agarrem-se bem às carteiras


Nem parece que há crise. A ascensão (bem merecida) de Lisboa como destino turístico de primeira linha está a torná-la um apetecível local de negócio para os retalhistas da gama média-alta, em especial a Avenida da Liberdade onde desaguam todos os dias centenas de passageiros dos cruzeiros que passam pelo rio Tejo. Ainda assim, foi com genuíno espanto que li a notícia de uma possível abertura das Galeries Lafayette na Avenida da Liberdade, junto ao Hard Rock. Ora basta visitar o site das Galeries Lafayette e ver a lista de marcas representadas, para perceber que isto é uma coisa muito apetecível. Mas muito apetecível, mesmo.


Confirmada está ainda a abertura da primeira loja COS em Portugal, também na Avenida da Liberdade. Pertencente ao grupo da H&M, a COS caracteriza-se por preços e qualidade mais elevados, com um design muito minimalista e nórdico. A loja online já enviava para cá, porém pela minha experiência os moldes da COS são muito particulares pelo que nunca me atreveria a comprar uma peça sem a experimentar.

Em aberto continua a possibilidade de a Topshop abrir uma loja em Portugal, como chegou a ser noticiado no início deste ano; a verdade é que não há sinais da anunciada loja no Colombo nem confirmação expressa por parte da marca...

yo ho ho, a pirate's life for me

Não contentes com a quantidade de anéis pelos quais eu andava a suspirar, os senhores da Aristocrazy ainda foram fazer uma colecção especial A Guerra dos Tronos e claro que todos os anéis são lindos porém gigantescos, portanto nem pensar. Mas um dos trunfos desta marca reside em fazer com a mesma mestria tanto peças imponentes como peças delicadas, e na última visita trouxe comigo esta pequena e adorável caveira que é um mimo de tão perfeitinha. Como muitas peças da Aristocrazy existe em prata, banho de ouro amarelo ou banho de ouro rosa, permitindo-me satisfazer a minha recente obsessão por esta última cor...

Aristocrazy chain with 3-dimension skull € 69

vestir a personagem

Bom, não sei se os estilistas de Angelina Jolie e Elle Fanning combinaram com a produção do filme, mas que a coisa até resulta, resulta! Angelina compareceu à estreia do filme Maléfica com um vestido negro Versace de seda coberta de vinil, cuja textura e cor remetem para a personagem que interpreta neste filme. A completar, umas pulseiras Stella McCartney de ar bastante perigoso (eu se fosse ao Brad Pitt não me chegava muito a ela com aquilo nos braços).


Já Elle Fanning surpreendeu-me pela positiva com este Elie Saab de ar etéreo mas moderno e nada aborrecido, num lilás desmaiado lindíssimo perfeito para a Princesa Aurora. O filme Maléfica estreia em Portugal daqui a uma semana, dia 5 de Junho.

the red and the fuchsia

Por esta altura já devem ter percebido que batons em cores bem vibrantes são das minhas coisas favoritas. Ultimamente e com a tendência para os batons líquidos temos assistido ao lançamento de várias novidades bem interessantes e foi assim que me achei proprietária de um Rouge Edition Velvet da Bourjois e de um Dior Addict Fluid Stick!


São produtos completamente diferentes entre si, sendo que um é mate e o outro é glossy. Não contava comprar o Dior Addict Fluid Stick pois não sou especial fã de gloss, que geralmente acaba melado e a colar-se-me ao cabelo. E na verdade embora a Dior teime em chamar a este menino "the fluid lip hybrid" isto é um gloss, mas um gloss hiperpigmentado e com uma performance  XPTO. Mas enfim, era gloss, e apesar da Kate do Drivel About Frivol os ter adorado, eu não estava mesmo para aí virada. Sucede que um dia passei já tarde na Perfumes & Companhia, e lá estava o expositor com eles todos alinhados a fazer-me beicinho. Sabem quando olham para uma fila de batons e há uma cor que chama imediatamente por nós? Comigo foi a #753 Open Me, um vermelho alaranjado. Era dia de 20% (de € 31,65 fica em € 25,32) e ele veio logo comigo, estava destinado.

A primeira aplicação foi uma experiência curiosa. Com efeito, este produto tem ingredientes repulpantes daqueles que geram uma ligeira sensação de formigueiro na aplicação (que desaparece em 10 segundos), eu não estava avisada e portanto o contacto inicial foi "mas que raio é isto?!" Da primeira vez usei-o com lápis delineador e não gostei; a partir daí passei a usar menos produto e a aplicá-lo simplesmente com pincel. Dá um efeito glossy e pigmentado mas com uma transparência que o torna leve, e tendo em conta a textura este menino aguenta-se bastante tempo nos lábios sem sair do sítio, especialmente sem deslizar nas comissuras dos lábios.

