April showers bring May flowers


O provérbio anglo-saxónico é, ao menos, um pouco mais optimista que o nosso Abril, águas mil, não acham? Que isto a mim só me enerva porque uma pessoa nem sabe o que há-de vestir, apanha com as estações todas num só dia. Mas falando de flores, apaixonei-me por esta imagem do lookbook da Blanco, totalmente convencida que era uma camisa ou um vestido. Qual não é o meu espanto quando verifico que é... um trench coat! Estive quase a comprá-lo na loja online que esteve com 20% desconto, mas eu nunca sei o meu número na Blanco, e qualquer coisa me diz que seria preferível experimentar isto antes de comprar.

Trench Evasé Flores, € 55,99

coisas de que a patuxxa se lembra às tantas da noite


Comprei esta carteira em Setembro de 2012 na Accessorize. Foi amor à primeira vista, e apesar de ser um pouquito cara e nem sequer cabedal verdadeiro, trouxe-a comigo. Revelou-se uma muito boa compra. O seu tamanho, diversos bolsos e combinação de cores tornam-na uma carteira perfeita para usar em viagem. Cabem lá exactamente os artigos necessários, tem uma divisória atrás para o passe, não pesa demais, pode usar-se à frente do corpo para maior segurança, enfim, a perfeição.

Até que por esta altura do ano passado, levei a mão ao bolso da frente e fiquei com o enfeite do veado na mão.

E aqui se faz um interlúdio para geeks: hoje, e justamente hoje, eu até podia dizer que isto é um prenúncio dos destinos da Casa Baratheon n'A Guerra dos Tronos. Mas não vamos por aí...

Ainda fiz uma cuidadosa tentativa de voltar a colar o aplique com super cola, mas não durou mais que umas semanas. Guardei-a no armário com a ideia de pensar mais tarde no que fazer, e esqueci-me dela. Até que há umas semanas, quando estava a planear uma viagem próxima, me lembrei que esta carteira é a que dava mesmo jeito levar. E surgiu-me a ideia, ainda vaga, de tentar fixar ali outro aplique para esconder o sítio do outro (e de preferência sem ser colado).


Outro dia, e nem sequer estava a pensar nisto naquele momento, veio-me à cabeça a ideia perfeita: um alfinete. Usando um alfinete eu poderia fixá-lo de modo seguro à carteira, bastando que fosse do tamanho certo para esconder o sítio onde estava colada a cabeça de veado. E no momento seguinte eu soube qual iria usar: este alfinete comprado nos saldos da Uterque, que adoro mas raramente usava, representando o deus egípcio Hórus.


Se bem pensei, melhor o fiz. Após verificar que o alfinete condizia com a carteira e escondia na perfeição o encaixe, centrei-o com cuidado e usei o bico de uma tesoura para, com muita precisão, marcar o sítio onde a agulha do alfinete iria entrar e sair (certificando-me assim que ele ficava na posição exacta que eu queria). Depois foi só espetar o alfinete na carteira, devagarinho e com cautela, fechá-lo e pronto. Carteira novinha em folha e pronta a acompanhar-me de novo nas minhas viagens por esse mundo fora!

separados à nascença [nos trópicos]

Gosto de espreitar a sister (ou será melhor dizer brother) da Net-a-Porter, a loja de vestuário e acessórios masculinos Mr. Porter. A estética e linha editorial da Mr. Porter agradam-me bastante, e chego a cobiçar artigos de menswear que ponderaria comprar não fosse o caso de já os tamanhos de senhora frequentemente me ficarem enormes, quanto mais os de homem. É o caso desta T-shirt com estampado tropical da marca AMI, que eu achei um mimo.

Botanical Print Cotton Jersey T-Shirt AMI @ Mr. Porter € 85
E eis que há uns dias passava na Massimo Dutti quando tive a agradável surpresa de encontrar esta T-shirt de senhora em linho, impressa com umas ramagens mais modestas mas razoavelmente semelhante. Acresce que eu adoro, simplesmente adoro peças de Verão em linho, pelo que deitei logo a mão ao XS e veio comigo para casa. Tão confortável.

T-Shirt Linho Estampada € 27,95

desaparecidos em combate #13: Pai Skincare, Sisley, Malin+Goetz, The Body Shop


E hoje temos um pequeno ajuntamento, porque estas coisas são assim: passas meses sem acabar um produto e depois são três ou quatro de uma vez só. Em primeiro lugar temos o Rice Plant & Rosemary BioAffinity Tonic da Pai Skincare, do qual vos falei anteriormente ao escrever sobre a minha rotina da marca. É um tónico diferente por recorrer ao sistema de pulverizador, e apesar dos 50ml da embalagem parecerem pouco, a verdade é que durou tanto ou mais que os 30ml do hidratante. Voltaria a comprar, sem dúvida. Ainda não me apareceu um item desta marca que não me tenha impressionado.


