separados à nascença


Eu sei que isto prova a(o) autor(a) do Tilda Stardust que afinal o David Bowie e a Tilda Swinton não são uma e a mesma pessoa, mas estou demasiado ocupada a ouvir o The Stars (Are Out Tonight) em repetição contínua.

stuff patuxxa likes [the not so little black bag edition]

E como dizia o outro, if life gives you lemons, make a gin and tonic. Ou qualquer coisa assim. Depois do pequeno percalço da carteira da Zara que sonhava ser um prato de chocos com tinta, fiquei como estava, ou seja, a precisar de uma carteira preta num modelo estruturado mais adequado para o trabalho. Portanto meninos e meninas, sigam-me numa maravilhosa viagem de fantasia a um mundo em que a Troika não existe e o dinheiro cresce nas árvores...

Carteira Givenchy Antigona € 1800 @ Bergdorf Goodman

Bom, acho que todos sabemos que a tal carteira da Zara era descaradamente inspirada na Antigona da Givenchy, com uns apetrechos dourados para disfarçar a coisa. E pelos vistos resultou porque até a Olivia Palermo comprou o raio da carteira. A nós em Portugal saiu-nos a fava, quer dizer, um lote defeituoso, e ficámos a chupar no dedo. A moral a tirar é que a culpa disto tudo é do Ricardo Tiscci, por isso Ricardo, se estiveres a ler isto, manda-me uma Antigona por correio expresso e ficas perdoado.

Michael Kors Hamilton € 350 @ Forzieri

A Hamilton da Michael Kors é um caso estranho. Gostei imenso dela nos anúncios e em fotos de outras pessoas, mas há uma semana passei pelo El Corte Inglès e ao vivo não gostei! Não sei explicar, não parecia a mesma carteira das fotos. 

Rebecca Minkoff Illy € 575 € 345 @ Forzieri

Um bocadinho dentro das mesmas linhas está esta Illy da marca Rebecca Minkoff. Eu tenho uma carteira desta marca que foi comprada em Outubro de 2010 e está impecável, mas a textura do cabedal não me convence muito, preferia mais liso. Como devem imaginar, agora acaba por ser mais difícil encontrar algo que goste, porque tenho a imagem ideal da outra carteira na cabeça...

Zara Shopper Combinada Pele € 59,95

Esta shopper da Zara tem a sua graça, mas ainda não a vi ao vivo. Parece-me que a parte preta é camurça, que também deve ser uma maravilha para manchar roupa. Gato escaldado...

Longchamp LM Cuir € 390

Também gosto muito desta linha da Longchamp, mas tenho uma pequena embirração com carteiras totalmente abertas. E de qualquer maneira, queria algo um pouco mais formal.

Marc by Marc Jacobs Goodbye Columbus € 590 @ Net-a-Porter

Adeus Colombo? Gostava de saber o que é que o Marc Jacobs toma para dar nomes aos produtos... Anyway, acho esta carteira muito, muito gira. Aliás por qualquer razão esotérica, sempre preferi as carteiras da linha Marc by Marc Jacobs às da linha principal. E ainda por cima são significativamente mais baratas. Mas esta aqui tem charme, gosto daquela plaquinha com o nome, e os fechos parecem ser compartimentos extra - o que dá sempre jeito para guardar as papeladas!

Vanessa Bruno Lune € 535 @ Monnier Fréres

Esta carteira é um clássico da marca francesa Vanessa Bruno. Assim pode não parecer grande coisa, mas ao vivo é um mimo de chic francês. Sabem como a descobri? Um belo dia esteve no escritório uma cliente francesa, e eu achei a mala tão linda que tive de lhe perguntar a marca!!! Desde então que está debaixo de olho, mas francamente é mais bonita em tons de castanho, e é um bocadito informal.

Brahmin Morgan $275

Desde há uns tempos que admiro as malas da Brahmin em várias bloggers americanas. Imaginem a minha surpresa quando me apercebi, ao ler o Passos de Moda da Joana Salvador, que a loja online da marca envia para Portugal! Adoro este modelo, acho a combinação do preto liso com o croco castanho muito original e interessante. 

PopyBox: o anúncio mais esperado a seguir aos Óscares...