É curioso que há coisa de dois anos eu andei uns meses louca à espera do Rouge Pur Couture Vernis à Lèvres da YSL, e depois comprei um, usei-o uns tempos e pu-lo de lado... Com efeito, apesar de ter igualmente boa duração, noto que ao fim de umas horas o Vernis à Lèvres começa a acumular-se de forma algo inestética, coisa que não sucede com o Fluid Stick. Este último vem a ser o que eu esperava do Vernis à Lèvres, mas melhor. Assim temos uma compra perfeitamente impulsiva que se veio a revelar uma surpresa muito agradável!

Bourjois Rouge Edition Velvet em cima, Dior Addict Fluid Stick em baixo

Já o Rouge Edition Velvet da Bourjois é mate, completamente mate, na linha do Opaque Rouge da Hourglass ou dos Matte Me da Sleek. A melhor comparação é mesmo com estes últimos, sendo certo que na minha opinião o Rouge Edition Velvet seca menos os lábios. Já sabem a história, visita à P&C, dia de 20% (de € 17,25 fica em € 13,80), e o resto são cantigas. Depois de alguma indecisão trouxe comigo o #05 Ole Flamingo, um fuchsia quente, mas creio que ainda volto pelo #03 Hot Pepper, outro vermelho alaranjado.

O produto aplica-se muito bem com pincel, sem necessidade de delineador. Inicialmente tem um efeito acetinado que ao fim de uns minutos seca e se torna mate aveludado. E não sai. Ao ponto de aguentar um dia inteiro sem desconforto e apenas com reaplicação após a refeição. Não fica seco nem em "placas" como alguns produtos mate e deixa uma stain brutal que ajuda a manter o efeito mesmo depois da maior parte ter saído no fim de uma refeição. É simplesmente maravilhoso.

"review": Pai Skincare Kukui Instant Brightening Collection


O problema dos produtos em edição limitada é que, entre o nosso limitado tempo para escrever por aqui, e as utilizações necessárias para formar uma opinião avalizada sobre o produto... ele esgota-se. Esta Instant Brightening Facial Limited Edition Kukui Collection da Pai Skincare fez parte de um conjunto de edições especiais feitas pela marca a pensar no Natal, e a modos que foi oferta de Natal para mim mesma. Comprei-a na Skinlife ao preço de € 35, o que é muito simpático se pensarmos que o exfoliante por si só custa € 24.


A Instant Brightening Collection vem numa caixinha toda catita e inclui um full size (50ml) do exfoliante Kukui & Jojoba Bead Skin Brightening Exfoliator e ainda, em edição especial limitada, um tamanho de 50ml de uma máscara purificante, a Kukui & Kaolin Brightening Mask. Traz também um dos costumeiros paninhos de limpeza em algodão orgânico que a marca inclui com todos os seus produtos de limpeza.


O exfoliante inclui pequenos grãos de jojoba numa base cremosa e espessa, algo peganhenta, que faz lembrar mel; a sensação no rosto é exactamente de estar a massajar mel na pele, as partículas exfoliantes são daquelas redondinhas e não abrasivas, pelo que não há qualquer irritação na pele. Recordo que todos, mas todos os produtos da Pai Skincare são elaborados a pensar em pele sensível, pelo que também este exfoliante se destina a purificar sem agredir a pele. Aplica-se no rosto limpo e seco e após alguns minutos de massagem deve ser retirado com água. Ao entrar em contacto com água o creme exfoliante transforma-se num líquido leitoso que se retira facilmente com a ajuda do paninho de algodão.

Em seguida e sobre o rosto limpo aplica-se a máscara purificante, que é uma máscara de argila daquelas que não secam nem repuxam, mantendo-se húmida ao fim do tempo de pose. Lembra-me a Masque Purifiant Doux da Nuxe, que também não seca. Isto facilita ainda a retirada da máscara ao fim do tempo de pose. O resultado é uma pele purificada sem agredir.


O único defeito que encontrei a este simpático conjunto é que a máscara de argila se gasta muito mais depressa que o exfoliante, devido às diferenças de aplicação entre os dois produtos; para o exfoliante bastam duas pumps enquanto para cobrir todo o rosto com uma camada fina da máscara de argila são precisas umas quatro ou cinco. O resultado é que ao escrever estas linhas já acabei a máscara e desconfio que o exfoliante ainda nem vai a meio! Mas ainda assim a minha opinião sobre ambos os produtos é muito positiva e após alguma pesquisa descobri que a loja online alemã Amazingy ainda tem o kit à venda, para quem esteja interessado.

