"review": Sunday Riley Artemis Hydroactive Cellular Face Oil


Há uns bons tempos que tinha os óleos faciais da Sunday Riley debaixo de olho. Com efeito, desde que esta marca lançou o primeiro trio de óleos Artemis, Juno e Isis, que a blogosfera tem sido unânime em tecer elogios a todos os três. Entretanto parece que o Isis terá sido descontinuado (facto do qual só me apercebi quando fiz a pesquisa para escrever esta entrada), mas surgiram dois novos óleos, o Flora e o Luna, pelo que a gama actual conta com quatro óleos faciais de tratamento, cada um com diferentes propósitos e para diferentes necessidades.

Para escolher o óleo mais indicado à minha pele guiei-me por esta review da Skin & Tonics e esta da Caroline Hirons, bem como (um bocadinho de memória) pelas impressões da Coisas & Cenas que no seu blog entretanto encerrado partilhou igualmente a sua opinião sobre os mesmos. Acabei por escolher o Artemis pois este óleo destina-se a peles mistas e oleosas e promete uma acção anti-inflamatória, purificante e anti-vermelhidão. Ou nas palavras da Caroline Hirons, aimed at a slightly confused skin, o que descreve bastante bem o meu caso.

A demora acabou por dar frutos, porque recentemente o preço dos óleos Sunday Riley baixou. Antes andavam todos acima dos €100 (ou pior, graças ao câmbio da libra) mas agora andam entre os €70 aproximadamente para o Artemis aos €100 para o Luna. Acabei por comprar o Artemis este Verão quando a Cult Beauty fez uma promoção de 15% de desconto. Comecei a usá-lo a meio de Setembro e passados quase três meses de uso diário, creio que devo ter produto para mais uns seis meses (esta foto é do início de Outubro) de utilização diária na medida certa.

Como faço com todos os óleos faciais, uso o Artemis exclusivamente à noite, como último passo da rotina de limpeza e cuidado. Tem um cheiro maravilhoso a limão doce e ervas campestres (originário do óleo de eucalipto Lemon Ironbark), que traz logo todo um componente de bem-estar à aplicação. A textura é rica mas não demasiado espessa ou gordurosa, e quatro gotas aquecidas nas palmas das mãos bastam-me para massajar rosto e pescoço.

Pela manhã o resultado é uma pele descansada e nutrida. Não faz milagres - nenhum produto o fará por si só - mas tenho sentido a pele bastante equilibrada, nem demasiado oleosa nem desidratada. As pequenas imperfeições e respectivas marcas saram mais depressa, e nota-se uma certa luminosidade no tom de pele em geral. É um dos melhores óleos faciais que já usei, e recompraria sem pensar duas vezes.

Ingredientes: óleos essenciais de Eucalyptus Staigeriana (eucalipto Lemon Ironbark), Backhousia Citriodora (murta limão), Citrus Paradisii (toranja rosa), Punica Granatum (romã), Nigella Sativa (cominho preto), Silybum Marianum (cardo-leitoso) e Linum Usitatissimum (linhaça).

Podem encontrar a marca Sunday Riley na Cult Beauty, no Space NK ou no Net-a-Porter. Actualmente o preço mais favorável encontra-se no Net-a-Porter que vende em euros, mas pode ser vantajoso comprar na Cult Beauty ou no Space NK quando estes sites oferecem os seus míticos goody bags.

007 SPECTRE (e uma reflexão sobre irrealismo no cinema)


Depois do estupendo 007 Skyfall ter colocado a fasquia incrivelmente alta, os produtores dos filmes James Bond decidiram que em equipa que ganha não se mexe, e voltaram a contratar o realizador Sam Mendes. Aposta ganha. 007 SPECTRE mantém a qualidade e brilhantismo do filme anterior. É simplesmente fantástico.


Desde logo tem uma das melhores aberturas de toda a série Bond, uma perseguição durante uma parada do Dia de Los Muertos na Cidade do México. Depois tem Monica Bellucci, divinal, numa passagem infelizmente fugaz.


Alguém devia ter avisado a produção  que existe uma quota mínima de Monica Bellucci, porque este filme não a atinge. É um dos pequenos reparos que tenho a fazer ao argumento do filme (o outro tem a ver com uma certa opção narrativa e não vou mencioná-lo aqui, porque é spoiler).


Em Skyfall e também neste SPECTRE, os colaboradores de Bond no MI6 têm uma presença maior do que até aqui habitual na série Bond. Moneypenny, M, Q e Tanner formam uma equipa invejável que não fica atrás do próprio James Bond em coragem e lealdade à pátria inglesa. E o Q é um geek tão querido que dá vontade de levá-lo para casa.


A outra presença feminina no filme é a francesa Léa Seydoux, que consegue evitar certos estereótipos das chamadas "Bond girls" e revelar substância. Infelizmente a sua personagem Madeleine Swann protagoniza aquele que eu considero o grande momento de irrealismo do filme, e não posso deixar de fazer um sério reparo à equipa de maquilhagem e guarda-roupa para que erros destes não voltem a repetir-se. 

(nos parágrafos seguintes discutem-se pormenores do enredo, vulgo spoilers)


Então o que se passa é que a dada altura Bond e Madeleine estão algures em Marrocos num comboio chique. Os produtores da série Bond claramente têm uma obsessão por comboios chiques tipo Expresso do Oriente, daqueles onde as pessoas se vestem para jantar em mesas com toalhas brancas e copos de cristal, e há empregados que nos passam a roupa a ferro. Há pelo menos mais dois filmes 007 com comboios chiques: Da Rússia com Amor, protagonizado por Sean Connery, e o primeiro filme de Daniel Craig, Casino Royale.

É tudo muito bonito e romântico, quiça utópico para quem viaja habitualmente na CP. O mais próximo que alguma vez estive disto foi há umas semanas, em que calhei de partilhar a carruagem com um animado grupo que regressava de uma feira de vinhos e passou toda a viagem de Lisboa até à Invicta a oferecer vinho do Porto aos ocupantes da carruagem...


Como é possível ver pelas imagens, Madeleine está impecavelmente vestida e maquilhada, com batom vermelho e unhas a condizer. Mas o jantar algo romântico é interrompido pelo grandalhão (outro clássico dos filmes Bond é a existência de dois vilões: o cérebro e o grandalhão), que dá um enxerto de porrada ao Bond até que a Madeleine lhe prega com dois tiros e conseguem livrar-se dele. Depois entra o instrumental da música do Sam Smith e já estão os dois a enroscar-se na carruagem cama.


No dia seguinte saem do comboio no meio do nada, a Madeleine irrepreensivelmente french chic com a sua roupinha passada a ferro... e as unhas dela já não estão vermelhas.

Isto, senhores da produção, isto é irrealista. Eu aceito as piruetas de helicóptero, as explosões e os gadgets sem problema. Agora isto não tem ponta por onde se lhe pegue. Porque o que me estão a dizer é que esta mulher tem o Daniel Craig na cama e em vez de abusar pecaminosamente dele durante a noite toda, a dada altura resolveu ir arranjar as unhas.

Creio que todos que me lêem concordarão que ninguém no seu juízo perfeito tomaria uma tal opção. Tenho dito.

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