desaparecidos em combate #17: a (mui extensa) edição de fim de ano


Começamos sem demora, por mais um produto que foi uma desilusão: o desmaquilhante Ultra Bland da Lush. Convenhamos: actualmente estou rendida aos bálsamos desmaquilhantes, mas isto é quase impossível de retirar da cara em condições, o que o torna um no no para a minha pele (ainda) atreita a imperfeições. Rançou e foi para o lixo, fim da história.

Muito diferente é o caso do Take the Day Off Cleansing Balm da Clinique. É a segunda embalagem que gasto e tive a sorte de comprar ambas em saldo, e ainda antes da blogger Caroline Hirons dar o seu selo de aprovação a este bálsamo. Não tem cheirinho bom nem embalagem XPTO como alguns produtos mais charmosos, mas é um básico totalmente desprovido de ingredientes que possam causar reacções alérgicas, indicado mesmo para peles sensíveis e/ou acneicas. Retira-se muito bem com água e/ou um paninho desmaquilhante. Adoro. Mas faço notar que a Camomile Sumptuous Cleansing Butter da The Body Shop é muito parecida com isto e bem mais barata!

Terminei ainda a enésima embalagem de água micelar Sensibio H20 da Bioderma. Procurem estas embalagens com o novo doseador. Vão mudar a vossa vida. E o meu segundo Rosehip Bioregenerate Oil da Pai Skincare. No capítulo óleos temos ainda o óleo pré-desmaquilhante Neroli Firming Lift & Hydrate Facial Oil da marca Una Brennan. Este óleo e o seu "mano" Rose Hydrate foram concebidos para servir de primeiro passo numa rotina de double cleanse: aplica-se, massaja-se, retira-se com água morna e um paninho desmaquilhante, e aplica-se um cleanser em seguida. É um produto muito agradável de usar mas a embalagem de 30ml acaba por durar pouco tendo em conta as instruções de utilização. Reservei-o para ocasiões especiais e apesar de gostar muito, não creio que volte a recomprar.

Segue-se uma novidade, o tónico Keracnyl da Ducray. Nas minhas buscas por um exfoliante em ácido com preço simpático e sem ingredientes irritantes, dei com este produto da linha para peles oleosas e com imperfeições da Ducray. Tem ácidos glicólico, salicílico e láctico; não tem álcool ou outros irritantes; e inclui ainda hamamélis para acalmar. Tudo isto por cerca de € 12 por 200ml. Um achado. Gostei imenso e voltarei a recomprar. É suficientemente suave para usar diariamente.

E depois da limpeza, a hidratação. Terminei um dos melhores cremes de olhos que já usei, o Time Filler Eyes da Filorga (e sobre o qual eu já deveria ter escrito não fosse meter-se a loucura do fim de ano, mas deixo-vos a apreciação da C&C). Gostei mesmo deste creme e voltaria a comprá-lo, embora nunca em terras portuguesas porque a Filorga leva com um agravamento de preços na ordem dos 30% por cá. Felizmente o meu grande problema na zona periocular é o arroxeado das minhas eternas olheiras de sinusite, e rugas ainda são pouquinhas, pouquinhas. Mas honestamente senti que essas pouquinhas rugas de expressão se atenuaram ao usar o Time Filler Eyes.

No sector hidratantes de rosto, terminei mais um Geranium & Thistle Rebalancing Day Cream (e sim, a embalagem nova permite mesmo usar o produto até à última gota) e ainda o Crème Fraiche de Beauté Light da Nuxe. Achei este último fraquito, mas para hidratante de Verão safa-se. 


Caso raro, terminei um perfume: o Azurée Soleil da Estée Lauder, o meu perfume de praia por eleição (que tecnicamente está descontinuado, mas na verdade reencarnou no Bronze Goddess editado todos os anos). E terminei e recomprei uma Mavapen Huile Nourrissante pour Cuticules, que trago sempre na carteira. Isto é uma verdadeira manicure in a pen, hidrata as cutículas sem sujar as mãos e deixa a manicure imediatamente mais cuidada. 

Com muita pena minha, pela primeira vez na vida tive de atirar fora um pincel. Este pincel de base da Armani foi o meu primeiro pincel "de luxo", comprado em conjunto com a base Luminous Silk há uns valentes anos, logo que a Armani abriu no El Corte Inglés. A base já lá vai, e o pincel faleceu uma morte lenta e triste. A cola da base enfraqueceu e transformou-se numa espécie de gosma agarrada às cerdas do pincel até que se tornou impossível usá-lo. Desgosto! Em comparação o meu primeiro conjunto de pincéis foi um kit de minis da MAC (que supostamente não são tão bons como os da linha permanente) comprado em 2005 e continuam todos impecáveis. Shame on you, Armani.

Entretanto terminei ainda um kit de viagem da linha Ibuki da Shiseido, que tinha a uso em casa dos pais. Opinião unânime: não gostei de nada. Nem do hidratante, nem do tónico nem da espuma de limpeza. Adiante.

Finalmente terminei o meu amado Hydra Life BB Eye Creme Défatigant Sublimateur Beauté du Regard da Dior, que já mencionei várias vezes. Gosto tanto que recomprei nos saldos do Verão e não me canso de cantar as maravilhas deste corrector anti-olheiras.

No sector maquilhagem temos uma máscara de pestanas Masterpiece da Max Factor, um lápis delineador de lábios da Sephora, e o pó fixante Invisible Powder da Kiko. Gosto muito deste pó e voltaria a comprá-lo. Não fica atrás do HD da Make Up Forever, por uma fracção do preço.


Uma última leva de cuidados de rosto e estamos quase lá. Em primeiro lugar o All In One Snail Repair Cream da marca coreana Mizon. A minha primeira experiência com a Mizon não podia ser melhor. Adorei este hidratante, leve mas competente, e fiquei com imensa vontade de experimentar outras coisas da marca (podem saber mais da Mizon com a C&C, que comprou um valente stock da marca e certamente terá muito a dizer em dias vindouros).

Em seguida uma oferta muito simpática: o Sleep Recover Baume Anti-Fatigue Nuit da Filorga foi-me oferecido pela C&C, que não ficou de todo impressionada com ele. Sucede que nós duas na Filorga somos uma espécie de antítese uma da outra (o que não é de admirar pois temos peles de características bem diferentes, a minha é oleosa no Verão e mista o resto do ano). Eu dei-me muito bem com o Sleep Recover e avanço dizer que ele faz mesmo o que diz na embalagem (porém não esperem milagres, que nada substitui uma boa noite de sono). Agora a verdade é que gostei dele exactamente porque de "bálsamo" não tem nada, a sua textura é tal e qual a de um hidratante normal, e eu usava-o à noite com um sérum por baixo e um óleo por cima...

Da Skinceuticals terminei o CE Ferulic do qual vos falei já, e ainda o protector solar Ultra Facial Defense SPF 50+. Gostei muito deste último, é um protector perfeito para o dia a dia na cidade. Não deixa efeito esbranquiçado, não cola, não fica oleoso e é uma óptima base para a maquilhagem.

No sector máscaras, a Masque Purifiant Doux da Nuxe faz jus ao seu nome e é uma máscara à base de argila que mesmo as peles sensíveis podem usar. Nunca seca nem repuxa, e deixa a pele muito suave e purificada. Adorei também a Glycolactic Radiance Renewal Mask da REN, uma máscara exfoliante à base de ácidos que tem um cheirinho maravilhoso a citrinos e deixa a pele renovada e iluminada sem me provocar qualquer tipo de irritação.

