sobre os novos Rouge Dior


Primeiro, uma reflexão, ou duas. Quando comecei este blog quase não olhava para os expositores da Dior. A marca tinha qualquer coisa de empoeirado, de anos 90. Os primeiros produtos que me recordo de comprar foram duas paletas de sombras que não me impressionaram, à altura, minimamente, e alguns anos depois um Rouge Dolce Vita comprado num dia em que me apetecia, absolutamente, um vermelho original - e ainda hoje é um dos meus vermelhos favoritos.

Eram os tempos antes do maquilhador Peter Philips ter tomado conta da direcção criativa da marca, e parecem a anos-luz de distância. A Dior veio a tornar-se uma das minhas marcas favoritas - destronando, confesso, as minhas velhas paixões Chanel e YSL - com sucessivos lançamentos de produtos e cores maravilhosos, originais e de qualidade indiscutível.

Mas também o mundo da maquilhagem mudou. Parece que foi ontem, que toda a blogosfera andava alucinada em ter o Heroine da MAC. Foi há um ou dois anos, parece impossível, mas isto foi antes do Snapchat e do Instagram se terem tornado os grandes meio de divulgação das novas tendências. E hoje, as fronteiras entre segmentos de mercado diluem-se, e toda a gente tem um batom roxo, e a Dior tem um batom roxo, e um batom preto-azul, e um batom cinza, e tudo isto é normalíssimo e ainda bem.


Só é chato que cada novo lançamento seja um pretexto para subir ligeiramente preços, porque os Rouge Dior já vão em € 37,50 e bolas!, um batom é um produto de primeira necessidade! Eu ainda sou do tempo em que o preço médio de um batom das marcas de perfumaria era € 20, caramba. Não obstante, a gama mate dos Rouge Dior é um pequeno universo de maravilhas com cores para todos os gostos, ao qual é difícil resistir.

Foi um caso em que esperar me serviu bem. Fui adiando a compra do vermelho #999 original, e às tantas gostei mais da nova versão mate que saiu nesta colecção. Se gostar da performance, já tenho mais duas cores debaixo de olho!

CTRL+ALT+DEL calor!!!

Ah, Setembro. Creio que já partilhei aqui uma vez ou duas como me desgosta Setembro. O choque pós-férias, a Vogue americana a deslocar-nos um ombro com as suas 700 páginas (problema resolvido este ano: deixei de comprar, já não me revejo em nada naquela revista), lojas e editoriais repletos de apetecíveis peças de Outono/Inverno quando o calor ainda aperta. Muito, muito pior este ano, em que o dia mais quente de 2016 se registou na passada terça-feira dia 6 e eu estou há uma semana embrenhada no dilema "ligo o ventilador à noite e arrisco uma constipação, não ligo o ventilador à noite e sufoco". Confesso que quase chorei de alegria quando cheguei a casa ontem à noite e encontrei o quarto fresquinho depois da baixa de temperatura de ontem!

Embora o tempo de Verão ainda esteja para durar, não resisti a investir já nalgumas peças das novas colecções, a começar por estas sandálias da Zilian que me apaixonaram mal as vi no email promocional da nova estação. De tal modo que as encomendei online (o que é raro, prefiro experimentar os sapatos antes de comprar) receando que esgotassem antes de voltar a Lisboa! Felizmente assentam que nem uma luva, são lindas e muito confortáveis.

Sandálias Zilian € 89,90
Outra peça que me chamou a atenção foi esta carteira da H&M, e que chegou também via encomenda online graças a um vale de 15% mais portes grátis que a marca me enviou! Levantei-a hoje nos CTT e ainda não tive oportunidade de fotografá-la, mas ficou aprovada no exame inicial: os acabamentos são perfeitos e a cor corresponde à imagem da loja.

Mala H&M € 44,99
Em standby fica este casaco de veludo verde-escuro da Mango, outro amor à primeira vista mal surgiu nos anúncios da nova colecção. Já está disponível online, mas quero mesmo experimentá-lo em loja: como tanto sou o XS como o S como o M (é o que dá ter medidas estreitas mas peito generoso), prefiro aguardar a arriscar e encomendar o número errado...

Casaco veludo Mango € 79,99

Heliocare Ultra Gel SPF 90 (oh yeah, I'm back from the dead)


E quando tudo fazia crer que o estaminé estava votado ao abandono e que a minha pessoa havia executado um #blexit eis que os leitores descobrem que afinal não se livraram de mim! A ver se isto agora arrebita (tivesse eu um euro por cada vez que escrevi isto no blog).

Aqui há uns tempos mostrei no Instagram as minhas compras na parafarmácia espanhola dermofarma.es e estando a época balnear a chegar ao fim, tenho de partilhar a minha opinião sobre este Heliocare Ultra Gel SPF 90. É que eu já ando há uns bons anos nisto, mas digo sem hesitar que é dos melhores protectores solares de rosto que já usei! A textura é muito agradável, não peganhenta nem esbranquiçada; não faz partículas brancas nem é oclusivo, e protege maravilhosamente dos efeitos do sol. Nem irritação nem vermelhidão depois de uma semana de praia intensa.

Apesar da designação de gel, é um creme de cor bege que se espalha muito bem na pele e deixa um efeito refrescante. Não é waterproof, mas eu sempre preferi reaplicar os protectores depois do banho pelo que isso não é problema.

