uma história contada em casacos

Lembram-se da cena n'O Diabo Veste Prada em que a Miranda Priestly explica à Andy que até a singela camisolinha azul cerúleo que ela tem vestido é o resultado último da influência dos estilistas e da indústria da moda? 

Este Outono/Inverno passou-se algo semelhante mas com o rosa e, por arrasto, todos os tons pastel. Vários estilistas parisienses, em especial Carven, Celine e Raf Simmons para a Dior, apresentaram nas suas colecções casacos de Inverno em tons de rosa pálido. Não demorou muito para que as lojas high street colocassem à venda as suas variações sobre o tema centrando-se no rosa e também no azul pastel. Por cá e na sempre fiável Zara aparecem estas belezuras:

Casaco Bouclé € 99,95 | Casaco Moér € 99,95

O casaco rosa ainda o experimentei e ficava-me bem. Sucede que eu já tenho um casaco exactamente da mesma cor que herdei da minha Mãe (o casaco é mais velho que eu) portanto e com alguma pena devolvi-o ao expositor mas fiquei a pensar que talvez o apanhasse se entrasse em saldo.

Claro que 1) foi classificado como "nova colecção" e 2) desapareceu para sempre de todas as lojas incluindo a online.

O casaco azul era lindo até eu me aproximar dele na loja e perceber que era mohair (intervalo para nos rirmos da forma como escrevem a palavra no site da Zara) daquele mesmo peludo, e eu tenho horror a vestimentas que deitam pêlo de modo que fiquei com comichão só de olhar para o casaco e por pouco não tive de sair a correr da loja. Este ainda está disponível nas lojas (ainda ontem o vi nas Amoreiras) mas também foi classificado como "nova colecção". Estes senhores da Zara são uns comediantes.

Casaco c/Corte Comprido € 69,95 | Casaco Gola Chaminé € 59,95

Segundo episódio: já em plena nova colecção a TRF lança outro casaco azul que 1) é mais barato que o Zara e 2) não é feito de mohair. Eu vou à loja, experimento o XS, e fico um quarto de hora a olhar para o espelho.

É mais ou menos o que me aconteceu quando fui à Furla comprar uma Candy azul bebé e saí de lá com uma Candy cor de laranja. E resume-se a isto: eu não fico nada bem com cores pastel, e muito menos cores pastel frias. Claro que a pessoa esquece-se sempre disto até se ver ao espelho. É a traição da moda: apaixonamo-nos por uma imagem, por um conceito. O que compramos não é o objecto, é o conceito que o objecto significa. E se não temos cuidado um dia acabamos com o armário cheio de elefantes brancos (ou neste caso, azul celeste) porque gostamos muito daquela peça de roupa que é linda, mas acabamos por não a vestir.

E portanto saí da loja sem comprar nada; mas com alguma pena, porque o casaco tem um corte muito original em especial na gola. Noutra cor talvez funcionasse comigo...

Entretanto nessa mesma noite andava a ver a loja online no iPad e aparece-me o casaco rosa morango, que eu não tinha visto na loja, e que tem a vantagem de ser mais curto (o que o torna mais versátil) e ainda por cima uma cor quente num tom que eu adoro (é daqueles tons em que eu tenho de controlar-me senão estou sempre a comprar batons nesta cor). Como não tinha paciência para ir à loja procurá-lo, encomendei o XS pela internet. Quando chegar digo coisas.