Lágrimas pelo estertor final da minha adorada Masque Creme a La Rose Noire da Sisley... Falei-vos dela há muito tempo e nada tenho a acrescentar, adoro e sem dúvida recomprarei no futuro. Não é barata (esperem por uma promo de 20% ou troquem pontos acumulados) mas atenção, que dura imenso: creio que me deu cerca de uma centena de utilizações (quase dois anos, semanalmente mais coisa menos coisa). 


Comprei esta máscara ainda na extinta Zuneta.com; agora o sítio mais prático para adquirir a marca Malin+Goetz é mesmo a Laconicum aqui ao lado... Trata-se de uma máscara de limpeza e "oxigenação" bastante original, que nunca deu problemas à minha pele sensível. Ao aplicar parece um creme-gel espesso de cheiro a amêndoas. Depois começa a magia (e não é à toa que as nossas amigas da Laconicum lhe chamam a "mascara Peta-Zetas"). O creme começa a fazer umas "bolhinhas" que fazem umas cócegas super engraçadas, até se transformar numa espuma ao fim dos cinco minutos de pose. O melhor mesmo é verem este vídeo da marca:


Com vitaminas C, E e proteínas de soja, a Detox Face Mask é muito agradável de usar (para além do efeito dos seus componentes, as bolhinhas são uma espécie de "micro-massagem" muito relaxante) e deixa a pele suave e luminosa. Também já notei que após o uso desta máscara, os pontos negros ficam um pouco mais fáceis de extrair (desculpem a pouco agradável imagem...) 


Por último, o Coconut Shower Cream da The Body Shop em embalagem XL de 750ml. Gosto muito da linha de coco da TBS, mas vi-me à rasca para acabar este gel de banho: o aplicador de pump avariou-se ia o produto apenas a 1/3, obrigando-me a puxá-lo e empurrá-lo manualmente para obter produto. O que era suposto facilitar, empatava. Portanto não volto a comprar estas embalagens da TBS, podem ter a certeza...

sobre desilusões e surpresas agradáveis


Nos últimos anos tenho sentido um progressivo desinteresse pela imprensa de moda, tanto nacional como estrangeira, que se reflecte numa cada vez menor compra de revistas. Há uma combinação de factores que contribuem para isto, é certo, sendo o primeiro deles o facto de conseguirmos actualmente obter tanta informação por via digital.

Mas a verdade é que as próprias revistas parecem estar a ficar presas em determinados hábitos e maneirismos, e em vez de evoluir, andam para trás. Eu lembro-me do tempo em que a Elle francesa era uma revista interessante que valia a pena comprar, pelo menos quando fazia os especiais da estação - um de moda, um de beleza e um de acessórios. Ah, como eu adorava o especial de beleza! Aparentemente deixou de ser feito nos últimos anos. A revista parece ter cada vez menos conteúdo interessante.

E a Vogue? O desastre, é o que é. Houve uma fase em que ainda comprava com alguma regularidade a revista, sendo que a americana custava € 5,70 e pelo menos nas edições de Março e Setembro valia bem a pena. No entanto, de há dois anos para cá a distribuição de revistas estrangeiras em Portugal enlouqueceu... a Vogue americana passou de € 5,70 para cerca de € 11 (o último número de Setembro custou € 17,60, devem vendê-la ao peso), a Vogue Australia que custava cerca de € 11 passou para os € 20, a Allure tornou-se praticamente impossível de encontrar.

Ora, por estes preços compro livros.

(e já agora, um interlúdio para proferir IMPROPÉRIOS SORTIDOS contra a Amazon.co.uk que deixou de oferecer portes grátis para a Europa nas encomendas de valor superior a £ 25; se quiserem assinem a petição online criada por um simpático dinamarquês no Change.org, não sei se servirá para alguma coisa mas ao menos os senhores amazónicos ficam a saber que estamos chateados, pois com certeza)

E onde ia eu? Ah, livros. E revistas. Eu talvez vivesse com o aumento dos preços se a Vogue americana, que eu um dia amei, mantivesse a sua aura mítica. Mas parece-me que estamos a passar do ouro para o pechisbeque. Não tenho nada contra o Kanye West (gosto da música dele) e a Kim Kardashian, mas francamente, o que fez esta miúda na vida para conseguir uma capa da Vogue? Uma pessoa que casou de propósito para vender o exclusivo a uma revista e se divorciou 72 dias depois? Com licença, que a divina Naomi Campbell explica o que há de errado com isto, infinitamente melhor do que eu:


E concluo assim: há algo de muito errado quando a caricatura (a divina Meryl Streep como Miranda Priestly em O Diabo Veste Prada) ultrapassa o original (Anna Wintour) em originalidade. 

Já só compro o número de Setembro. E não me larga a sensação de estar a folhear um catálogo e não uma revista.