No Verão (sim, por isso é que a lista de hoje é tão longa) usei o programa de "tratamento de choque" Endocare Ampolas para tentar acelerar a cicatrização de uma erupção de acne que me apareceu mesmo antes de uma festa de casamento na família. Gostei das ampolas mas honestamente não sei dizer se me ajudaram mesmo na cicatrização. Ao menos nas fotos do casamento não se vê nada; mas pode ser do corrector!

E finalmente, o último produto acabado de 2014: o Neroli Firming Daily Brightening Cleanser da Una Brennan. Ao contrário do óleo da mesma linha de que vos falei acima, este produto é de recomprar e na verdade já estou a usar a segunda embalagem. Apesar do meu recente amor por produtos de limpeza em bálsamo, continuo a gostar de lavar a cara com água de manhã, e este cleanser é suave e não agressivo para a pele.

Obrigada por me lerem até ao fim; para o ano há mais!

[girl crush] peggy carter


Quem segue o estaminé há algum tempo já deve ter percebido que sou tão fã de cinema como de maquilhagem. E às vezes estes dois amores encontram-se e dá-se a magia. Sigo os filmes da Marvel, que agora se entrelaçam como peças de um puzzle, desde o primeiro Homem de Ferro, e apreciei particularmente a estética vintage do filme Capitão América: O Primeiro Vingador cujo enredo decorre nos anos 40 - é um dos que requer zero conhecimento do universo Marvel, podendo ser apreciado numa boa matiné. 

Entre as personagens deste filme conta-se a agente  Peggy Carter, interpretada pela inglesa Hayley Atwell, que ganha o amor do protagonista - e o nosso - desde o primeiro momento em que pespega um murro num recruta atrevido sem perder uma grama da sua pose. E porque eu sou o género de pessoa que resolve descobrir estas coisas, muitas voltas dei na internet a tentar descobrir qual o batom vermelho que a produção usou na maquilhagem da Peggy. Vejam lá se isto não é uma maravilha:


Pois. Infelizmente e para mal dos meus pecados, eu, que sou conhecida no escritório como a mulher que encontra tudo na internet, nunca encontrei o diacho da informação publicada. O batom vermelho da Peggy Carter, e o vestido vermelho da Mélanie Laurent, eram os meus dois grandes fracassos das buscas no ciberespaço.

Mas o universo Marvel veio em meu socorro. Não satisfeitos com o cinema, estes senhores enveredaram pelo pequeno ecrã com a série Agents of S.H.I.E.L.D. e perante o sucesso desta, oh felicidade, estão prestes a estrear uma série de oito episódios protagonizada pela nossa Peggy Carter. Agent Carter estreia em Janeiro e conta as aventuras de Peggy após os eventos do filme Capitão América: O Primeiro Vingador.


E agora perguntais-me, que a história já vai longa, o que tem tudo isto a ver com o batom vermelho? Tem tudo, caríssimos leitores. Tudo. É que entretanto a Hayley Atwell já tem Twitter e querem lá adivinhar o que ela publicou?

Hayley Atwell Twitter

Sim! A informação tão desejada. E desde logo fiquei a saber que o departamento de guarda-roupa e maquilhagem não brinca em serviço. A Bésame Cosmetics é uma marca criada em 2004 por Gabriela Hernandez, uma apaixonada pela maquilhagem e estética vintage. As embalagens e cores dos batons são criadas com base em figurinos da época, e cada cor tem a referência do ano ou década a que diz respeito. Como tal a marca tornou-se muito popular junto da indústria cinematográfica, porque é meio caminho andado na busca pela verosimilhança histórica nos filmes de época. O batom da Peggy (que coincidência ou não, está de momento esgotado) pertence ao ano de 1946, o que bate certo com a época da série.

O curioso é que há uns bons anos a Bésame Cosmetics vendeu-se em Lisboa numa loja vintage, e eu ainda fui a tempo de comprar um batom. Por isso posso dizer-vos que realmente a qualidade dos produtos é óptima - e o curioso formato do batom é muito prático para uma aplicação precisa!

Hayley Atwell Twitter

E mal sabia eu que entretanto a marca já se aventurou nos perfumes (que infelizmente não estão disponíveis na loja europeia), com uma colecção em que cada fragrância se baseia numa década diferente. Isto é brilhante.

Hayley Atwell Twitter

Para completar o kit temos direito ao verniz (que nesta foto parece castanho mas é um vermelho clássico), que faz parte da colecção de Natal da Gwen Stefani para a OPI. Gostamos. 

oh dear! it's xmas again

Vantagem de algumas lojas iniciarem os saldos antes do Natal: comprar prendas já com desconto (na verdade a minha família há muitos anos que pratica o adiamento de certas prendas para Janeiro, porque ninguém é parvo para comprar uma coisa que daí a duas semanas está com 50% desconto).

Problema de algumas lojas iniciarem os saldos antes do Natal: confusão de Natal + confusão de saldos = AAARGH SOCORRO TIREM-ME JÁ DAQUI!

Massimo Dutti Blazer Lã € 179,00 € 89,95

É mais ou menos isto. Felizmente tenho uma Massimo Dutti "à porta de casa" que visitei ontem estrategicamente às 10 da manhã em ponto, para comprar um relógio de homem que tinha debaixo de olho como prenda! Aproveitei para dar uma vista de olhos, e trouxe este blazer acolchoado com gola de pêlo que já está com 50% desconto. A peça é bem feita e confortável, e suficientemente versátil para usar com roupa formal de trabalho ou com jeans.

Massimo Dutti Relógio Vintage € 100,00 € 69,95

O relógio é mesmo bonito e vem numa caixa toda pipi com duas braceletes intercambiáveis. Veio mesmo a calhar porque estava sem qualquer ideia de prenda de jeito para esta pessoa em particular! 

Entretanto hoje passei na loja "na desportiva" à hora de almoço e a fila da caixa chegava ao fundo da loja... Curiosamente hoje puseram mais peças nos expositores e eis que encontro aquele casaco que eu tinha catrapiscado no início da estação, descontado de € 279 para € 189. Mas já não me apeteceu comprá-lo. Não me peçam para explicar. Sou uma pessoa complicada.

e produziu-se o amor à primeira vista


Depois da aventura que foi comprá-lo, o Rouge G #820 Parade não desiludiu, muito pelo contrário. É um vermelho true red, ligeiramente aberto, luminoso. O que me surpreende nele é que apesar de a fórmula ter um lindíssimo acabamento glossy acetinado tipo candy apple, a duração é excelente. Mantém-se no sítio horas a fio, de forma confortável, sem secar nem perder a intensidade.

A acompanhar o Rouge G veio a máscara de pestanas Grandiôse da Lancôme, que após hesitação lá decidi comprar tendo em conta os simpáticos preços da Perfumerías Primor e a opinião positiva da C&C. Quanto a isto tenho a dizer que mergulhei na coisa de cabeça e sem ler as quilométricas e detalhadas instruções que acompanham a máscara (que decerto irei analisar a seu tempo). Foi saltar para a piscina e nadar. E não é que isto dá mesmo um jeito do caneco? Apesar de ser abençoada com pestanas fartas e escuras, ou talvez exactamente por causa disso, eu adoro um pestaname bem realçado e a Grandiôse produziu uma brilhante primeira impressão, a ponto de se posicionar como concorrente a destronar a Diorshow Extâse como favorita de sempre. Mas é cedo para falar e preciso de uns dias para testar bem esta menina.