Mas estou tentada a concluir que o falhanço de todos os outros casacos era afinal um caminho que me conduziu a este.

e era só isto | Hourglass Ambient Lighting Blush


Depois de criar no seu Ambient Lighting Powder um dos iluminadores mais perfeitos de todos os tempos, a Hourglass resolveu ir um passo além e traz-nos esta Primavera os Ambient Lighting Blush. E se à primeira vista podem olhar para eles e pensar que parecem tal e qual os Mineralize da MAC, permitam que vos explique: sim, parecem tal e qual os Mineralize, mas criados por fadas numa floresta encantada a partir de luar, estrelas e crinas de unicórnio. Os Ambient Lighting Powder são dos pós mais finos que já usei na vida e depois de aplicados não há uma partícula de brilho à vista, apenas uma suave luminosidade que nos devolve aquele arzinho saudável. Não espero menos dos blush. Podem ver swatches no Temptalia

aventuras na manicure


Graças ao portal de marketing www.trnd.pt ganhei uma sessão de beleza na Beauty Boutique L'Oréal Paris no Chiado. Optei por uma manicure que fiz ontem, partilhando convosco o resultado final. O que achei? Vejamos. 

Quanto à Beauty Boutique em si, gostei muito do espaço que achei bonito e profissional. Qualquer fanática por maquilhagem ficará a babar-se para uma parede inteira cheia de produtos L'Oreal (e atenção que há paredes iguais para cosmética, cabelos e unhas) incluindo alguns exclusivos da Beauty Boutique; mas constato com pena que nem aqui se arranjam mais que dois ou três tons das bases da marca. 


Quanto à manicure em si, quem lê as minhas entradas sobre o tema e vê as fotos a acompanhar já deve ter percebido que eu sou uma maníaca da perfeição que faz as suas ovais como um neurocirurgião a operar. Acresce que eu não gosto que me mexam nas mãos... é um milagre que tenha encontrado uma manicure em quem confiava o suficiente para fazer unhas de gel durante três anos, e depois de ter experimentado outras duas e não gostar, voltei a arranjar as minhas próprias unhas. Quem diz "arranjar" diz pouco, que eu felizmente tenho unhas boas e limito-me a retirar o verniz, limar, exfoliar, retirar algum espigão, e aplicar verniz de novo. If it ain't broke, don't fix it.

Ora a menina pergunta-me se eu quero retirar as cutículas e eu digo que costumo só tirar os (poucos) espigões ao que ela diz OK e aplica-me um gel supostamente para amaciar a cutícula. Entretanto começa a trabalhar e eu fico muito admirada do material que ela está a retirar porque se eu não tenho cutículas visíveis de onde é que aquilo saiu? Já tinha terminado a primeira mão quando percebi que ela estava efectivamente a raspar-me a camada superior da superfície das unhas, que a seguir alisou com uma daquelas limas em bloco de esponja. Não percebi o propósito, nunca me fizeram isto numa manicure e achei desnecessário, porque (i) as minhas unhas naturais são muito lisinhas e bonitas, e (ii) são algo finas e fazer-lhes isto constantemente enfraquecê-las-ia bastante. Também achei que as margens do verniz não ficaram tão perfeitas como eu costumo fazer, mas enfim.


Gostei, no entanto, bastante da cor que me aplicaram: um grená com micropartículas de brilho prateado, que uma vez aplicado o verniz se tornam praticamente invisíveis mas lhe dão um brilho extra, evitando que pareça quase preto como acontece às vezes com estes tons.

Em conclusão, não voltava a fazer manicure, mas comprava o verniz. Acontece.

fazer compras é uma arte difícil e incompreendida


Aqui há uns tempos mostrei no Facebook uns botins que tinha encomendado numa venda Schutz no Showroomprivé. De início pareciam estar esgotados no tamanho 36, mas eu fiz uso do truque de voltar a tentar no dia seguinte. O que acontece é que algumas pessoas desistem e não pagam a encomenda no MB, logo o produto volta a estar disponível! Já na venda da L'Artisan Parfumeur consegui apanhar o perfume que queria, o Dzongkha, quando ele de início parecia esgotado. Mas desta vez fugiu-me a sorte. No início de Janeiro recebi um email a pedir muitas desculpas, mas tinha ocorrido uma discrepância entre o produto disponível e as encomendas pelo que portanto não podia satisfazer o meu pedido e em poucos dias reembolsaram-me. 