A cereja no topo do bolo: o kit que vêem na imagem custa € 20,40 na supracitada dermofarma.es e além do protector full size, inclui um tamanho de 15ml do creme Endocare Gelcream, um dos meus produtos de confiança, e ainda 7 ampolas Endocare-C, ou seja, um conjunto completo para a protecção e regeneração da pele no durante e pós-praia. Nas parafarmácias portuguesas, o protector sozinho custa cerca de € 30...

o rescaldo


As surpresas teriam sido zero, não fosse o facto do filme Spotlight ter ganho o Óscar de Melhor Filme derrotando o favorito O Renascido. O que dizer? Os Óscares são mesmo assim. Leonardo DiCaprio finalmente recebeu uma estatueta, que teria sido bem mais merecida por O Lobo de Wall Street (apreciei muito O Renascido mas sou da opinião que a interpretação de DiCaprio no filme anterior é um trabalho de maior complexidade dramática). Mais uma vez a Academia deu o Óscar de Melhor Actriz a um jovem talento, Brie Larson, como já havia premiado Jennifer Lawrence em anos anteriores. E no meio disto tudo, os vestidos até foram bem melhorzinhos do que eu estava à espera.

the road to the Oscars


Tenho a confessar que a awards season este ano não me tem entusiasmado minimamente! Acho quase tudo desinspirado e os poucos momentos de originalidade nem sempre têm o melhor resultado. O tapete vermelho já não é o que era. Mas os Óscares são sempre os Óscares, e em antevisão da noite de hoje partilho uma resenha dos meus momentos favoritos de 2016:

"review": L'Oreal Excellence


Da última vez que por aqui falei em colorações caseiras, andava no domínio do castanho / vermelho / acobreado e a minha experiência com a coloração Garnier Olia não foi grande coisa - aquilo foi desbotando como se a cor não tivesse agarrado ao meu cabelo. Desde então mudei um bocado de tom, mais para o castanho sem vermelhos, e no Verão voltei a experimentar a coloração caseira, desta vez com o clássico L'Oreal Excellence Creme. Escolhei esta coloração por duas razões: mais uma vez, a recomendação da minha Mommy, que já usou o produto e tem boa opinião; e o facto de, após uns bons dez minutos a olhar para a prateleira das tintas no Continente, ter chegado à conclusão que o 5.3 do Excellence era a coisa mais parecida com a minha cor entre a gama de marcas e tons disponíveis. O resultado foi óptimo - muito próximo à cor que eu usava, e ao contrário do Olia não tive quaisquer problemas com a fixação e permanência da cor.

Vai daí e uns meses depois, eu descubro que na loja espanhola Maquillalia, da qual sou cliente assídua em produtos de maquilhagem de diversas marcas, a mesma coloração de cabelo custa € 7,50 contra a média de € 14 que o produto custa em terras nacionais. Com dois pequenos inconvenientes... Por um lado a tradução para português é assim para o abominável, e algumas cores aparecem com o nome original Excellence enquanto outras aparecem traduzidas para Excelência, o que dificulta a busca pela nossa cor. Por outro lado, o 5.3 que ali está à venda, conforme podem ver pela foto acima, é uma variedade diferente da que se encontra em Portugal, chama-se Excellence Intense e tem um tom ligeiramente diferente.

Não obstante arrisquei experimentar, e embora ache que o 5.3 Intense é um nadita mais escuro que o 5.3 Creme que está à venda em Portugal, gostei da cor e acho que a poupança vale a pena. Como agora tenho um corte assimétrico bastante mais curto até arrisquei, pela primeira vez, pintar o cabelo sozinha e sem a ajuda de ninguém.


Posso dizer que correu bastante bem, pois como é anunciado esta tinta realmente não escorre e a aplicação é fácil. Com a precaução de aplicar bastante creme gordo ou vaselina na pele ao redor da linha de cabelo a tinta também não mancha a pele, e até consegui evitar sujar a toalha que tinha aos ombros, mas isso provavelmente deve-se ao facto de ter o cabelo curto.


O resultado imediatamente após a lavagem, que entretanto clareou um bocadinho pequenino. O meu cabelo em geral fixa muito bem a cor, só o diacho das brancas é que ficam sempre mais claras, mas é como ter madeixas a custo zero.

HÁ UMA NOVA ESTRELA NA GALÁXIA


A modos que ainda penso estar a sonhar e tenho de fazer um esforço para não andar a dizer a todas as pessoas que se cruzam comigo "O NOVO STAR WARS ESTÁ TÃO BOM TENS DE IR VER!". A sério, a dada altura nas última semanas senti assim um dejá vu das prequels e receei apanhar uma grande desilusão, mas afinal foi tudo nervoso miudinho. O filme está belíssimo, muito por culpa de uma equipa de realização e produção atenta aos pormenores e de um elenco muito, mas muito bem escolhido.

Desse elenco destaca-se a quase estreante Daisy Ridley, de 23 anos, que passou do anonimato à velocidade da luz em meia dúzia de dias. A sua personagem Rey traz em si  muito da alma e coração deste filme, uma heroína cativante e magnífica.


E mais não se pode dizer, que spoilers são coisa feia e esta história de uma galáxia infinita merece ser vista num grande ecrã. Deixo-vos os modelitos que Daisy tem usado na tournée da estreia, e muito bem escolhidos:


Chloé para a estreia mundial em Los Angeles...


... e Roland Mouret para a estreia europeia em Londres.


É caso para dizer: There's been an awakening. Have you felt it? The Dark side, and the Light.

