Rouge Bunny Rouge X3


Em Setembro passado mostrei por aqui algumas coisinhas compradas na loja online da marca Rouge Bunny Rouge. Passados uns meses de utilização, achei que valia a pena partilhar a minha opinião sobre os produtos e as amostras que recebi. 

Começando pelo princípio, ou seja, o Metamorphoses Mattifying Primer, que veio na encomenda inicial. Vem num frasco de vidro fosco, com aplicador, ao sair do frasco é espesso e de cor branca. Espalha-se facilmente e não deixa nenhum tipo de resíduo; adere rapidamente à pele e como que "desaparece". Acho-o mais fácil de usar que o outro primer matificante que possuo, o Mat Base Corrector Primer da Kiko. Com efeito, o Mat Base é um bocadinho mais matificante que este (talvez o escolhesse para um dia de muito calor, por exemplo) mas é um produto que precisa de ser espalhado à velocidade da luz, porque seca logo e pode criar umas zonas secas e esbranquiçadas se não for bem aplicado (para evitar isto eu tenho de aplicar o produto no rosto zona a zona, bochecha, nariz, testa, etc. o que dá algum trabalho). O Metamorphoses é bem mais simples de aplicar no dia a dia. Comparado com alguns produtos que já experimentei, terá algum silicone mas não em demasia, e não me provoca nenhum tipo de reacção na pele (por exemplo, não posso usar o famoso Photo Finish da Smashbox, que é todo ele silicones).


Se bem se recordam, na altura fiquei muito agradada por receber amostras de todos os cinco tons da base Milk Aquarelle Liquid Foundation. Aqui podem vê-los no meu braço, de cima para baixo (amostras espalhadas de forma algo espessa para se ver melhor): Cashew Milk Parfait, Hazelnut Milk Parfait, Almond Milk Parfait, Coconut Milk Parfait e Chestnut Milk Parfait. São poucos tons e a variedade é um pouco estranha, porque há dois tons mais escuros, três bastante claros e nada mais intermédio. Eu honestamente nem consigo distinguir bem entre os três tons claros, mas imagino que para as meninas de pele branquinha existam diferenças a apontar. A falta de variedade nas cores é um ponto negativo, pois imagino que muitas mulheres não conseguirão encontrar correspondência nesta base.

Escolhi a Cashew Milk Parfait para experimentar primeiro, e acertei em cheio: aqui na fotografia, e porque está na parte interior do braço, parece um pouco mais escura, mas aplicada no rosto é exactamente a cor da minha pele e condiz com o tom do pescoço e decote sem qualquer diferença de cor. 

Esta base tem uma textura meio cremosa mas muito leve (como chantilly bem espesso), e espalha-se com grande facilidade. Tem uma cobertura média a deslizar para o alto: tem mais cobertura que a Teint Miracle da Lancôme ou a Teint Innocence da Chanel (aquela que foi descontinuada e substituída pela Vitalumiére Aqua). Apesar disto, o efeito desta base é muito natural. Creio que tem alguns silicones devido à forma como desliza sem esforço pela pele, mas menos que a Face Fabric da Armani (que uso como termo de comparação pois das bases que tive, é a que mais se assemelha em textura). Praticamente não se sente no rosto.

Adorei-a desde a primeira utilização. Não acumula onde não deve, aguenta o dia todo, e parece sempre pele e não base. Como não tem SPF, fotografa igualmente muito bem. Por exemplo, para a fotografia que ilustra a rubrica My Blogger Sweethearts no Luxurious Skin usei esta base, fotografei à noite sob luz artificial e com a máquina em automático, e fiquei com ar de gente normal. Mais: neste dia tinha a testa cheia de micro-borbulhas vermelhas porque no dia anterior fiz reacção a umas amostras de produtos Omorovicza (o desgosto...) e elas nem se vêem!

Conclusão desta história: usei a amostra até ao fim e comprei a base, pois claro! Foi amor à primeira vista e tenho a dizer que continuo tão satisfeita como no primeiro dia. Com a minha pele oleosa, parece mentira encontrar uma base que após dez horas e algumas aplicações de pó e/ou papelinhos matificantes continua a parecer pele!


Em jeito de bónus: como me enviaram o eyeliner numa embalagem separada, vieram também amostras do iluminador líquido da marca, o Seas of Illumination Highlighting Liquid. Aqui em baixo podem ver os três tons, mais uma vez espalhados de modo generoso para se ver bem o brilho. De cima para baixo, são o Sea of Tranquility (pérola rosado), o Sea of Showers (champanhe dourado) e o Sea of Clouds (pérola prateado).