Facebook ACTIVA

E depois de seis meses de espera e de um secretismo que já começava a irritar, afinal o grande anúncio da PopyBox surgiu no Facebook da revista Activa, que a modos lhes estragou o grande hiper ultra secreto lançamento anunciado para amanhã! Podem ver no Facebook a foto em tamanho grande, segundo a Activa o preço vai ser de € 16,50 para Continente e € 18,50 para Açores e Madeira.

A primeira impressão não parece má: vejo Caudalie, produtos para o cabelo Sebastian, um batom vermelho Make Up For Ever e uma amostra da nova máscara de pestanas da Guerlain, mas claro que é a primeira caixa e eles têm de caprichar. Por outro lado, quem se inscreveu respondeu a uns questionários que davam quatro variantes possíveis de estilo, por isso em princípio deveriam existir quatro caixas diferentes...

Eu deixo repetidas as minhas considerações aqui escritas em Agosto, e tendo em conta as informações mais recentes e o preço, estou disposta a experimentar isto durante três meses. Se no fim dos três meses o saldo não for positivo, adeus.

Update: Na página oficial da PopyBox já estão disponíveis informações definitivas. Para além dos preços acima referidos, ficámos a saber que a PopyBox não é um serviço de assinatura, ou seja, em cada mês têm de repetir o processo de compra se quiserem receber uma nova PopyBox. As encomendas da primeira PopyBox podem ser feitas a partir das 09:00 de 28 de Fevereiro.

the oscars 2013: zoe saldana [à velocidade da luz]


Está visto que a Zoe gosta de vestidos com detalhes interessantes na saia, não me esqueço do Givenchy lindíssimo que ela usou em 2010. Este é Alexis Mabille Couture e consegue ser um vestido que entra na onda de branco que varreu o red carpet em 2013 mas não deixa de ser bem interessante. Aplauso para a escolha de um jovem costureiro em vez das opções seguras mas um algo aborrecidas de tanta gente. E convenhamos, com esta atitude ela consegue usar tudo.


O look foi completado com jóias Neil Lane, sapatos Roger Vivier e uma clutch Salvatore Ferragamo.

the oscars 2013: naomi watts [shining star]


Só nos dois vestidos da Naomi Watts devem ter esgotado o stock de lantejoulas de Milão... Acho este Armani Privé lindíssimo, o decote é muito original e a textura das lantejoulas, combinada com a cor de prata envelhecida, favorecem-na e fotografam muito bem.

the oscars 2013: helen hunt [mas porque é que não há disto no Grandella?]

Isto é um vestido da H&M. Com setecentos mil dólares de jóias Martin Katz em cima, mas um vestido da H&M. E a senhora está infinitamente mais elegante e apresentável que muitas starlets por esse tapete vermelho fora.


Aliás olhamos para ela e parece que foi ontem que o Mad About You dava na TVI, mas vamos a ver e isso foi há catorze anos, bolas. Que parecem mal ter passado pela Helen. Eu só adicionava um batom mais rosado, porque aqueles tons nude todos no rosto acabam por ficar um bocadinho deslavados. Não obstante: impecável. 

the oscars 2013: jennifer lawrence [não há bela sem trambolhão]

Bom, como toda a gente e mais o cão, o gato e o piriquito publicou fotos dos Óscares, eu vou fazer esta série de entradas com as chamadas "quebras de salto" para não vos encher os ecrãs. É que eu gosto de falar das coisas com alguma calma e pormenor. E claro que tenho de começar pela vencedora para o Óscar de Melhor Actriz e escolha unânime para um dos melhores vestidos, Jennifer Lawrence.


Miami Vice!

Ginta Lapina 4 H&M @ Fashion Gone Rogue

É verdade: ainda hoje não posso ver flamingos sem ouvir o genérico do Miami Vice na minha cabeça! Depois de meses a fio a ver tigres e rottweilers nas camisolas, isto sim grita por Verão.