Blanco: regresso às origens

Eu ainda sou do tempo em que a Blanco, acabadíssima de chegar a Portugal e com lojas só no Norte, tinha belíssimas peças de cabedal e pêlo. Lindas mesmo, originais, de boa qualidade e a preços simpáticos De há uns anos para cá essa bonança desapareceu mas parece que a marca está a voltar ao que já fez muito bem em estações passadas:

Casacão pêlo € 249,99 € 124,99
O que é melhor que ir à Black Friday? É ter uma mãe cheia de estilo que veste o mesmo número que nós e vai à Black Friday. Este casaquinho de pêlo de coelho veio residir para a maison patuxxa após uma incursão à loja do Parque Nascente. Os receios que tivemos em encomendar online revelaram-se infundados pois o casaco é mesmo lindo e perfeito ao vivo, e bem leve e confortável. E continua em saldo!

Biker pele fechos correr € 199,99
Eu creio que já mencionei aqui umas dez ou vinte vezes que tenho uma obsessão por blusões de cabedal, por isso quando recebi a newsletter de hoje até vi estrelas. Na verdade o blusão preto perfeito ainda não tenho, por isso este aqui será alvo de investigação exaustiva na próxima visita à loja!

"review": Sunday Riley Artemis Hydroactive Cellular Face Oil


Há uns bons tempos que tinha os óleos faciais da Sunday Riley debaixo de olho. Com efeito, desde que esta marca lançou o primeiro trio de óleos Artemis, Juno e Isis, que a blogosfera tem sido unânime em tecer elogios a todos os três. Entretanto parece que o Isis terá sido descontinuado (facto do qual só me apercebi quando fiz a pesquisa para escrever esta entrada), mas surgiram dois novos óleos, o Flora e o Luna, pelo que a gama actual conta com quatro óleos faciais de tratamento, cada um com diferentes propósitos e para diferentes necessidades.

Para escolher o óleo mais indicado à minha pele guiei-me por esta review da Skin & Tonics e esta da Caroline Hirons, bem como (um bocadinho de memória) pelas impressões da Coisas & Cenas que no seu blog entretanto encerrado partilhou igualmente a sua opinião sobre os mesmos. Acabei por escolher o Artemis pois este óleo destina-se a peles mistas e oleosas e promete uma acção anti-inflamatória, purificante e anti-vermelhidão. Ou nas palavras da Caroline Hirons, aimed at a slightly confused skin, o que descreve bastante bem o meu caso.

A demora acabou por dar frutos, porque recentemente o preço dos óleos Sunday Riley baixou. Antes andavam todos acima dos €100 (ou pior, graças ao câmbio da libra) mas agora andam entre os €70 aproximadamente para o Artemis aos €100 para o Luna. Acabei por comprar o Artemis este Verão quando a Cult Beauty fez uma promoção de 15% de desconto. Comecei a usá-lo a meio de Setembro e passados quase três meses de uso diário, creio que devo ter produto para mais uns seis meses (esta foto é do início de Outubro) de utilização diária na medida certa.

Como faço com todos os óleos faciais, uso o Artemis exclusivamente à noite, como último passo da rotina de limpeza e cuidado. Tem um cheiro maravilhoso a limão doce e ervas campestres (originário do óleo de eucalipto Lemon Ironbark), que traz logo todo um componente de bem-estar à aplicação. A textura é rica mas não demasiado espessa ou gordurosa, e quatro gotas aquecidas nas palmas das mãos bastam-me para massajar rosto e pescoço.

Pela manhã o resultado é uma pele descansada e nutrida. Não faz milagres - nenhum produto o fará por si só - mas tenho sentido a pele bastante equilibrada, nem demasiado oleosa nem desidratada. As pequenas imperfeições e respectivas marcas saram mais depressa, e nota-se uma certa luminosidade no tom de pele em geral. É um dos melhores óleos faciais que já usei, e recompraria sem pensar duas vezes.

Ingredientes: óleos essenciais de Eucalyptus Staigeriana (eucalipto Lemon Ironbark), Backhousia Citriodora (murta limão), Citrus Paradisii (toranja rosa), Punica Granatum (romã), Nigella Sativa (cominho preto), Silybum Marianum (cardo-leitoso) e Linum Usitatissimum (linhaça).

Podem encontrar a marca Sunday Riley na Cult Beauty, no Space NK ou no Net-a-Porter. Actualmente o preço mais favorável encontra-se no Net-a-Porter que vende em euros, mas pode ser vantajoso comprar na Cult Beauty ou no Space NK quando estes sites oferecem os seus míticos goody bags.

007 SPECTRE (e uma reflexão sobre irrealismo no cinema)


Depois do estupendo 007 Skyfall ter colocado a fasquia incrivelmente alta, os produtores dos filmes James Bond decidiram que em equipa que ganha não se mexe, e voltaram a contratar o realizador Sam Mendes. Aposta ganha. 007 SPECTRE mantém a qualidade e brilhantismo do filme anterior. É simplesmente fantástico.


Desde logo tem uma das melhores aberturas de toda a série Bond, uma perseguição durante uma parada do Dia de Los Muertos na Cidade do México. Depois tem Monica Bellucci, divinal, numa passagem infelizmente fugaz.


Alguém devia ter avisado a produção  que existe uma quota mínima de Monica Bellucci, porque este filme não a atinge. É um dos pequenos reparos que tenho a fazer ao argumento do filme (o outro tem a ver com uma certa opção narrativa e não vou mencioná-lo aqui, porque é spoiler).


Em Skyfall e também neste SPECTRE, os colaboradores de Bond no MI6 têm uma presença maior do que até aqui habitual na série Bond. Moneypenny, M, Q e Tanner formam uma equipa invejável que não fica atrás do próprio James Bond em coragem e lealdade à pátria inglesa. E o Q é um geek tão querido que dá vontade de levá-lo para casa.