Têm imenso pigmento e basta um pouco para iluminar a pele. Parecem-me muito semelhantes ao Shimmering Skin Perfector da Becca, do qual tenho o tom Topaz. Não estou especialmente compradora de iluminadores agora, mas pareceram-me um produto bastante versátil. De qualquer modo e tendo em conta os preços, eu diria que dos três produtos aqui mencionados a base é definitivamente aquele que ponderaria recomprar.

A Rouge Bunny Rouge encontra-se à venda na loja online da marca, que envia por DHL a partir da Alemanha e oferece portes grátis a partir dos € 75, e na BeautyBay.com que envia do Reino Unido e tem portes sempre grátis (mas as coisas demoram em média três semanas a chegar). Conforme aqui referi anteriormente, às vezes encontram-se alguns produtos mais baratos aqui (foi aliás na BeautyBay.com que comprei a base que na altura estava aproximadamente € 10 mais barata em "saldo", os outros produtos vieram todos da loja online da marca).

ainda não temos para venda


No início de Janeiro mencionei por aqui que tinha passado na Marionnaud dos Restauradores e fiquei agradavelmente surpreendida ao encontrar no expositor a colecção de Primavera da Dior, embora na altura me tenham dito que tinha acabado de chegar e ainda não tinham os produtos para venda, só os testers.

Entretanto fui passando lá porque tinha um vale para usar e queria ver se chegava a colecção de Primavera da Chanel. As semanas foram passando e para além da colecção da Dior não apareceu mais nenhuma colecção de Primavera nos expositores da Marionnaud. 

A meio de Fevereiro perguntei o preço do tal primer matificante da Dior que tinha experimentado cerca de um mês antes. Ainda não temos para venda, disseram-me.

Um mês e tal com os testers em exposição, e ainda não temos para venda. Olhei à minha volta. Os expositores da Dior e da Chanel (ainda com a colecção de Inverno) eram os únicos razoavelmente abonados. Os expositores da Yves Saint Laurent, da Guerlain e da Lancôme estavam repletos de espaços vazios onde faltavam testers, presumivelmente correspondentes a produtos que não estavam em stock. Era uma situação que já se vinha verificando há cerca de um ano nas lojas Marionnaud que eu frequentava, mas nunca tinha visto uma loja com os expositores tão vazios.

Entretanto, na Perfumes & Companhia do Rossio uns metros mais abaixo, a colecção de Primavera da Chanel tinha chegado há duas semanas. 


Creio que todos percebemos que o actual clima económico é difícil. Que a perfumaria e cosmética é um artigo de luxo que cede perante os bens de primeira necessidade. E que perfumarias meio “à moda antiga” como a Marionnaud cada vez mais perdem perante os colossos de centro comercial que são a Sephora, a Perfumes & Companhia ou a Douglas.

Mas eu até fazia compras na Marionnaud. Ou faria, se tivessem produtos em stock. É claro que comprar mercadoria custa dinheiro, porque "para ganhar dinheiro é preciso gastar dinheiro". É por esse motivo que as empresa recorrem ao financiamento bancário, e também é verdade que hoje em dia os bancos implementaram regras muito mais estritas na concessão de financiamentos e dificultaram a vida a muitas empresas.

Infelizmente é muito fácil fazer juízos e atirar pedras em situações que são muito difíceis. Desconheço a actuação da gestão e os factos concretos do caso. Mas olhando para trás e pensando naqueles expositores vazios, percebo que esta era uma morte anunciada pelo simples motivo de que, se o produto não está à venda, as pessoas vão comprá-lo noutro sítio. Como já dizia o Bill Clinton: it's the economy, stupid.

a Zara a ir-me à carteira

Não podia ser mais a minha cara: um estampado gráfico em tons quase neutros que poderia ter saído de uma qualquer colecção da semana da moda de Nova York, que funciona tanto com pretos como com castanhos, em corte quimono e com mangas três quartos. Este só não virá comigo para casa se, por alguma crueldade do destino, se verificar que me assenta terrivelmente mal.

Blazer Quimono Combinado € 49,95 @ Zara

a problemática da calçada portuguesa

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou um documento intitulado Plano de Acessibilidade Pedonal que prevê a retirada da calçada portuguesa de algumas zonas da cidade e a sua substituição por pavimentos alternativos mais seguros. As zonas históricas / turísticas terão a calçada preservada. 