Claro que isto me deixou novamente com o problema de encontrar uns botins pretos rasos de que gostasse. E eu ultimamente ando muito esquisita com calçado... Andei em lojas físicas e online e a única coisa de que gostei assim assim foram estes botins da ASOS. Mas tinham um problema: são de atacadores, e eu tenho uma pequena embirração com calçado de atacadores. Por outro lado havia sempre o problema dos tamanhos: é que conforme os moldes eu tanto posso ser o 35 como o 36 (neste caso, o 2 ou o 3 ingleses) e estava sem paciência nenhuma para adivinhações!

Botins ASOS AHEAD OF TIME € 91,30 € 63,91

Decidi aguentar a compra até fazer uma última ronda e espreitar a Seaside. A verdade é que se ultrapassarmos as dezenas de variações meio escabrosas (até saltos transparentes eu vi...) de Litas à porta, aprecio tanto a Seaside como a Calçado Guimarães para comprar coisas boas a preços razoáveis, de fabrico português. Ainda no ano passado comprei uns botins incrivelmente confortáveis na Guimarães.

Foi preciso ir a duas lojas, mas encontrei-os: pretos, em cabedal, rasos mas não totalmente, com ferragens douradas, confortáveis (por acaso nestes o 35 ficava-me justo por isso trouxe o 36), made in Portugal, € 59,95. Prontos finalmente para calcorrear muitas calçadas por esse mundo fora. E depois há quem diga que ir às compras é passeio...

YSL La Laque Couture Spicy Collection


Olhem que coisa mais linda! As colecções em que a Yves Saint Laurent vai buscar inspiração a Àfrica e ao Oriente são sempre as melhores... afinal Monsieur Saint Laurent era um apaixonado por Marraquexe e eu partilho desse fascínio pelas terras quentes e pelos ventos perfumados de especiarias... Esta colecção de vernizes inspira-se exactamente nas especiarias orientais para criar cinco cores muito originais e um top coat que me deixa muito curiosa...

SAG awards 2014 | lupita nyong'o


Azul turquesa é só a minha cor favorita de todos os tempos! E a Lupita está uma verdadeira deusa neste vestido Gucci. Mais uma vez acompanhado de uma maquilhagem colorida mas absolutamente impecável, desta vez um degradé de sombra azul e lilás e batom rosa. Mal posso esperar por ver o que ela vai usar nos Óscares!

SAG awards 2014 | natalie dormer


Este vestido do estilista Marios Schwab seria uma criação simples mas bonita não fosse o facto de ter uma coisa inexplicável que parece um individual de cozinha colado aos braços da bela Natalie Dormer. No entanto a actriz que conhecemos de séries como Os Tudors ou A Guerra dos Tronos deu que falar pelo seu penteado verdadeiramente radical!


A beleza punk explica-se pela dedicação ao trabalho: Natalie interpreta uma personagem chamada Cressida nos próximos filmes da saga Os Jogos da Fome, actualmente em rodagem, e em vez de recorrer a truques rapou mesmo parte do cabelo para encarnar uma guerreira de um futuro pós-apocalíptico. E não é que deu um resultadão? Obviamente que não me imagino a fazer isto, mas Natalie está tão linda como sempre, e ah, como eu queria aquela ear cuff!

single sale sensation


A única coisa que comprei nos saldos da Zara este ano... (comprei também um casaco que após reflexão acabei por devolver). É linda, muito confortável, e não me fica compridona nem as mangas ficam gigantescas, problema algo comum que tenho com as malhas. Como queria mesmo comprá-la e já não havia na loja online, foi mesmo no primeiro dia de saldos, quando só tinha descido de € 49,95 para € 39,99. É possível que tenha já descido mais mas honestamente nunca mais a vi, e antes gastar mais uns euros assim que gastá-los em combustível e tempo (que são outra forma de gastar dinheiro...) a correr lojas à procura!

