desaparecidos em combate #17: a (mui extensa) edição de fim de ano


Começamos sem demora, por mais um produto que foi uma desilusão: o desmaquilhante Ultra Bland da Lush. Convenhamos: actualmente estou rendida aos bálsamos desmaquilhantes, mas isto é quase impossível de retirar da cara em condições, o que o torna um no no para a minha pele (ainda) atreita a imperfeições. Rançou e foi para o lixo, fim da história.

Muito diferente é o caso do Take the Day Off Cleansing Balm da Clinique. É a segunda embalagem que gasto e tive a sorte de comprar ambas em saldo, e ainda antes da blogger Caroline Hirons dar o seu selo de aprovação a este bálsamo. Não tem cheirinho bom nem embalagem XPTO como alguns produtos mais charmosos, mas é um básico totalmente desprovido de ingredientes que possam causar reacções alérgicas, indicado mesmo para peles sensíveis e/ou acneicas. Retira-se muito bem com água e/ou um paninho desmaquilhante. Adoro. Mas faço notar que a Camomile Sumptuous Cleansing Butter da The Body Shop é muito parecida com isto e bem mais barata!

Terminei ainda a enésima embalagem de água micelar Sensibio H20 da Bioderma. Procurem estas embalagens com o novo doseador. Vão mudar a vossa vida. E o meu segundo Rosehip Bioregenerate Oil da Pai Skincare. No capítulo óleos temos ainda o óleo pré-desmaquilhante Neroli Firming Lift & Hydrate Facial Oil da marca Una Brennan. Este óleo e o seu "mano" Rose Hydrate foram concebidos para servir de primeiro passo numa rotina de double cleanse: aplica-se, massaja-se, retira-se com água morna e um paninho desmaquilhante, e aplica-se um cleanser em seguida. É um produto muito agradável de usar mas a embalagem de 30ml acaba por durar pouco tendo em conta as instruções de utilização. Reservei-o para ocasiões especiais e apesar de gostar muito, não creio que volte a recomprar.

Segue-se uma novidade, o tónico Keracnyl da Ducray. Nas minhas buscas por um exfoliante em ácido com preço simpático e sem ingredientes irritantes, dei com este produto da linha para peles oleosas e com imperfeições da Ducray. Tem ácidos glicólico, salicílico e láctico; não tem álcool ou outros irritantes; e inclui ainda hamamélis para acalmar. Tudo isto por cerca de € 12 por 200ml. Um achado. Gostei imenso e voltarei a recomprar. É suficientemente suave para usar diariamente.

E depois da limpeza, a hidratação. Terminei um dos melhores cremes de olhos que já usei, o Time Filler Eyes da Filorga (e sobre o qual eu já deveria ter escrito não fosse meter-se a loucura do fim de ano, mas deixo-vos a apreciação da C&C). Gostei mesmo deste creme e voltaria a comprá-lo, embora nunca em terras portuguesas porque a Filorga leva com um agravamento de preços na ordem dos 30% por cá. Felizmente o meu grande problema na zona periocular é o arroxeado das minhas eternas olheiras de sinusite, e rugas ainda são pouquinhas, pouquinhas. Mas honestamente senti que essas pouquinhas rugas de expressão se atenuaram ao usar o Time Filler Eyes.

No sector hidratantes de rosto, terminei mais um Geranium & Thistle Rebalancing Day Cream (e sim, a embalagem nova permite mesmo usar o produto até à última gota) e ainda o Crème Fraiche de Beauté Light da Nuxe. Achei este último fraquito, mas para hidratante de Verão safa-se. 


Caso raro, terminei um perfume: o Azurée Soleil da Estée Lauder, o meu perfume de praia por eleição (que tecnicamente está descontinuado, mas na verdade reencarnou no Bronze Goddess editado todos os anos). E terminei e recomprei uma Mavapen Huile Nourrissante pour Cuticules, que trago sempre na carteira. Isto é uma verdadeira manicure in a pen, hidrata as cutículas sem sujar as mãos e deixa a manicure imediatamente mais cuidada. 