Previsivelmente, tenho metade do Facebook a aplaudir a medida e a outra metade a lamentar-se pela perda de um elemento arquitectónico essencial para a identidade de Lisboa. 

Querem adivinhar em que equipa estou? 

Eu respeito os defensores da calçada portuguesa mas antes que mais há que identificar uma falácia que normalmente envenena irremediavelmente esta discussão. Como tantas coisas na vida, há que diferenciar entre o ideal e o concreto; não é coisa nova e já o velhinho Platão o preconizava.

O ideal: a calçada portuguesa idealizada (a que passarei a referir-me como Calçada Portuguesa) é um mosaico impoluto de pedrinhas criando desenhos diversos. É lisinha, lisinha, boa para andar e feita com intenso cuidado e amor por artesãos com muitos anos de prática (recorde-se que existe em Lisboa uma Escola de Calceteiros que presta formação neste ofício). E conserva-se muito bem, como o provam as calçadas das ovais da Avenida da Liberdade que têm largas décadas.


O concreto: a calçada portuguesa real, aquela com a qual vivem uns bons 80% dos lisboetas (e vou referir-me a esta como “calçada portuguesa”) é uma tradução do conceito da Calçada Portuguesa projectado por Salvador Dali, porque ondula como os famosos relógios pintados por este senhor. É feita às três pancadas por operários sem formação, utilizando materiais de segunda. Desmancha-se em poucos anos, abre frestas, as pedras desalojam-se, e em casos especialmente perigosos começa a sofrer de um efeito de polimento que transforma qualquer ida à rua num desporto radical.


E por algum perverso destino, parece que quanto mais inclinada uma rua, mas polida é a calçada. Sorte infeliz numa cidade que foi amaldiçoada com uma geografia infernal de íngremes altos e baixos. Vão impingir a outro essas historinhas românticas das sete colinas. Não é por acaso que a minha cidade ideal é Manhattan, lisa como um espelho d'água e cruzada por ruas traçadas a papel quadriculado. Querem experimentar dizer aos novaiorquinos que a cidade deles não tem personalidade? Recomendo que o façam a uma distância segura que ainda apanham um calduço.

São as pessoas que fazem as cidades.

As vítimas da “calçada portuguesa” não são só as senhoras de saltos altos, meus caros. As vítimas da “calçada portuguesa” são todos os lisboetas e todos os visitantes desta cidade. São os idosos e as pessoas com problemas de mobilidade que se movem a custo como quem põe o pé em vara verde. São qualquer cidadão que sai à rua num dia de chuva e acaba a patinar pela rua fora.

Eu sou uma defensora e amante da Calçada Portuguesa mas sou ferozmente contra a “calçada portuguesa”. E há muito tempo que perdi a esperança de ver uma cidade pavimentada toda ela com Calçada Portuguesa executada com profissionalismo e qualidade, portanto vamos deixar-nos de fingimentos e assumir que isso é uma coisa do passado. Vamos também entender de uma vez por todas que preservar a identidade de uma cidade passa por criar condições para as pessoas que nela vivem, para que os espaços se mantenham dinâmicos e habitados por pessoas reais em vez de se transformarem num Portugal dos Pequeninos para turista ver.

Porque uma coisa é defender a tradição e outra coisa é impingir às pessoas um sucedâneo mal feito em nome dessa tradição. E por isso eu aplaudo o Plano de Acessibilidade Pedonal da cidade de Lisboa. Venham de lá esses pavimentos alternativos que eu tenho saltos altos para usar.

strawberry fields

Aquele casaco que eu encomendei pela loja online da Zara é uma história do além. Acontece que entre encomendar o casaco e recebê-lo, eu passei numa Zara que tinha o modelo e experimentei-o. Achei as mangas demasiado justas e desconfortáveis. Quando fui buscar a encomenda à loja já ia convencida que tinha de o devolver... vesti-o e assenta que nem uma luva. Mistério. 
Casaco Gola Chaminé € 59,95 @ Zara
E andava eu toda contente quando abro uma revista e encontro a campanha de Primavera/Verão da Chanel, que é toda ela um espanto:


Temos cor da estação? Parece-me que temos, e desta vez não cobiço o guarda-roupa da Blair Eadie porque eu própria já tenho um casaco rosa morango no armário:

@ Atlantic-Pacific
A Poppy Delevingne (percebi ao escrever esta entrada que andava há anos a ler mal o nome dela...) também fez uso da cor para combater o frio que se faz sentir na London Fashion Week...