Faz falta uma passagem de testemunho? Bom, a Vogue Paris foi por aí com a saída de Carine Roitfeld, substituída por Emmanuele Alt um bocado à bruta depois de uma polémica sobre uma photoshoot com uma modelo de 12 anos. Eu não era fã do estilo, editorial e não só, de Roitfeld; e não o sou de Alt, que é uma espécie de Roitfeld-lite cruzada com parisienne clássica.

Sobre as revistas nacionais, quanto menos disser melhor. Lá as vou folheando em casa de família ou amigos, mas não sou fã. Sempre achei a Máxima uma revista com ares de "tia", a Vogue portuguesa foi uma desilusão e a Elle nos últimos meses cometeu uma espécie de suicídio editorial, ao mudar para um formato ligeiramente menor e passar a usar um papel que, desculpem-me lá, é bastante rasca para uma revista de moda que custa € 3,50. A Lux Woman custa € 2 e tem melhor papel, melhor aspecto e melhor conteúdo.

No meio desta franciscana pobreza, descobri em 2011 o projecto The Gentlewoman e desde então sou leitora inveterada desta revista diferente, original, cheia de conteúdo e pontos de vista interessantes e inesperados. Até fiz uma assinatura para evitar andar à caça da revista a cada seis meses!

Recentemente outra surpresa agradabilíssima foi a revista PORTER, criada pelo grupo Net-a-Porter. É um paradoxo fascinante, esta revista. Afinal, nenhuma outra teria tanto potencial para ser um mero catálogo de roupas e acessórios, certo? E no entanto... o primeiro número foi uma lufada de ar fresco. Há ali uma perspectiva nova, uma sobriedade, um olho para temas interessantes. Claro que há utilização e referência a peças disponíveis nas lojas do grupo (Net-a-Porter, Mr. Porter e The Outnet) mas achei tudo surpreendentemente subtil. 

Lembra-me a Câmara dos Lordes. Eu explico. Na faculdade, um professor de Ciência Política partilhou certo dia connosco a sua opinião sobre o sistema parlamentar inglês: que os Lordes, por não serem eleitos em sufrágio (herdam o lugar hereditariamente, ou são nomeados pelo monarca), tinham o potencial para ser mais democraticamente livres que os deputados eleitos para a Câmara dos Comuns, que tinham de fazer campanha, promessas, etc. e tal. A figura aplica-se perfeitamente à PORTER. Como já tem meio caminho andado na questão dos contactos com as marcas e venda de páginas de publicidade, como tem outro projecto lucrativo por trás (as lojas online), tem o potencial de dispor de maior liberdade editorial que as outras revistas, escravas da venda de páginas de publicidade...

E em jeito de conclusão não posso deixar de referir a GRANTA Portugal. Um projecto que ousou avançar em tempos particularmente complicados para a cultura, mas que eu considero uma revelação. É um misto de livro e revista, com um formato em série de contos à volta de um determinado tema para cada revista. Perfeita para ir lendo de forma descomplicada e surpreender-nos de mansinho.

aristocrazy (if I was a rich girl)

Adoro anéis. Uso-os pouco. Tenho mãos pequeníssimas, de dedos magros, que me dizem ter herdado da minha bisavó Joaquina que morreu muitos, muitos anos antes de eu nascer, era o meu avô uma criança. Só consigo comprar luvas de pele na Ulisses, e anéis na ourivesaria só se forem cortados ou feitos à medida. O meu anel de estimação de todos os dias foi inicialmente um anel de homem daqueles de usar no mindinho, que há muitos anos deixou de servir ao dono original e passou para mim, depois de uma passagem pelo ourives para substituir o monograma pelo meu. E uso-o no dedo médio!

E no entanto adoro anéis. E adoro-os daqueles grandes, anéis de sinete, de soberanos medievais, cachuchos como aquele diamante quase obsceno que o Richard Burton ofereceu à Liz Taylor. Raríssimos são os que encontro e me servem. E raríssimos ainda mais os que me servem e me assentam bem, porque qualquer coisa maiorzinha ocupa-me para aí metade do dedo e fica esquisito.

Mas se eu tivesse dedos para os pôr, não largava a loja da Aristocrazy que abriu há uns meses aqui em Lisboa. É que são todos eles a minha cara (e hoje falo só de anéis porque sim, mas a gama inteira é um sonho).

Coin Ring
Eagle Ring
Criss-Cross Ring
Snake Ring
Crocodile Ring
Big Ring with Studs and Pave
Feather Ring
Ring with Cross and Pave
Infinit Ring

...OK, confesso que este último veio comigo. Há tempos que procurava este modelo mas não queria bijutaria, porque os anéis são das coisas que mais depressa oxidam. E foi assim que fiquei a saber que mesmo na Aristocrazy sou o 9, o tamanho mais pequeno que eles fabricam... e parece-me que aqueles anéis maiores ali em cima nem sequer se fazem abaixo do 11 ou 13. Vida minha!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...