Com muita pena minha, pela primeira vez na vida tive de atirar fora um pincel. Este pincel de base da Armani foi o meu primeiro pincel "de luxo", comprado em conjunto com a base Luminous Silk há uns valentes anos, logo que a Armani abriu no El Corte Inglés. A base já lá vai, e o pincel faleceu uma morte lenta e triste. A cola da base enfraqueceu e transformou-se numa espécie de gosma agarrada às cerdas do pincel até que se tornou impossível usá-lo. Desgosto! Em comparação o meu primeiro conjunto de pincéis foi um kit de minis da MAC (que supostamente não são tão bons como os da linha permanente) comprado em 2005 e continuam todos impecáveis. Shame on you, Armani.

Entretanto terminei ainda um kit de viagem da linha Ibuki da Shiseido, que tinha a uso em casa dos pais. Opinião unânime: não gostei de nada. Nem do hidratante, nem do tónico nem da espuma de limpeza. Adiante.

Finalmente terminei o meu amado Hydra Life BB Eye Creme Défatigant Sublimateur Beauté du Regard da Dior, que já mencionei várias vezes. Gosto tanto que recomprei nos saldos do Verão e não me canso de cantar as maravilhas deste corrector anti-olheiras.

No sector maquilhagem temos uma máscara de pestanas Masterpiece da Max Factor, um lápis delineador de lábios da Sephora, e o pó fixante Invisible Powder da Kiko. Gosto muito deste pó e voltaria a comprá-lo. Não fica atrás do HD da Make Up Forever, por uma fracção do preço.


Uma última leva de cuidados de rosto e estamos quase lá. Em primeiro lugar o All In One Snail Repair Cream da marca coreana Mizon. A minha primeira experiência com a Mizon não podia ser melhor. Adorei este hidratante, leve mas competente, e fiquei com imensa vontade de experimentar outras coisas da marca (podem saber mais da Mizon com a C&C, que comprou um valente stock da marca e certamente terá muito a dizer em dias vindouros).

Em seguida uma oferta muito simpática: o Sleep Recover Baume Anti-Fatigue Nuit da Filorga foi-me oferecido pela C&C, que não ficou de todo impressionada com ele. Sucede que nós duas na Filorga somos uma espécie de antítese uma da outra (o que não é de admirar pois temos peles de características bem diferentes, a minha é oleosa no Verão e mista o resto do ano). Eu dei-me muito bem com o Sleep Recover e avanço dizer que ele faz mesmo o que diz na embalagem (porém não esperem milagres, que nada substitui uma boa noite de sono). Agora a verdade é que gostei dele exactamente porque de "bálsamo" não tem nada, a sua textura é tal e qual a de um hidratante normal, e eu usava-o à noite com um sérum por baixo e um óleo por cima...

Da Skinceuticals terminei o CE Ferulic do qual vos falei já, e ainda o protector solar Ultra Facial Defense SPF 50+. Gostei muito deste último, é um protector perfeito para o dia a dia na cidade. Não deixa efeito esbranquiçado, não cola, não fica oleoso e é uma óptima base para a maquilhagem.

No sector máscaras, a Masque Purifiant Doux da Nuxe faz jus ao seu nome e é uma máscara à base de argila que mesmo as peles sensíveis podem usar. Nunca seca nem repuxa, e deixa a pele muito suave e purificada. Adorei também a Glycolactic Radiance Renewal Mask da REN, uma máscara exfoliante à base de ácidos que tem um cheirinho maravilhoso a citrinos e deixa a pele renovada e iluminada sem me provocar qualquer tipo de irritação.

No Verão (sim, por isso é que a lista de hoje é tão longa) usei o programa de "tratamento de choque" Endocare Ampolas para tentar acelerar a cicatrização de uma erupção de acne que me apareceu mesmo antes de uma festa de casamento na família. Gostei das ampolas mas honestamente não sei dizer se me ajudaram mesmo na cicatrização. Ao menos nas fotos do casamento não se vê nada; mas pode ser do corrector!