@ Harper's Bazaar
E terminamos mais uma vez com Chanel, desta vez uma imagem da colecção de maquilhagem Primavera/Verão (ora aqui está uma marca coerente) que aposta em olhos neutros e lábios coloridos em... rosa morango. Que só por acaso é uma das minhas cores favoritas (mas confesso que estou é de olho no fuchsia).

Charlotte Tilbury

O lançamento do ano de 2013 foi certamente a linha de maquilhagem de Charlotte Tilbury, maquilhadora das estrelas e de mil e um desfiles e produções de moda, uma deusa ruiva obcecada por maquilhagem e capaz de usar quatro máscaras de pestanas diferentes para conseguir o efeito pretendido. Uma perfeccionista e padroeira das makeup addicts por esse mundo fora.

A marca Charlotte Tilbury encontra-se disponível para venda online no próprio website da marca (que de momento apenas envia para o Reino Unido), no Selfridges e no Net-a-Porter, que ambos enviam para Portugal mas com portes bastantes puxados. Mas felizmente umas duas vezes por ano o Net-a-Porter faz uma semana de portes grátis, e graças a uma dessas promoções vieram morar comigo, em Novembro passado, duas sombras em lápis e um batom. Uma vez que o Net-a-Porter está novamente a oferecer portes grátis esta semana, achei que seria uma boa altura para partilhar as minhas impressões sobre os produtos.


Em primeiro lugar o batom, na cor So Marilyn, um vermelho puro. Amor ao primeiro toque. Uma embalagem em ouro rosa, pesada na mão, de toque luxuoso e inspiração vintage. O batom é incrivelmente pigmentado, confortável de usar. A cor é acetinada e de longa duração. É um daqueles batons super fáceis de usar mesmo em cores muito pigmentadas. Resiste bem ao longo do dia e permite a reaplicação sem ficar melado como acontece como alguns batons. A textura ligeiramente cerosa torna-o resistente e creio que o poderia usar mesmo sem delineador de lábios. Ao fim do dia, não fica qualquer sensação de secura nos lábios como acontece com alguns batons de longa duração. A ter de compará-lo, creio que a textura dos Rouge G mais pigmentados (vem-me à mente o #23 Geisha) ou dos Diorific é o que tenho de mais semelhante.


Em seguida as sombras em lápis Colour Chameleon, que na altura do lançamento foram saudadas por meia blogosfera como a melhor invenção desde a roda. Quase todas as opiniões que li lhes gabavam a pigmentação e a longa duração. Escolhi duas, a Amber Haze e a Smoky Emerald. Em termos de pigmentação são realmente extraordinárias, como podem ver. Deslizam como manteiga mas é preciso uma mão rápida para esbater, porque em trinta segundos logo secam e fixam. Apesar disto, nas minha pele oleosa ainda assim precisam de um primer ou senão a meio do dia já acumulam na dobra das pálpebras. Neste campo, não se comparam às Ellis Faas que continuam a ser as sombras de maior duração que já usei. Entre isto e o facto de serem um pouco complicadas de esbater, acabo por não as usar tanto como gostaria.

Entre os dois produtos, preferi sem dúvida o batom que rapidamente se tornou num dos meus vermelhos de eleição. E aliás estou meio de olho noutra cor, um nude com o original nome de Bitch Perfect. A ver vamos.

Update: actualizado com mais uma fotografia do batom, pois claro! Parece-me que esta imagem está mais próxima ao tom que o swatch lá de cima, porque tudo o que seja luz artificial amarela-me irremediavelmente as fotos e esta já foi tirada hoje de manhã.

CTT 1 - 0 Autoridade Tributária


Bom, tenho de admitir que as coisas não são assim tão negras. Depois de escrever uma bela de uma reclamação ontem, hoje achei por bem relatar a história em pessoa ao carteiro que habitualmente faz as entregas no escritório. Nesta altura, e conforme cheguei a escrever nos comentários ali em baixo, eu estava convencida que o erro era provavelmente dos CTT uma vez que a troca aparentava ter ocorrido depois da encomenda sair da Alfândega. No entanto a nossa conversa fez-nos perceber que o erro foi mesmo da Alfândega, pelo que podemos todos retomar o hábito bem português de cascar no fisco.