desaparecidos em combate #7 | vichy nutriextra exfoliante


Aqui está ele mesmo no fim, momentos antes de ser esventrado para ceder os últimos resquícios de produto. O exfoliante da linha Nutriextra da Vichy (200ml por € 13,95) é, segundo a marca, indicado para pele sensível e/ou seca. Com efeito, alguns exfoliantes de corpo podem ser um pouco agressivos e quase que arranham, mesmo em pessoas que como eu felizmente tenho a pele do corpo normal. Por outro lado, os exfoliantes em boião são muito bonitinhos mas pouco práticos para usar no chuveiro. Este Nutriextra da Vichy alia uma embalagem muito prática a um produto que exfolia perfeitamente sem agredir. Aplicado sobre a pele molhada com uma boa massagem, deixa a pele muito macia e pronta a receber uma boa dose de hidratante de seguida. Tem uma óptima relação preço / qualidade / quantidade na minha opinião, e é definitivamente um produto que voltaria a comprar.

critics choice awars 2014: veronica mars, digo, kristen bell


Sou fã empedernida da Kristen Bell desde os tempos da série Veronica Mars (que vai ter direito a filme este ano). Não estava à espera de a ver no Critics Choice (foi apresentadora de um dos troféus) mas adorei este vestido Pamella Roland à primeira vista. Tem qualquer coisa de glamour clássico de Hollywood com a assimetria a torná-lo muito moderno, e assenta-lhe perfeitamente.

Gostei também do apanhado e do smoky eye. Os brincos são um mimo.

critics choice awards 2014: lupita nyong'o [the girl to watch]


Vão duas cerimónias da saison de entregas de prémios, e eu por mim já encontrei a vencedora do tapete vermelho. Lupita Nyong'o chegou, viu e venceu. Ontem aliás venceu mesmo o troféu de Melhor Actriz Secundária pelo seu papel em 12 Anos Escravo. E mais uma vez arrasou com um vestido e clutch Calvin Klein.

A maquilhagem escolhida foi um smoky eye em preto e dourado, com pele iluminada e gloss rosa nos lábios.

critics choice awards 2014: cate blanchett [simplesmente sobre-humana]


O que é que uma pessoa diz?! Isto está para além do alcance dos comuns mortais. É tudo Lanvin da cabeça aos pés, sublime. Adorei o styling minimalista com o cabelo solto, sem jóias e apenas o batom laranja a iluminar o rosto.


Ontem Cate Blanchett venceu mais um galardão de Melhor Actriz pela sua interpretação em Blue Jasmine, e por este andar é a mais forte candidata ao Óscar da categoria... 

critics choice awards 2014: julie delpy [perfeição]


Ora aqui está uma coisa raríssima numa cerimónia de entrega de prémios: um conjunto que eu vestia da cabeça aos pés, sem tirar nem pôr. Por outras palavras: roupa elegante que favorece o corpo sem necessitar de fazer dieta, nem duzentas massagens, nem usar shapewear para a vestir. Caros leitores, hoje acredito plenamente no mito da despreocupada elegância francesa, e a culpada é Julie Delpy. O vestido é Romona Reveza, a clutch Salvatore Ferragamo e os sapatos Bionda Castana.

Julie Delpy, Ethan Hawke e o realizador Richard Linklater receberam ontem o prémio Critics’ Choice Louis XIII Genius Award pelo seu trabalho na trilogia Before Sunrise / Before Sunset / Before Midnight. E para os fãs eternos de Jesse e Céline:

NARS news


Palavras para quê. Em toda a sua glória, um produto com o melhor nome de todos os tempos: a paleta de sombras NARSissist que reúne um conjunto das mais afamadas sombras neutras da marca. Existe também uma paleta NARSissist de blush, igualmente irrepreensível. É basicamente a NARS a dizer-me OK miúda, então detox de compras hein? vamos lá ver se resistes a isto. Deverão estar disponíveis em Fevereiro / Março na loja online da marca; ainda não sei preços em Euros.

