I am the Swan Queen

A única máscara que tive da Lancôme foi uma Fatale azul marinho comprada nos saldos há um par de anos. Por incrível que pareça, nunca experimentei a afamada Hypnôse e no segmento mais caro sempre fui fiel à Chanel (a bela e fiável Inimitable) e à Dior (a Diorshow Extase continua a ser a minha máscara de sonho). Mas sucede que a Lancôme acaba de lançar...


A embalagem não está torta. É mesmo assim. Eis a nova Hypnôse Grandiôse da Lancôme, com uma escova curva patenteada baptizada de Swan Neck©, ou seja, pescoço de cisne. Já está à venda na Feelunique e em breve deve aparecer por cá. A ideia é que a curva no aplicador ajuda a chegar aos cantos e permite manobrar melhor a escova e distribuir melhor o produto pelas pestanas. Eu só sei que quando me falam em cisnes, eu penso logo nisto:


A ver se a Lancôme faz de mim uma Swan Queen (menos a parte do surto psicótico).

sim, mais um blusão de cabedal

Quem já me lê há uns tempos é capaz de ter reparado que eu tenho uma certa obsessão por casacos de cabedal. É uma obsessão infelizmente cara, porque o preço médio de um casaquito nas Zaras, Massimo Duttis, Mangos e outras que tais já anda nos € 150 a € 200. Longe vão os primeiros anos da Bershka (como é lindo um casaco de camurça com um estampado floral que comprei há anos por cerca de € 50) e da Blanco (que nos seus primeiros anos tinha cabedais lindíssimos a preços muito bons); e os nossos amigos da Massimo Dutti não têm problema nenhum em vender blusões de cabedal a € 300 ou mais, que eu visito regularmente para acariciar mas nem nos saldos os compro (que também voam do cabide, os malditos).

Posto isto, tenho a dizer que não entrava numa Stradivarius há anos (e já vão perceber o que tem uma coisa a ver com a outra). Achava a loja um bocado confusa em termos de arrumação, muito escura e frequentemente com música aos berros que me feria os ouvidos (o mesmo vale para a Bershka). Ora sucede que as lojas Inditex do Vasco da Gama andaram numa espécie de "dança das cadeiras" e a Stradivarius mudou de sítio (creio que para onde antigamente ficava a Quebramar) e tem uma decoração nova toda em branco cru, muito arejada e boho chic. Gostei. Visitei-a há um par de meses e fiquei meio encantada por uma carteira cesta (que acabei por não comprar pois já possuía um modelo parecido), e ontem passei por lá para ir à Sephora e acabei por entrar na loja, onde encontrei:


O blusão de cabedal oxblood / bordeaux / vermelho escuro / chamem-lhe o que quiserem dos meus sonhos, macio, macio, lindo. A uns míseros € 89,95. A sério. Há mais cores, olhem para o pormenor das costas que eu achei especialmente delicioso:


E a qualidade não fica assim atrás dos casacos de € 300 da Massimo Dutti, leitores. Ah, não. Claro que agora tem de ir a arranjar para cortar quase um palmo às mangas, que eu tenho proporções de hobbit; mas também dificilmente o usaria antes de Setembro... Foi uma surpresa muito agradável e económica encontrar este blusão, e estou a ver que terei de visitar a Stradivarius mais vezes nos próximos tempos...

SHUT UP AND TAKE MY MONEY!


Andava eu a espreitar os segundos e terceiros saldos da Purificacion Garcia, sem que nada me enchesse o olho, quando já à saída da loja dei com uma carteira (ah, porquê uma carteira, que elas não entram em saldo!) que era a minha cara. Modelo shopping bag simples, pêlo com impressão padrão tigre com base preta, alças finas. Olhei-a de relance e nem lhe vi o preço, que isto as tentações evitam-se, não se alimentam (pensava eu ingenuamente).


Entretanto cheguei ao escritório e fui à loja online procurar uma imagem para guardar no meu Pinterest (onde o board de carteiras é claramente o mais recheado...) e qual não é o meu espanto ao verificar que na internet a carteira só aparece em leopardo. Tigre, nem vê-lo.

Será que alucinei?

Passei lá no dia seguinte e confirmava-se, a carteira era padrão tigre e eu (ainda) não estava (totalmente) louca. Mas quando percebi que aquele padrão específico podia ser difícil de encontrar (e que ainda por cima a carteira até tinha um preço razoável, tendo em conta a média da marca), instalou-se em mim um estado de ansiedade.  Camões podia tê-lo definido (falando de outras coisas, eu sei) como um não sei quê, que nasce não sei onde; vem não sei como; e dói não sei porquê (dói na carteira, mas isso é depois...) Mas eu sou uma moça do século XXI e o que define melhor este estado é mesmo um meme do Futurama:


Shut up and take my money! Aquele desejo compulsivo, incontrolado, de comprar um determinado objecto. A carteira. O batom. A caixa de DVD edição limitada com brinde da tua série favorita. O novo volume acabadinho de sair d'A Guerra dos Tronos onde se finalmente vai revelar o mistério do... OK, já perceberam.

Eu ainda resisti uns dias. Aliás isto ainda teve direito a um episódio caricato no stand da marca no El Corte Inglès, com eu a pedir o tigre, a menina a trazer-me o leopardo, e quando eu expliquei melhor ela disse "ah mas isso é zebra" e traz-me do armazém uma carteira que eu tive cinco minutos no braço, mas embirrei que o padrão estava mal impresso no pêlo e ganhei coragem para a deixar lá. Claro que isto me deixou ainda mais ansiosa de comprar aquela carteira que estava em exposição na loja com um padrão perfeito, perfeito, e bem, não preciso de dizer como é que isto acabou, pois não?


Só fiquei cismada com a história da zebra, porque para mim isto só é zebra se a criatura andou a aplicar autobronzeador. Ou será sugestão psicológica, por simpatizar mais com gatos predadores que com pacatos herbívoros? Digam de vossa justiça...
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