SLEEK Loved Up


Apesar dos pequenos dramas da vida como o sucedido ontem, de vez em quando o destino dá-me umas borlas, a modos que a dizer para eu deixar de me armar em Calimero. Tive a felicidade de ser uma das vencedoras do passatempo realizado no blog da Babi a Única, e vou ser uma das cinco sortudas com direito a uma sessão de consultoria de imagem com a Babi e mais uma maquilhagem na Skinlife com o Make Up Artist Patrick Van der Berg!

E hoje recebi no correio esta pequena maravilha: um batom da Sleek que ganhei num passatempo flash da Coquette à Portuguesa no Facebook. Honestamente, quem precisa de Xanax quando há batom fuchsia? Eu não! 

A embalagem é amorosa, mais pequena que um batom normal (mas o baton em si tem a mesma quantidade) e naquele plástico fosco do género da NARS. A cor é o Loved Up, um fuchsia puro. Estou mortinha por experimentá-lo mas tenho sombra verde iridiscente nos olhos, por isso é melhor deixar para mais tarde... no entanto já fiz um swatch e a textura é uma maravilha, super suave mas opaco praticamente à primeira passagem! Agora percebo que todo o entusiasmo na blogosfera à volta dos batons da Sleek tem toda a razão de ser...


Update: e cá está ele!

the breakup

Cena 01: Praça do Rossio, Ext. Dia. Uma mulher sobe a rua em passo apressado, falando ao telefone. Do outro lado da linha, diz-lhe a sua Mãe, deixa lá, isso passa, depois vais pensando menos nisso. Desgosto amoroso? Quase. Ou dependendo da perspectiva, pior.

Voltamos ao princípio, e no princípio está a tentação. Esta carteira da Zara, linda, poderosa, cem euros de cabedal preto e ferragens douradas com óptimo aspecto. Honestamente, parecia ser carteira para o dobro ou triplo do preço. Era um modelo grande, mas assentava-me bem e era super prática e confortável. Desde que a comprei no final de Janeiro, praticamente não me saiu do braço.


Mas esta história de amor estava fadada a ter um final nefasto. Ontem apanhei um aguaceiro quando ia apanhar o comboio em Campanhã, e como sempre faço, quando cheguei a lugar seco imediatamente comecei a secar-me com lenços de papel.

Passo um lenço de papel para secar a carteira e o lenço sai PRETO.

Olho para o meu casaco que por coincidência também é da Zara e recém-comprado, e ele está assim:


Manchas pretas na manga direita e em toda a parte da frente do casaco. E como o casaco era lã com mangas de cabedal, não podia ser lavado nem limpo a seco. De modo que aqui a je fica com uma carteira que desbota, um casaco manchado e uma disposição capaz de correr toda a Inditex com uma motoserra.


Hoje lá fui com ambas as peças e respectivos talões de compra à Zara da Rua Garrett, onde comprei a carteira - o casaco foi na loja online. Mal expliquei a situação, foram extremamente correctos e atenciosos comigo, e disponibilizaram-se para processar a devolução do casaco e da carteira, o que fiz.

Mas honestamente, as meninas da Zara quase precisaram de me convencer a devolver a carteira. Eu sentia-me como a Ilsa no aeroporto em Casablanca, sem saber se vai ou se fica. Ainda tinha esperança de que se tratasse de um problema isolado, e de ainda conseguir um exemplar impoluto da carteira. 

Naquela loja não tinham stock mas indicaram-me que na Rua Augusta (Rua da Vitória) talvez tivessem. Fui lá a correr mas lá disseram-me que também não tinham, e que o computador só acusava stock na Marquês de Fronteira. Aí deram-me o número de telefone da loja e eu liguei para lá a confirmar. Mas a funcionária que me atendeu ao telefone na Marquês de Fronteira confirmou-me que não havia stock, e ainda me disse o que eu mais temia: que muitas peças deste modelo vieram com defeito, e às tantas voltou tudo para Espanha para o Controlo de Qualidade.


Portanto, estou plenamente compensada dos meus prejuízos, mas de coração partido. Adeus carteira. Ainda mandei um email ao Apoio ao Cliente da Inditex a perguntar se planeiam voltar a lançar o modelo (já numa nova produção sem o defeito, claro) mas não tenho grandes esperanças. Isto tudo deixou-me quase com vontade de chorar, e passei dez minutos a lamentar-me ao telefone com a minha Mãe (que já sofreu desgostos semelhantes, no caso dela foi um fecho que se estragou e a fábrica não conseguiu arranjar).