E eu bem digo que me aborrecem os cor-de-rosinhas, mas esta mini-colecção Final Cut é simplesmente amorosa. O iluminador e os Satin Lip Pencil merecem investigação!


Por fim, a colecção de Primavera propriamente dita. No meio disto tudo, é o que menos me entusiasma. Acho interessante a conjugação de cores mas para resumir a coisa I'm not feeling it.

now that's what I call saldos

Diferentes lojas, diferentes estratégias. Se nas lojas do Grupo Inditex, Mango e outras que tais temos de apanhar as coisas que queremos no início dos saldos sob pena de desaparecerem para sempre, em lojas como a Adolfo Dominguez, a Purificación Garcia e o El Corte Inglès os saldos ficam mesmo bons a partir do meio de Janeiro, quando os segundos e terceiros descontos começam a ser marcados. Aqui a ideia é procurar e ver as coisas nas calmas, sem a ânsia do tenho de comprar isto ou aquilo, e só comprar se a peça nos assenta impecavelmente, tem um desconto mesmo bom, e possibilidade de ter um uso razoável no dia a dia.

Tinha um cartão presente de € 20 para usar no El Corte Inglès mas esperei umas semanas para o usar. Ontem passei por lá outra vez e houve magia com este vestido: sobravam dois no expositor, um era possivelmente o meu tamanho, experimentei e assentou como uma luva. Entre o desconto já marcado e os € 20 adicionais ficou-me por € 79, o que representa uma poupança de 65% sobre o preço original.
Vestido Adolfo Dominguez, € 228 € 99

Foi providencial, visto que adoro este tom de azul e o meu único vestido nesta cor era da Blanco: usei-o tanto que já tem uma costura toda a desfazer-se...

desaparecidos em combate #6 | serozinc


Tendo em conta que esta rubrica morreu a meio do ano passado devido à minha falta de tempo para escrever entradas quilométricas, resolvi fazê-la regressar em formato diferente: agora publica-se sempre que se acaba um produto, e pronto.

O primeiro a fenecer nos primeiros dias de 2014 foi exactamente o Serozinc (aerossol de 150ml por € 6,50), que tem sido parte integrante da minha rotina diária desde há uns meses. Esta já era a segunda embalagem, sendo que infelizmente este produto não é vendido em Portugal pelo que as opções são pedir a alguém amigo que nos traga um de França, ou pagar portes ligeiramente escandalosos numa parafarmácia online francesa. Já usei as duas opções, agora entretanto vou fazer um intervalo de uns meses nomeadamente porque na encomenda da Etat Pur que chegou ontem do Showroomprivé vinha um produto igualmente à base de zinco que pretendo experimentar. 

De resto a minha opinião mantém-se: um óptimo produto, e uma pena que não se venda por cá. Entrou para a minha lista de produtos de confiança.

Christian Dior | novos primers: Pore Minimizer + Glow Maximizer

Uma adenda muito interessante à minha entrada de ontem: hoje passei na Marionnaud dos Restauradores para usar um vale que estava mesmo a expirar, e qual não é o meu espanto ao dar de caras com a colecção Trianon toda no expositor da Dior! E a acompanhar os produtos de maquilhagem estavam estes dois primers que me pareceram ser também novidade, sendo que ao olhar para o Pore Minimizer fiquei com a sensação de já ter ouvido falar dele e logo o experimentei. Fiquei logo apaixonada mas ao perguntar o preço, disseram-me que os testers tinham acabado de chegar e produtos para venda ainda não tinham!

Fui-me embora desgostosa (e ainda tive de ir à loja da Praça da Figueira para comprar o produto que queria) e nem me lembrei de experimentar o Glow Maximizer para dar conta às meninas fãs de iluminadores. Mea culpa! A verdade é que o Pore Minimizer me provocou uma óptima primeira impressão: pele aveludada e matificada mas sem aquela textura siliconada dos primeiros produtos deste género, e sem retirar a luminosidade natural da pele (apesar de ter pele oleosa sempre abordei os produtos matificantes e as bases mate com algum cuidado, porque detesto o aspecto baço que alguns deles produzem). E entretanto lá me lembrei que já tinha lido sobre o Pore Minimizer no Liana Beauty e que o tinha fixado efectivamente pela boa opinião que a Amelia Liana também tem dele.