Compra inesperada foi o They're Real! Push-Up Eyeliner da Benefit. Confesso que li críticas totalmente contraditórias sobre este produto, que pelos vistos ou se ama ou se odeia; não estava de todo nos meus planos experimentá-lo sequer. Mas numa visita rápida à Sephora do Chiado, a menina da Benefit ofereceu-me para mo aplicar e eu acedi. De forma inteligente, ela mostrou-me como funcionava, aplicou-mo num olho e convidou-me a experimentar eu no outro. Gostei da aplicação e do efeito, e sobretudo do intenso negrume deste eyeliner

Decidi-me a comprá-lo e entretanto constatei que tem uma duração extraordinária; um risco feito na minha mão não saiu a tarde toda, com múltiplas lavagens pelo meio. No dia seguinte, lá esperei vinte minutos a fazer clic clic (o eterno calvário da primeira aplicação partilhado pelo Touche Éclat, pela Ellis Faas e por tudo o que venha em click pens) para experimentar o Push-Up em condições, e a segunda impressão foi igualmente positiva. É preciso tratá-lo com algum cuidado, e recomendo ter à mão um kleenex para limpar algum excesso de produto do aplicador. Mas cria uma linha negra mate escuríssima, que só sairá com um bom desmaquilhante bifásico, e achei o formato do aplicador muito bom para fazer os cantos do cat eye.

descendo às profundezas da incompetência: três "case studies"


Os que me conhecem sabem que sou uma pessoa pacata. Não gosto de me irritar e tento ser zen mesmo quando confrontada com diárias manifestações de loucura e incompetência nos mais variados sectores da experiência humana. É que, meus caros, a tecnologia pode evoluir constantemente, mas ainda ninguém inventou (e duvido que alguma vez consiga) um sistema capaz de compensar o factor imbecilidade. O que significa que algures haverá sempre alguém a fazer asneira (factor humano) e do outro lado do sistema terá de haver outro infeliz alguém a corrigi-la (factor humano, mais uma vez). Lembrem-se disto da próxima vez que por qualquer razão um serviço de assistência ao cliente vos disser que a culpa é do sistema. A culpa não é do sistema, mas sim de quem o programou mal, ou de quem o aplicou mal.

E sucede que ultimamente eu pareço atrair casos destes e começo a ficar um bocadinho irritada.

Caso #1: comprei uma blusa na loja online da Mango e paguei por Multibanco. Recebi a blusa e no mesmo dia a devolvi em loja, porque mesmo o XS me ficava gigantesco. Nesse mesmo dia, 19 de Novembro, preenchi os meus dados bancários na conta de cliente Mango para processarem a devolução do preço, que supostamente aconteceria em cinco dias úteis.

Passados cinco dias úteis nada, portanto no dia 27 de Novembro liguei para o apoio ao cliente. Resposta: ah, não fizemos a transferência porque não temos os seus dados bancários. Eu: os dados bancários estão na minha conta de cliente desde dia 19. Ah pois é, que estranho, o sistema não assumiu os seus dados apesar deles estarem aqui. Pode confirmar-me outra vez? Confirmei. Até hoje nada. Update: reembolso recebido a 5 de Dezembro. NUNCA MAIS compro coisas através de pagamento Multibanco nesta loja online. Os reembolsos no cartão de crédito / Paypal nunca demoraram mais de cinco dias.

Caso #2: lembram-se do grande fiasco dos 50% na Blanco? Estes queridos fizeram uma promoção em que durante duas horas, das 00:00 às 02:00, a loja online estava toda a 50%. Claro que o servidor estourou. Claro que para serem ainda mais incompetentes, a promoção funcionou em hora espanhola e não em hora portuguesa, isto é, às 01:00 o código dos 50% deixou de funcionar. Eu só queria uma saia e um colar, vi-me à rasca para fazer o checkout e o sistema só me deixava seleccionar entrega ao domicílio (que custa € 4,95) em vez da entrega em loja (que é gratis).

Passada uma semana recebo um email a dizer que a minha encomenda está pronta para levantar na loja da Rua Garrett. Ou seja, cobraram-me € 4,95 por entrega ao domicílio e depois mandam-me a encomenda para a loja. Estes queridos desde quinta-feira nem sequer se dignaram a responder aos meus emails para o apoio ao cliente e cheira-me que vão levar com uma queixa na ASAE se não se mexem depressa. Update: aos 4 de Dezembro do ano de 2014 recebi o reembolso dos € 4,95.

Caso #3: durante o evento de Black Friday na Maquillalia.com, o checkout também estava com erros e soluços, e só depois de pagar me apercebi que tinha um batom duplicado no carrinho de compras. Enviei-lhes um email. Isto aconteceu na madrugada de quinta para sexta passadas. Na sexta-feira de manhã já me tinham respondido a dizer que não podiam corrigir a encomenda mas que me anulavam o pedido se eu quisesse. Eu respondi OK, então anulem a encomenda toda e passada meia hora já me tinham anulado a encomenda e processado o reembolso no Paypal. Impecáveis!

Senhores da Mango e da Blanco, ponham os olhos nisto e verifiquem que sim, é possível fazer as coisas sem meter água e corrigir erros e problemas deixando um cliente satisfeito.

Não percam o próximo episódio porque nós também não.

num ecrã perto de si #2: Outlander


A recomendação de hoje é mais leve que a anterior e perfeita para aproveitar no mês de Dezembro, uma vez que Outlander está actualmente em intervalo: passaram oito episódios, mas os restantes oito da primeira série apenas serão emitidos a partir de Abril de 2015.

Para quem gosta de ficção histórica ou de fantasia, Outlander apresenta um enredo de romance clássico com elementos de ficção científica à mistura. Assim de repente esta série pode lembrar-vos aqueles romances que agora enchem prateleiras nas livrarias, com garbosos highlanders em tronco nu na capa, e a semelhança não é coincidência; no entanto tem o mérito de pegar em muitos lugares-comuns e virá-los do avesso, algo que dá imenso gozo.

Baseada numa série de livros escritos pela autora Diana Gabaldon, Outlander conta a história de Claire, uma enfermeira acabada de sair da II Guerra Mundial que em 1945 faz uma viagem à Escócia em segunda lua-de-mel com o seu marido Frank, que foi espião durante a guerra. Passaram cinco anos separados e tentam aos poucos reencontrar-se; há alguma incerteza mas verdadeira amizade e calor entre ambos. Mas é aqui que logo no primeiro episódio o enredo dá uma volta inacreditável: num passeio de madrugada pela charneca escocesa, Claire entra num círculo de pedras druidas e quando sai... está no ano de 1743!

A inesperada viajante no tempo tem logo um mau encontro com soldados ingleses casacas-vermelhas, é salva por uns escoceses e logo a seguir já está a aplicar os seus conhecimentos médicos ao endireitar o ombro deslocado de um rapaz muito garboso chamado Jamie. A partir daqui há todo um enredo de segredos com Claire a esconder a sua fantástica origem, os escoceses a desconfiar dela porque é inglesa, e os ingleses (que são muito maus, e liderados por um sádico do piorio que é antepassado de Frank e igualzinho a ele) a querer "resgatar" Claire dos escoceses. Num dos clássicos clichés do romance, Claire acaba num casamento de conveniência com Jamie para passar a ser "cidadã escocesa" e cheia de remorsos por Frank que está algures em 1945 à procura dela, mas ao mesmo tempo a apaixonar-se por Jamie que além de ser podre de bom é um amor de rapaz.

Esta história tem como pano de fundo um drama bem maior que pesa na consciência de Claire: é que os escoceses estão a organizar-se contra o domínio inglês e pretendem colocar no trono da Escócia o pretendente Charles Edward Stuart, conhecido por "Bonnie Prince Charlie" (afastado da linha da sucessão ao trono de Inglaterra por ser católico). O que eles não sabem, mas Claire infelizmente sabe, é que esta rebelião irá ser esmagada de forma sangrenta na Batalha de Culloden em 1746, com as tropas inglesas a infligir pesada derrota aos clãs das Highlands. Os seus conhecimentos da história colocam Claire numa posição terrível: ela vê os seus novos amigos ansiar pela independência e assiste à crueldade dos soldados ingleses, mas não sabe se pode ou deve avisá-los, ou até como fazê-lo sem que a achem completamente louca...