E sim, eu sei que há pelo menos quatro variantes do modelo em tamanho mais pequeno, mas como dizia o outro no anúncio, não é a mesma coisa...

No meio disto tudo, e como certamente puderam perceber, o atendimento ao cliente da Zara merece os maiores elogios e mesmo o facto de terem recolhido as carteiras, demonstra a atenção e o cuidado que a Inditex coloca no controlo de qualidade das peças que vende. Assim se constrói uma multinacional da moda!

Mas eu fiquei sem a minha adorada carteira... enfim... We'll always have Lisbon!

bag envy

Carteira Z Spoke by Zac Posen @ 5 INCH AND UP

Carteira Marc Jacobs @ FASHIONVIBE

Isto honestamente não tem mesmo nada a ver com o desastre da Zara... é só uma manifestação do facto de eu gostar mesmo de carteiras. Na verdade gosto bastante deste modelo, mas tem sempre o inconveniente da carteira ficar escancarada quando a abrimos, porque a alça está no próprio flap que abre. Eu prefiro carteiras que abrem e fecham de uma forma mais prática. E já agora, que não deitem tinta mal apanham umas pingas de chuva.

arrumações


Depois de algumas buscas em várias lojas por recipientes com as dimensões certas, ontem encontrei na Zara Home estes cestos (no ângulo da fotografia não se vê bem, mas são dois cestos estreitos e compridos) que têm as dimensões exactas para guardar paletas de maquilhagem. Para mais, como são de verga e têm o forro em tecido, são bastante resistentes e "aconchegam" melhor os produtos... aliás, depois de tirar esta fotografia acabei por aproveitar o espaço vazio no segundo cesto para acomodar os frascos de base! Custaram € 7,99 cada.

Zara Home | Cestos "Helene"

Na loja online da Zara Home aparece a colecção, mas aparentemente não está disponível o tamanho que eu comprei. Em compensação, aparecem miminhos como este que eu nunca vi nas lojas:
Zara Home | Bandeja de Sobremesas

É que já a vejo na minha cómoda, carregadinha de bijuterias, Ai, estes senhores da Inditex não dão tréguas.

Swann e eu [referência literária pseudo-intelectual]


Nunca poderia Marcel Proust adivinhar, que a sua obra de sete volumes Em Busca do Tempo Perdido seria para sempre e por muitos (que não a leram nem pretendem fazê-lo) recordada pelo episódio da madeleine: o momento em que o protagonista Swann, ao provar um destes biscoitos, revive as tardes de infância em que a sua tia lhe dava madeleines mergulhadas em chá... No entanto todos os clichés se tornam clichés por terem um fundo de verdade, e a singela madeleine tornou-se no exemplo de como a memória é um processo incrivelmente ligado aos sentidos.

Comigo isto acontece muito com perfume. Durante muitos anos guardei a recordação de um dos meus favoritos da juventude, o Parfum d'Eté original da Kenzo, um floral maravilhoso. Pela única vez na minha vida, aconteceu-lhe o inominável: um dia o frasco escorregou-me da mão e partiu-se. Quando fui comprar outro, descobri que entretanto tinham reformulado o frasco e o perfume, e o Parfum d'Eté actual é pouco mais que uma água de cheiro, uma coisinha pálida que nada tem a ver com o original.

Mas quem sofre a maldição dos perfumes e cosméticos descontinuados tem, graças às internetes, uma possibilidade de redenção. Um belo dia lá me decidi a fazer umas buscas no eBay e ei-lo! um frasco novinho em folha (sim, vinha na embalagem original com celofane fechado) do meu Parfum d'Eté. O que se passou a seguir foi engraçado, porque abri a embalagem, borrifei nas costas da mão, e durante dez segundos fiquei ali a cheirar o perfume e a pensar "Mas quem és tu?!" porque não me estava, de todo, a recordar do cheiro, e por momentos receei que o produto estivesse alterado... de repente o perfume evoluiu, os neurónios desbloquearam e eu reconheci-o em toda a sua glória como se nunca o tivesse deixado de usar... o êxtase! A felicidade! É tal e qual eu o recordava e mais, tem uma duração incrível na pele para eau de toilette

A sério... Gosto tanto disto que seria capaz de comprar todo o stock existente à face do planeta Terra.