Tendo em conta que estou a implementar alguns critérios de gestão do stock de maquilhagem (ah, isto em linguagem técnica soa muito melhor que tenho de gastar a quantidade obscena de maquilhagem que possuo), não planeio comprá-lo para já mas é definitivamente um produto para manter debaixo de olho.

2014 spring | Christian Dior Trianon


Ainda nem estamos recuperadas das festas e já começam a bombardear-nos com os lançamentos de Primavera, a que eu costumo afectuosamente chamar a invasão cor-de-rosinha. A Dior é das primeiras a mostrar-nos a sua colecção, intitulada Trianon em referência ao Petit Trianon, palacete situado em Versalhes e oferecido por Luís XVI a Maria Antonieta, que ali se refugiava amiúde para escapar ao bulício da corte.


As referências a Maria Antonieta são, desde logo, visíveis no styling da campanha e continuam nos pequenos detalhes que adornam as sombras e blush da colecção. Tudo lindo de ver, mas este género de tons pastel não são nada o meu género e tirando aquele blush de tom coral, não há nada que faça o meu coração bater mais depressa...




golden globes 2014: cate blanchett [esta mulher tem um retrato no sótão]


Cate Blanchett em Armani como habitual, vencedora pela sua interpretação divinal em Blue Jasmine. O vestido é um pouco severo, mas a delicadeza da renda salva-o.


Peter Jackson claramente fez a escolha perfeita ao seleccionar Cate para interpretar a imortal elfa Galadriel nas sagas O Senhor dos Anéis / O Hobbit. Esta mulher não envelhece, caramba. Mas atenção, também não fica com cara de manequim como algumas senhoras de Hollywood nos últimos anos... Das duas uma, ou os cosméticos da SK-II (marca japonesa da qual Cate é porta-voz há muitos anos) funcionam mesmo, ou ela tem um retrato escondido no sótão a envelhecer em vez dela...

golden globes 2014: lupita nyong'o [wow]


A jovem Lupita Nyong'o chegou e arrasou com a sua interpretação no filme 12 Anos Escravo. E desde que tem feito as rondas do circuito de estreias e aparições promocionais que esta mulher é um verdadeiro colírio para os olhos com o seu estilo impecável marcado pela cor e pelas linhas fortes; desconfio que meio mundo da moda andam a matar-se uns aos outros para ver Lupita aparecer com as suas criações (era o que eu fazia se fosse designer). Ontem vestiu Ralph Lauren, marca que eu costumo achar um bocado aborrecida; no entanto o vermelho resulta perfeito com a sua pele e a graça da capa eleva o conjunto ao sublime.


Também achei graça à maquilhagem; creio que não é qualquer uma que ousaria eyeliner azul marinho com um vestido vermelho. E resulta, baby. Resulta.

golden globes 2014: jennifer lawrence [eu tive uma boneca de folhas de milho que era exactamente isto]

Jennifer querida, nós até gostamos de ti mas estes vestidinhos Dior começam a aborrecer-me de tal modo que receio adormecer de vez em frente ao ecrã. O que não admira dado que os Globos de Ouro deste ano foram colheita fraquíssima em termos de fashion e há poucas menções dignas do meu realce.


Pronto, salva-se o penteado e a maquilhagem que achei impecáveis e verdadeiramente dignos de red carpet; aqueles olhos delineados com precisão cirúrgica micro-smoky e o batom vermelho acastanhado realçam os traços que de outra forma se perderiam num mar de tons claros da pele e do vestido.

ora a ver se é desta


Não ligo a festas; ligo a estar com quem gosto. Nunca liguei muito ao meu aniversário, não ligo a ideias de mudança, números míticos ou resoluções de Ano Novo. Não obstante a passagem de um ano para o outro tem o seu quê de simbólico e poderoso (nem que seja porque trocamos de agenda), propício a mudanças de ciclo ainda que apenas na nossa cabeça.