Em jeito de remate volto a frisar que as partículas exfoliantes do Kukui & Jojoba Bead Skin Brightening Exfoliator são naturais, e não plástico, portanto degradam-se naturalmente no meio ambiente. Com efeito, descobri recentemente que as microesferas de plástico usadas em muitos produtos exfoliantes são um perigo sério para o meio ambiente, vão parar aos lagos e ao mar (porque são demasiado pequenas para serem filtradas nas estações de tratamento), são ingeridas pelos animais e envenenam toda a cadeia alimentar! Para obter mais informações poderão consultar o website Beat the Microbead - Campanha Internacional contra Plásticos em Cosméticos.

"review": mesoestetic anti-stress face mask


No âmbito da parceria com a e-beautycare (e que tem andado algo adormecida nos últimos meses, mas agora promete arrebitar) os senhores da loja ofereceram-me várias coisas para testar incluindo duas amostras da Anti-Stress Face Mask da Mesoestetic. Tendo em conta que cada uma me deu três utilizações, perfazendo um total de seis, já  seria o suficiente para formar uma opinião, mas tenho a confessar que isto foi mesmo amor à primeira utilização.

Com efeito, qualquer coisa chamada anti-stress já me dá logo vontade de perguntar se vem em frascos de litro! Nas duas primeiras utilizações usei esta máscara à noite como uma máscara hidratante leave-in, procedimento que sigo habitualmente com a minha finada Masque Creme à la Rose Noire da Sisley ou com a sua actual substituta, a Dragon's Blood Hyaluronic Mask da Rodial.

Sucede que me fui apercebendo que esta máscara da Mesoestetic tinha um efeito bastante diferente e mais imediato que as outras. A pele fica como que refrescada e repousada. Assim cheguei à conclusão que era um desperdício usar esta máscara antes de deitar e passei a usá-la de manhã ou antes de ocasiões especiais, quando acho que o rosto precisa de um reforço de luminosidade. Isto usado de manhã, naqueles dias em que acordamos a parecer um morto-vivo, até me faz sentir mais fresca e acordada. É mesmo muito agradável de usar. É rapidamente absorvida pela pele e ao fim dos 15 minutos de aplicação limito-me a passar um algodão com tónico para retirar o resto. A máscara não deixa qualquer resíduo e a pele fica pronta para uma aplicação perfeita da maquilhagem.

Já sabem que eu de química não percebo grande coisa mas aqui deixo os ingredientes da máscara a quem interessar. Creio que os extractos de calêndula, camomila, rosmaninho e aloe vera serão os principais responsáveis pelos resultados desta máscara (a marca também identifica uma coisa chamada Biosaccharide Gum-2 como princípio activo, mas eu não faço ideia do que isto seja).


No âmbito da parceria com a e-beautycare, a utilização dos links contidos na presente entrada ou na barra lateral dá acesso directo a um desconto de 5% em toda a loja online (este desconto é apenas visualizado após colocarem os produtos no carrinho de compras).

A presente entrada contém links de afiliação e os produtos mencionados foram oferecidos pela loja. A opinião aqui expressa baseia-se na experiência pessoal da autora relatada de forma imparcial e sem influência do parceiro.

desaparecidos em combate #14: ui, tantos!


E no espaço de cerca de um mês mais oito produtos se finaram, o que algo acima da média habitual. Para mais conto que mais dois ou três estão prestes a terminar, pelo que em breve teremos nova entrada desta rubrica. Ultimamente tenho tentado terminar alguns produtos que ficaram meio esquecidos na prateleira, o que talvez explique isto andar tão animado.

O Vinagre de Framboesa da Yves Rocher é um produto que se aplica depois da lavagem do cabelo, com o intuito de potenciar o brilho. Honestamente não senti resultados visíveis neste produto, pelo que não pretendo recomprar.

Já o duo de champô e amaciador Lemon + Sage veio para casa quando a Sephora descontinuou a Bliss e fez saldos. Nem o champô nem o amaciador me impressionaram, e aliás achei o champô daqueles que "lavam demais" e deixam o cabelo meio rebelde e difícil de trabalhar. Acabei por usá-los no ginásio e mesmo assim custou bastante a acabar os dois...

Se no sector dos cabelos temos duas desilusões, no sector unhas temos dois favoritos de sempre. Em primeiro lugar o dissolvente de verniz da Ecrinal, sem acetona nem parabenos, que se porta muito bem na remoção de qualquer tipo de verniz. Em segundo lugar o spray secante Mavadry da Mavala, que eu uso há anos.