Um caso curioso, mas infelizmente inverso, acontece-me com o Tribú da Benetton. Este floral baseado em rosa búlgara, que creio ainda estar em produção (mas não sei se cheira ao mesmo de antigamente) é, na minha opinião, o melhor perfume que esta marca lançou. É um perfume a sério e não uma água de cheiro como eu costumo chamar a certos perfumes actuais. Não sofreu nenhum acidente e vive ainda em dose razoável no meu boudoir. O problema é que este perfume desperta em mim um estranho processo de associação a uma fase muito específica da minha adolescência, quase como uma máquina do tempo, e por isso acabo sempre a evitá-lo.

E pelos vossos lados? Têm perfumes sim e perfumes não?

BAFTAS 2013: Marion Cotillard

Bom. Isto à primeira vista teria tudo para não resultar, porque eu nem sou fã por aí além da Marion Cotillard e sejamos francos, o vestido tem uma bolsa marsupial de um lado e um painel transparente de outro. Mas no entanto, gosto. Gosto muito até. Talvez a cor tenha muito a ver com isso, porque é o amarelo perfeito no tom exacto para combinar com a pele dela, com o batom vermelho, e sobretudo para alegrar nestes dias de Inverno. Consideremos isto um testemunho ao génio de Raf Simons, porque só ele conseguia fazer isto funcionar.

Marion Cotillard em Dior Couture

"review": NARS Pure Radiant Tinted Moisturizer

No que toca à "modinha" dos BB Creams, digamos que cheguei cedo ao baile e não mudei facilmente de par; a primeira referência que li a este produto foi numa Elle francesa há uns três anos, onde diziam maravilhas do BB Cream da Erborian. Claro que dois ou três meses depois a marca apareceu em Portugal e eu comprei logo um. Na altura ainda só havia a cor "original", demasiadamente clara e rosada para o meu tom de pele, mas eu misturava-o com bronzer e ficava bastante bom. Entretanto terminei a primeira embalagem e a segunda já comprei no tom "doré" entretanto lançado, mais adequado à minha pele mas, ironicamente, um bocadinho amarelo demais; fica-me perfeito no Verão mas no Inverno, nem tanto. Dou-me muito bem com este produto, e no Verão a combinação BB Cream + pó mineral aguenta o dia quase todo na minha pele oleosa, sem pesar e mantendo sempre um ar natural.

Entretanto experimentei o primeiro BB Cream da Garnier, que comparado com o da Erborian quase não tem pigmentação e é demasiadamente hidratante para a minha pele; ao fim de duas horas desapareceu-me da cara e só fica um derrame de petróleo...

No ano passado a NARS lançou um hidratante com cor que, embora não se auto-intitule BB Cream, tem tudo o que um tem e até mais do que alguns. O Pure Radiant Tinted Moisturizer é uma fórmula oil-free com água mineral marinha e uma coisa chamada "kopara" proveniente da ilha de Moorea na Polinésia Francesa, que eu não faço ideia do que seja mas uma pesquisa do Google revela ter qualquer coisa a ver com polissacarídeos naturais. Whatever. Tem um SPF 30/PA+++ e existe em nove tons. Não tem parabenos, sulfatos, fragrâncias ou corantes sintéticos, petroquímicos, ftalatos, triclosan ou compostos provenientes de organismos genericamente modificados. A embalagem traz 50ml e custa € 38 na loja online da NARS ou € 36,41 na ASOS.

1. Finland 2. Alaska 3. St. Moritz 4. Annapurna 5. Cuba 6. Malaga 7. Seychelles 8. Martinique 9. Polynesie

Depressa comecei a ler reviews maravilhosas sobre este produto na blogosfera, até que o mesmo acabou direitinho na lista de compras da minha recente viagem a Londres. Trouxe a cor St. Moritz, um médio de sub-tom amarelo, e desde logo as minhas primeiras impressões do produto foram muito positivas. Fiquei impressionada com o facto de o folheto informativo dedicar uma folha inteira à forma correcta de aplicar o produto de modo a obter a adequada protecção solar, completo com indicações para reaplicar em determinadas circunstâncias e recomendações para evitar as horas de maior intensidade da luz solar. Depois, adorei imediatamente a textura. É super suave, macio e leve, quase como um gel, e no entanto ao aplicar na pele nota-se claramente uma diferença em termos de uniformização da cor e camuflagem de irregularidades.