O que é que aconteceu? Simples. Quando uma encomenda sai da Alfândega colam-lhe um envelope de plástico transparente e dentro do envelope metem a Declaração de Tráfego Postal. Alguém na Alfândega meteu a minha Declaração de Tráfego Postal dentro do plástico da encomenda errada. Como esta encomenda em particular era um pacote pequenino, a Declaração de Tráfego Postal tapou por completo o nome e morada da verdadeira destinatária. E aqui estamos.

Mas escrevo esta entrada porque estou especialmente impressionada com o que se passou a seguir. O carteiro ficou com o meu telefone e disse que ia relatar a situação ao respectivo chefe de serviço. E cerca de dez minutos depois recebi um telefonema a perguntar se podiam passar cá novamente para tentar resolver a situação. Mais quinze minutos e estava eu a falar pessoalmente com duas pessoas do serviço de supervisão da distribuição, que vieram ao escritório falar comigo, confirmaram que a troca ocorreu na Alfândega, e se prontificaram a fazer os possíveis para encontrar a minha encomenda.

Se esta é a forma mais simples e expedita de resolver o problema? Sem dúvida. Mas num país onde nos habituamos desde muito cedo à lassidão e incompetência de alguns serviços, ver pessoas a fazer o seu trabalho com simpatia, desembaraço e bom senso é algo que surpreende, e algo que merece o devido elogio.

Update: voltaram a ligar-me passada uma hora e já encontraram a minha encomenda. Dizem que em princípio a recebo na segunda-feira. CTT rulam, baby!

Eh pá, DESISTO

Portanto a história resumidamente é assim: em 11 de Novembro eu compro uma carteira vintage a uma menina do Etsy que mora em Decatur, na Geórgia, USA. Ela está doente e só a 25 de Novembro mete a encomenda no correio, com um número de registo da USPS. A encomenda vai de Decatur para Atlanta e de Atlanta para Nova York onde "desaparece" num centro de distribuição em Jamaica, Queens a 2 de Dezembro.

A meio de Janeiro a encomenda ainda não chegou e eu troco uns emails com a vendedora para saber se a encomenda se terá extraviado do lado de lá.

A 28 de Janeiro eu recebo um aviso de desalfandegamento e no mesmo dia envio por email a minha identificação e o recibo de compra, conforme solicitado. Entretanto verifico que foi dado à encomenda um número de registo nacional.

Vou verificando todos os dias na pesquisa de objectos dos CTT. A encomenda não se mexe desde o registo de "em trânsito na Alfândega" datado de dia 24 de Janeiro. No dia 5 de Fevereiro aparecem dois registos, "saída da Alfândega" seguido novamente de "em trânsito na Alfândega". A encomenda saiu para entrar outra vez? Não percebo.

Hoje chega o correio com uma nota de pagamento da AT. Por coincidência estou fora do escritório. A secretária lê-me os dados da Declaração de Tráfego Postal e eu reconheço os dados da minha encomenda. Pagam € 16,94 e recebem a encomenda por mim.


Eu chego ao escritório e está na minha secretária um pacote pouco maior que a minha mão. Este pacote dirige-se a uma pessoa que não tem o meu nome (nem nada que remotamente se confunda) e mora em Alte, que fiquei a saber, é no Algarve (eu estou em Lisboa). A encomenda diz que é um relógio e vem da Alemanha.

Ou seja: juntaram a Declaração de Tráfego Postal da minha encomenda com a encomenda física de outra pessoa.

Depois de esperar dez minutos para ser atendida no 707 26 26 26, até a senhora do outro lado da linha fica completamente embasbacada. Está aberto e fundamentado um processo de reclamação com fotos e tudo.

Eu faço compras online desde 1998 e já recebi coisas de quase todos os continentes. Sim, ocasionalmente pago taxas sobre artigos que vêm de fora da União Europeia e não me queixo. Nunca me aconteceu nada semelhante a isto, e se me contassem eu não teria acreditado. O nível de falhas sucessivas no sistema que permitem que uma coisa destas aconteça é simplesmente abismal:

1) Porque é que uma encomenda vinda da Alemanha, que é espaço comunitário, acabou no controlo aduaneiro? É uma violação das leis fiscais e do princípio comunitário da livre circulação de mercadorias.

2) Como é que ninguém percebe que o documento Declaração de Tráfego Postal não coincide com o item nem no destinatário, nem na origem, nem na descrição do artigo? 

3) E onde raio está a minha encomenda, já agora?