A outra presença feminina no filme é a francesa Léa Seydoux, que consegue evitar certos estereótipos das chamadas "Bond girls" e revelar substância. Infelizmente a sua personagem Madeleine Swann protagoniza aquele que eu considero o grande momento de irrealismo do filme, e não posso deixar de fazer um sério reparo à equipa de maquilhagem e guarda-roupa para que erros destes não voltem a repetir-se. 

(nos parágrafos seguintes discutem-se pormenores do enredo, vulgo spoilers)


Então o que se passa é que a dada altura Bond e Madeleine estão algures em Marrocos num comboio chique. Os produtores da série Bond claramente têm uma obsessão por comboios chiques tipo Expresso do Oriente, daqueles onde as pessoas se vestem para jantar em mesas com toalhas brancas e copos de cristal, e há empregados que nos passam a roupa a ferro. Há pelo menos mais dois filmes 007 com comboios chiques: Da Rússia com Amor, protagonizado por Sean Connery, e o primeiro filme de Daniel Craig, Casino Royale.

É tudo muito bonito e romântico, quiça utópico para quem viaja habitualmente na CP. O mais próximo que alguma vez estive disto foi há umas semanas, em que calhei de partilhar a carruagem com um animado grupo que regressava de uma feira de vinhos e passou toda a viagem de Lisboa até à Invicta a oferecer vinho do Porto aos ocupantes da carruagem...


Como é possível ver pelas imagens, Madeleine está impecavelmente vestida e maquilhada, com batom vermelho e unhas a condizer. Mas o jantar algo romântico é interrompido pelo grandalhão (outro clássico dos filmes Bond é a existência de dois vilões: o cérebro e o grandalhão), que dá um enxerto de porrada ao Bond até que a Madeleine lhe prega com dois tiros e conseguem livrar-se dele. Depois entra o instrumental da música do Sam Smith e já estão os dois a enroscar-se na carruagem cama.


No dia seguinte saem do comboio no meio do nada, a Madeleine irrepreensivelmente french chic com a sua roupinha passada a ferro... e as unhas dela já não estão vermelhas.

Isto, senhores da produção, isto é irrealista. Eu aceito as piruetas de helicóptero, as explosões e os gadgets sem problema. Agora isto não tem ponta por onde se lhe pegue. Porque o que me estão a dizer é que esta mulher tem o Daniel Craig na cama e em vez de abusar pecaminosamente dele durante a noite toda, a dada altura resolveu ir arranjar as unhas.

Creio que todos que me lêem concordarão que ninguém no seu juízo perfeito tomaria uma tal opção. Tenho dito.

"review": ZOEVA En Taupe


A Zoeva, criada em 2008 pela maquilhadora Zoe Boikou, começou como uma marca de pincéis de maquilhagem com belíssima relação qualidade / preço, e que eu recomendo sem pestanejar: possuo o conjunto Rose Golden original e mais dois ou três isolados que comprei entretanto, e adoro-os a todos. Neste momento, não troco a Zoeva por uma MAC, e tornou-se a minha marca de preferência para pincéis de maquilhagem.

Mas não contentes com a qualidade dos seus pincéis, a Zoeva aventurou-se na maquilhagem propriamente dita mantendo excelente qualidade a preços imbatíveis. Estragam-nos com mimos, é o que é. Soube que havia amor no ar no primeiro dia em que entrei na Kitchen Make Up e passei os dedos pela Mixed Metals, a minha primeira paleta de sombras da marca. Entretanto vieram mais uns batons e outra paleta, a Cocoa Blend. Tudo maravilhoso.


O novíssimo lançamento da Zoeva é a paleta En Taupe, criada à volta desse tom mítico que não é bem bege nem é bem cinza, o taupe ou toupeira. À primeira vista receei que os tons da En Taupe fossem demasiado claros e/ou frios para mim, que tenho pele média e de subtom amarelo. Também me pareceu que faltava um tom mais escuro na paleta para criar um look completo. No entanto, após as primeiras experiências, percebi que os tons da En Taupe são suficientemente versáteis para se adaptarem a diversos tons de pele (e nomeadamente à minha cor de Inverno), e que o tom mais escuro, a sombra Old Master, tem profundidade suficiente para criar um esfumado em equilíbrio com as demais cores. A En Taupe é, pois, uma concorrente de peso às Naked da Urban Decay, às quais ganha aos pontos em preço e não fica absolutamente nada atrás em qualidade. Ora vejamos:


  • Stitch by Stitch: bege marfim mate
  • Handmade: pêssego claro metalizado
  • Gallery: toupeira claro mate
  • Hour by Hour: rosa pêssego mate
  • Old Master: castanho arroxeado mate com pequeníssimos e esparsos brilhos rosados
  • Spun Pearl: branco perlado
  • Sheers & Voiles:  cinza claro perlado com reflexos rosa muito suaves 
  • Outline: toupeira metalizado de base quente / acastanhada
  • Wrapped in Silk: toupeira metalizado de base fria;
  • Exquisite: chocolate de leite mate

As sombras aplicam-se todas com grande facilidade e até requerem mão leve de tão pigmentadas que são, destacando-se a Spun Pearl e a Outline que são pigmentadíssimas. As metalizadas são um bocadito mais pigmentadas que as mates, que por sua vez são ligeiramente mais poeirentas, no entanto maquilhei-me com toda a naturalidade sem precisar de limpar pigmentos do canto do olho ou das faces, como por vezes acontece.

Trata-se de uma paleta que permite a criação de diversas maquilhagens naturais e apropriadas para o trabalho sem grande esforço, pois as sombras aplicam-se e esfumam-se com grande facilidade. Moral da história: se soubesse o que sei hoje, não tinha gastado tanto dinheiro na Urban Decay...