No sector rosto temos mais quatro produtos terminados este mês. O Gel de Limpeza Tri-Activo da Vichy é um produto do qual já falei e que inicialmente me agradou bastante. Porém no Inverno de 2012-2013 a minha pele ficou mais sensível e deixei de conseguir usar o produto no rosto, devido aos grãos exfoliantes na composição do mesmo. No problem! Usei o resto no pescoço, ombros e decote.

O Fluide Dermo-Nettoyant Apaisant da linha Roséliane da Uriage veio de oferta com qualquer coisa que já não me recorda de todo. Como não sou grande fã de leites de limpeza deixei-o de lado uns valentes meses, até que me deu esta fúria de limpezas de Primavera e resolvi gastar a metade que restava na embalagem. Apesar das instruções dizerem que não precisa de passar água, eu retirava-o sempre com um paninho de limpeza húmido porque gosto da sensação. É um produto suave e agradável de usar, especialmente pela manhã.

A Eau de Beauté da Caudalie dispensa apresentações; este é o frasquinho que guardava na gaveta da secretária para refrescar no escritório. Então nestes dias de calor, é um mimo.

Finalmente, o tónico Source de Rose da By Terry também veio dos saldos da Sephora quando descontinuaram a marca. Tinha-o deixado a cerca de 2/3 e quando o voltei a usar, depois de ter terminado o meu tónico da Pai Skincare, fiquei com a sensação que me provocava vermelhidão. Após encontrar a composição do produto na internet e falar com a Sara do Make Down, concluímos que o problema eram provavelmente os filtros UV que se tinham degradado (e não, ninguém percebe a utilidade de colocar um SPF 15 num tónico, mas whatever). E como isto continuava a cheirar a rosas que é um mimo, usei o resto do tónico como splash corporal depois do banho e pronto. Digamos que foi uma aplicação da chamada lei da conversação das massas de Lavoisier: nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

aventuras na Expocosmética


Foi a minha primeira vez na Expocosmética. Acabei por não me inscrever como blogger e tinha a vida facilitada pelo facto de ter casinha no Porto; depois do que presenciei, e mais tendo em conta os relatos de terror relativamente à (des)organização do evento, antes prefiro andar por lá como comum mortal. Com efeito, o melhor de Sábado foi sem dúvida o convívio de meninas que organizámos espontâneamente: eu, a Ana do Coisas & Cenas, a Sara do Make Down, as irmãs Marlene e Diana do Pretty Exquisite, a Guida do Lazy Daisy, a Inês do Madame Turbante e a Ana Rita do Pindérica. Chegadas as meninas que vinham de Lisboa piquenicámos, conversámos, apanhámos sol e arzinho fresco, e assim retemperadas nos dirigimos aos pavilhões da Exponor para "atacar" a feira.

Não estava à espera de ver tanta gente; ainda mais surpreendida fiquei quando me disseram que Domingo e Segunda-feira (dia exclusivo a profissionais) são ainda piores. Eu não tinha propriamente uma lista de compras (o único produto que queria apanhar era mesmo o Flawless da Macadamia) mas levei orçamento para não me desgraçar, ultrapassei mas em pouco portanto o dano foi contido! As compras foram:

Da marca Macadamia comprei o Flawless no stand da SKPro, representantes portugueses da marca (que têm loja online mas é preciso registar-se como cliente para ver os preços). Descobri a Macadamia há uns meses e graças a simpáticas promoções no Lookfantastic e no Allbeauty fiz um belo stock  de produtos da marca. Prefiro o óleo deles ao Moroccanoil e gosto muito do champô e da máscara intensiva. Sucede que este Flawless, que é uma espécie de champô seco que não é bem seco e a marca descreve como um 6-in-1 cleansing conditioner, vem em aerossol. E portanto graças às malfadadas regras de segurança do transporte aéreo, das duas uma; ou não enviam para Portugal, ou o preço é estupidamente caro (a sério, isto custa € 19 na SKPro e na Feelunique custa € 28!). 

Infelizmente nem prestei tanta atenção como gostaria ao resto dos produtos da SKPro porque a fila para pagar estava enorme devido à lentidão do sistema. Ainda passei uns bons dez minutos a rever mentalmente um episódio da Mixórdia enquanto uma senhora atrás de mim com uma caixa debaixo do braço espetava constantemente a dita caixa nas minhas costelas.

