#FIA2014

Estava indecisa entre ir ou não à Feira Internacional de Artesanato este ano... é um certame que aprecio muito e geralmente vou todos os anos, ao ponto de já reconhecer os expositores e saber o preço médio de certas mercadorias; mas no ano passado não pude ir por questões de trabalho. Já este ano, não estava muito disposta a gastar dinheiro: já devem ter percebido que coisas bonitas, brilhantes e coloridas me deixam louca, e portanto largar-me à solta na FIA é um convite ao desastre financeiro. São os indianos, paquistaneses e turcos a vender bijutaria / joalharia digna de princesas orientais, os russos a vender fiadas de pérolas, cristais e semipreciosas, os africanos a vender colares de contas rústicas, enfim.

Espólio reunido ao longo de várias edições da FIA...

Entretanto, e fazendo um inventário mental de todas as peças que trouxe da FIA ao longo dos anos, decidi ir com um orçamento de € 50, e achei que à semana a coisa estaria mais folgada. Wrong! Parque da FIL cheio a uma quarta-feira à noite, fui estacionar no Tágides e depois da habitual fila para o Multibanco (eu já devia saber que o inteligente é levar logo dinheiro) comecei a minha inspecção da feira segundo o ritmo habitual, primeiro o pavilhão internacional e depois o português. Ora, entre os meus conhecimentos desta feira, e o facto de ser uma pessoa que regista a informação de forma bastante rápida, resulta que eu gosto de ir à FIA sozinha porque funciono em modo acelerado. Primeiro vejo tudo em ambos os pavilhões e depois decido o que quero comprar (sendo que isto só resulta porque além do mais eu tenho um "sentido de GPS" muito preciso, ou seja, consigo encontrar facilmente o stand onde vi aqueles brincos há meia hora...). Isto evita que eu compre a € 20 um artigo que outro senhor está a vender a € 10 dois corredores à direita. Infelizmente isto também significa que passo algum tempo a irritar-me com pessoas que estão especadas no meio dos corredores feito plantas de estufa ou pior, que acharam boa ideia ir fazer percurso de obstáculos com uma pobre criança num carrinho. Resumindo: se alguma vez estiverem numa feira de artesanato e passar por vós uma criatura semelhante a um hobbit a jacto, provavelmente sou eu.

Como sempre andei a babar-me pela joalharia, mas a peça de que eu gostava mesmo custava € 58 e embora talvez conseguisse regatear um bocadinho, lembrei-me da quantidade de coisas que já tenho e resisti. Nos marroquinos comprei uma garrafinha de óleo de argão (sempre uma boa compra) e mais dois saquinhos de especiarias, caril e mistura ras el hanout. Não imaginam como é maravilhoso e intenso o cheirinho, ao ponto de ontem o meu quarto ter ficado a parecer um souk depois de eu ter deixado lá as coisas enquanto jantava. Isto tudo veio por uns meros € 10.

Entretanto ao passar nos sul-americanos fiquei meio apaixonada pelas camisolas de alpaca que vários vendiam. Em anos anteriores a lã tinha um aspecto um bocado um bocado grosso e não muito o meu género, mas este ano um dos stands tinha umas camisolas numa malha fina com um toque incrivelmente sedoso, tem um aspecto meio felpudo mas esta lã não pica... Depois voltei lá, experimentei a camisola e assentava perfeitamente, pelo que veio comigo para casa pelo preço de € 40 e ficaram encerradas as compras e respeitado o orçamento!


O pavilhão do artesanato português é bastante simpático pois tem muito menos gente e fazem-se lá belas compras de produto nacional, desde as capas em burel às botas de Almeirim. Infelizmente este ano achei-o algo vazio e fiquei um bocadinho desiludida. Mas para o ano há mais!

2 comentários :

  1. Também uso esse modo acelerado, mas para todas as compras: supermercado, saldos, feiras, etc. Por isso é que gosto mesmo é de ir às compras sozinha.
    http://mysofterside.blogspot.com

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  2. Aí está algo a que eu adorava conseguir mas de que nunca me lembro a tempo! Os achados por lá são fantásticos :))

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