E finalmente, o último produto acabado de 2014: o Neroli Firming Daily Brightening Cleanser da Una Brennan. Ao contrário do óleo da mesma linha de que vos falei acima, este produto é de recomprar e na verdade já estou a usar a segunda embalagem. Apesar do meu recente amor por produtos de limpeza em bálsamo, continuo a gostar de lavar a cara com água de manhã, e este cleanser é suave e não agressivo para a pele.

Obrigada por me lerem até ao fim; para o ano há mais!

[girl crush] peggy carter


Quem segue o estaminé há algum tempo já deve ter percebido que sou tão fã de cinema como de maquilhagem. E às vezes estes dois amores encontram-se e dá-se a magia. Sigo os filmes da Marvel, que agora se entrelaçam como peças de um puzzle, desde o primeiro Homem de Ferro, e apreciei particularmente a estética vintage do filme Capitão América: O Primeiro Vingador cujo enredo decorre nos anos 40 - é um dos que requer zero conhecimento do universo Marvel, podendo ser apreciado numa boa matiné. 

Entre as personagens deste filme conta-se a agente  Peggy Carter, interpretada pela inglesa Hayley Atwell, que ganha o amor do protagonista - e o nosso - desde o primeiro momento em que pespega um murro num recruta atrevido sem perder uma grama da sua pose. E porque eu sou o género de pessoa que resolve descobrir estas coisas, muitas voltas dei na internet a tentar descobrir qual o batom vermelho que a produção usou na maquilhagem da Peggy. Vejam lá se isto não é uma maravilha:


Pois. Infelizmente e para mal dos meus pecados, eu, que sou conhecida no escritório como a mulher que encontra tudo na internet, nunca encontrei o diacho da informação publicada. O batom vermelho da Peggy Carter, e o vestido vermelho da Mélanie Laurent, eram os meus dois grandes fracassos das buscas no ciberespaço.

Mas o universo Marvel veio em meu socorro. Não satisfeitos com o cinema, estes senhores enveredaram pelo pequeno ecrã com a série Agents of S.H.I.E.L.D. e perante o sucesso desta, oh felicidade, estão prestes a estrear uma série de oito episódios protagonizada pela nossa Peggy Carter. Agent Carter estreia em Janeiro e conta as aventuras de Peggy após os eventos do filme Capitão América: O Primeiro Vingador.


E agora perguntais-me, que a história já vai longa, o que tem tudo isto a ver com o batom vermelho? Tem tudo, caríssimos leitores. Tudo. É que entretanto a Hayley Atwell já tem Twitter e querem lá adivinhar o que ela publicou?

Hayley Atwell Twitter

Sim! A informação tão desejada. E desde logo fiquei a saber que o departamento de guarda-roupa e maquilhagem não brinca em serviço. A Bésame Cosmetics é uma marca criada em 2004 por Gabriela Hernandez, uma apaixonada pela maquilhagem e estética vintage. As embalagens e cores dos batons são criadas com base em figurinos da época, e cada cor tem a referência do ano ou década a que diz respeito. Como tal a marca tornou-se muito popular junto da indústria cinematográfica, porque é meio caminho andado na busca pela verosimilhança histórica nos filmes de época. O batom da Peggy (que coincidência ou não, está de momento esgotado) pertence ao ano de 1946, o que bate certo com a época da série.

O curioso é que há uns bons anos a Bésame Cosmetics vendeu-se em Lisboa numa loja vintage, e eu ainda fui a tempo de comprar um batom. Por isso posso dizer-vos que realmente a qualidade dos produtos é óptima - e o curioso formato do batom é muito prático para uma aplicação precisa!

Hayley Atwell Twitter

E mal sabia eu que entretanto a marca já se aventurou nos perfumes (que infelizmente não estão disponíveis na loja europeia), com uma colecção em que cada fragrância se baseia numa década diferente. Isto é brilhante.