Produto gentilmente cedido pela Kitchen Make Up Boutique para review.

quatro aromas para o Outono


Alaïa Paris é o primeiro perfume do estilista Azzedine Alaïa, criado pela perfumista Marie Salamagne. Inclui notas de pimenta rosa, frésia, peónia e almíscar. Desde o lançamento das suas primeiras colecções nos anos 80, Azzedine Alaïa sempre teve uma carreira marcada pela sua personalidade e individualismo, nunca foi de seguir tendências mas de criá-las. As suas peças estruturadas e recortadas são clássicos modernos. 

Ao conceber o seu primeiro perfume, Alaïa falou à perfumista das suas recordações de infância na Tunísia e em especial da memória da sua avó deitando água fresca sobre as pedras do pátio em dias de calor, e do cheiro dessas pedras molhadas à medida que a água se evaporava ao sol. Achei a ideia tentadora, até porque adoro, adoro o cheiro da terra molhada depois de uma tempestade de Verão. Este efeito surge no perfume de forma bastante subtil. Começa como um floral suave, depois vai ficando só a base almiscarada. Gostei do perfume e achei-o bastante original. Não sei bem se me apetece comprá-lo. Precisa de mais um ou dois test drives.


Mod Noir é o penúltimo lançamento de Marc Jacobs e chegou-nos mesmo a meio do Verão. É um floral centrado na gardénia com notas de clementina e yuzu (um citrino asiático), verdes (1), lírio aquático, gardénia, magnolia e tuberosa, almíscar, flor de laranjeira e nectarina. Foi criado pelo perfumista Jean-Claude Deville.

(1) Nunca sei como traduzir a expressão «green notes» que se encontra frequentemente nas descrições de certos perfumes modernos. Suponho que a ideia não seja cheirar a relva...

O frasco é lindo e o conceito também. Tinha grandes esperanças para este perfume. Mas passados dois minutos de o pulverizar na pele já queria lavar a mão... Há aqui qualquer coisa me que desagrada profundamente e não sei bem dizer o que é, provavelmente a conjugação das notas verdes e da gardénia. É uma questão de gosto pessoal, naturalmente - como o são todas a nível de estilo, e nos perfumes em especial.


Outro frasco lindo, outra desilusão. Miu Miu é o primeiro perfume da marca, criado pela perfumista Daniela Andrier. Inclui notas de jasmim, rosa, lírio do vale, verdes, e madeira akigala. Eu gosto da maioria dos perfumes da Prada, marca da qual a Miu Miu é a «mana mai'nova», que acho elegantes e em perfeita consonância com o conceito da marca. Não consigo dizer o mesmo deste perfume. Não encontro nele a irreverência da marca Miu Miu. É um floral simpático, mas mais uma vez e tal como o Mod Noir, aquelas notas verdes no início enjoam-me. 


Depois de duas desilusões, não estava sequer à espera que o novo Decadence da Marc Jacobs já estivesse disponível por cá. Nunca liguei aos perfumes da marca porque os achava algo juvenis, e como referi acima, a minha experiência com o Mod Noir foi muito má. Mas ontem fui espreitar a maquilhagem Marc Jacobs à Sephora e acabei por experimentar este perfume, criado pela perfumista Annie Buzantian. É um perfume «crescido», para um dia de Inverno ou uma saída à noite: tem notas de ameixa italiana, açafrão, íris, rosa búlgara, jasmim Sambac, âmbar, vetiver e madeira de papiro. 

Não gosto assim muito da nota de abertura (deve ser a ameixa italiana, porque não sou fã de frutados), mas depois dos primeiros segundos este perfume transforma-se num oriental amadeirado muito bom. Surpreendeu-me, tenho de dizer. Nas notas de fundo lembra um bocadinho o Coco Noir mas menos doce. Dei por mim a cheirar a mão várias horas depois de o ter aplicado, o que é sempre sinal de uma boa impressão. 

E o frasco é um amor. Imita uma pequena clutch com corrente metálica e uma borla de franjas negras. Parece-me que há aqui inspiração certeira no frasco original de parfum do icónico Opium da Yves Saint Laurent, que também tem uma fitinha e uma borlinha de franjas. Claro que o Decadence será sempre infinitamente mais comportadinho que o Opium, supra-sumo dos orientais, mas há que dizer, Marc, estás desculpado pela desilusão do Mod Noir. Continua assim que vais bem,

"review": Clique One C10 + Clique One E5


As minhas desculpas por não ter conseguido fotografar as embalagens em condições e ter de usar stock photos, mas isto é traiçoeiro de apanhar a legenda e o meu velhinho iPhone 3GS já não vai lá. No entanto não podia deixar de partilhar a minha (boa) opinião sobre estes produtos dos Laboratórios Medinfar que não só são uns séruns muito simpáticos e a preço de amigo, como também são incrivelmente práticos para levar em viagem ou férias.

Curiosamente não descobri este produto através da internet ou dos blogues, mas sim em conversa com uma colega de escritório a quem o dermatologista lhe tinha recomendado os Clique One. Não descansei enquanto não fui à parafarmácia do El Corte Inglès comprar as três variedades. Cada embalagem custou cerca de € 16.