A senhora dos CTT disse-me que pelo número de registo, a minha encomenda ainda não foi entregue. Não me sinto especialmente reconfortada. Algures no Algarve está uma moça à espera de um relógio que está agora na minha gaveta, por abrir... e cujo número de registo demonstra que foi entregue em Lisboa (e foi) apesar de ter uma completíssima morada do Algarve.

É que eu gosto de ter um mínimo de ordem e lógica na minha vida, meus caros. Um mínimo. Isto é o caos, a anarquia. Se isto está assim, eu corro o risco de meter uma carta no correio para a Ana de Ponte de Lima e ela ser recebida pela Zélia de Olhão. Os fundamentos do Universo estão a desabar perante os nossos olhos.


É que vou deixar de fazer compras que venham por correio normal e restringir-me às lojas que enviam por transportadoras. Remédio santo.

a raiz da questão

Já aqui referi algumas vezes que para além de ser abundante e crescer muito, o meu cabelo ganhou brancas muito cedo, praticamente a partir dos vinte anos. Actualmente, diria que na zona da testa e têmporas o meu cabelo já deve ter uns bons 40% de cabelos brancos. Ora, em conjunto com o ritmo de crescimento rápido (ainda mais rápido graças ao Ecophane...) isto significa que por volta das cinco, seis semanas depois da coloração os meus cabelos brancos tornam-se subitamente visíveis na zona do risco, e eu lá aguento mais duas semanas até cortar e pintar de novo.

Há uns tempos andava a "passear" na feelunique.com quando vi este produto e fiquei curiosa. O Color Wow Root Cover Up é um pó que é aplicado nas raízes para cobrir os cabelos brancos, e que dá para remediar uma semana ou duas antes de ir à coloração. Após umas pesquisas online terem revelado opiniões geralmente positivas, aproveitei um vale que recebi em Dezembro para encomendar na cor castanho médio.


Acertei no tom, e há coisa de uma semana e tal, quando as raízes começaram a tornar-se algo visíveis, experimentei o produto pela primeira vez. A embalagem parece tal e qual uma sombra de olhos gigante, com um pincel de dois lados que é utilizado para aplicar o pó nas raízes. A aplicação é simples, não suja nem mancha. Já apanhei chuva e posso dizer também que não "escorre"! O único senão a apontar é que não dura bem os dois dias entre lavagens, e preciso de aplicar novamente no segundo dia.

Se bem que não cubra completamente nem "pinte" o cabelo, noto que isto efectivamente ajuda a camuflar os cabelos brancos. O pó parece neutralizar a capacidade de reflectir a luz que faz os cabelos brancos sobressaírem e como tal, dependendo da iluminação, as raízes quase que "desaparecem" à luz do dia, ou ficam menos visíveis sob luz artificial.


O Color Wow Root Cover Up é um produto caro: € 37 por uma embalagem com 3,1g de produto. No entanto e como podem ver pela minha embalagem, após cerca de dez utilizações o produto está quase intocado, pelo que deverá ainda durar bastante pois apenas preciso de usá-lo duas semanas em cada sete ou oito...


Eu bem que tentei tirar fotos "antes" e "depois" mas a falta de luz natural tornam o processo um bocado inglório. Deixo-vos um vídeo de demonstração feito pela marca que é bastante realista. Felizmente e ao contrário da "cobaia" deste vídeo só preciso de aplicar o produto numa secção de cinco a seis centímetros a partir da testa para trás, onde se concentram os meus cabelos brancos; admito que aplicar isto no risco todo já dá trabalho a mais...

desaparecidos em combate #9: Ecophane Comprimidos


Todos os anos é a mesma história. A patuxxa vai para a praia, a patuxxa volta da praia, o cabelo cai, a patuxxa entra em pânico e compra um suplemento. Em anos anteriores comprei o popular Inneov e nunca me impressionou especialmente. No Outono passado comprei um pack de três embalagens de Ecophane após ter lido sobre este produto num blog. Terá na sua composição sais minerais, vitaminas do complexo B, hidrolisado proteico de trigo e sésamo, e espirulina, tudo coisas que segundo a marca reforçam a fibra capilar e a produção de queratina. Não o conhecia, comprei, comecei a tomar, entretanto fiz uma pausa de umas semanas porque fiz outro suplemento e não gosto de misturar demasiadas coisas, e terminei a última embalagem já quase no fim de Janeiro.