Da marca Superfacialist trouxe o Neroli Daily Brightening Cleanser e o Vitamin C Overnight Radiance Capsules no stand dos senhores da Kitchen Makeup. Creio que não posso descrever o êxtase que todas nós sentimos ao ver um cartaz com a indicação "leve 3 pague 2" a coroar as prateleiras deste stand. Depois dos momentos iniciais de loucura lá nos acalmámos e eu rachei o desconto com a Sara, eu trouxe estes dois produtos e ela mais um. Entretanto já experimentei o cleanser e a primeira impressão foi muito boa.

Bloggers reagindo ao "leve 3 pague 2" da Kitchen
Na Peggy Sage comprei um mini verniz na cor Pauline, um azul alilasado. Fiquei algo desiludida porque não tinham a Divinicils no stand da Peggy Sage (adoro esta máscara, o aplicador em pente deixa as pestanas perfeitinhas) e quase que saía de lá sem nada quando os meus olhos pousaram no expositor dos vernizes e se fixaram nesta cor. Em mais cores até, confesso, mas como não conheço os vernizes da marca achei melhor trazer só um para experimentar...

Finalmente, na Da Vinci comprei o pincel 9775, um pincel gordinho algo semelhante ao flat top da Shiseido, mas com o topo arredondado, indicado para a aplicação de base e corrector. Nunca tinha ouvido falar desta marca e foi quase por acaso que encontrámos o stand, a um canto do Pavilhão 2. Tratava-se exactamente da representação oficial em Portugal de uma marca alemã, que começou por fazer pincéis artísticos e lançou recentemente uma linha de pincéis de maquilhagem. Foi amor à primeira vista, pena que os preços sejam puxaditos; mas a verdade é que já dei mais dinheiro por pincéis, e quando peguei no 9775 foi como se aquele cabo gordito tivesse sido feito de propósito para se ajustar à minha mão.

Para além das comprinhas houve direito a simpáticas ofertas por parte de várias marcas e representações presentes no evento. Da Carlos Santos veio uma bolsa de praia catita, uma miniatura de Uniq One da Revlon e um leque; da Collove vieram um porta-chaves fofinho e umas leggings que são tamanho L quando eu uso S mas talvez tenham aproveitamento; da Oleoban umas amostras simpáticas, e ainda do stand da Kitchen Makeup veio o novo CC Cream da Beauty UK na cor 30 Biscuit. E sabem que mais? Não só é exactamente a minha cor como já o usei ontem e hoje e gostei imenso! Tem uma boa cobertura, ar natural, espalha-se bem e praticamente não se sente no rosto. Acho que está encontrado um dos primeiros favoritos do Verão 2014.

Infelizmente nem todas as marcas tiveram a simpatia das acima referidas, e antes acabaram por involuntariamente dar um espectáculo de como não se gere a imagem num evento destes. A menina dos vernizes Andreia primeiro perguntou ao grupo se éramos bloggers, para numa segunda ronda perguntar quem é que estava inscrito como blogger e passou a ignorar quem não estava; que eu saiba não é preciso tirar carteira profissional para fazer isto, e olhem que eu leio o Diário da República todos os dias. Já na Mesoestetic, esses nem às meninas inscritas deram vazão porque tinham uma misteriosa lista para aí com dez nomes que seriam as únicas com direito a ofertas. Ficamos portanto a saber que na Expocosmética se pratica uma hierarquia que é mais ou menos assim: 1) bloggers VIP, 2) bloggers inscritas e 3) o resto. 

Claro que tudo isto empalidece ao pé do que passaram as meninas de Lisboa no autocarro de regresso à capital; há que dizê-lo, mesmo num país onde infelizmente nos habituámos a baixos padrões, isto desce muito, muito baixo. E não se percebe que dêem estatuto VIP a criaturas que passaram por mim duas ou três vezes com o arzinho mais aborrecido do mundo e nem sequer um saquinho de compras, quando tanta menina andava por ali a dar gritinhos de alegria com pigmentos, vernizes, batons e glitter de todas as cores do arco-íris. 

Nina Garcia says it all
Entendam que isto não é um lamento, mas uma constatação, porque eu não tenho vocação para Calimero. Há muito que percebi como certas coisas funcionam e não tenho esperança que mudem. Também não esperem que eu mude para ser popular. Podem fazer o que quiserem, que eu não faço vida disto e é um hobby. Escrevo o que me apetece e quando me apetece, e não ando a correr atrás das marcas a pedinchar coisas. Graças a este modesto estaminé tive a felicidade de conhecer pessoas maravilhosas e inteligentes com quem conviver é uma felicidade, um privilégio e uma verdadeira aprendizagem. E se pude ajudar ou trazer alegria a alguém com os meus escritos, experiências e desabafos, isso sim tem toda a importância para mim.

as comprinhas de Paris

Apesar de uns pingos de chuva, os dias passados em Paris foram curtos e preenchidos com belas exposições, boa comida e improváveis encontros com a cultura portuguesa além-fronteiras (pastelarias francesas a servir pastéis de nata a preços absurdos e bares em St. Germain-des-Près a tocar Emanuel). Dêem-me um passeio à beira do Sena e eu serei feliz.