O Pure Radiant bate aos pontos a maioria dos BB Creams (sim, até o meu primeiro amor da Erborian) porque se espalha muito facilmente na pele e deixa um acabamento extremamente natural. Eu diria que melhor do que isto é impossível. A pele fica com ar de pele, mais mais uniforme, luminosa e "dewy" como dizem as anglo-saxónicas. Na minha pele oleosa aguenta-se bastante bem, com um pouquinho de pó por cima. É perfeito para aquelas alturas em que a pele está sem problemas de maior e não precisa de produtos com maior nível de cobertura. Combinado com um bom corrector, é sair porta fora e já está.

E claro que tenho de pedir uma salva de palmas ao François Nars por ter o bom senso que falta a muito boa empresa de cosméticos por esse mundo fora, e lançar isto em nove tons, nove e não apenas dois, três ou quatro. Partilho convosco uns swatches feito com "mão pesada" no blog LVMAKEUP para terem uma boa ideia das cores; claro que devidamente espalhado o Pure Radiant não fica propriamente assim.

1. Finland 2. Alaska 3. St. Moritz 4. Annapurna 5. Cuba 6. Malaga 7. Seychelles 8. Martinique 9. Polynesie
@ LVMAKEUP
A moral da história é que o meu objectivo actual em termos de skincare, é conseguir que a minha pele deixe os últimos resquícios das suas "manias" de Inverno para usar cada vez mais o Pure Radiant...

Update: que giro, a Non-Blonde usa exactamente a mesma cor que eu!

hit the pan!


Aquele momento mágico em que surge uma nesga metálica no fundo da embalagem é um misto de orgulho e nostalgia. A caixa já está toda surrada, mas as embalagens douradas da Dolce & Gabbana são um mimo. Este é o meu pó compacto do dia-a-dia e foi comprado em NYC no Saks Fifth Avenue, onde nos enfiámos imediatamente a seguir a largar as malas no hotel após seis horas de voo, e onde as meninas do stand da Dolce & Gabbana nos aplicaram umas maquilhagens retemperadoras. Resultado: saí de lá com este e mais um lápis de olhos, um duo de sombras e um blush (aquela malta das department stores tem poderes mágicos).


Não é exactamente um pó compacto, chama-se Perfect Finish Powder Foundation e a minha cor é o #100 Warm. Segundo a marca pode usar-se em seco, como um pó, ou com a esponja humedecida para dar maior cobertura. Eu gosto de aplicá-la com um pincel de pó, com mão leve dá para matificar sem ficar pesado ou empoado, e aplicada com o canto da esponja dá para corrigir alguma imperfeição ou outra durante o dia.

Tenho alguma pena que a maquilhagem Dolce & Gabbana não se venda por cá, mas por outro lado é um alívio para a carteira. A directora criativa é a Pat McGrath e posso dizer que tudo o que tenho desta marca é fantástico. O blush, por exemplo, tornou-se imediatamente no meu favorito para o dia-a-dia. E anos antes do Tom Ford sonhar sequer com o Violet Fatale já a Dolce & Gabbana lançava o Dahlia, que foi aliás o meu primeiro produto desta marca. O engraçado é que eu nem aprecio especialmente as criações do duo Stefano e Domenico, mas no segmento beleza a Dolce & Gabbana é uma marca vencedora...

três vivas para a Ellis Faas!


Já por aqui várias vezes partilhei a minha apreciação pela marca Ellis Faas e em especial pelas sombras em creme, que têm uma duração e pigmentação excelentes. No entanto, no meio das várias canetas que já possuo tive não um, mas dois azares: a E302 Green Gold ou secou ou encravou, deixando de deitar sombra, e a E114 Bordeaux Red abriu-se pela parte plástica do aplicador, de modo que este deixou de funcionar e eu precisava de enfiar um pincel na caneta para retirar sombra. 