Este é um assunto que ainda hoje é uma ferida na Escócia, pois após Culloden aplicaram às Highlands uma política quase de "terra queimada" para esmagar os rebeldes. É uma das maiores tragédias da história escocesa. Corre até um rumor que adiaram a transmissão desta série na televisão britânica porque estava em curso a campanha para o referendo sobre a independência da Escócia e neste contexto, mostrar românticos highlanders rebeldes e ingleses pérfidos seria complicado...

História e políticas à parte, Outlander é uma série linda de se ver, com personagens cativantes, cenários lindíssimos, e todo o encanto que faz da Escócia um lugar mágico.

Guerlain Un Soir à l’Opéra | caros, isto assim não dá

As colecções de Natal são lindas de ver, mas normalmente não me atraem assim muito. Há algo de repetitivo nos dourados e vermelhos que vemos todos os anos. Ainda assim, às vezes surgem produtos únicos que merecem abrir a carteira. 

A colecção da Guerlain este ano está especialmente bonita. A paleta de sombras e blush Petrouchka viria morar comigo não fosse eu ser já proprietária da Liu (de há dois anos), que é bastante semelhante. Mas apaixonei-me pelo Rouge G #820 Parade mal vi os primeiros swatches na internet, por isso aguardava a chegada da colecção para comprovar se, ao vivo, era o vermelho dos meus sonhos.

E toda contente ontem fui ao C.C. Vasco da Gama fazer a ronda das perfumarias.

Primeira paragem: Douglas. Os únicos que tinham o tester do batom. Foi amor à segunda vista, como tinha sido à primeira. Pedi o batom. Ah, não tinham. Disseram-me textualmente isto: que a Guerlain "decidiu que um país na Europa não ia receber a colecção toda e esse país é Portugal". WTF! Ah, talvez no El Corte Inglès recebam algumas paletas ou batons, dizem.

Segunda paragem: Perfumes & Cia. O melhor atendimento de todos. Não tinham sequer o tester do batom, mas ofereceram-se para tentar pedir à sede. Ligaram-me hoje a dizer que, conforme informação da conselheira Guerlain que lá esteve hoje, não enviaram o batom para Portugal e paletas, pouquíssimas.

Terceira paragem: Sephora. Aqui puseram o tester do #27 Gilda (um batom da linha permanente) no expositor para não ficar vazio, e em consequência estive cinco minutos a discutir com a funcionária que me queria convencer que o #27 é que era o batom da colecção apesar de termos aberto uma embalagem e ser óbvio que não tinha a embalagem vermelha do #820. Acho que tinham a paleta, já nem sei bem.

Cheguei a casa, abri a loja online da espanhola Perfumerías Primor e constatei que tinham a colecção toda disponível e mais, que o diacho do batom estava a € 29,95 em vez dos quarenta e tal que habitualmente custa por cá. E porque sim, depois de alguma indecisão e confiando na opinião da minha querida C&C, lá me aventurei e comprei também uma Lancôme Grandiôse que está a uns míseros € 22,40. Y viva España, y los Reyes, y ¡Hola!

E isto passou-se. Informem-me só por favor, existe alguma troika da maquilhagem que resolveu racionar o que as portuguesas têm ou não direito a comprar?! 




"review": Skinceuticals CE Ferulic


Praticamente desde que me iniciei a fundo nos meandros dos blogs e da estética que ouço falar da Skinceuticals e deste sérum em particular, como sendo a oitava maravilha do mundo. Porém o seu preço algo salgado levou-me a ir adiando a compra. Entretanto experimentei outro produto da Skinceuticals, o sérum Hydrating B5, que apreciei bastante. 

Em 2013 a revista Vogue fez uma promoção em que oferecia o CE Ferulic e o Ultra Facial Defense SPF 50 com a assinatura anual. Eu tratei de aproveitar, claro. Afinal a assinatura custava cerca de € 40, o CE Ferulic custa € 120 e o protector solar € 30... E assim recebi os produtos... e guardei-os porque tinha outras coisas abertas em uso. Mal sabia eu que tinha ali no meu armário uma das coisas mais maravilhosas que já me passou pela cútis!

Como já mencionei aqui algumas vezes, a minha pele é um órgão com as suas manias. É oleosa (mas já foi mais) mas nos últimos anos tornou-se sensível e com episódios de rosácea reactiva (isto é, umas micro-borbulhas que aparecem nos mais variados sítios, especialmente nas bochechas, e que facilmente se confundem com acne mas não o são). À medida que percebi o que se passava, consegui controlar a situação com algumas medidas simples: deixei de usar produtos de limpeza com detergentes, privilegiei a hidratação. Os produtos da Pai Skincare foram uma grande ajuda e fizeram muito pela minha pele. Mas ocasionalmente lá surgia uma vermelhidão ou umas borbulhitas.

Era este o estado das coisas quando comecei finalmente a usar o CE Ferulic e o Ultra Facial Defense em meados de Junho. O CE Ferulic é um sérum antioxidante. Significa isto que a sua função principal é defender a pele dos danos provocados pelos radicais livres a que estamos expostos diariamente por acção da poluição, do sol, etc. Enquanto outros produtos actuam tentando reparar as células danificadas, o CE Ferulic protege as células evitando que elas sofram danos

A informação prestada pela marca Skinceuticals é a seguinte:

Cuidado antioxidante triplo de alta concentração com 15% Ácido L-Ascórbico (Vitamina C), 1% Alpha Tocoferol (Vitamina E), e 0.5% Ácido Ferúlico. CE Ferulic é uma combinação antioxidante revolucionária que proporciona protecção avançada contra o fotoenvelhecimento, neutralizando os danos causados pelos radicais livres, ajudando a estimular a síntese de colagénio e dando à pele uma protecção antioxidante sem igual. Mais protecção significa pele mais jovem, e uma melhor defesa dos danos causados pelo envelhecimento. 
  • Oferece protecção ambiental avançada contra os raios UVA, UVB e infravermelhos A.
  • Estimula a síntese de colagénio para melhorar os sinais de envelhecimento.
  • Aumenta a firmeza da pele e repõe os lípidos para reduzir as rugas Ajuda a prevenir os "thymine dimers", mutações do ADN associadas com o cancro da pele.
  • Sendo absorvido, este soro não pode ser limpo ou retirado. Mantém-se eficaz por um período mínimo de 72 horas, tornando-o numa excelente protecção conjunta com protector solar.

Tratando-se de uma protecção, o CE Ferulic deve ser aplicado de manhã e acompanhado do protector solar. Vem num frasco de vidro escuro com conta-gotas, e a instrução de refrigerar o produto durante 12 horas antes da primeira utilização. É um líquido de cor âmbar com um ligeiro odor peculiar mas não irritante (eu não sou nada esquisita com estas coisas, já agora), que é absorvido pela pele quase de imediato. Eu aplico cinco gotas antes do hidratante, e após o hidratante aplico o protector solar. Com esta rotina matinal, o CE Ferulic durou aproximadamente cinco meses; está mesmo no fim. 