Hayley Atwell Twitter

Para completar o kit temos direito ao verniz (que nesta foto parece castanho mas é um vermelho clássico), que faz parte da colecção de Natal da Gwen Stefani para a OPI. Gostamos. 

oh dear! it's xmas again

Vantagem de algumas lojas iniciarem os saldos antes do Natal: comprar prendas já com desconto (na verdade a minha família há muitos anos que pratica o adiamento de certas prendas para Janeiro, porque ninguém é parvo para comprar uma coisa que daí a duas semanas está com 50% desconto).

Problema de algumas lojas iniciarem os saldos antes do Natal: confusão de Natal + confusão de saldos = AAARGH SOCORRO TIREM-ME JÁ DAQUI!

Massimo Dutti Blazer Lã € 179,00 € 89,95

É mais ou menos isto. Felizmente tenho uma Massimo Dutti "à porta de casa" que visitei ontem estrategicamente às 10 da manhã em ponto, para comprar um relógio de homem que tinha debaixo de olho como prenda! Aproveitei para dar uma vista de olhos, e trouxe este blazer acolchoado com gola de pêlo que já está com 50% desconto. A peça é bem feita e confortável, e suficientemente versátil para usar com roupa formal de trabalho ou com jeans.

Massimo Dutti Relógio Vintage € 100,00 € 69,95

O relógio é mesmo bonito e vem numa caixa toda pipi com duas braceletes intercambiáveis. Veio mesmo a calhar porque estava sem qualquer ideia de prenda de jeito para esta pessoa em particular! 

Entretanto hoje passei na loja "na desportiva" à hora de almoço e a fila da caixa chegava ao fundo da loja... Curiosamente hoje puseram mais peças nos expositores e eis que encontro aquele casaco que eu tinha catrapiscado no início da estação, descontado de € 279 para € 189. Mas já não me apeteceu comprá-lo. Não me peçam para explicar. Sou uma pessoa complicada.

e produziu-se o amor à primeira vista


Depois da aventura que foi comprá-lo, o Rouge G #820 Parade não desiludiu, muito pelo contrário. É um vermelho true red, ligeiramente aberto, luminoso. O que me surpreende nele é que apesar de a fórmula ter um lindíssimo acabamento glossy acetinado tipo candy apple, a duração é excelente. Mantém-se no sítio horas a fio, de forma confortável, sem secar nem perder a intensidade.

A acompanhar o Rouge G veio a máscara de pestanas Grandiôse da Lancôme, que após hesitação lá decidi comprar tendo em conta os simpáticos preços da Perfumerías Primor e a opinião positiva da C&C. Quanto a isto tenho a dizer que mergulhei na coisa de cabeça e sem ler as quilométricas e detalhadas instruções que acompanham a máscara (que decerto irei analisar a seu tempo). Foi saltar para a piscina e nadar. E não é que isto dá mesmo um jeito do caneco? Apesar de ser abençoada com pestanas fartas e escuras, ou talvez exactamente por causa disso, eu adoro um pestaname bem realçado e a Grandiôse produziu uma brilhante primeira impressão, a ponto de se posicionar como concorrente a destronar a Diorshow Extâse como favorita de sempre. Mas é cedo para falar e preciso de uns dias para testar bem esta menina.

Compra inesperada foi o They're Real! Push-Up Eyeliner da Benefit. Confesso que li críticas totalmente contraditórias sobre este produto, que pelos vistos ou se ama ou se odeia; não estava de todo nos meus planos experimentá-lo sequer. Mas numa visita rápida à Sephora do Chiado, a menina da Benefit ofereceu-me para mo aplicar e eu acedi. De forma inteligente, ela mostrou-me como funcionava, aplicou-mo num olho e convidou-me a experimentar eu no outro. Gostei da aplicação e do efeito, e sobretudo do intenso negrume deste eyeliner