Esta última é a única que não cheguei a publicar aqui: apesar do nome ser um bocado assustador para uma sombra de olhos, é um vermelho escuríssimo género rouge noir que fica surpreendentemente bem nos olhos. Eu nunca a teria escolhido se o Patrick da Skinlife não me mostrasse o efeito da sombra aplicada! Aqui está sombreada com a E116 Lilac, transformando-se num esfumado em tons de púrpura:


Ainda pensei em armar-me em MacGyver e, nomeadamente, em tentar abrir a E302 por meios semi-violentos, mas depois resolvi pesquisar se alguém já teria tido o mesmo problema. Como não encontrei nada no Google, há coisa de uma semana acabei por enviar um email ao serviço de clientes da loja online da própria marca, a perguntar se podiam dar-me alguma dica para resolver a questão.

No dia seguinte recebi um email de uma menina da Ellis Faas que curiosamente também se chama Patrícia, a dizer basicamente "miúda, escusas de pôr o canivete suíço a uso, nós aqui na Ellis Faas queremos que toda a gente aprecie os nossos produtos ao máximo, diz-nos a tua morada que vamos enviar-te duas canetas novas". E explicou-me que às vezes se forma um excesso de pressão dentro da caneta de sombra, que provoca a separação dos dois componentes da caneta.

Eu enviei-lhe a morada e recebi hoje as canetas, juntamente com umas amostras de base e batom e um cartão manuscrito. O engraçado é que entretanto alguém se enganou, e enviaram-me uma  E117 Mint Green em vez da E114! Mas honestamente, foram tão simpáticos comigo que eu nem me importo. Até porque como disse, eu ainda consigo "recuperar" a E114, a E302 é que não tinha esperança...


E agora aquelas amostrinhas de base estão ali, a olhar para mim com ar de troça. Eu já desconfio que existe uma conspiração cósmica para me fazer comprar base, por muito que eu precise mas é de gastar as que tenho...

beauty is in the details #3

@ Pink Fox

Achei graça, estou com as unhas de um azul muito parecido. E ando numa fase de dourados (muito por culpa das ferragens douradas daquela carteira da Zara, sim, sucumbi, adoro-a). Infelizmente já desisti de ter um Arty Ring porque mesmo o tamanho mais pequeno cai-me dos dedos.

"review": Nude Skincare


Nós, as beautyholics, somos doidinhas por experimentar amostras. E então quanto mais raras e/ou caras, melhor. Ainda me lembro com saudade de um par de amostrinhas de Sisleya Crème Contour des Yeux et des Lèvres que usei há uns anos... aquilo era absolutamente maravilhoso. Eu só usei nos olhos, e contam-se pelos dedos da mão os cremes de olhos com que notei resultados visíveis. O Sisleya era uma dádiva dos deuses... mas (i) era um bocadinho avançado de mais para a minha "tenra idade" e depois (ii) custa só CENTO E VINTE EUROS. Ai.

Mas não se assustem, que a linha de que vos falo hoje tem preços de gente mais normalzinha. A Nude Skincare é uma marca britânica de cosmética, fundada por Bryan Meehan e Ali Hewson (sim, a esposa de Bono Vox dos U2 e igualmente co-fundadora da Edun). A marca baseia-se em activos naturais, nomeadamente pro-bióticos e ómegas 3, 6, 7 e 9. É adequada a vegans e 100% isenta de: glúten, parabenos, sulfatos, PEGs, TEA, DEA, propylene glycol, ftalatos, corantes sintéticos, fragrâncias sintéticas, óleos minerais e silicones (OK, confesso que nem sei o que são metade destas coisas).

Desde o lançamento em 2007, a Nude Skincare ganhou reputação graças às suas formulações naturais mas eficazes. O produto-estrela da marca é o Pro-Genius Treatment Oil, que ganhou diversos prémios da indústria. Há uns meses fiz uma encomenda no Zuneta.com e recebi três amostras da Nude Skincare: o Pro-Genius Treatment Oil, o Cellullar Renewal Serum e o Radiant Day Moisturizer. Acabei o meu Hydrating B5 da Skinceuticals há duas semanas e resolvi testar estes no intervalo antes de partir para um novo sérum. O veredicto?