Porque nem só de cosméticos vive a mulher, e os livres de poche franceses são obscenamente baratos. Além de que são o tamanho perfeito para trazer na carteira. Para além das livrarias ao longo do Blvd. Saint-Germain recomendam-se os bouquinistes, os alfarrabistas que fazem o seu negócio nas margens do Sena.


O espólio da Citypharma. Por esta altura, a mítica parafarmácia dos preços baratos e variedade incrível dispensa apresentações. Descrevi-a a uma amiga como "cruzamento entre uma parafarmácia, um supermercado e a oficina do Pai Natal", ao que tenho apenas a acrescentar que esse supermercado é o Pingo Doce no dia da lendária promoção do 1 de Maio. E com efeito, para roubar o título de uma das mais hilariantes Mixórdias de que há memória, "adquirir produtos à bruta" é também uma boa descrição para a Citypharma. Desde que a loja começou a ser falada na blogosfera, fazer lá compras é uma verdadeira loucura, com dezenas de pessoas em todos os corredores e produtos que esgotam e são repostos todos os dias (o Phisiogel A.I. estava esgotado, por exemplo). Se não posso ganhar o Euromilhões, dêem-me o que a Citypharma factura num dia e eu já fico contente. Posto isto, as compras que já iam perfeitamente planeadas são:

Time-Filler Eyes da Laboratoires Filorga. É um lançamento recente (aliás estava nas montras da loja) que tenho debaixo de olho desde que li a review no blog Mostly Sunny. A Filorga é uma marca que descobri muito recentemente quando a Bola de Sabão me deu a descobrir o Hydra-Filler (que também se recomenda vivamente), mas que me parece muito interessante. E isto vem mesmo a calhar porque o meu creme de olhos não dura nem mais uma semana.

Hydrabio Sérum da Bioderma. A linha Hydrabio não se vende por cá. Como o nome indica, tem ênfase na hidratação. Fiquei curiosa sobre este sérum desde que a Make Down o mostrou e vou ver se o consigo usar de manhã quando se acabar o meu sérum actual da Caudalie.

Durcisseur Extra Fort pour Ongles da Herôme. Facto extraordinário: eu, que costumo inspeccionar os talões de compras como uma ave de rapina em busca de presa, só hoje me apercebi que a menina da caixa na Citypharma se esqueceu de registar isto na conta, portanto veio de brinde!!! A Herôme é uma marca holandesa especializada em produtos para mãos e unhas, e este endurecedor tem estatuto mítico desde que a Vic Ceridono lhe teceu rasgados elogios. Tem ainda o selo de aprovação da minha querida Make Down! E bem que preciso disto, porque desde aquela manicure infernal na Beauty Boutique que as minhas unhas se andam constantemente a partir devido ao "removedor de cutículas" que me aplicaram. Só preciso de ganhar coragem para andar duas semanas sem verniz enquanto faço o tratamento!

Soin Multi-Reparation da CicaBiafine. Por cá apenas conhecemos o creme contra as queimaduras e irritações (que tem sido o meu salvador para evitar vermelhidões e borbulhas após a depilação do buço), mas lá fora a Biafine tem uma linha completa de cuidados da pele. Este creminho tem ácido hialurónico, zinco, alantoína e D-pantenol e segundo a marca destina-se a hidratar, reparar e apaziguar a pele irritada. Pareceu-me uma boa opção para substituir o meu Cicalfate da Avène que está no fim.

Serozinc da La Roche-Posay. Já falei dele aqui. O estatuto mítico deste produto comprova-se pelo facto de estar quase esgotado no dia em que estive na Citypharma. O meu agradecimento à D. por me ter tirado duas latas da prateleira de cima, que eu sou um hobbit e não chegava lá.

Deodorant Mineral Fraicheur Thé Vert da Laino. Esqueci-me do desodorizante e comprei este simplesmente porque achei graça ao cheirinho a chá verde. Vai-se a ver e é todo natural, sem parabenos, etc. e tal. É muito agradável especialmente agora no tempo quente!