De início não percebi bem se o CE Ferulic estava a fazer algo de diferente na minha pele. Aliás tive um episódio de acne no queixo em Julho que me vi grega para resolver, porque estava convidada para um casamento e andei a reforçar com outros séruns para cicatrizar melhor (o que acabou por me salvar foi o Dual Coverage Compact Concealer da Becca). Isto passou, veio o Verão, fiz praia, sempre a aplicar o CE Ferulic de manhã. Voltei ao trabalho... e aos poucos comecei a notar que a pele estava muito menos reactiva do que antes (às vezes até um simples duche e secar o cabelo me deixava a cara toda afogueada). Quase não apareciam as borbulhinhas, a vermelhidão praticamente desapareceu e notei que precisava de aplicar menos base. 

A minha pele está simplesmente fantástica. Tão fantástica que comecei a ficar ligeiramente paranóica à medida que o frasco chegava ao fim, porque não imagino parar de usar isto! Entretanto e graças à C&C descobri que a Sesderma (marca da qual já conhecia o C-Vit, um maravilhoso sérum de vitamina C) tem um sérum de composição semelhante chamado Ferulac que oh! harpas celestiais, custa metade do preço do CE Ferulic! 

A moral das história: sim, o CE Ferulic vale cada cêntimo do que custa e eu recomendá-lo-ia de olhos fechados. Mas a bem da pele e da carteira, já tratei de comprar um Ferulac e em breve vos darei notícias sobre a comparação entre um e outro.

sobre botas


Uma das razões pelas quais gosto das estações frias são botas. Eu tenho uma perdição por botas e botins que é incompatível com o tempo quente. Bem sei que agora há umas modas de usar botas no Verão com tudo desde calções a vestidinhos esvoaçantes, mas eu não consigo, fico com os pés a ferver e é muito desagradável.

Ao verificar que aqueles botins da Zara estavam a desaparecer das lojas e já não havia o meu número, arrisquei e comprei-os online sem nunca os ter experimentado. Ao experimentá-los pela primeira vez, quando os fui buscar à loja, tive um momento de dúvida; é que eles são mesmo altos devido à plataforma... e depois usei-os um dia, voltou o tempo quente, e eu ainda estava meio insegura de ter feito uma má compra (porque no primeiro dia magoaram-me um bocadito os tornozelos, porque o cabedal ainda estava rijo). Entretanto veio o frio, voltei a usá-los, e deu-se o clic: sim, já estão confortáveis, ficam bem tanto com saias como com calças, e estou felicíssima por tê-los comprado a tempo.

Quanto aos botins da Bimba y Lola... entretanto o preço voltou a descer e ainda têm o meu número. Mas vi-os ao vivo no El Corte Inglès e quebrou-se um bocado o encanto, por isso duvido que os vá comprar.

desaparecidos em combate #16: a luta continua

Não pensem que eu me esqueci do projecto ou que tenho sido menos diligente a destralhar os armários. Pelo contrário. A gestão do stock de produtos continua a passos largos mas o tempo é pouco e a preguiça é muita; mas há que dizer "basta!" e dar mãos à obra na tarefa de catalogar os produtos findos.

Começamos mal, porque começamos por um produto que eu tive de deitar fora porque era impossível de usar. O Óleo Corporal Nutrição Profunda com Manteiga de Cacau da Vasenol é um mistério para mim. Isto aplica-se no corpo e pura e simplesmente não absorve e não seca!!! Parece que ficamos barradas em manteiga derretida. Não consigo imaginar quem seja capaz de usar tal produto, a não ser talvez alguém com problemas de secura extrema, mas mesmo extrema, da pele. Depois de me manchar duas blusas, foi para o lixo.

Já o Moringa Shower Gel da Body Shop teve sorte mais feliz. A linha de Moringa é das minhas favoritas da marca, um floral tropical mas fresco que é perfeito para o Verão. O leite corporal é também muito bom, leve e fresco.

Um produto que comprei meio ao calhas porque estava em promoção na farmácia é o Reparateur Après-Soleil da Avène. Vem numa simpática embalagem de 400ml com bomba e é o melhor hidratante pós-solar que já usei. Um verdadeiro achado. E tem aquele cheirinho maravilhoso e reconfortante dos produtos da Avène.


Não sei se já repararam que eu tenho uma perdição por aromas de coco, portanto o Bath and Shower Gel Coco Addiction da Revlon Natural Honey veio comigo para casa mal o vi no supermercado! Gostei muito do aroma, e existe também em versão óleo corporal.

Já vos falei aqui do Heliocare e este Verão "marcharam" mais duas embalagens nos meses de sol. Como já referi aqui, tenho a sorte de ter um fotótipo que bronzeia facilmente sem queimar mas sempre tive muito cuidado com a prevenção contra o envelhecimento provocado pelos raios solares.

Os Sels Exfoliants Verveine pour le corps da L'Occitane são um daqueles produtos que se compra em saldo, chega-se a casa, usa-se, e o primeiro pensamento é: já percebi porque é que isto foi para saldo. Com efeito, a linha de verbena da L'Occitane é óptima mas este produto deve ser a "ovelha negra" da família. Trata-se de um exfoliante de sal em base de óleo com dois grandes problemas: o sal é muito grosso e arranha ao exfoliar, e isto combinado com os óleos essenciais da base, irrita-me a pele. O que me custou terminar isto! Claramente não volto a comprar.

Ainda no capítulo prevenção solar, sacrificaram-se em combate a Extra Smooth Sun Protection Lotion SPF 30 e o Sun Protection Eye Cream SPF 25, ambos da Shiseido. Gostei de ambos os produtos, mas a Extra Smooth Sun Protection Lotion é daqueles cremes incrivelmente waterproof que ao fim do dia começa a empastar após sucessivas camadas. 

Finalmente o Soleil Divin SPF 50 da Caudalie foi o meu protector solar de rosto este Verão. Gostei do produto, embora seja algo oleoso para a minha pele. Só o consigo usar na praia, em cidade nem pensar; a maquilhagem aplicada por cima disto derrete num instante!

No sector cabelos, o champô e a máscara "banho de creme" Tutano e Ceramidas da BioExtratus foram simpáticos companheiros para os dias de praia. Esta marca brasileira vende-se nas grandes superfícies e eu comprei primeiro a máscara, depois o champô, porque os ingredientes me deixaram curiosa. É que isto tem mesmo tutano, que vem identificado como Marrow Extract na lista de ingredientes (e como tal não é, de todo, adequado para veganos; fica a informação). Juntam-se-lhe ceramidas e manteiga de karité, o que faz da máscara uma bomba de hidratação especialmente se usada em conjunto com o champô. Já vinha fazendo uso intervalado destes produtos quando decidi levá-los para a praia pois achei que seriam perfeitos para cuidar o cabelo após a exposição às agressões do sol, da areia e do mar. Não me desiludiram. Voltaria a comprar!

Do Flawless da Macadamia já aqui vos falei por isso não me repito...


Ainda nos cabelos, terminei uma miniatura de laca da Fekkai que comprei por €5 quando a Sephora descontinuou a marca, e que estava no meu kit de beleza do escritório. A laca em si até achei fraquita (não se compara à mítica Elnett) mas esta embalagenzinha valeu ouro; é que nos mesmos saldos apanhei um sérum Silky Straight Ironless da mesma marca, e a menina passou-o na caixa a €5 como se fosse outra embalagem de laca!

Terminei ainda mais uma embalagem do meu champô seco favorito, o Champô seco seborregulador com Ortiga. E para fechar a secção cabelos, o condicionador leave-in Equave Instant Beauty da Revlon. Não é mau... mas também não é bom. Não voltaria a comprar.