Decidi-me a comprá-lo e entretanto constatei que tem uma duração extraordinária; um risco feito na minha mão não saiu a tarde toda, com múltiplas lavagens pelo meio. No dia seguinte, lá esperei vinte minutos a fazer clic clic (o eterno calvário da primeira aplicação partilhado pelo Touche Éclat, pela Ellis Faas e por tudo o que venha em click pens) para experimentar o Push-Up em condições, e a segunda impressão foi igualmente positiva. É preciso tratá-lo com algum cuidado, e recomendo ter à mão um kleenex para limpar algum excesso de produto do aplicador. Mas cria uma linha negra mate escuríssima, que só sairá com um bom desmaquilhante bifásico, e achei o formato do aplicador muito bom para fazer os cantos do cat eye.

descendo às profundezas da incompetência: três "case studies"


Os que me conhecem sabem que sou uma pessoa pacata. Não gosto de me irritar e tento ser zen mesmo quando confrontada com diárias manifestações de loucura e incompetência nos mais variados sectores da experiência humana. É que, meus caros, a tecnologia pode evoluir constantemente, mas ainda ninguém inventou (e duvido que alguma vez consiga) um sistema capaz de compensar o factor imbecilidade. O que significa que algures haverá sempre alguém a fazer asneira (factor humano) e do outro lado do sistema terá de haver outro infeliz alguém a corrigi-la (factor humano, mais uma vez). Lembrem-se disto da próxima vez que por qualquer razão um serviço de assistência ao cliente vos disser que a culpa é do sistema. A culpa não é do sistema, mas sim de quem o programou mal, ou de quem o aplicou mal.

E sucede que ultimamente eu pareço atrair casos destes e começo a ficar um bocadinho irritada.

Caso #1: comprei uma blusa na loja online da Mango e paguei por Multibanco. Recebi a blusa e no mesmo dia a devolvi em loja, porque mesmo o XS me ficava gigantesco. Nesse mesmo dia, 19 de Novembro, preenchi os meus dados bancários na conta de cliente Mango para processarem a devolução do preço, que supostamente aconteceria em cinco dias úteis.

Passados cinco dias úteis nada, portanto no dia 27 de Novembro liguei para o apoio ao cliente. Resposta: ah, não fizemos a transferência porque não temos os seus dados bancários. Eu: os dados bancários estão na minha conta de cliente desde dia 19. Ah pois é, que estranho, o sistema não assumiu os seus dados apesar deles estarem aqui. Pode confirmar-me outra vez? Confirmei. Até hoje nada. Update: reembolso recebido a 5 de Dezembro. NUNCA MAIS compro coisas através de pagamento Multibanco nesta loja online. Os reembolsos no cartão de crédito / Paypal nunca demoraram mais de cinco dias.

Caso #2: lembram-se do grande fiasco dos 50% na Blanco? Estes queridos fizeram uma promoção em que durante duas horas, das 00:00 às 02:00, a loja online estava toda a 50%. Claro que o servidor estourou. Claro que para serem ainda mais incompetentes, a promoção funcionou em hora espanhola e não em hora portuguesa, isto é, às 01:00 o código dos 50% deixou de funcionar. Eu só queria uma saia e um colar, vi-me à rasca para fazer o checkout e o sistema só me deixava seleccionar entrega ao domicílio (que custa € 4,95) em vez da entrega em loja (que é gratis).

Passada uma semana recebo um email a dizer que a minha encomenda está pronta para levantar na loja da Rua Garrett. Ou seja, cobraram-me € 4,95 por entrega ao domicílio e depois mandam-me a encomenda para a loja. Estes queridos desde quinta-feira nem sequer se dignaram a responder aos meus emails para o apoio ao cliente e cheira-me que vão levar com uma queixa na ASAE se não se mexem depressa. Update: aos 4 de Dezembro do ano de 2014 recebi o reembolso dos € 4,95.

Caso #3: durante o evento de Black Friday na Maquillalia.com, o checkout também estava com erros e soluços, e só depois de pagar me apercebi que tinha um batom duplicado no carrinho de compras. Enviei-lhes um email. Isto aconteceu na madrugada de quinta para sexta passadas. Na sexta-feira de manhã já me tinham respondido a dizer que não podiam corrigir a encomenda mas que me anulavam o pedido se eu quisesse. Eu respondi OK, então anulem a encomenda toda e passada meia hora já me tinham anulado a encomenda e processado o reembolso no Paypal. Impecáveis!