Éclat du Regard Soin Fraîcheur Défátigant Express da Embryolisse. Bem, trouxe isto um bocado sem saber o que faz mas parece-me muito semelhante a um hidratante em stick da Vichy que eu usei há uns anos (creio que entretanto foi descontinuado) e que era uma maravilha de usar no Verão.

Entretanto e no último dia descobrimos  uma farmácia mais pequena que fica perto do cruzamento Blvd. St. Germain com Blvd. St. Michel e que também tem preços muito simpáticos, sendo bem mais calminha que a Citypharma: é a Pharmacie Bader e fica nos números 10-12 do Boulevard Saint-Michel. Ali comprei ainda o novo protector solar com cor Capital Soleil BB Emulsion Toucher Sec SPF 50 da Vichy. Já o tinha visto em Portugal à venda por € 17,90 e aqui ficou-me por € 12,90. Gosto muito destes solares recentes da Vichy e especialmente desta linha "toque seco" que funciona muito bem como protector do dia-a-dia.

Trouxe ainda da Sephora (e sim, resisti com heroísmo aos balcões da By Terry, da Marc Jacobs e outros que tais) o Les Beiges da Chanel na cor #20, que cá não está à venda. Ora no ano passado eu constatei que a #10 era muito clara e a #30 muito escura, e ao perceber que faltavam cores deduzi rapidamente que a minha seria a #20. E foi uma dedução da qual Sherlock Holmes se poderia orgulhar, porque 100% correcta.

Na Colette comprei um batom da Uslu Airlines que se chama Lisboa (porque não imagino melhor razão para comprar um batom).

Do duty free trouxe o novo Acqua Allegoria Limón Verde da Guerlain. Tenho a dizer que o duty free de Orly (pelo menos da porta 10 do terminal oeste) é bastante fraquinho e apenas está bem servido de Chanel (o Les Beiges lá era € 10 mais barato, se eu soubesse...), Dior e Guerlain. De resto maquilhagem não há mais nada, cremes há Clarins, e depois há a variedade usual de perfumes.


Eu ainda sou do tempo em que havia Kookai em Portugal, pequeninos e pequeninas. Lá matei saudades da marca com uma camisolinha de malha decorada com renda nos ombros e lados, num irresistível bleu myosotis. E houve chocolates.


O duty free era tão fraquinho que a papelaria não tinha nem a Elle nem a Vogue francesas! Sacrilégio! No entanto e como o voo se atrasou acabei por comprar esta revistinha que se revelou muito interessante. 


Finalmente, mais uma comprinha programada: a carteira Naples na cor Plum da marca Brontibay Paris. A Brontibay é uma marca francesa que se distingue pelas suas carteiras em tecido acetinado ou em cabedal muito macio, sempre com formas simples e práticas. A loja online envia para todo o mundo, mas apenas oferece os portes a partir dos € 200 em compras. Já tinha escolhido esta carteira e a respectiva cor, foi só chegar à loja e pedir. Acabei por trazer também um pequenino porta-moedas em tecido Liberty a combinar, depois de os ver expostos na loja. Ao vivo é um bocadinho mais arroxeada que a foto da loja online, mas ainda gosto mais dela assim e é uma carteira leve e prática, com diversos compartimentos interiores.

it's that time of the year again: the met ball [part 2]


Não sou especialmente fã do casal Knowles-Carter; vou gostando de uma música aqui, outra ali. No entanto há que reconhecer o talento de ambos para o showbiz (e tanto para o show como para o biz, o que é qualquer coisa). À partida este Givenchy da Beyoncé seria demasiado dramático e demasiado transparente para as minhas preferências, mas ela consegue fazê-lo resultar.


Digamos que a estética disto nada tem a ver com Charles James mas como já vimos ontem, Beyoncé não foi a única pecadora. Eu confesso que ela marca pontos só pelo véu (ora aí está um acessório que podia fazer um comeback...) E adoro o batom vermelho bem escuro, que lhe fica perfeito.


Como eu disse: transparências a mais. Este vestido para ser perfeito precisava de umas camadas de cobertura e duvido muito que resultasse noutra pessoa qualquer. Mas Beyoncé é Beyoncé. E para mais é inegável a química que une este casal.