Os Clique One são séruns que se apresentam em embalagens de 28 monodoses, suficientes para um mês de tratamento. Existem três variedades com três princípios activos diferentes:
  • E5 contém Vitamina E na concentração de 5% e destina-se à protecção anti-radicais livres e regeneração da pele;
  • C10 contém Vitamina C na concentração de 10% sob a forma de ácido L-ascórbido e promove a regeneração cutânea, a síntese do colagénio e a diminuição da hiperpigmentação;
  • A15 contém Vitamina A (retinol) na concentração de 0,15% e destina-se a regenerar a pele danificada ou acneica promovendo a aceleração do ciclo de renovação celular.
Estes séruns têm os princípios activos numa base de silicone portanto sentem mesmo aquele efeito quando os aplicam. Explicou-me a Make Down há um par de anos que o silicone estabiliza as vitaminas evitando que as mesmas se degradem (o que poderia acontecer se o "enchimento" fosse por exemplo água, porque a água tem oxigénio na molécula e o oxigénio... oxida). 

Sob recomendação da Bola de Sabão usei durante as férias e tempo de praia o sérum E5 de manhã, para proteger a pele da exposição solar, e o sérum C10 à noite, para promover a regeneração. Tenho a dizer que gostei bastante de ambos. Tirando o facto de ter ganho uma corzinha ao de leve (eu não apanho sol directo na cara, baixa-me as tensões), chegado Setembro nem parecia que tinha estado uma semana a apanhar sol, vento, sal, suor e camadas de protector solar na cara. E umas três manchitas que tinha depois de ter feito má reacção a um sérum da Caudalie desapareceram por completo.

Nenhum dos séruns me provocou qualquer tipo de irritação ou reacção. O C10 às vezes arde um bocadinho a aplicar, mas é momentâneo e desaparece em segundos.


Os Clique One apresentam-se em monodoses dentro de embalagens que são umas práticas rodinhas de plástico. Solução mais travel friendly não há! Mais: após alguma pesquisa cheguei à conclusão que o Clique One C10 de Vitamina C tem ingredientes quase idênticos às Vitamin C+ Overnight Repair Radiance Capsules da Una Brennan, que experimentei no ano passado, com a diferença de ser metade do preço para a mesma quantidade de produto!

A única nota que tenho a apontar é que o C10 pode manchar a roupa de dormir ou de cama com umas manchas amarelas, coisa que já me aconteceu com outros produtos com Vitamina C activa. Mas sai na lavagem, não se preocupem.

Quanto ao A15, que é um retinol, estou a guardá-lo mais para o Inverno e a seu tempo partilharei a minha opinião. Para já, o C10 e o E5 estão totalmente aprovados.

I'm a cowboy, on a steel horse I ride

Então parece que uma das tendências do Outono/Inverno 2015 é o western, e há texanas e franjas por todo o lado. Isto é problemático. Eu não sou grande fã de franjas excepto em lenços, mas tenho uma obsessão estranha por botas texanas. Tenho umas Frye autênticas compradas nos EUA há uns anos, castanhas, mas agora queria umas botas pretas do mesmo género e estas da Bershka entraram na minha pré-selecção. Ao ver a opinião positiva de uma amiga que também as comprou, decidi-me por elas e fui à loja das Amoreiras experimentá-las in loco porque não sabia se havia de comprar o 35 ou ou 36.

Houve intervenção cósmica, leitores. Experimentei ambos os números e ambos me serviam, só que o 35 ficava um pouco mais justo. E nestes casos, contrariando a doutrina maioritária, eu costumo levar o 35... só que já ia pagar quando vi umas costuras descosidas e quando pedi outro par, percebi que aquele par 35 era único e o par 36 que eu tinha experimentado também era único. O universo estava claramente a mandar-me uma mensagem. Portanto trouxe o 36. E depois de as experimentar em casa já com meias, concluí que foi a decisão acertada.

Botim de couro Bershka, € 49,99

Entretanto andava de olho num colete da Zara. Os coletes são outra grande tendência, a ponto de a loja online da Zara já ter uma secção específica para o efeito. Ora eu queria experimentar este aqui, que é assim tipo pastora das estepes da Mongólia, mas ainda não o encontrei em loja. E como tenho tido uma série de desilusões com coisas da Zara compradas online, não estou para aí virada. Estava quase a sair da loja do Colombo de mãos a abanar quando vi isto:

Colete pele bordado Zara € 39,95

Foi amor à primeira vista. Um colete lindo de pele bordada a este preço? Nem uma horda de mortos-vivos mo arrancava das mãos. Amor à primeira vista foi também este lenço de franjas (eu bem disse que só gosto de franjas em lenços) que tem um padrão e cores lindíssimos... Agora resta-me desejar por tempo frio para estrear os meus tesouros.

Lenço triângulo Zara € 22,95

"review": Bioderma Hydrabio Eau de Soin SPF 30 + Sensibio Tolérance+


Nos últimos meses, e para além da indispensável água micelar, há dois produtos da Bioderma que têm feito parte essencial do meu dia-a-dia. 

O primeiro é o hidratante Sensibio Tolerance+, indicado para peles intolerantes ou hipersensíveis. Nos meses de Verão, e dada a exposição da pele a diversas agressões exteriores como água salgada, vento e sol, gosto de apostar numa rotina minimalista em que a hidratação é potenciada por produtos reparadores e/ou protectores (papel que nesta estação foi desempenhado por dois séruns da marca Clique One dos quais falarei em breve). Acresce que, comecei este hidratante num momento em que tinha a pele algo sensibilizada devido à reacção a um outro sérum que fui obrigada a deixar a meio... não sofri irritação cutânea propriamente dita, mas o sérum provocava-me milia e pontos negros na zona do queixo!