Esta edição do desaparecidos em combate fecha com pés e mãos. O creme de pés da Akileine, com manteiga de karité, é supostamente anti-bolhas e indicado para aplicar antes de calçar os sapatos. Claro que nunca o usei assim, porque o creme é tão rico que logo me escorregava o pé do sapato e ainda partia uma perna! Usei-o sim para hidratar os pés ao deitar, e para essa tarefa ele é extraordinário. Mas não gostei muito do forte perfume a rosas, era tão intenso que desenvolvi um método de aplicação em que passava o creme directamente da embalagem nos pés e os massajava um no outro, para não ficar com o cheiro do creme nas mãos!

E finalmente: dois cremes de mãos. O Crème de Beauté Mains et Ongles da Melvita estava condenado à partida, porque entrou em cena depois do absolutamente maravilhoso Fragonia & Sea Buckthorn Instant Hand Therapy Cream da Pai Skincare. Achei este da Melvita bem fraquinho em comparação mas enfim, lá se gastou. Já este Crema de Manos con Aceite de Argán da Tai&Jon, que veio de brinde numa encomenda da Perfumerias Primor, foi uma simpática surpresa. Não é transcendental, mas absorve muito bem e faz o seu trabalho.

Na próxima edição: cuidados de rosto e maquilhagem findos. Sim! Consegui terminar produtos de maquilhagem! Hurra!

e será que é desta que o Outono chega?

Vestido Pormenor Abertura € 39,99 | Vestido Saia Rodada € 39,99
As temperaturas elevadas que se fizeram sentir no mês de Outubro despoletaram uma "febre" de descontos em lojas como a Blanco ou a Mango, à rasca para tentar vender casacos quando cá fora estavam quase 30ºC. Ainda rondei uns casacos na Mango, mas quando a loja fez 30% desconto em tudo acabei por comprar dois vestidos. O preto foi comprado na loja, o bordeaux (pois ao vivo é mais escuro) mostrou-mo uma amiga na loja online, afiançando que o tinha visto no Colombo e que o tecido tinha óptimo cair. Como agora tanto sou XS como S como M dependendo dos cortes, encomendei o S a medo (porque no preto também tinha comprado o S) e aguardei.

Entretanto e para fazer o montante dos portes grátis acabei por comprar também um body shape, que dá sempre jeito tê-los no armário. Curioso como ainda há uns anos era difícil encontrar este género de peças, quer as mais justas como esta, quer as tipo combinação à antiga, que dão um jeitaço debaixo de vestidos mais transparentes. As peças modeladoras como esta são muito práticas para usar com vestidos mais ajustados pois "alisam" tudo e criam uma base sobre a qual o tecido desliza e assenta sem marcas.

Também aqui encomendei às cegas e "adivinhei" que o meu número seria o M pois estas peças são sempre ligeiramente abaixo do número e desconfio que nem conseguia enfiar uma perna num S. Ambas as peças chegaram hoje e acertei em cheio nas duas - só não ganho o Euromilhões, caramba. Fiquei muito impressionada com o body, é bastante confortável. Às vezes este género de peça incomoda num sítio ou noutro - nas alças, por exemplo - mas este nem se sente que o temos vestido. Recomendado!
Body Shape € 29,99

Freak Show


Desde o início da semana já me apareceram à frente uns vinte artigos sobre a "nova cara" da Renée Zellweger. A primeira vaga resumiu-se em exclamações de espanto e tentativas de análise sobre o que teria mudado e porquê, acompanhada pelos inevitáveis artigos do género "drastic celebrity transformations!" Na segunda vaga entrou em cena a análise sociocultural com comentadores diversos a opinar que a actriz tem todo o direito a fazer uma plástica sem que todos entrem em histeria, ou a comparar e contrastar com o recente roubo e divulgação de fotos privadas de outras personalidades para nos fazer ver como a sociedade julga o mérito das mulheres pelo seu aspecto, como se fôssemos bens de consumo.

Entretanto a própria Renée, que já deve estar um bocadinho farta de ter a internet e a imprensa a pontuá-la como estivesse num concurso de saltos, declarou que não fez cirurgia nenhuma e que o seu aspecto diferente se deve ao facto de ter actualmente uma vida feliz, saudável, serena e preenchida. Ao que eu digo: minha querida, estou perfeitamente solidária contigo mas explica-me lá em que estúdio praticas yoga, ou qual é o chazinho que bebes, que te fez as sobrancelhas mudar de sítio.

A coisa resumida, bem resumida, é isto: saber se a Renée Zellweger fez ou não um lifting às pálpebras terá algum impacto significativo na nossa vida? Não. A Renée Zellweger tem de fazer uma consulta pública antes de fazer uma hipotética cirurgia plástica? Não. Passemos à frente.

A obsessão com a imagem atingiu níveis nunca vistos com a divulgação da internet e das redes sociais. Uma fotografia dá a volta ao mundo em minutos. Julgar, opinar e comentar é mais fácil que nunca e  singra uma verdadeira guerra sociocultural no micro/macrocosmos que é a internet. Ela ficou desfigurada / Ela tinha todo o direito de fazer uma plástica... Ela engordou e está flácida / Ela está toda musculada, parece um homem, que horror... Ela pôs tanto Botox que já não tem expressão / Olha para ela tão linda naquele anúncio parece uma boneca... Estas modelos anorécticas são um mau exemplo / Minha nossa que rabo grande ela devia fazer dieta... E assim por diante até ao fim da eternidade. Porque fazer juízos de valor num piscar de olhos, e mandar bocas aos outros, são coisas que o ser humano deve ter aprendido há uns bons milhões de anos; imagino que quando o Homo Erectus dominou o fogo, houve dois ou três resmungões a dizer ora bolas mais valia teres ficado quieto isto vai sujar a caverna toda de cinzas e depois quem é que limpa?!

Ainda há uns dias fazia eu zapping casualmente, e percebi que a única diferença entre o American Horror Story: Freak Show e o canal TLC é que por enquanto, o TLC não tem palhaços assassinos. De resto está tudo lá. As pessoas gostam de ver aberrações, de comentar e julgar, e depois voltar à sua vidinha pacata. Claro que o contraponto disto é que a internalização normativa em termos de imagem pode criar problemas sérios se existe um suposto desvio à norma. E aí chegamos às pessoas que acreditam que a sua vida mudará miraculosamente se descerem dois tamanhos de roupa ou fizerem uma rinoplastia. Eu não tenho o direito de julgá-las, mas imagino que haverão algumas desilusões. É fácil julgar o nosso corpo. Eu própria tenho uma embirração de estimação com a linha de queixo que herdei da minha avó e às vezes pratico em frente ao espelho para não se notar nas fotografias. Mas não sei se seria capaz de fazer uma cirurgia plástica. 

Nem de propósito, o Nip/Tuck voltou a passar na televisão. Aquele genérico continua a dar-me arrepios.

"review": Macadamia Flawless Cleansing Conditioner


Não me recordo exactamente onde li sobre este produto, mas desconfio que terá sido uma das bloggers britânicas que mo deu a conhecer. Sei que na altura já conhecia a Macadamia, que descobri há coisa de uns dezoito meses, e tinha feito um stock simpático de produtos da marca, amealhados em promoções no AllBeauty.com e no LookFantastic.com, antes mesmo de descobrir que em Portugal a Macadamia é representada pela SKpro. Ora eu já estava apaixonada pelo Rejuvenating Shampoo, pelo Healing Oil e pela Deep Repair Masque, e fiquei supremamente curiosa com este Flawless Cleansing Conditioner, porque tenho um fraquinho por produtos à MacGyver.

Sim, porque o Flawless (como lhe chamo agora que já somos amigos) é um verdadeiro canivete suíço dos cuidados capilares: sem sulfatos nem parabenos, lava, condiciona, e reduz o tempo de secagem do cabelo, tudo de uma vez. E não podia ser mais fácil de usar: molhamos o cabelo tal e qual como se fôssemos aplicar champô, distribuímos uma ou duas nozes de Flawless pelo cabelo, massajamos um minuto, deixamos em pose e retiramos o produto no final do duche.