É assim: sabem quando lêem as reviews a um produto onde escrevem que "isto mudou a minha pele da noite para o dia!" e pensam cá com os vossos botões, "está bem, abelha"? Pois, eu também. 

Mas isto mudou a minha pele da noite para o dia.

Não sou ingénua: parece-me muito claro que a minha pele estava a precisar de um reforço de protecção e hidratação nestes meses frios de Inverno. Por outro lado, o fiasco do Pschitt Magique ainda se fazia sentir, quase um mês depois, sob a forma de irritações na zona do queixo que teimavam em não sarar, e que continuamente ficavam vermelhas e depois descamavam gerando aquele paradoxo em que quanto mais tentas cobrir, mais se nota. 

O que aconteceu foi que uma bela noite apliquei duas gotas do Treatment Oil, depois um bocadinho de sérum... e de manhã a minha pele estava muito mais calma, até radiante e mais repousada. Gostei tanto do efeito (e estava tanto frio) que de manhã apliquei uma gota do Treatment Oil antes do hidratante, e tenho mantido esta rotina há coisa de duas semanas. A minha pele está equilibrada e hidratada, as irritações finalmente sararam, não me têm surgido novas borbulhas, e hoje dei por mim no Noori a comer temaki e a olhar para o espelho em frente ao balcão, e percebi que há mais de um mês que a minha pele não tinha tão bom aspecto. Isto merece todas as estrelinhas e mais algumas. Era mesmo o tratamento choque que a minha pele precisava neste Inverno.

Pro-Genius Treatment Oil: (£58 / 30ml) uma maravilha, altamente recomendado para peles que estejam sensíveis e/ou precisem de um reforço de protecção e hidratação. Super leve, absorve tão bem que eu consigo usar uma gota debaixo do creme de dia, e tenho pele oleosa! Uso duas gotas à noite e uma de manhã. A amostra é uma mini-pump de 5ml, acho que me deve dar para, pelo menos, mais uma semana.

Cellullar Renewal Serum: (£64 / 30ml) tem uma textura muito suave mas rica, sente-se o produto a absorver e deixa uma sensação de enorme conforto na pele. Tem um suave aroma floral adocicado, que segundo a marca é ylang-ylang. A amostra é igualmente uma mini-pump de 5ml, sendo que eu apenas uso à noite.

Radiant Day Moisturizer: (£42 / 40ml)) é o indicado para peles normais, existindo outra variante, o Purify Daily Moisturizer, para peles oleosas a mistas. Tem uma textura algo parecida com o sérum mais mais leve, e um aroma idêntico. Tal como o sérum, absorve rapidamente e deixa uma sensação de conforto. Infelizmente a amostra deste produto era um daqueles pacotinhos mínimos de 1ml e apesar de apenas o usar de manhã, já se foi... estou agora a usar o óleo e o sérum com o Couperend

A Nude Skincare vende-se no website da marca e também na Zuneta.com, mas parece-me que os portes da Zuneta são mais simpáticos. Não vou investir nestes produtos para já (tenho coisas para gastar antes) mas definitivamente vão ficar na listinha das coisas que funcionam mesmo, para memória futura...

Illamasqua I'mPerfection


Mas quem me mandou a mim voltar a prestar atenção aos lançamentos da Illamasqua! A nova colecção da marca chama-se I'mPerfection, e para além de uns adoráveis duos de blush e de um baton num maravilhoso rosa vivo (que infelizmente não recomendo, porque detesto a textura seca dos batons desta marca) inclui uma linha de vernizes lindíssimos e ultra originais. O Speckled Nail Varnish contém umas partículas (atenção, não é glitter nem nada que se pareça) que criam um efeito inovador mas suave nas unhas. Podem ver diversos exemplos aqui! A inspiração para este verniz foram as cores dos ovos dos pássaros silvestres. É uma ideia fantástica para uma colecção que consegue assim exprimir o espírito primaveril sem entrar na onda batida dos cor-de-rosinhas...

© dogwood_springs_photography
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