O Ecophane toma-se dois comprimidos de cada vez, sendo a toma mínima recomendada de três meses (cada embalagem dá para um mês, daí ser comum a venda em packs de três). Ora tenho de confessar que sou péssima a avaliar duas coisas: suplementos e produtos de corpo. Eu uso, uso, mas não consigo descortinar se aquilo faz alguma coisa útil ou não. E bem sei que a queda da folha é normal após a praia, mas nem por isso deixo de apanhar um sustozinho todos os anos. Tenho a felicidade de ter um cabelo muito abundante e que cresce a boa velocidade, mas parece ter um ciclo de renovação muito rápido e por isso estou sempre a tirar cabelos do ralo da banheira (que bonita imagem); no Outono ainda fica pior e daí o meu susto anual.

Dito isto, tenho a nítida sensação que o Ecophane me pôs o cabelo a crescer ainda mais rápido que o costume, o que me brindou com umas belas raízes à mostra mais cedo que o normal. Não há bela sem senão. 

Por simpática coincidência, ao escrever esta entrada descobri que a Skin.pt tem o Ecophane em promoção por € 31,02 o tal pack de três embalagens, sendo que em Setembro comprei o meu na mesma loja por aproximadamente € 45. Tendo em conta que uma embalagem individual de 60 comprimidos anda à volta dos € 25 a promoção vale bem a pena. Atentando na minha opinião favorável, achei que devia aproveitar e prolongar a toma, pelo que comprei mais um pack. Afinal, se pensarmos que tanto o cabelo como as unhas são matéria biologicamente morta, fácil é de ver que tudo o que lhes fazemos pelo lado de fora poderá ter um efeito, mas será forçosamente um efeito cosmético; para reforçar a sério é preciso agir por dentro, no mecanismo de produção.

Update: entretanto chegaram as embalagens que eu comprei na Skin.pt e achei que seria útil publicar uma foto do rótulo com os componentes do produto, visto que é difícil encontrar esta informação online.

amor à primeira vista: Chanel Rouge Allure Velvet 44 La Diva

Direi antes: amor ao primeiro swatch. Já tinha visto algumas imagens deste fuchsia pela blogosfera fora, mas experimentá-lo ao vivo é qualquer coisa. A cor é muito intensa, mate aveludado, de base fria. Tinha-o comprado já hoje, não fosse o caso de estar a tentar usar um vale da Marionnaud antes que expire; se não recebem a colecção de Primavera-Verão da Chanel vou mas é à Perfumes & Cia.

desaparecidos em combate #8 | Clarins, Boots & Pai Skincare


E hoje temos mais três que foram para o lixo! Em primeiro lugar o Camellia & Rose Gentle Hydrating Cleanser da Pai Skincare, na embalagem de 200ml. Já aqui falei longamente do meu amor pela marca por isso poupo-vos a mais pieguices. Basta dizer que foi a segunda embalagem deste produto e não será a última. 

Embora a embalagem de 200ml saia mais barata que a embalagem de 100ml, tem o pequeno inconveniente de precisar de ser "esventrada" para retirar os últimos resquícios de produto no final, o que não acontece com a embalagem de 100ml (ambas funcionam com bombas de vácuo mas a embalagem de 200ml perde a força no final e deixa de conseguir puxar o produto). Porém a embalagem de 100ml custa € 30 o que dá € 0,30 por ml, e a embalagem de 200ml custa € 42 o que dá € 0,21 por ml, é portanto cerca de 30% mais barata. Vale a pena.


Em segundo lugar o creme Soothing Hand Cream da Boots Botanics, e aproveito o facto de dar a conhecer, para quem ainda não sabia, que a loja online da Boots já envia para Portugal, embora com um custo de £ 9,99. A linha Boots Botanics é uma linha desenvolvida pela Boots com extractos de plantas, e com a colaboração dos Reais Jardins Botânicos de Kew. Tenho a dizer que adorei todas as coisas que já usei desta linha, a saber: este creme de mãos, a máscara de argila e o óleo facial. Os preços são muito, muito simpáticos! O creme de mãos é hidratante e absorve rapidamente, tal como eu gosto.