Por se tratar de um produto em aerossol, a maior parte das lojas online não envia o Flawless para Portugal devido ao Grande Desastre do Transporte Aéreo de 2013, em que muitas lojas deixaram de enviar perfumes, verniz e aerossóis devido aos novos regulamentos de transporte aéreo. Acabei por comprar o meu no stand da SKpro na Expocosmética. 

Comecei a usá-lo no início do Verão, numa altura em que tinha o cabelo um pouco mais comprido que habitualmente. A princípio pareceu-me que deixava o cabelo um bocadito mole e sem volume (para referência, o meu cabelo é fino, abundante, liso, e médio/curto) e ainda fiquei a pensar se não iria acabar por ficar desiludida com o Flawless. No entanto, depois de uma ida ao cabeleireiro e mais algumas idas à praia, voltei a experimentar o Flawless e fiquei encantada. Não sei se foi ter o cabelo mais curto, se eventualmente mais necessitado de hidratação pós-praia, mas a verdade é que achei o Flawless perfeito para lavar o cabelo no Verão, sem agredir nem estimular a produção de óleo. E ainda por cima super rápido de usar! Quanto ao tempo de secagem não me posso pronunciar: o meu cabelo seca em cinco minutos com secador, portanto é quase impossível reduzir isto...

Acabei por terminar a embalagem em meados de Setembro, sendo que aqui tenho de mencionar aqueles que são para mim os pontos negativos do produto. Em primeiro lugar é um pouco caro tendo em conta o número médio de utilizações que permite: €19 por uma embalagem de 250ml, no entanto sendo uma espuma em aerossol gasta mais quantidade que um champô. Em segundo lugar, quando a espuma começa a chegar ao fim, é um suplício tirar produto do frasco. Nas últimas utilizações estive para cima de um minuto a carregar na bomba para sair produto suficiente!

Em suma: é verdadeiramente um produto original e interessante. Mas podiam melhorar a embalagem...

num ecrã perto de si #1: the walking dead

Há uns tempos que brincava com a ideia de escrever uma rubrica sobre séries de televisão, mas não sabia bem por onde começar. Mas chegada a época das estreias, a época de nos enroscarmos em frente ao ecrã com uma mantinha e um chá quente na mão, decidi que não era tarde nem cedo. E aproveitando a estreia da quinta temporada hoje à noite no canal Fox, começo por vos falar de The Walking Dead.


Normalmente quando falo de The Walking Dead a alguém que não conhece a série, tenho de esclarecer que na verdade não se trata de uma série sobre zombies, porque senão eu não a veria. Porque eu sou da geração que viu o Pesadelo em Elm Street às escondidas em VHS, só que eu não vi o Pesadelo em Elm Street nem às claras nem às escondidas, nem em VHS nem em DVD, nem o Sexta-Feira 13, nem o The Ring, nem o Saw nem outros que tais. Eu não vejo filmes de terror. Ponto parágrafo. Se a coisa tiver uns laivos de ficção científica e um enredo que não se basta pelo mero susto gratuito sou capaz de fazer um esforço. Exemplo: a saga Alien. De resto... não contem comigo.

E portanto dizia eu que The Walking Dead não é uma séries sobre zombies. Até porque os zombies em si são bastante aborrecidos. Não têm funções cerebrais desenvolvidas, não falam, só rosnam,  arrastam-se por aí a morder pessoas, e é isto. Não, The Walking Dead não é sobre zombies. É sobre o total e completo colapso da civilização humana, e sobre os que os seres humanos são capazes de fazer quando caem por terra as regras e convenções que limitam o seu comportamento no dia-a-dia.

Para alguém que como eu, faz das regras e do direito a sua vida, este é um tema caro. Chamai-me cínica, mas quanto mais vejo da vida, mais me convenço que apenas um finíssimo verniz de civilização nos separa da barbárie. E ver The Walking Dead é ver o que acontece quando esse verniz estala. Há genuíno sentimento, amizade e sacrifício? Há. E há redenção e esperança nos piores momentos. Mas também há crueldade e despotismo de fazer o sangue gelar, e há seres humanos tão maus de maus, que fazem os zombies comedores de carne parecerem ursinhos de peluche. Acham rebuscado? Vão lá ver o telejornal de hoje e depois digam-me coisas.

É uma de duas séries que aprecio, onde convém não nos apegarmos demasiado aos personagens, porque eles morrem que se fartam (fácil será adivinhar, que a outra é A Guerra dos Tronos). E confesso que às vezes salto um episódio ou dois, ou pior, vou online espreitar os recaps para saber o que aconteceu, porque não aguento a tensão em certos pontos da narrativa.


É uma série em que as personagens mudam, crescem, desenvolvem-se. Todos cometem erros e nem sempre os conseguem redimir.  E depois há esta senhora. Chama-se Michonne e tem uma katana. É preciso dizer mais?

assim não se fazem amigos

A meio do Verão, e encontrando-me necessitada de um protector solar para a zona do contorno de olhos, dirigi-me à Sephora onde encontrei os solares da Lancaster em promoção. Trouxe comigo um protector de rosto e um protector de contorno da linha Sun Control da Lancaster. O protector do contorno de olhos é o que vêem à esquerda na foto infra, o Sun Control Anti-Wrinkles & Dark Spots Sun Sensitive Skin Eye Contour Cream 50+ Very High Protection UVA + UVB + Infrared (bolas, que fiquei sem fôlego). 

Meto o creme na bolsa da praia, e eis que chegadas ao areal eu e a Mommy despejamos as bolsas com os protectores respectivos e tínhamos comprado o mesmo produto. Ou quase, porque a Mommy aproveitou a mesma promoção mas comprou o Sun Age Control Eyes & Lips Anti-Wrinkle SPF 30 UVA UVB High Protection (que vêem na foto à direita). Felizmente e apesar das embalagens serem exactamente iguais, as letras eram suficientemente diferentes para não os confundirmos. Felizmente, digo eu. Já vão perceber porquê.


Eu aplico o creme no contorno de olhos e passados uns minutos os olhos começam a arder-me. Era o primeiro dia naquela praia e estava vento, por isso atribuí a esse facto o ardor nos olhos. Eu não sou mariquinhas com estas coisas, acreditem, e quando digo que ardia, ardia mesmo. Ao ponto de lacrimejar constantemente e estar com os olhos semicerrados até que passado algum tempo, a sensação de ardor diminuía. 

Isto acontece-me dois ou três dias a fio e eu começo a desconfiar. Portanto no dia seguinte não apliquei o protector no contorno de olhos. Nada de ardor. Aplico o protector a seguir ao almoço. Pimba, passados dez minutos tenho os olhos a arder. No dia seguinte experimento o protector da minha mãe. Nada acontece. E por esta experiência chegamos à conclusão que o responsável pelo ardor nos meus olhos era o Sun Control da Lancaster.

Ainda tentei aplicá-lo sem ir mesmo à beira dos olhos, mas foi escusado; entre a água do mar e a transpiração, o produto migrava sempre para os olhos provocando-me um horrível ardor. Tive de deixar de o usar.

Regressada a casa, escrevi à casa-mãe da Lancaster, o grupo Coty, através da respectiva página de internet, relatando o sucedido. Fui franca, directa e bem-educada. Disse que há muito usava os produtos deles e nunca tal me tinha sucedido.