Senhores da Mango e da Blanco, ponham os olhos nisto e verifiquem que sim, é possível fazer as coisas sem meter água e corrigir erros e problemas deixando um cliente satisfeito.

Não percam o próximo episódio porque nós também não.

num ecrã perto de si #2: Outlander


A recomendação de hoje é mais leve que a anterior e perfeita para aproveitar no mês de Dezembro, uma vez que Outlander está actualmente em intervalo: passaram oito episódios, mas os restantes oito da primeira série apenas serão emitidos a partir de Abril de 2015.

Para quem gosta de ficção histórica ou de fantasia, Outlander apresenta um enredo de romance clássico com elementos de ficção científica à mistura. Assim de repente esta série pode lembrar-vos aqueles romances que agora enchem prateleiras nas livrarias, com garbosos highlanders em tronco nu na capa, e a semelhança não é coincidência; no entanto tem o mérito de pegar em muitos lugares-comuns e virá-los do avesso, algo que dá imenso gozo.

Baseada numa série de livros escritos pela autora Diana Gabaldon, Outlander conta a história de Claire, uma enfermeira acabada de sair da II Guerra Mundial que em 1945 faz uma viagem à Escócia em segunda lua-de-mel com o seu marido Frank, que foi espião durante a guerra. Passaram cinco anos separados e tentam aos poucos reencontrar-se; há alguma incerteza mas verdadeira amizade e calor entre ambos. Mas é aqui que logo no primeiro episódio o enredo dá uma volta inacreditável: num passeio de madrugada pela charneca escocesa, Claire entra num círculo de pedras druidas e quando sai... está no ano de 1743!

A inesperada viajante no tempo tem logo um mau encontro com soldados ingleses casacas-vermelhas, é salva por uns escoceses e logo a seguir já está a aplicar os seus conhecimentos médicos ao endireitar o ombro deslocado de um rapaz muito garboso chamado Jamie. A partir daqui há todo um enredo de segredos com Claire a esconder a sua fantástica origem, os escoceses a desconfiar dela porque é inglesa, e os ingleses (que são muito maus, e liderados por um sádico do piorio que é antepassado de Frank e igualzinho a ele) a querer "resgatar" Claire dos escoceses. Num dos clássicos clichés do romance, Claire acaba num casamento de conveniência com Jamie para passar a ser "cidadã escocesa" e cheia de remorsos por Frank que está algures em 1945 à procura dela, mas ao mesmo tempo a apaixonar-se por Jamie que além de ser podre de bom é um amor de rapaz.

Esta história tem como pano de fundo um drama bem maior que pesa na consciência de Claire: é que os escoceses estão a organizar-se contra o domínio inglês e pretendem colocar no trono da Escócia o pretendente Charles Edward Stuart, conhecido por "Bonnie Prince Charlie" (afastado da linha da sucessão ao trono de Inglaterra por ser católico). O que eles não sabem, mas Claire infelizmente sabe, é que esta rebelião irá ser esmagada de forma sangrenta na Batalha de Culloden em 1746, com as tropas inglesas a infligir pesada derrota aos clãs das Highlands. Os seus conhecimentos da história colocam Claire numa posição terrível: ela vê os seus novos amigos ansiar pela independência e assiste à crueldade dos soldados ingleses, mas não sabe se pode ou deve avisá-los, ou até como fazê-lo sem que a achem completamente louca...

Este é um assunto que ainda hoje é uma ferida na Escócia, pois após Culloden aplicaram às Highlands uma política quase de "terra queimada" para esmagar os rebeldes. É uma das maiores tragédias da história escocesa. Corre até um rumor que adiaram a transmissão desta série na televisão britânica porque estava em curso a campanha para o referendo sobre a independência da Escócia e neste contexto, mostrar românticos highlanders rebeldes e ingleses pérfidos seria complicado...

História e políticas à parte, Outlander é uma série linda de se ver, com personagens cativantes, cenários lindíssimos, e todo o encanto que faz da Escócia um lugar mágico.

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