Santa, baby...


Lembro-me perfeitamente do meu primeiro contacto com o nome Michael Kors. Era o Outono de 2001, eu estava a fazer Erasmus em Inglaterra e comprei uma Elle que trazia o anúncio com "raspadinha" ao primeiro perfume do criador, uma explosão de tuberosa. Flor intensa que se ama ou odeia, sendo certo que eu amo; e imediatamente decidi que na próxima viagem de fim-de-semana a Londres (ah, quase choro quando escrevo isto) iria comprar o perfume para oferecer à minha Mãe no Natal. Foi a minha primeira compra no Harvey Nichols, loja que ainda hoje estimo pelo seu atendimento impecável e por ser um pouco mais intimista que o gigantesco Harrods ao virar da esquina.

Tendo em conta a estética impecável da marca, eu imaginava o Michael Kors como um criador americano meio sisudo (não sei porquê, eu imaginava toda uma geração de criadores americanos como sendo uns cinzentões... Ralph Lauren, Calvin Klein, Carolina Herrera, etc). Como podem imaginar, apanhei um dos grandes choques da minha vida quando anos mais tarde o Michael Kors se torna jurado do Project Runway e me aparece isto:

@ projectrunwaygifs.tumblr.com
O-M-F-G! E a partir daqui a minha admiração cresceu 1000% porque se bom gosto já é uma qualidade de respeito, bom gosto e um fantástico sentido de humor são uma combinação rara. Eu nunca, mas nunca imaginaria que o designer que criava linhas tão clássicas era afinal uma pessoa tão bem-disposta! 

Quis o destino que a primeira loja da marca em Portugal abrisse perto de mim e bem, o que posso dizer? Muito bom. Tenho a certeza que era capaz de entrar na loja de olhos vendados e sair de lá com um artigo de que gostasse (a sério, se alguém me quiser financiar eu faço a experiência). A loja em si está muito boa, tem imensa luz e cheira ao perfume, ao tal que foi o meu primeiro contacto com a marca. 


Infelizmente o orçamento trava-nos os sonhos, mas ainda pode ser que qualquer coisita venha morar comigo no Natal...

Relógio Michael Kors MK5613

2 comentários :

  1. Tenho um Michael Kors em cor-de-ouro-rosa e gosto muito dele - aliás, agora que não largo o Cartier, até tenho remorsos de não lhe ligar pêva. :))
    (Estás numa zona altamente tentadora, eu dou graças por à volta do sítio onde trabalho não haver nada de especial - se não, com as neuras que por lá há, só nos intervalos já teria feito estragos bastantes para abrir insolvência.)

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    1. Os meus desejos de consumo são brutalmente travados pela realidade do saldo bancário, é uma verdade :D há que disciplinar (e às vezes esperar pelos saldos...)

      Mas a verdade é que a minha grande tentação são as compras online, eu até já guardo os cartões de crédito num local secreto para não os usar!

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