A verdade é que nos primeiros dias de Janeiro geralmente não tenho forças nem pachorra para nada, porque Dezembro é um mês de muito trabalho na minha profissão. De tal modo que acabei a primeira semana de Janeiro a fazer de vegetal de sofá em casa dos meus pais, gozando os dias de férias que não consegui tirar nas festas. 

O que se tentará para 2014 aqui no estaminé passa essencialmente por:

#01 Publicar mais; e tirar mais fotos (processo inglório para quem só está em casa já de noite);

#02 Gastar menos; usando e gastando entretanto as coisas que já tenho;

#03 Continuar o processo de depuração do armário (irão ver-me em mais feirinhas pelo ano fora).

Para já e para esta semana, começamos com alguns comentários aos Globos de Ouro e os favoritos do ano de 2013.

das idades de ouro

É apanágio do ser humano idealizar o passado, sonhar o futuro e esquecer-se de viver no presente. O passar do tempo deposita sobre as dores e as alegrias vividas uma luz cálida e dourada, a memória adoça-se e tudo ganha a qualidade de um conto de fadas. E assim suspiramos por recordações que nunca vivemos, mas que nos foram transmitidas numa aura cálida de saudade misturada com a desilusão de um presente em que algo (o que? não sei) se perdeu.

Hoje o Eusébio morreu e eu estou triste porque me faz recordar o meu Avô.

O meu Avô era o maior benfiquista que eu já conheci. Porque era o meu Avô. Ele viveu a era dourada do Benfica, assistiu pela rádio, pela televisão e no estádio a jogos lendários, chorou de alegria com golos do Eusébio. 

O meu Avô passou os seus últimos anos com doença cardíaca prolongada, a tomar comprimidos de nitroglicerina como se fossem rebuçados para ver os jogos do Benfica. A zangar-se com os amigos e a sair irritado do café porque mesmo quando ganhava o Benfica não tinha jogado bem. Não tinha jogado à Benfica

O Benfica à Benfica é a Atlântida dos benfiquistas. Ideal impossível em si mesmo, representa um momento perfeito que se pode situar algures no início da década de sessenta, com duas Taças dos Campeões Europeus no palmarés, o Bela Guttman a treinar, e o Eusébio e o Torres no ataque. É um GOOOLO! a gritar na telefonia, dois dribles e um remate de cabeça, é um tempo em que tudo era mais simples e mais inocente. 

É uma lenda que começa sob o sol glorioso de África com um menino a jogar descalço com uma bola de trapos, e cristaliza numa camisola vermelha, com muito suor, muitos golos, lágrimas e alegria pelo meio. 

O Eusébio teria sido um prodígio da bola em qualquer clube. Calhou de ser no clube em que eu nasci (porque cá para mim nasce-se para um clube, não se escolhe). Calhou de ser o Eusébio o jogador cujos golos emocionaram o meu Avô e o fizeram feliz numa sucessão de momentos irrepetíveis mas inesquecíveis, a bitola pela qual ele nunca deixou de julgar os Benficas que se seguiram. 

O meu Avô morreu, aliás, tal como o Eusébio, no mês em que fazia anos. 

Nunca mais haverá um Benfica à Benfica e eu nunca mais vou abraçar o meu Avô. 

Mas haverá sempre um Benfica à Benfica e aquele momento perfeito que eu não vivi também é meu, porque era do meu Avô. E nesse momento perfeito como em muitos outros momentos partilhados, nós estamos juntos para sempre mesmo que ele já não esteja aqui. 

Nesse momento perfeito, algures, o Eusébio acaba de marcar um golo.

Imagem publicada no Facebook d'A Pipoca Mais Doce
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