Por alguma razão lhe chamam Queen Bey!

os eucaliptos

Imagem © Fiona Donald @ Flickr
Já comprei mais DVD e música do que compro hoje, mas regra geral compro muitos DVD, música e livros. E quase desde os primórdios da internet que compro online, porque a variedade é infinitamente maior e os preços frequentemente mais simpáticos. Se nos livros sempre fui bastante fiel à Amazon, no caso dos DVD já comprei em imensas lojas, várias das quais já não existem. Lembro-me da CD Wow, que enviava a partir de Hong Kong com portes grátis por um método qualquer que evitava sempre a Alfândega, até ao dia em que passou para nova gerência e se acabou o maná; da Axel Music, uma loja dinamarquesa que vendia montes de edições americanas; e da Play.com, cujo stock era algo sofrível mas cujos portes sempre grátis ajudavam muito porque podia comprar DVD um a um em vez de "empilhar" até atingir os £25 como depois passei a fazer na Amazon. E muito recentemente descobri a Zavvi.com que também era inglesa e fazia portes grátis. Ali comprei exactamente dois DVD em dois meses... até que um dia tentei fazer uma pré-encomenda e me disseram que a loja tinha deixado de enviar para Portugal! Entre estas e a também desaparecida Dvd.co.uk deixei bastantes euros e libras e enchi as minhas estantes. E entretanto todas estas lojas foram à vida com excepção da Zavvi.com que deixou de entregar em Portugal.

O que aconteceu? Algo que facilmente se nota pela minha order history na Play.com - ainda existe mas transformou-se em mercado tipo eBay, que não me parece nada fiável. Imensas encomendas entre 2009 e 2011 e de repente tudo pára. E tudo pára porque por estas alturas a Amazon.co.uk lançou a Super Saver Delivery para a Europa, que é como quem diz, portes grátis para todas as encomendas de valor superior a £25. Obviamente que passei a comprar quase tudo na Amazon.co.uk agrupando as minhas compras para as encomendas chegaram ao limiar dos portes grátis. E parece-me claro que uns bons 90% dos restantes clientes habituais do comércio online fizeram o mesmo.

Assim alegremente a Amazon.co.uk secou toda a paisagem das lojas online europeias, em especial no segmento dos DVD e música, qual eucalipto no deserto. 

E depois de arrasar com a competição o que faz a Amazon.co.uk? Tira a chucha ao bebé e acaba-se a Super Saver Delivery para a Europa. Maquiavélico.

Citando Bill Clinton poderiámos agora dizer: it's the economy, stupid. Mas o que eu queria mesmo era encontrar mais lojas que vendessem estas coisas para cá a preços simpáticos, i.e. com portes mais baratos que a Amazon.co.uk.

it's that time of the year again: the met ball 2014 [part 1]

Então diz que o tema do Met Ball este ano foi a homenagem ao costureiro Charles James. E uma simples pesquisa no Google dá-nos a saber que a estética de Charles James se faz sobretudo em vestidos de gala clássicos, estruturados, com corpetes impecavelmente ajustados e grandes saias de baile ou caudas. Isto explica a profusão de vestidos Oscar de la Renta e Zac Posen no tapete vermelho, se bem que como habitual muita gente se desviou do tema com resultados mais ou menos felizes. Direi que não foi tão mau como 2012 mas ainda há vários desastres que eu me abstenho de partilhar nesta página para não tripudiar sobre a desgraça alheia. Porquê, Kate Upton? Porquê? 

Kirsten Dunst, para grande inveja minha, usou um vestido Rodarte pelo qual me apaixonei à primeira vista, mas não parece muito entusiasmada com isso. Acho que o excesso de sombra escura nos olhos lhe dá um ar estranho. Manas Mulleavy, continuo a querer o vestido, tá? Dêem-me um toque!


E falando em manas, Mary-Kate e Ashley Olsen melhoraram bastante desde a última vez que uma mana Olsen apareceu neste estaminé, que foi exactamente por referência ao Met de 2012 e onde tive oportunidade de partilhar que os trapitos de Mary-Kate eram realmente medonhos. Desta vez posso dizer que gostei e sei que Mary-Kate usa Ferrè e Ashley usa Chanel, tudo vintage. Só não sei qual é qual que elas são mesmo diabolicamente parecidas, e aliás se repararem bem a mana mainova Elizabeth tem o rosto igualzinho só que o cabelo dela é mais escuro.

Update: descobri! A mana Ashley está à esquerda e usa Chanel, a mana Mary-Kate está à direita e usa Ferrè. E já agora o Chanel da Ashley é muito mais bonito se visto com a luz adequada.


Emma Stone usa um vestido Thakoon, sandálias Miu Miu e uma clutch da Tod's. É assim que se usa um vestidinho cor-de-rosa sem ser aborrecida! Mas quem quer lá saber destas coisas quando ela e o Andrew Garfield fazem um casal tão fofo? E eu nem sou especial fã dos novos filmes do Homem-Aranha, mas que estes dois têm química, sem dúvida que têm.


E terminamos com Benedict Cumberbatch, porque sim (update: o fatinho é Tom Ford).

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