Com uma lista de ingredientes simples e breve, o Sensibio Tolerance+ apresenta-se como um produto cujo uso continuado reforça a pele e diminui a sensibilidade. Vem em embalagem de pump e tem uma textura única, entre o creme e a mousse aguada, que é rapidamente absorvida pela pele. Gostei muito deste hidratante e voltarei a utilizá-lo. Mesmo após uma semana de praia, não sofri qualquer irritação ou vermelhidão e estou até com a pele muito pacífica. Acho-o um bom hidratante que pode socorrer uma pele em apuros ou servir de base a uma rotina acompanhada de outros cuidados específicos. Custa cerca de € 18 por embalagem de 40ml.

Ingredientes: Aqua/Water/Eau, Isostearyl Isostearate, Glycerin, Silica, Glyceryl Stearate, Sodium Citrate, Capryloyl Glycine, Mannitol, Xylitol, Rhamnose, Sodium Pca, Acetyl Tetrapeptide-15, Undecylenoyl Glycine, Dehydroxanthan Gum, Sodium Hydroxide. [Bi 668]

Já o Hydrabio Eau de Soin SPF 30 não se encontra ainda disponível em Portugal, e chegou-me da Cocooncenter (onde custa € 9,90 por embalagem de 30ml) por via de uma encomenda da minha querida Pindérica. A verdade é que o conceito disto é brilhante, e todas na blogosfera quisemos experimentar isto mal soubemos do lançamento em França: um protector solar em spray! Uma água termal hidratante com SPF 30! Bom, chamai-lhe o que quiserem: a ideia é prometedora. 

Sucede, porém, que após largas semanas de uso me vi forçada a chegar à seguinte conclusão: isto não funciona na minha pele. Passo a explicar. Como sabem a minha pele é mista e passa a oleosa no Verão. Quem tem pele normal ou seca, pode aplicar este produto por cima da maquilhagem com o maior à-vontade. Eu experimentei e não gostei do resultado, porque a) me deixava a pele imediatamente com um ligeiro brilho e b) ficava sempre com a sensação de que o produto não estava bem espalhado. Experimentei uma aplicação alternativa: depois dos cuidados de rosto e antes da base. O meu problema é que por cima disto a base não se espalha bem e em certas zonas até esfarela (o que me aconteceu com produtos de várias marcas). Portanto ou me está a falhar qualquer coisa, ou só consigo usar isto com pouca / nenhuma maquilhagem. É uma experiência pessoal; a Pindérica e a Marlene do Pretty Exquisite dão-se estupendamente bem com este produto, mas não têm pele oleosa como eu. Não deixo de realçar que na minha opinião a Bioderma merece um elogio por ter criado este protector, e devia lançá-lo em Portugal quanto antes. Não funcionou comigo mas pode ser uma grande ajuda para muitas meninas de pele normal e seca por esse país fora.

Ingredientes: Aqua/Water/Eau, Cyclopentasiloxane, Disodium Phenyl Dibenzimidazole Tetrasulfonate, Glycerin, Homosalate, Octocrylene, Ethylhexyl Salicylate, Cyclohexasiloxane, Butylene Glycol, Phenylbenzimidazole Sulfonic Acid, Arginine, Sodium Hydroxide, Pentylene Glycol, 1,2- Hexanediol, Caprylyl Glycol, Disodium Edta, Mannitol, Xylitol, Tocopheryl Acetate, Rhamnose, Sodium Metabisulfite, Ectoin, Niacinamide, Hexyldecanol, Pyrus Malus (Apple) Seed Extract, Brassica Campestris (Rapeseed) Sterols, Tocopherol. [Bi 723]

Setembro é o pior mês do ano

A cada um o seu gosto. A mim Setembro enerva-me um bocado, não é carne nem peixe. Está calor mas já usamos as roupas de Verão há três meses e fartámo-nos delas. As montras estão cheias de casacos e roupas de Outono que podemos comprar mas não usar. Depois da praia temos de hidratar e exfoliar para não descascar tipo cobra a mudar de pele. E o regresso à rotina. Lembro-me que nos tempos de escola ficava sempre muito entusiasmada pelo regresso às aulas, comprar livros e cadernos novos. Depois as aulas começavam e aquilo passava logo no primeiro dia. Agora é um bocado igual, mas nem sequer se compram cadernos novos.

E assim, porque sim, e para desanuviar do choque do regresso ao trabalho: uma wishlist...  de Natal. Com muitos livros e um brinquedo da Guerra das Estrelas.

#1 iPhone


O meu iPhone é um 3GS comprado em Dezembro de 2009, ou seja, em anos de telemóvel data do período jurássico. Honestamente não percebo as pessoas que trocam de telemóvel de dois em dois anos. Comigo, enquanto funcionar usa-se. Até porque configurar um smartphone novo não é terefa fácil. Dito isto, nos últimos seis meses o meu começou finalmente a dar sinais de idade. A bateria já não era grande coisa, mas o primeiro grande susto foi uma avaria na antena interna que me deixava o telemóvel sem rede. Valeram-me os senhores da iLoja (em Lisboa na Av. Visconde Valmor) que mo arranjaram em cinco minutos sem levar nada, porque felizmente era só mau contacto.

Já a progressiva lentidão no processador não tem remédio e é o principal motivo que me leva a trocá-lo, começa a ter muitas falhas de carregamento e funcionamento das aplicações. E last but not least, como já não actualiza para lá do IOS 6.1.6, verifico a impossibilidade de instalar muitas apps mais recentes que não são compatíveis com os IOS mais antigos. De qualquer modo, acho que seis anos são uma boa vida digital. Vou actualizar para o iPhone 6S. Em ouro rosa se conseguir, mas a cor não é essencial, porque eu não dispenso a capinha protectora...