Finalmente um hidratante da Clarins que recebi de brinde em embalagem de 100ml, numa compra que fiz na Feelunique.com. Estava guardado há uns tempos com a ideia que sendo mais pequeno era bom para levar em viagem, até que um dia me apeteceu gastá-lo. Posso dizer que é um dos melhores hidratantes corporais que já usei! É extremamente rico e hidratante, mas tem uma textura macia e cremosa que se aplica com a maior das facilidades. Tive pena de acabá-lo, até porque descobri que a embalagem de 200ml custa cerca de € 33... Eu até gosto imenso das Body Butters da Body Shop, mas tem dias em que não me apetece usá-las porque (a) ficam duras e difíceis de espalhar quando o tempo está frio e (b) os aromas são tão fortes que se sobrepõem aos perfumes que eu uso, chega a meio do dia e só cheiro a Body Butter e não ao perfume... no entanto confesso ter um stock razoável de Body Butter que vou ter de gastar!

Quality First Queen's Premium Mask


Tudo isto começa com a vontade de espreitar umas revistas asiáticas depois de ver as fotos que a Kate do Drivel About Frivol às vezes mostra no seu blog. Como todos sabem, o mercado da cosmética é gigantesco na Ásia e em conformidade a imprensa também. Pelo que entendi, no Japão existem três grandes revistas exclusivamente dedicadas à beleza e cosmética: a Biteki, a Maquia e a Voce. 

E aqui dizem-me: mas tu não falas japonês. Ao que eu respondo: bem, mas eu consigo seguir livros de moldes para costura japoneses. Compro-os na Retrosaria, e têm as instruções em desenhinhos passo-a-passo. Explicou-me um dia a Rosa Pomar que, devido ao facto de o japonês ser uma língua bastante complexa, torna-se difícil escrever instruções técnicas e por isso no Japão é muito comum o uso de diagramas de instruções. Com efeito, eu já tinha reparado que algumas das imagens das revistas que a Kate mostrava eram tutoriais ilustrados passo-a-passo e, na pior das hipóteses, sempre podia ver as fotos.

Então eu lá descubro um sítio nas internetes que envia para cá e passados cerca de um mês e meio chegaram as duas revistas que comprei, cada uma delas com cerca de um dedo de espessura e mais uma data de folhetos e brindes. Concretamente a Biteki de Janeiro traz uma caixinha curiosa que eu tratei logo de abrir:


As revistas portuguesas trazem sacos de praia de quinta categoria como brinde. As revistas japonesas trazem cosméticos. Vou chorar. Isto é um pacote com duas sheet mask da marca Quality First. As sheet mask são uma das novas modas na Ásia que em breve deve (re)aparecer por cá: são máscaras de uma espécie de gaze ou algodão fino que vem impregnado num sérum e se aplicam no rosto entre 10 a 20 minutos.

A minha pele fica um bocadinho temperamental no Inverno e ontem estava a sentir a pele algo desidratada e com uns cantinhos a escamar. Decidi experimentar uma máscara à noite, após fazer uma exfoliação suave. Mas em primeiro lugar fiz uma pesquisa adicional nas internetes para saber exactamente o que estava a colocar no rosto! Consegui descobrir uma loja online onde as imagens da Queen's Premium Mask indicam que o tempo de pose é de 10 a 15 minutos, e ainda uma lista completa de ingredientes: quase todos agentes hidratantes e/ou anti-inflamatórios. Eh lá, que isto foi feito de encomenda para mim!


As duas máscaras vêm numa embalagem metalizada e selada, com um fecho para voltar a selar após a abertura. Como podem ver, as máscaras estão mesmo totalmente impregnadas de produto e com algum jeitinho retirei uma delas, apliquei-a no rosto e fechei a embalagem. É muito simples e basta acertar com os buracos dos olhos, nariz e boca: poupo-vos à minha imagem com a máscara aplicada, que tem qualquer coisa de serial killer do cinema.

Passados 15 minutos, retirei a máscara, passei um algodão embebido em tónico para retirar o excesso de produto, e apliquei o Rosehip BioRegenerate Oil e o creme de olhos da Pai Skincare como sempre faço. Os resultados hoje de manhã: pele calma e hidratada. Desapareceu totalmente a sensação de desconforto que sentia ontem e não há peles secas à vista. Hoje usei apenas o Perfect Cover BB Cream da Missha com o pó Healthy Balance da Bourjois e noto a pele iluminada e com um ar muito natural e saudável. 

A primeira opinião foi portanto positiva... Sem dúvida que as sheet mask são uma categoria a investigar! Além de todo o resto parecem ser uma solução muito prática para levar em viagem, por exemplo.

coven


É algo surpreendente encontrar Blair Eadie, tão hábil em misturar cores e padrões, vestida de preto da cabeça aos pés. Será que ela também é fã de American Horror Story: Coven?

Blair Eadie @ Atlantic-Pacific

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