Passadas duas semanas em que o email deve ter andado a ser reencaminhado pelos escritórios da Coty por essa Europa fora, recebo finalmente uma resposta da Coty Spain, responsável pelo mercado ibérico. E a resposta é isto:

First of all thank you very much for your confidence in Lancaster products. We deeply regret this situation, but honestly we could not confirm you what ingredient could be causing to you an allergy. In fact all skins are different and react differently to each ingredients, the causes could be many. Hope you do not change your mind about our products, since they have been tested under dermatological and ophthalmological stringent European regulations.

Traduzido em miúdos: ah, temos pena. Ao que eu digo: obrigada pázinhos, mas pena têm as galinhas. Quando tiverem duzentas pessoas a queixar-se do mesmo vão lá com a desculpa dos testes dermatológicos e não digam que eu não vos avisei. Se isto acontecesse nos Estados Unidos devolviam-me o dinheiro e ainda me pediam para lhes enviar o frasco do produto para lhe fazer um controlo de segurança. Eu honestamente não estava à espera de tanto, mas tendo em conta que tive o trabalho de lhes escrever para lhes relatar um potencial problema com o produto deles, esperava mais que uma resposta pré-escrita.

Quanto a mim, depois desta brincadeira não volto a fazer experiências e ficarei para sempre fiel ao Soin Anti-Rides Contour des Yeux UVA UVB 30 da Clarins, que tem 100% ecrãs minerais e nunca me deu problemas.

"review": Dior Prestige Le Grand Masque


Recentemente e no âmbito de uma deslocação à Sephora do Colombo para investigar a nova base Diorskin Star, tive a sorte de (a) chegar à loja no exacto momento em que estavam a desembrulhar a remessa no armazém e (b) encontrar-se nesse dia na loja uma assistente da Dior. A base ainda não estava no expositor, mas como eu perguntei disponibilizaram-se para me fazer a aplicação e meninas, fui bem atendida como há muito não era: acabei por trazer a base, o corrector, o primer, a paleta de sombras, e ainda umas simpáticas amostras e um gift giríssimo, um leque ilustrado com um croquis acompanhado por duas amostras de perfume.


Não costumo investigar muito as linhas cosméticas premium de marcas como a Dior e a Chanel; fico-me pela maquilhagem. Portanto apanhei um pequeno susto quando vi o preço da Le Grand Masque Dior Prestige! A amostra trazia uns generosos 5ml que deram para três aplicações. Segundo a marca, esta máscara promove a oxigenação da pele e tem uma acção refirmante e repulpante; a pele fica com um ar repousado e luminoso.

A assistente da Dior recomendou-me deixar ficar a Le Grand Masque a noite toda, dica que já em tempos idos uma menina da Sisley me transmitira em relação à bem-amada Masque Creme A La Rose Noire. Assim fiz. Não posso negar que no dia seguinte a pele estava luminosa e hidratada, mas como graças ao CE Ferulic da Skinceuticals a minha pele anda incrivelmente unificada e sem vestígios de rosácea, admito que o efeito não foi assim tão visível.

A verdade é que gostei da máscara, sim senhora, mas não o suficiente para destronar a Masque Creme A La Rose Noire da posição de Holy Grail das máscaras de hidratação que ocupa no meu panteão pessoal. É que diacho, viram bem o preço disto? A máscara da Sisley é uma pechincha em comparação! Por quase duzentos euros isto devia trazer um massagista que saltava de dentro da embalagem para nos fazer um tratamento facial completo.


Ficam aqui os ingredientes para a melhor e superior análise de quem perceba destas coisas, que eu sei o básico e pouco mais. Não me odeies Dior, que continuamos a ser amigos; mas não tiras a Sisley do meu coração.

Rehabbed Market - Back to Fall

Amanhã Sábado dia 4 de Outubro, estarei na 6ª Edição do Rehabbed Market, no mesmo local onde se realizou a edição anterior: no Espaço Amoreiras, centro empresarial, na Rua D. João V, 24, em Lisboa (a cinco minutos do centro comercial com o mesmo nome). O espaço tem estacionamento subterrâneo e caixa de multibanco no interior do edifício. Tem também um restaurante e cafetaria. 

O tema desta edição é “Back to Fall” e pretende celebrar a rentrée no melhor estilo e dar as boas vindas ao Outono (sim queridos leitores, ele vem aí, não se deixem enganar pela vaga de calor!) O mercado realiza-se das 11h às 20h, tem entrada gratuita e vai ter muitas actividades. Além de roupa, calçado e acessórios em stock off, divulgação de novas marcas e um apontamento de segunda mão (com o selo de qualidade “Second Best”, ao abrigo do qual se insere a minha participação), poderão encontrar outras novidades. Estará presente um expositor premium, o Grupo MVG que irá fazer stock-off de artigos desta estação com as marcas BCBG Maxazria, Karen Millen e Max & Co. Uma das novidades é a inclusão de um espaço que vende móveis reciclados, que se coaduna com os valores da reabilitação e reutilização da marca. 

Esta edição conta também com um REhabbed Lounge, uma zona onde vão encontrar música pelo Radio-Hotel, sessão de saxofone ao vivo com Mark Cain, vinhos e petiscos e a revista Saber Viver. Entre as 15h e as 18h será realizada uma sessão de autógrafos com o autor José Avilez Ogando, que estará a promover o seu romance Cadernos de Buenos Aires. Vão também ser sorteados pelo público prémios oferecidos pelas marcas.

Esta edição vai ter uma vertente social maior pois a parceira social da REhabbed, a Associação Novo Futuro, vai fazer uma recolha de bens alimentares, pelo que podem levar o vosso contributo e ajudar as crianças que são apoiadas por esta associação. Os bens alimentares mais necessários são leite, esparguete, cereais, açúcar, farinha, azeite, óleo, achocolatados, atum, salsichas, polpa de tomate.


Mafalda 50


Estamos todos a ficar velhos, menos a Mafalda. A primeira tira protagonizada por esta menina contestatária saiu há 50 anos, em 29 de Setembro de 1964, no semanário argentino Primera Plana. E continuam tão actuais, engraçadas e corrosivas como da primeira vez que as lemos. Foi com a Mafalda que eu aprendi o que era a ONU; com a Mafalda partilhei o ódio visceral à sopa.

Comemorando este meio século a fazer perguntas inconvenientes, a Editorial Verbo irá reeditar o volume Toda a Mafalda (que tem lugar de honra na minha estante há muitos anos...) com todas as tiras da Mafalda, acompanhadas por artigos de opinião e diversa informação que ajudam a contextualizar a personagem e as piadas nos acontecimentos históricos que a Argentina e o Mundo viveram entre 1964 e 1973. 

A edição está prevista para Outubro, sendo possível fazer a pré-encomenda na livraria online Wook.pt com 10% de desconto sobre o preço de capa e portes grátis.

tenho dois amores

A revisão criteriosa do guarda-roupa de estações passadas é uma tarefa que nos poupa a compras irreflectidas. Este ano tornou-se necessária mais cedo, por força da esquizofrenia meteorológica a que Lisboa vem sendo sujeita. E acabei por identificar necessidades básicas a nível do calçado de cor preta; tenho uns sapatos que vão para venda porque passam a vida a descalçar-se, uns bons botins de salto agulha e uns oxford que passados cinco anos continuam a dar provas, mas sinto que preciso de mais qualquer coisa que resista às intempéries. A minha pesquisa revelou dois candidatos totalmente diferentes:

Botins Bimba y Lola € 175 € 140

Botins Zara € 69,95

Por agora provavelmente compro os da Zara, assumindo que me ficam bem (terei de encomendar online pois não os encontro em nenhuma loja)... mas alimento alguma esperança que os Bimba y Lola ainda reduzam mais o preço.
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