#2 Livro Grace: Thirty Years of Fashion at Vogue


A primeira edição deste livro foi uma tiragem limitada há uns bons anos, que rapidamente esgotou. Quando Grace Coddington se tornou uma estrela após o documentário The September Issue, cheguei a ver exemplares antigos à venda por mil euros! Foi com surpresa e agrado que soube que não só vai ser reeditado, como seguido de um novo volume dedicado ao trabalho mais recente de Grace.

#3 Livro Face Paint: The Story of Makeup


Estrela da internet e directora criativa da Lancôme, Lisa Eldridge é uma ávida coleccionadora de maquilhagem antiga e escreveu um livro sobre a história da maquilhagem desde a antiguidade aos tempos modernos. Estou muito curiosa!

#4 Livro Korean Beauty Secrets: A Practical Guide to Cutting-Edge Skincare & Makeup


Kerry Thompson e Coco Park são autoras, respectivamente, dos blogues Skin & Tonics e The Beauty Wolf, duas referências obrigatórias para quem se aventura nos meandros da cosmética coreana. Elas fazem testes, listam ingredientes, identificam ingredientes bons e maus, partilham rotinas de cuidados, e o rombo assim criado nos nossos orçamentos só não é maior porque as "coreanices" podem ser difíceis de encontrar mas são ridiculamente baratas comparadas com as marcas europeias. Mas navegar neste gigantesco mercado pode ser confuso, visto que os coreanos conseguem mesmo ser hardcore no que toca a cuidados de pele e chegam a fazer rotinas com sete ou oito ingredientes. Em que ordem se colocam? Qual a diferença entre uma essência e um sérum? As respostas a estas e outras perguntas poderão ser encontradas neste livro que Kerry e Coco escreveram em conjunto, reunindo anos de conhecimento e pesquisas.

#5 Star Wars BB-8 Sphero



This is the droid you're looking for. 

É com este slogan francamente brilhante que a poderosa máquina de merchandising Disney / Star Wars anuncia um objecto que é um brinquedo, sim, mas o brinquedo mais incrível de todos os tempos, capaz de transformar adultos em miúdos deslumbrados num piscar de olhos. Sim, custa 150 dólares nos EUA e 170 euros na Europa. E por esse dinheiro trazem para casa uma coisinha tão avançada que parece milagre, como se uma personagem tivesse saltado do ecrã para a nossa sala. Com um conjunto de sensores e uns pozinhos de programação básica, o brinquedo BB-8 é literalmente uma bolinha encantadora que com umas luzinhas e uns apitos cria um efeito tão realista que projectamos nele todos os nossos sonhos de inteligência artificial e queremos acreditar que ele é tão esperto como no filme.

Podeis dizer que é tão adorável quanto inútil, mas estão a voar das prateleiras que nem pão quente e a fã empedernida de Star Wars que há em mim acha-o absolutamente amoroso!

pára tudo já!!! Covergirl Star Wars Makeup Collection


Já devem ter notado que eu sou uma aficionada por cinema e pelos géneros da ficção científica e fantasia em particular. Como não podia deixar de ser, a saga Star Wars - A Guerra das Estrelas foi um dos meus primeiros amores cinematográficos que sempre acompanhei fielmente desde os anos do VHS até ao regresso aos cinemas com a Prequel Trilogy. Desde aí afastei-me um bocado - os filmes não eram, de todo, tão bons como os primeiros, e a dada altura parecia-me tudo uma máquina para vender brinquedos a crianças. 

Foi com um misto de emoções que acompanhei as notícias da venda da Lucasfilm à Disney e o anúncio de uma nova série de filmes. Por um lado, fiquei mesmo contente que o George Lucas não mexa mais em Star Wars. Ele criou a magia dos filmes originais, mas também criou o Jar Jar Binks e os midichlorians, e claramente estava a perder o jeito para a coisa. Por outro lado, preferia que deixassem tudo como estava sem fazer mais filmes, mais nada. 

À medida que foram anunciando o J.J. Abrams como realizador, as novas caras, o regresso do elenco original, fui-me permitindo ter esperança que isto podia ser uma coisa boa. Então apareceram os trailers. O primeiro não mostrava grande coisa. E na verdade, o segundo também não. Mas naquele momento em que aparece o Han Solo e diz "Chewie, we're home", eu voltei a ser uma adolescente a gravar a trilogia original em VHS. Aquele momento pôs homens de barba rija a chorar, garanto-vos.

Tudo isto é uma introdução algo longa para o tema que vos trago hoje, e que é a junção de dois grandes amores da minha vida: Star Wars e maquilhagem. Com efeito, a marca americana Covergirl juntou-se à Lucasfilm para lançar uma linha de maquilhagem inspirada no filme. Criada pela maquilhadora Pat McGrath, a linha inclui batons, máscara de pestanas e verniz, divididos em duas colecções Light e Dark. Pat McGrath criou seis visuais a partir da colecção: Mystic, Droid, Jedi, Chrome Captain, Dark Apprentice e Stormtrooper, mas por enquanto apenas foram divulgadas as imagens promocionais Droid e Stormtrooper.








Um pormenor verdadeiramente amoroso é que as máscaras de pestanas trazem dez citações diferentes dos filmes Star Wars, incluindo o inesquecível May the Force be with you. A ideia é genial, meus caros, mas eu não vou coleccionar dez embalagens de máscara de pestanas a não ser que tenham convocado os poderes da Força para evitar que elas sequem! Era bonito...


O grande problema disto tudo é que ao contrário do que diz o seu slogan, a Covergirl não é easy nem breezy de encomendar por terras europeias. Mas não pensem que isso me vai impedir de pôr as mãozinhas em dois ou três mimos desta colecção. The Force is strong with this one!

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