textura de pó quando aplicada na pálpebra. Curiosamente, tem uma textura muito parecida com as sombras em creme do quinteto Perles de Chanel, embora este mantenha uma textura mais cremosa depois de aplicado. A Mega Metal custa € 23 por 3.4 gr. enquanto uma sombra em pó clássica da MAC é bem mais barata mas tem apenas 1.5 gr. de produto, por isso parece-me equivalente. Recomendo que testem as cores antes de comprar (fiquei com a mão feita um arco-íris na loja da MAC), porque algumas são muito intensas e outras são muito mais suaves do que aparentam.

© M·A·C Cosmetics
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